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JOHAN DALGAS FRISCH
Vida e obra de um brasileiro que deixa legado cultural e ambiental
Johan Dalgas Frisch, engenheiro, ornitólogo e presidente da Associação de Proteção da Vida Selvagem – APVS, faleceu na manhã do dia 22 de junho, 20 dias antes de completar 94 anos. Dalgas Frisch estava internado há alguns meses com sérios problemas de saúde. O Senhor dos Pássaros, como era chamado, deixou um legado cultural, ambiental e de paixão pelas aves, pelas florestas e pelo Brasil. Dalgas nasceu em São Paulo em 12 de julho de 1930. Tem ascendência dinamarquesa. Sua paixão pela natureza começou bem na infância. Era encantado pelas aves. Aos sete anos de idade já ajudava seu pai, Svend Frisch – um artista consagrado – a pintar todas as espécies da avifauna brasileira. Deste trabalho nasceu seu primeiro livro: Aves Brasileiras. Em 1962, Dalgas trouxe da selva para as cidades a gravação dos cantos das aves. Gravou um LP que virou sucesso internacional. Em 1963, o disco entrou na Parada de Sucesso das rádios e, por várias semanas consecutivas, figurou na lista dos discos mais vendidos no Brasil.
O brasileiro Johan Dalgas Frisch pertence a uma genuína família de ecologistas. Seu bisavô materno foi influente na Coroa dinamarquesa porque conseguiu transformar uma vasta região desértica daquele país em uma imensa floresta, contando com a única tecnologia disponível na época, os arados puxados por bois. Ele inventou um tipo diferente de arado, puxado não por um, mas por 12 bois. Era o único capaz de quebrar a superfície dura do solo, resultado de muitas queimadas. Rompida a crosta, as raízes das árvores podiam se desenvolver e em poucas décadas uma grande floresta estava de pé.

Johan Dalgas Frisch visita a estátua de seu tataravô Enrico Mylius Dalgas, Herói da Dinamarca.
ORIGEM DINAMARQUESA
Seu pai, o pintor Svend Frisch, amigo de Pablo Picasso, não vacilou diante da oportunidade de mudar da Dinamarca para o exótico Brasil. Aqui, formou família e desde que o filho Dalgas, aos seis anos de idade, revelou seu amor pelas aves, o pai não parou mais de pintá-las. Ao longo de quatro décadas, Svend desenhou cerca de dois mil exemplares de aves, coletados pelo próprio Dalgas. Em 1964, pai e filho publicaram a primeira edição do livro Aves Brasileiras. Obra atualizada em 1981 e que hoje está na terceira edição com o nome de “Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem”. É o mais detalhado manual de identificação das espécies ornitológicas existentes no País.
O engenheiro, ornitólogo e industrial Johan Dalgas Frisch retirava do negócio da limpeza de ar e da água o fôlego financeiro para patrocinar sua paixão passarinheira.

Johan Dalgas Frisch abraça seu filho Christian e o neto Enrico. A família Dalgas, desde seu tataravô Enrico Mylius Dalgas, é como as ondas do mar: quando uma geração declina, vem logo outra que floresce com a mesma disposição, o mesmo fascínio e o mesmos sonhos de defesa das florestas, das águas e das aves.
COMENDAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS
“MEDALHA DO MÉRITO DE OURO DA COROA”
QUE RECEBEU DA RAINHA DA DINAMARCA, MARGARIDA II.

Johan Dalgas Frisch mostra ao ex-presidente José Sarney a “Medalha do Mérito de Ouro da Coroa” que recebeu da Rainha da Dinamarca, Margarida II. José Sarney havia feito uma mensagem especial ao então Primeiro-Ministro, Lars Lokke Rasmussen, sobre a importância dos trabalhos culturais e ambientais do engenheiro e ornitólogo de ascendência dinamarquesa para o Brasil.
ORDEM ESTRELA DO ACRE

O governador Tião Viana condecorou em 5 de agosto de 2016, em Rio Branco, o engenheiro e ornitólogo Johan Dalgas Frish, 86 anos, com a Ordem da Estrela do Acre, no grau Comendador. Quando jovem, Dalgas teve saúde e coragem para se embrenhar pelas florestas e gravar a voz dos animais. Gravou cantos das aves mais lindas do Planeta que habitam o Cerrado, a Caatinga e a Amazônia. Às 7 horas da manhã do dia 9 de novembro de 1962, no Seringal Bagaço, em Rio Branco (AC), Dalgas Frisch foi o primeiro a gravar o melodioso e mítico canto do Uirapuru. Ainda em Rio Branco, Dalgas Frisch participou do AVISTAR, evento voltado para a observação de pássaros, realizado no Parque Zoobotânico da Universidade Federal do Acre. (fotos: Sérgio Vale)
ORDEM DO RIO BRANCO

Em 20 de Abril de 2012, por indicação do ex-presidente José Sarney, Dalgas Frisch recebeu, no Itamarati, das mãos da ex-presidente Dilma Rosseff, a COMENDA DA ORDEM DO RIO BRANCO.
HOMENAGEM DO SENADO FEDERAL

A pedido do ex-presidente José Sarney, o Senado Federal produziu um documentário sobre a vida e obra de Dalgas Frisch com o nome AVE DALGAS, em 2013.
RECONHECIMENTO DA ABNT


PRÊMIO VERDE DAS AMÉRICAS

Em 2007, Dalgas Frisch recebeu o Prêmio Verde das Américas pelo seu trabalho de preservação das florestas, das águas, da flora e da fauna do continente americano.

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Rádio Nacional tem programação especial para o aniversário de Brasília
Capital do país completa 66 anos nesta terça-feira
Rádio Nacional
A Rádio Nacional preparou uma programação especial para celebrar os 66 anos de Brasília (DF), comemorados nesta terça-feira (21). Ao longo dos próximos dias, a emissora leva ao ar conteúdos inéditos que destacam a cultura, a memória e a produção artística da capital federal com entrevistas, reportagens e edições temáticas de programas.

A agenda começa nesta sexta-feira (17). O programa Espaço Arte comenta o Festival da Eficiência – Festa da Inclusão, que acontece neste fim de semana no Parque da Cidade, em Brasília.
O evento cultural gratuito e acessível nasce com o propósito de afirmar a deficiência como potência criativa, identidade estética e protagonismo social. No estúdio, haverá entrevista com a arte-educadora e produtora da banda Baião de 2, Kaká Taciano. Rádio Nacional de Brasília FM 96,1 MHz, às 12h30.
No sábado (19), a atração Frequência Nacional apresenta no quadro Entre Eixos e Histórias o depoimento da pioneira e jornalista Mercedes Urquiza. Nascida na Argentina, Mercedes deixou Buenos Aires a bordo de um jipe rumo a Brasília, em 1957. Suas histórias renderam importantes obras que registraram os primeiros passos da nova capital.
O programa também traz entrevista com o ator e bonequeiro Marcos Augusto de Rezende para falar sobre o Cine Itapuã, que foi um dos principais espaços culturais do Gama (DF) e que marcou gerações. Rádio Nacional de Brasília AM 980 Khz, a partir das 8h.
Na segunda-feira (20), o Espaço Arte destaca os dez anos do grupo Merceditas, que se apresenta no dia 24 de abril no Teatro Galpão Hugo Rodas, no Espaço Cultural Renato Russo. O grupo brasiliense é dedicado à interpretação de músicas latino-americanas, especialmente do movimento Nueva Canción. Rádio Nacional de Brasília FM 96,1 MHz, às 12h30.
Na terça-feira (21), aniversário da cidade, o Espaço Arte exibe entrevista com o músico, produtor e professor Alexandre Veiga dos Santos, o Alexandre Podrão, integrante da banda Detrito Federal. Ele lança o livro Crônicas e Mitos do Rock de Brasília 1982-1994, que revisita a cena musical da capital. Rádio Nacional de Brasília FM 96,1 MHz, às 12h30.
No mesmo dia, a programação musical (13h às 18h) da Rádio Nacional de Brasília FM 96,1 MHz será formada por músicas dos artistas brasilienses; e o programa Tarde Nacional (15h), da Rádio Nacional de Brasília AM 980 Khz, será integralmente dedicado ao aniversário da capital federal.
A temática especial segue ao longo da semana no Espaço Arte. Na quarta-feira (22), a pauta será o aniversário do Museu de Arte de Brasília, que amplia a programação cultural no dia 25 com visita guiada e apresentações dos grupos Sambrasss e Samba das Meninas.
Já na quinta-feira (23), Dia Nacional do Choro, o programa recebe o diretor musical e saxofonista da Orquestra Pizimdim, Bruno Patrício. Rádio Nacional de Brasília FM 96,1 MHz, às 12h30.
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Parque de Ideias leva escritora Clarice Lispector ao público do Rio
Evento gratuito ocorre hoje, às 16h, na Biblioteca Parque Estadual
Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil
Clarice Lispector estará no centro das atenções na Biblioteca Parque Estadual, no centro do Rio. O encontro, gratuito ao público, será por meio do Projeto Parque de Ideias, idealizado pelo documentarista Márcio Debellian.

Nesta terça-feira (14), às 16h, a jornalista, escritora e roteirista Melina Dalboni vai apresentar a palestra Clarice Lispector: da literatura ao teatro e ao cinema, que ela prefere chamar de conversa com os visitantes.
Ela vai levar a sua experiência nas diferentes adaptações que fez da obra de Clarice para o longa A paixão segundo G.H. e quando escreveu o livro Diário de um Filme – A paixão segundo G.H., baseado no longa.
Melina revelou ser fã da escritora e poder conversar sobre Clarice, em um projeto dentro da Biblioteca Parque Estadual, é ter a oportunidade e o privilégio de estar em um espaço que oferece uma programação de qualidade e gratuita. Ela considera Clarice como uma das maiores escritoras do mundo.
“A obra da Clarice é publicada em mais de 40 países e foi traduzida para mais de 30 idiomas. Embora muitos considerem a obra da escritora hermética, entendo que seja o contrário”, diz Melina à Agência Brasil.
“Os livros, contos e crônicas dela são acessíveis e apaixonantes exatamente porque ela propõe essa ideia de ‘pensar-sentir’, de modo que o leitor não precisa exatamente entender tudo cartesianamente, mas, sim, estar aberto para ler e ser tocado, ler e sentir em si mesmo, como se o livro fosse um espelho”, explica.
A roteirista revelou que o processo criativo desenvolvido e oferecido pelo cineasta Luiz Fernando Carvalho para a criação do filme A Paixão Segundo G.H. foi aberto a todos que participaram da produção, desde a atriz Maria Fernanda Cândido passando pela equipe de figurino, de costura, de roteiro, os motoristas, a direção de arte e, inclusive, estudantes de teatro.
“Todos nós tivemos a oportunidade de mergulhar na obra a partir de uma semana de palestras dos maiores especialistas em Clarice, como Nádia Batella Gotlib, José Miguel Wisnik e Yudith Rosembaum, dentre outros”, contou
O processo criativo do filme, segundo Melina, a permitiu ter um contato mais profundo e íntimo com a obra de Clarice, da qual já estudava e era leitora. Esse envolvimento, conforme explicou, resultou na necessidade de registrar essa experiência no livro Diário de um Filme – A Paixão Segundo G.H, publicado pela editora Rocco.
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Espetáculo
Ainda hoje, às 18h, será vez de a atriz Beth Goulart apresentar a peça Simplesmente eu, Clarice Lispector. Em cartaz há 17 anos, já foi vista mais de 1 milhão de pessoas. “É uma alegria a gente receber esta parceria com o público sempre acompanhando o nosso trabalho”, comentou Beth Goulart em entrevista à Agência Brasil.
O monólogo foi escrito, dirigido e produzido pela própria Beth, que por sua interpretação recebeu o Prêmio Shell de Melhor Atriz. Ainda no Projeto Parque de Ideias, o público terá a oportunidade de ver o espetáculo também, nesta quarta-feira (15), no mesmo horário.
Para a atriz, é maravilhoso poder apresentar a peça em uma Biblioteca. Acrescentou que o espetáculo sempre foi um incentivo à leitura, principalmente, da literatura de Clarice Lispector, que, conforme afirmou, “é uma literatura muito especial que faz os leitores se auto conhecerem, se olharem por dentro e melhorarem em todos os sentidos como pessoa”.
“A leitura tem essa função na nossa vida. Abre portas, horizontes e possibilidades de conhecimento. Fazer dentro de uma biblioteca é maravilhoso. É estimular a leitura em um espaço fértil para isso. Não só conhecer a literatura de Clarice, mas de tantos outros autores maravilhosos que estão à nossa disposição”, ressaltou.
“Uma biblioteca é um lugar mágico de mil possibilidades para você conhecer os pensamentos dos grandes criadores. É uma fonte maravilhosa de aprendizado, de conhecimento e de troca”, completou.
A ponte da literatura com o teatro sempre foi um dos objetivos da atriz, para quem é muito importante estimular o hábito da leitura. “O teatro nos aproxima da beleza da literatura, porque nos faz dar vida a estes personagens, trazer a experiência da leitura que é individual e solitária para uma experiência coletiva, que é o que o teatro nos propõe. É uma ampliação desse prazer maravilhoso de entrar em contato com as letras, as palavras e os pensamentos dos grandes autores”, afirmou
Parque de Ideias
O projeto, que está na sua quarta edição, segue em até o dia 17 de abril. A cada mês uma semana da Biblioteca é destinada à programação do Projeto Parque de Ideias. Já passaram por ali as cantoras Alcione e Fafá de Belém e o cantor e compositor Neguinho da Beija-Flor entre outros.
Márcio Debellian, que dirigiu o documentário Fevereiros sobre o desfile da Mangueira com enredo de Maria Bethânia e a religiosidade do recôncavo baiano, disse que a ideia da homenagem surgiu por influência da peça que a Beth tem apresentado.
“É um fenômeno pela quantidade de anos que está em cartaz, quantidade de público que ela levou aos teatros, a qualidade da peça e do texto e da atuação da Beth, muito premiada”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.
“Acho que para uma Biblioteca Pública que abriga a obra da Clarice, quem for lá pode retirar os livros da Clarice gratuitamente, faz sentido em um teatro com 200 lugares, que está bonito, com palco novo, que a gente reformou, poder oferecer a peça da Beth gratuitamente e ter uma aula da Melina que adaptou Clarice para o cinema”, observou.
O documentarista comentou que trabalha com um público muito diverso. “Tem gente que tem conhecimento da obra e já leu tudo, e tem gente que está sendo introduzida àquele autor, que está indo ao teatro pela primeira vez porque é ao lado da Central do Brasil, gratuito, acessível por vários meios de transportes”, informa.
“Faria sentido para uma Biblioteca abrigar a peça em homenagem a Clarice e ter uma aula que ajude a ensinar mais o universo clariceano e que as pessoas possam frequentar o acervo da Biblioteca retirar os livros”, acrescenta.
Na visão de Debellian, que também é fã de Clarice, a autora é transformadora. “Mudou a minha vida de tal ponto de que quando li o primeiro livro tive que ler oito seguidos de uma tacada só e quase enlouqueci. Tive que parar um pouco porque fui tragado por aquele universo, mas está tudo marcado, sublinhado, às vezes tenho que voltar à prateleira e reler o que marquei. É uma autora fundamental na minha vida que me envolve muito”, revelou.
Debellian tem certeza de que Clarice vai conquistar o público que ainda não teve contato com as obras da escritora. “Vai sair mobilizado porque as palavras são tão fortes, tão profundas, mexe com o seu pensamento e a sua sensibilidade”, afirma.
“Você não se esquece e leva aquilo para a vida. E quando você entra na Clarice, precisa mergulhar para entender de onde sai tanta sabedoria, tanta clareza e tanto impacto. Você fica tomado, nada passa batido, nada é corriqueiro”, diz empolgado com a obra da autora.
Público
Debellian disse que costuma conversar com os frequentadores da Biblioteca para saber quem está indo pela primeira vez e sempre se depara com a diversidade.
“É o público popular mesmo e muito diverso nas atividades que a gente faz. Tem gente que pega o trem, vem de São Gonçalo, Niterói, Duque de Caxias e São João de Meriti. Eu pergunto muito antes de abrir a programação”, contou.
Ele acrescenta que, por causa desse desconhecimento sobre o funcionamento daquele espaço cultural, gosta também de revezar os gêneros musicais dos convidados, por que aí é possível trazer outros públicos que não conhecem o espaço de leitura e cultura.
“É fundamental a gente se apropriar desse equipamento público para que em uma outra crise de governo, não pensem que para cortar o orçamento, tem que cortar em bibliotecas públicas. O espaço tem que estar muito ocupado com a população interessada nele e sabendo do valor dele”.
O idealizador do projeto destacou que mesmo tendo a atração dos celulares, existem pessoas que ainda gostam de pegar um livro na biblioteca para fazer a leitura enquanto se deslocam nos transportes públicos. “É esse estímulo. A gente tem feito muitos encontros com autores”.
O Parque de Ideias completa quatro anos agora em maio. Toda a programação é gratuita e também reúne oficinas, cursos em parceria com a PUC Rio e encontros que misturam literatura, música e processos criativos.
O projeto é uma realização da Debê Produções com patrocínio do Instituto BAT e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.
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Concerto do Ano Cultural Brasil-China lota Teatro Poupex, em Brasília
Apresentação reuniu músicos chineses e brasileiros em espetáculo que marcou o início das celebrações culturais entre os dois países
A Camerata da Orquestra Sinfônica Nacional da China realizou uma apresentação especial ao lado da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, no Teatro Poupex Cultural, em Brasília, na noite desta terça-feira (7). O concerto integra a programação do Ano Cultural Brasil–China, iniciativa oficial dos governos dos dois países para fortalecer o intercâmbio cultural e institucional.
O evento reuniu autoridades, diplomatas, militares e convidados. Entre os presentes estavam o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao; o secretário-executivo adjunto do Ministério da Cultura, Cassius da Rosa; e o secretário de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Laudemar Aguiar. Representaram o Ibrachina o presidente Thomas Law e a diretora administrativa e financeira Ana Ou Law.
Também participaram o senador Jaques Wagner; o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Herman Benjamin; o ministro do Superior Tribunal Militar, general Anísio de Oliveira Jr.; o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Inácio Arruda; e a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Kátia Schweickardt.
A apresentação, que lotou o teatro, foi dividida em duas partes: a primeira sob regência da maestrina chinesa Jiang Huan e a segunda conduzida pelo maestro Cláudio Cohen. No palco, músicos da Camerata da CNSO, com destaque para o violinista Yao Liang, se uniram aos instrumentistas brasileiros em um repertório que mesclou obras clássicas dos dois países. O programa incluiu desde peças brasileiras consagradas, como “Aquarela do Brasil” e “Trenzinho Caipira”, até composições tradicionais chinesas, como “Dança da Serpente Dourada” e “Os Amantes Borboleta”.
Início das ações do Ano Cultural Brasil–China
De acordo com o embaixador Zhu Qingqiao, o concerto em Brasília representa “a primeira atividade de destaque do Ano Cultural Brasil–China”. “As relações China–Brasil também são uma história de intercâmbio cultural e aproximação entre os povos. Hoje, a serenidade da música chinesa se encontra com a vitalidade do ritmo brasileiro, revelando a beleza de cada cultura e a harmonia entre elas”, afirmou.
O presidente do Ibrachina, Thomas Law, destacou a importância do evento para o fortalecimento das relações bilaterais. “É um superevento, com grandes artistas vindos da China executando músicas brasileiras e obras chinesas conhecidas. Essa interação é um marco nas relações diplomáticas e culturais entre os dois países em 2026, o Ano Cultural Brasil–China”, declarou.
Para o maestro Cláudio Cohen, a união entre músicos brasileiros e chineses simboliza a força da cultura como ferramenta de integração. “As culturas de China e Brasil se uniram pela música, como uma forma potente de aproximação entre os povos”, afirmou.
Já o embaixador Laudemar Aguiar ressaltou o papel estratégico da cultura nas relações internacionais. “A cultura é dimensão essencial da cooperação internacional e instrumento para o fortalecimento das relações entre os países”, disse. Segundo Cassius da Rosa, a iniciativa reforça a importância da cultura na agenda bilateral. “Essa celebração é um símbolo vivo da parceria estratégica entre Brasil e China, mostrando que a cultura ocupa espaço prioritário nessa relação”, destacou.
Intercâmbio cultural
A iniciativa promove o intercâmbio cultural entre Brasil e China, reunindo músicos reconhecidos em um concerto que une repertórios e tradições distintas. A Camerata apresentou obras marcantes da música chinesa e emocionou o público presente no Teatro Poupex Cultural.
O evento foi organizado pelo Ministério da Cultura e Turismo da China, Embaixada da China no Brasil, Instituto Guimarães Rosa, Ministério das Relações Exteriores, Ministério do Turismo e Ministério da Cultura do Brasil. A realização contou com STNS, Ibrachina e Orquestra Sinfônica Nacional da China, com apoio do Teatro Poupex Cultural.
Sobre o Ibrachina
Fundado em 2018 pelo Dr. Thomas Law, advogado, o Ibrachina é um Instituto sociocultural que tem como finalidade promover a integração entre as culturas e os povos do Brasil, China e de países que falam a língua portuguesa. O Ibrachina atua em parceria com universidades, entidades e associações, além de fazer parte das Frentes Parlamentares Brasil/China, BRICS, criadas pela Câmara dos Deputados, e de Cooperação Política Cultural entre Brasil, China, Coreia e Japão, da Câmara Municipal de São Paulo.
Fonte: Agência Pub
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