Reportagens
Crianças aproveitam programação de férias da Biblioteca Nacional
Atividades para o público infantil vão até o dia 27. Nesta quarta (10), 40 meninos e meninas do Instituto Ser Mais-Gama-DF assistiram a peça teatral de bonecos inspirada em obra da escritora Cora Coralina
Por Catarina Loiola, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader
Os corredores da Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) foram preenchidos por risadas e brincadeiras na tarde desta quarta-feira (10). É que o equipamento público do Governo do Distrito Federal (GDF) recebeu a nova edição do Projeto A Infância na Biblioteca, com uma visita guiada pelo espaço e a apresentação Os meninos verdes, do Teatro de Bonecos, baseada em obra da escritora goiana Cora Coralina. Cerca de 40 crianças do Instituto Ser Mais-Gama-DF participaram da ação.
Uma delas foi a estudante Sthefany Lorrany Pereira Silva, 8 anos. Em sua primeira visita à BNB, ela se encantou com o número de livros e com a magnitude das salas. Um dos ambientes preferidos dela foi o espaço infantil, que conta com um leque extenso de gibis e obras para a criançada. “É muito grande aqui, dá até para se perder”, contou. Também foi a primeira vez que Sthefany assistiu a uma peça teatral de bonecos: “Foi muito legal e divertido. Vou contar todos os detalhes para a minha mãe. Minha personagem preferida foi a Maricotinha.”
Sthefany Lorrany Pereira Silva assistiu a primeira peça com bonecos da vida e ficou impressionada com o tamanho da BNB: “Dá até para se perder” | Fotos: Geovana Albuquerque/ Agência Brasília
Responsável pela criançada do Instituto Ser Mais-Gama-DF, a Irmã Alciane Maria da Silva disse que a experiência ficará marcada na memória dos pequenos. “Eles estavam muito animados. Temos crianças de 6 a 14 anos que nunca tinham vindo aqui na biblioteca e que, com certeza, aproveitaram muito”, avaliou.
O projeto A Infância na Biblioteca é realizado pela Voar Arte para a Infância e Juventude, por meio de um termo de fomento, em parceria com o Ministério da Cultura. A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) cede os equipamentos públicos para a realização das atividades, que contam com acessibilidade na Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) e audiodescrição.
Marco Augusto Rezende: “Mostramos que a biblioteca é um lugar público, em que a criança pode vir e pegar livro emprestado, mas, principalmente, que é um lugar que ferve cultura”
“Idealizamos o projeto para agregar outras ações dentro da biblioteca além da literatura. Mostramos que a biblioteca é um lugar público, em que a criança pode vir e pegar livro emprestado, mas, principalmente, que é um lugar que ferve cultura. Temos teatro, contação de histórias e até algo inusitado que é a oficina de perna de pau. São atividades que aproximam o público infantil”, defende o produtor executivo do projeto, Marco Augusto Rezende, que é bonequeiro, ator e diretor teatral.
Atividades para a criançada
A programação de férias na BNB começou no último sábado (6), com contação de histórias com a escritora Maristela Papa, e segue até o dia 27. Haverá também exibição de filmes infantis, palestras sobre livros, espetáculo circense, oficinas de brinquedos e escrita criativa. A participação é livre e gratuita. Escolas e instituições interessadas em levar estudantes devem entrar em contato com a BNB pelas redes sociais ou pelo e-mail bnb@cultura.df.gov.br.
“Receber as crianças nas bibliotecas é extremamente importante para mostrar que são locais lúdicos, de prazer, de leitura. É muito comum que as pessoas conheçam as bibliotecas apenas quando vão para a universidade ou começam a estudar para concurso. Mas, na verdade, as bibliotecas são espaços para todos, principalmente para as crianças, que um dia serão nossos novos leitores”, destaca a diretora da BNB e coordenadora do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Distrito Federal, Marmenha Rosário.
Irmã Alciane Maria da Silva ressaltou a alegria das crianças com o passeio
No final de junho, a Secec assinou um Acordo de Cooperação Federativo (ACF-SNBP) junto ao Ministério da Cultura para formalizar o credenciamento do sistema do DF ao Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP). Com duração de 30 anos, a parceria tem o objetivo de aprimorar a assistência às políticas públicas desenvolvidas nos equipamentos públicos. Dessa forma, o acervo, a gestão e o atendimento dos espaços estarão cada vez melhores para atender a população.
Os endereços e contatos das bibliotecas públicas do DF estão disponíveis no site da Secec. (Rede de Bibliotecas Públicas DF )
Veja a programação completa de férias na BNB
Quinta-feira (11)
10h – Visita Guiada + exibição audiovisual João e pé de feijão + Contação de histórias sobre cordel (de 5 a 12 anos) com Jairo Mozart
Sexta-feira (12)
10h- Visita Guiada + palestra Num livro cabe o mundo inteiro, com o escritor Marcos Linhares
Sábado (13)
10h – Espetáculo O Circo Literário, da Palhaça Biliska
Segunda-feira (15)
Das 10h às 12h – Oficina As três partes da história, com Leila Salgado
Terça-feira (16)
Das 10h às 12h – Oficina de escrita criativa, com Maristela Papa
Das 15h às 17h – Oficina Heróis e vilões em teatro de sombras, com Maristela Papa
Quarta- feira (17)
Das 10h às 12h – Oficina de brinquedos artesanais, com Neide Nazaré
Quinta-feira (18)
Das 10h às 12h e das 15h às 17h – Oficina de perna-de-pau, com Neide Nazaré
Sexta-feira (19)
Das 15h às 17h – Contação de histórias, com Tia Elis
Sábado (20)
Das 10h às 12h – Sessão de contação de histórias, com Gil e Lemisa
Sábado (27)
Das 10h às 12h – Palestra O Papel da Família na Formação do Leitor, com a especialista em literatura infantil, Ana Paula Bernardes
Reportagens
Conheça os filmes do Distrito Federal que disputarão o 28º Troféu Câmara Legislativa
Este ano, 15 produções concorrem a R$ 298 mil em prêmios. Os títulos serão exibidos, de 14 a 18 de setembro, durante o 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Foto: Montagem realizada com fotos de divulgação
Longas selecionados foram Amadeo e o Hipotético Mundo Novo; Mapas; Onde Moram os Irmãos; e Nem Todos Sabem
A 28ª edição do Troféu Câmara Legislativa terá quatro filmes de longa-metragem e 11 de curta-metragem (veja abaixo) na disputa por um total de R$ 298 mil em prêmios. Destinada a produções do Distrito Federal, a premiação foi criada há três décadas, pela CLDF, com o objetivo de reconhecer e incentivar os realizadores brasilienses. Este ano, a exibição ocorrerá de 14 a 18 de setembro, durante a Mostra Brasília, que integra a programação oficial do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
Os filmes que concorrem ao 28º Troféu Câmara Legislativa foram anunciados na manhã desta terça-feira (18), durante coletiva de imprensa de lançamento do festival. Os títulos de linguagens diversas — ficção, documentário, animação e híbridos — foram selecionados por um grupo de especialistas composto por Ana Arruda, Bethania Maia, Daniela Diniz, Marcelo Barbosa e Paulo Duro Moraes, que examinou 132 títulos, sendo 23 longas e 109 curtas-metragens, habilitados entre os inscritos.
Para a Comissão de Seleção, a programação, que será mostrada no Cine Brasília, “reúne filmes marcados pela invenção, risco, incômodo, observação atenta e, sobretudo, pela autenticidade”. Eles observam que são “obras que partem de memórias, afetos e estranhamentos para ampliar nossa percepção sobre o Distrito Federal e aqueles que o habitam”. Os integrantes também ressaltam que, “ao reconhecer talentos locais”, o conjunto “reafirma o cinema como linguagem artística, espaço político e ponto de encontro entre realidades que divergem, mas que coexistem no mesmo território”.
Por fim, apontam que, “em uma época marcada pela imprevisibilidade”, os 15 títulos que disputam o 28º Troféu Câmara Legislativa “plasmam, com coragem e inquietude, a potência de materializar e compartilhar histórias. Um gesto de persistência que merece ser valorizado, pois reafirma o cinema como uma forma de compreender, questionar e imaginar o tempo em que vivemos”.
28º Troféu Câmara Legislativa
Filmes selecionados
Longas-Metragens
Amadeo e o Hipotético Mundo Novo (animação), de Brenda Lígia e Edu Felistoque
Mapas (ficção), de Rafael Lobo
Nem Todos Sabem (documentário), de Edileuza Penha de Souza
Onde Moram os Irmãos (ficção), de Marisa Mendonça
Curtas-Metragens
A Arte Perdida da Lombada (ficção), de Helena Sarmento e Gabriel Brito
Ar-Dor (ficção), de Mike Peixoto
Dora (ficção), de Murilo Abreu
Hacker Leonília (animação), de Gustavo Fontele Dourado
Impostor (ficção), de Rafael Ribeiro Gontijo
Isso Aqui é Várzea! (documentário), de Flávio Costa
Madre (documentário), de Talita Carvalho e Carol Matias
Não Há Crime no Plano Piloto (ficção), de Gabriel Machado
O Jardim Mágico (animação), de Naira Caneiro e Carlon Hardt
Rima (híbrido), de Josianne Diniz
Vinte Vinte Quatro (híbrido), de Davi Pieri
Marco Túlio Alencar – Agência CLDF
Reportagens
Salário de até R$ 3,4 mil e 1.887 vagas, nesta quarta-feira (19), nas agências do trabalhador
Interessados podem cadastrar o currículo pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou presencialmente
Por
Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Plácido Fernandes
As unidades da agência do trabalhador do Distrito Federal oferecem, nesta quarta-feira (19), 1.887 vagas de emprego em diversas regiões. O maior salário é de R$ 3.447, para a função de calceteiro, com dez vagas disponíveis na Asa Sul. Para concorrer, é preciso ter experiência comprovada, e não há exigência de escolaridade.
Entre as funções com maior número de vagas estão estoquista, com 202 oportunidades; ajudante de carga e descarga de mercadorias, com 200; e operador de empilhadeira, com 180.
Há também oportunidades exclusivas para pessoas com deficiência. Entre elas, estão duas vagas para operador de caixa, em Ceilândia Norte, com salário de R$ 1,7 mil; 25 chances para auxiliar administrativo, em Taguatinga Norte, com remuneração de R$ 1.621; e cinco para atendente de farmácia, na Asa Sul, com salário de R$ 1.750. Todas exigem ensino médio completo.
Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.
Empregadores e empreendedores que desejam ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador.
Reportagens
MEC lança diretrizes para ensino de arte na educação básica
Áreas abrangem artes visuais, dança, música e teatro
A rede escolar de educação básica tem agora diretrizes para ensino de arte na educação básica brasileira. Nesta terça-feira (18), foi publicada no Diário Oficial da União a norma que trata a arte como campo de conhecimento.

O material foi produzido e aprovado, em março de 2026, pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) e complementa a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
O documento destaca que o ensino e aprendizado das áreas artísticas devem ser organizados em quatro componentes curriculares, desde a educação infantil até o ensino médio. São eles: artes visuais, dança, música e teatro.
De acordo com Parecer CNE/CEB nº 2, a arte é um campo essencial à formação humana, capaz de promover a criatividade, o pensamento crítico e o diálogo com outras áreas.
O presidente do CNE, César Callegari, explica o que muda na educação brasileira.
“Não podemos mais falar de arte com improviso ou apenas para ilustrar festas e comemorações. A arte é fundamental para tudo, para o ensino da língua portuguesa, para física, para matemática. Essa articulação é que dá sentido maior àquilo que nós chamamos a formação integral do indivíduo”, pontuou.
A nova norma
As escolas devem ensinar sobre conteúdos, métodos, processos de criação, referências culturais e formas próprias de produzir conhecimento.
- arte como prática integradora – deve ser vista como prática educativa com potencial para integrar experiências dentro e fora do ambiente escolar;
- processos criativos e reflexivos – o ensino envolve criação, experimentação, apreciação e reflexão crítica, além da técnica e da reprodução;
- contextualização e análise crítica – analisar obras em seus contextos históricos, sociais e culturais amplia o repertório cultural dos estudantes;
- desenvolvimento integral do estudante – o ensino de arte favorece o desenvolvimento cognitivo, afetivo, social, cultural e estético dos estudantes.
As redes de educação devem definir uma carga horária equilibrada e coerente para cada componente curricular de arte, com a implementação de dois por ano, evitando sobreposições e garantindo a continuidade da aprendizagem.
Além disso, as escolas também deverão avaliar as condições físicas e pedagógicas para ofertar os componentes; elaborar planos com metas progressivas para melhorar espaços, materiais e recursos; integrar o espaço escolar com equipamentos culturais e artísticos locais; e fomentar parcerias com a comunidade para enriquecer a educação.
O texto destaca que, na educação básica, cada criança, jovem ou adulto aprende de um jeito único e essa singularidade deve ser respeitada.
Deveres das redes de ensino
Os sistemas de ensino estaduais, do Distrito Federal e municipais, em regime de colaboração com a União, devem assegurar a completa implementação desta resolução até o fim do prazo de vigência do Plano Nacional de Educação (PNE 2026-2036).
O PNE estabelece as diretrizes, metas e estratégias para a política educacional brasileira na próxima década.
O objetivo é reforçar a importância da arte na formação integral dos estudantes brasileiros.
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