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REVOLUÇÃO NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO

Recebi muitas mensagens hoje cedo pelo artigo publicado no Correio Brasiliense desta terça-feira 9 sobre CASSINOS

 

A ideia é simples. Uma revolução tão grande ou maior do que a transposição do Velho Chico. E quem ganha é o Brasil e não grupos interessados no próprio bolso.
Entre as muitas mensagens, uma me chamou atenção: “Muitas pessoas que são contra contra os cassinos, como eu, fiquei inteiramente a favor”.
(Correio Braziliense pagina 11 – OPINIÃO)
MINHA APOSTA NOS CASSINOS
Silvestre Gorgulho – jornalista e ex-Secretário de Estado de Cultura e de Comunicação de Brasília
Jogo de azar, estou fora. Sou dos poucos brasileiros que nunca jogou na Loteria Esportiva e na Mega-Sena. Nem nos jogos de internet, sempre em “sites” estrangeiros, que não têm a quem reclamar. Mas recomendo que o Brasil seja aberto aos cassinos.
Vamos voltar no tempo. Em 30 de abril de 1946, às 23 horas, José Caribé da Rocha, diretor do Cassino Copacabana Palace, dirigiu-se com passos firmes até a mesa de roleta, cercada de apostadores. Pediu silêncio. Com a voz embargada, em tom solene, proclamou:
– Senhoras e Senhores, façam suas apostas para a última rodada de roleta no Brasil!
Caribé gira o cilindro, solta a bolinha de marfim e, tomado pela emoção, canta:
– PRETO, 31!
E o futuro ficou negro para mais de 60 mil funcionários diretos e muitos artistas dos 71 grandes cassinos brasileiros que funcionavam dentro da legalidade.
Após a proibição, a totalidade dos turistas estrangeiros que costumava vir ao Brasil para aproveitar os cassinos, shows de entretenimento e as praias, rumou para países vizinhos como Paraguai, Uruguai, Argentina e Chile ou, até mesmo, para Las Vegas. E os brasileiros seguiram o mesmo roteiro.
É bom lembrar. Os cassinos chegaram ao Brasil durante o Império. Tinha a aprovação de D. Pedro II. Passaram para a clandestinidade em 1917, depois de consolidada a República. Liberados em 1934 por Getúlio Vargas, eram fábricas de sucesso.
Por que o Brasil não pode plantar no Semiárido a sua Las Vegas?
A cidade, em Nevada, é polo de desenvolvimento e colhe, hoje, turismo, tecnologia, cultura e lazer em pleno deserto de Mojave.
E não foi o governo que fez. O governo apenas liberou para a iniciativa privada fazer.
No deserto de Mojave chove menos que na região mais árida do nordeste brasileiro. Tem apenas o Lago Mead, que abastece a cidade. E, em Las Vegas, a impressão que se tem é que reina o desperdício de luz, de água, de tudo.
Sou a favor de se liberar imediatamente a construção de cassinos no Brasil, com a seguinte condição: definir uma área dentro do polígono das secas, no coração do sertão, aonde o IDH for mais baixo. Uma área (estudos técnicos e políticos irão estabelecer) de mais ou menos 25 mil km². Pouco maior que Sergipe.
As justificativas são muitas e as consequências imediatas.
1 – O mercado do jogo vai buscar as soluções tecnológicas para cumprir todas as metas. A tecnologia resolve a questão da água, condições do clima, construção de hotéis, casa de shows, aeroportos e estradas. Nasceria uma infraestrutura de crescimento, onde o ambiente é hostil e adverso.
2 – No lugar de receber bolsa-família, a população receberia emprego e oportunidades de melhor qualidade de vida pela construção de escolas, universidades, hospitais, bancos, empresas de turismo, comércio, igrejas, shoppings, estações de tevês e rádios, centro de convenções e restaurantes.
3 – Uma região extremamente improdutiva e com sérios problemas sociais renasceria no oásis de uma economia de mercado voltada para o turismo e o entretenimento.
4 – Uma ação revertida. Seria como a volta da Asa Branca de Luís Gonzaga. Além de estancar o êxodo para as capitais dos estados, haveria oportunidade de retorno para o sertão. O movimento provocaria o esvaziamento das grandes metrópoles do Nordeste e Sudeste para as oportunidades advindas da construção de cidades-cassinos na região. É a oportunidade do retorno para o sertão com emprego e dignidade.
5 – Nascerá um movimento para agregar valores. Hoje não existe mais a figura do jogador que aposta 100 mil dólares em uma noite. Las Vegas ensina que 90% do movimento dos cassinos vêm dos caça-níqueis, da apresentação de grandes espetáculos, shows, lançamentos de produtos, turismo de ocasião, feiras, conferências e negócios variados de cultura e lazer.
6 – Perfeita extensão turística. Além da atração dos cassinos, as praias nordestinas, as cidades históricas e os parques nacionais e estaduais também iriam lucrar com a força do turismo. O Semiárido nordestino é rico em diversidade biológica e cultural. Verdadeiras joias da natureza estão prontas para receber visitantes. Estão na região o Parque Nacional da Serra das Capivaras, em São Raimundo Nonato, no Piauí; o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, em Barreirinhas; o Parque Nacional de Sete Cidades – situado na parte nordeste do Piauí, abrangendo os municípios de Piracuruca e Piripiri; o Parque Nacional de Ubajara, que é o menor dos parques nacionais, cuja maior atração são as grutas, na Serra de Ibiapaba, noroeste do Ceará.
O Senado deve votar a abertura dos jogos, cujo projeto de lei foi aprovado na CCJ. A verdade é simples: um mercado bem regulado e bem fiscalizado é preferível à situação atual. Na prática, o Brasil tem uma proibição que nunca funcionou. Seria salutar ver os cassinos como vetor eficaz de desenvolvimento para a região mais pobre do Brasil. Nessa ideia, eu aposto.

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ENQUANTO HOUVER BRASIL

HAVERÁ PELÉ

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Não há como não falar da COPA do Mundo de 2026. Foram 48 seleções e 1.100 atletas disputando o torneio de esporte mais importante do Planeta.
Espetáculo de emoções, de mídia, de BETs, de patriotadas, de fanatismo, de alegrias, de teatro e de marketing. Tudo isso, junto misturado, dá o chamamos, hoje, de paixão pelo Futebol.
Vi e li todos os jornais desta segunda-fera. Em fotos, estilos e críticas, mais ou menos o óbvio. Tostão, magistral no campo da bola e no campo das letras, deixou sua opinião: “Os grandes problemas do País se estendem ao futebol… Nas últimas décadas e em variados governos, o Brasil tem sido incompetente… O mesmo acontece no futebol”.
Vi, também, pelas crônicas e reportagens que os atuais deuses do futebol (Messi, Mbapé, Cristiano Ronaldo) vão deixando seus pódiuns. Novos deuses virão… E, como sempre, chegarão as novas comparações. Ele ou Pelé?
Vi também, e gostei, da crônica de Gustavo Poli, em O Globo: “Perdoa, Rei Edson Arantes do Nascimento”-
Pois é, ano que vem – outubro de 2027 – serão 50 anos que Pelé se aposentou no campo… Sim, há quase meio século Pelé deixou de jogar. E hoje, Pelé está há mais de três anos em outro patamar. Mesmo assim, tenho certeza, continuará sendo alvo de comparações: – QUEM FOI MAIOR?
Penso comigo: enquanto houver Brasil, haverá Pelé.
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Nova lei estabelece projeção de informações sobre pontos turísticos em Brasília nas salas de cinema

As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e serem projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show

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Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília

 

Legislação visa explorar o potencial turístico e cultural do Distrito Federal

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promulgou a Lei nº 7.868, de 6 de maio de 2026, de autoria da deputada Jaqueline Silva (MDB), após o veto ao projeto de lei original pelo ex-governador Ibaneis Rocha. A nova lei institui a obrigatoriedade da exibição de informações sobre pontos turísticos de Brasília nas telas de cinema no DF.

Originalmente PL nº 2.279/2021, a justificativa do projeto é a promoção do turismo como fonte inesgotável de renda, emprego, desenvolvimento econômico e cultural. O cinema deverá ser utilizado como meio ímpar de divulgação de atrações pela sua abrangência e diversidade de público.

Segundo Jaqueline Silva, o fomento ao turismo traz um cenário benéfico de geração de empregos e o surgimento de profissionais capacitados em diversas áreas, abrindo espaço para bacharéis em turismo e hotelaria, profissionais da gastronomia, transporte turístico, idiomas, comércios diversos e artesanatos.

As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e ser projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show.  A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec) fornecerá todas as informações que serão projetadas.

Beatriz Negreiros (sob a supervisão de Ivan Iunes)

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Assim nasceu

BRASILIA

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Pela primeira vez, graças a JK, levou-se um Planejamento urbanístico sério. Mesmo com todo rigor de um plano diretor, depois de 67 anos, houve desvirtuamentos… afinal, isso aqui é Brasil.
Vale a pena assistir a este vídeo

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