A oferta de horários estendidos busca atender à população que estuda ou trabalha durante o expediente convencional. A maior parte das UBSs funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, mas as unidades com atendimento estendido constituem alternativa para o acesso aos serviços.
Reportagens
Iluminação pública de Brasília é destaque em seminário sobre infraestrutura em São Paulo
Presidente da CEB falou sobre compromisso com a inovação em encontro que reuniu empresários e representantes do setor elétrico
Por Agência Brasília* | Edição: Chico Neto
Realizado na sexta-feira (26) em São Paulo (SP) com o tema “Infraestrutura urbana e iluminação pública”, o seminário Lide Infraestrutura contou com a participação da Companhia Energética de Brasília (CEB), cujo presidente, Edison Garcia, destacou a importância de uma gestão eficiente e sustentável para assegurar o crescimento contínuo da empresa. O encontro reuniu empresários e representantes do setor elétrico e de infraestrutura de todo o país.
“Queremos transformar Brasília em uma referência nacional de eficiência energética e qualidade de vida, garantindo que cada cidadão se sinta mais seguro e orgulhoso da sua cidade”, afirmou o presidente da CEB, Edison Garcia, durante o seminário | Foto: Divulgação/CEB
O presidente da CEB participou do painel sobre regulação da iluminação pública e seus impactos na eficiência energética. A experiência de Brasília foi citada como exemplo de como a população valoriza a iluminação de LED e a associa diretamente a uma maior sensação de segurança. “Lojas, farmácias e supermercados são beneficiados pela melhor visibilidade e proteção proporcionadas pela nova iluminação, aumentando a confiança dos consumidores ao frequentar esses locais durante a noite”, reforçou Garcia.
Edison Garcia reforçou o compromisso da CEB com a inovação e a excelência, com o objetivo de oferecer serviços de qualidade aos seus acionistas e à população do Distrito Federal. “Queremos transformar Brasília em uma referência nacional de eficiência energética e qualidade de vida, garantindo que cada cidadão se sinta mais seguro e orgulhoso da sua cidade”, declarou o gestor.
Valorização
R$ 210 milhões
Gastos anuais com energia no DF
Durante o evento, o presidente da CEB lembrou que a iluminação pública é o maior consumidor de energia no DF, com gastos anuais de R$ 210 milhões. “A substituição das luminárias por modelos LED de alta eficiência não apenas reduzirá significativamente esse custo, mas também contribuirá para uma economia energética substancial”, apontou. Outros grandes consumidores de energia incluem a companhia de saneamento e o metrô do Distrito Federal
Um dos outros pontos abordados foi a implementação de telegestão nas luminárias, que permitirá monitorar e controlar remotamente a iluminação pública. Essa tecnologia não só melhora a eficiência energética, como também aumenta a sensação de segurança, já que a iluminação mais eficaz e uniforme inibe atividades criminosas e melhora a visibilidade noturna.
Edison Garcia também enfatizou a importância da iluminação cênica na valorização dos monumentos arquitetônicos de Brasília, que são reconhecidos mundialmente. “A capacidade de alterar a coloração de prédios icônicos como o Congresso Nacional e a Catedral, especialmente em datas comemorativas, tem o potencial de atrair mais turistas e dinamizar a economia local”, exemplificou.
Normatização
Durante o encontro, o presidente da CEB também falou sobre a necessidade de discutir com cuidado as alterações no normativo regulatório do setor, além de apresentar um panorama sobre os avanços e desafios na modernização da iluminação pública do Distrito Federal.
“Nós realizamos uma grande licitação para a aquisição de luminárias de 4.000 Kelvin, que é uma luz mais branca e natural”, explicou. “A norma ABNT-51, no entanto, propõe a adoção de lâmpadas de 2.700 Kelvin, que produzem uma luz amarelada, sob o argumento de que a luz branca pode prejudicar a saúde e causar ofuscamento.”
“Precisamos manter a sensação de segurança e a luminosidade adequada, avançando na economia de energia e na recuperação de carbono, como propõe a eficiência energética”
Edison Garcia, presidente da CEB
O gestor citou análises segundo as quais a regulação deve ser cuidadosamente revisada: “Peço à ABNT, ao Inmetro e à indústria que analisem isso com atenção. O Procel já sinalizou aos gestores que a luz amarelada é 30% menos eficiente e consome 30% mais energia. Isso resultará em um escurecimento da cidade, contrariando a expectativa de aumento da luminosidade”.
O presidente da companhia foi além: “A nova norma vai contra a transição energética que buscamos. Com a aplicação da norma, a cidade ficará mais escura, e o consumo de energia aumentará. Deixamos de economizar 50% e passamos a economizar apenas 20%. Precisamos manter a sensação de segurança e a luminosidade adequada, avançando na economia de energia e na recuperação de carbono, como propõe a eficiência energética”.
A CEB
Com 80% do capital social pertencente ao Governo do Distrito Federal e ações listadas na B3, a CEB tem se mostrado um exemplo de valorização e expansão no setor energético. Edison Garcia lembrou que, desde 2019, sob a gestão do governador Ibaneis Rocha, as ações da CEB passaram de R$ 23 para R$ 219 após a privatização da distribuidora. Atualmente, a companhia conta com 9.800 acionistas, um salto expressivo em relação aos 200 acionistas de quatro anos atrás. Em 2023, as ações da empresa valorizaram 30%, refletindo a estabilidade e o potencial de crescimento da CEB.
Durante o seminário, o presidente da CEB detalhou os negócios da companhia: “A CEB foca duas atividades principais: geração de energia e iluminação pública. A empresa opera usinas hidrelétricas em Tocantins, Goiás e no Distrito Federal, e está avançando na implantação da maior usina fotovoltaica do Centro-Oeste, a Mirius Furlan, com capacidade inicial de 100 megawatts e previsão de atingir até 400 megawatts”.
Com relação à iluminação pública, Garcia reforçou que a CEB é pioneira na concessão para uma empresa estatal, lembrando que a companhia optou por uma gestão estatal para garantir a sustentabilidade dos projetos. Diferentemente de muitos municípios que recorreram a parcerias público-privadas (PPPs) por falta de capital, a CEB possui recursos para viabilizar os investimentos necessários, assegurando a manutenção e modernização da infraestrutura energética.
“A empresa está implementando um projeto de 30 anos para modernizar a iluminação pública, substituindo lâmpadas de vapor de sódio por LED, com o objetivo de reduzir significativamente o consumo de energia e os custos operacionais”, ressaltou. “A regulação precisa ser vista com muito cuidado, de forma que a gente não tenha um retrocesso.”
*Com informações da CEB
Reportagens
Jovens eleitores quilombolas defendem voto em defesa de ideais
Mais de 188 mil pessoas identificados como quilombolas vão às urnas
No próximo dia 4 de outubro, o agricultor Joaquim Moreira, de 87 anos, pessoa mais velha da comunidade quilombola de Antinha de Baixo, em Santo Antônio do Descoberto (GO), fará o caminho até a escola em que vai votar em uma companhia especial. 

Ele estará com a neta, a estudante Thauany Silva, de 16 anos, que terá a primeira experiência na urna. Ambos estão muito ansiosos pela data e com os títulos bem guardados em suas carteiras. “Sempre votei e vou votar de novo”, diz o agricultor.
Thauany ficou tão empolgada com o primeiro voto que, assim que completou 16 anos em abril, foi com a mãe, Mayara, até o centro da cidade para fazer valer os direitos de cidadã.
Dobro de eleitores
Nas eleições de 2026, o número de eleitores que se identificaram como quilombolas praticamente dobrou em relação ao pleito de 2024, segundo os números divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral. Eram 95.409 pessoas nas eleições municipais e subiu para para 188.371 em 2026. Em Goiás, onde a família deles vota, o número de quilombolas eleitores subiu de 3.625 para 5.394
Mayara Silva, de 36, mãe de Thauany, afirma que ensina aos filhos que é necessário acompanhar as decisões políticas porque interferem diariamente no dia a dia da sua comunidade. “Não tem como fechar os olhos para o fato que tudo é política”, diz.
A adolescente ficou muito feliz quando recebeu o título provisório de eleitora em mãos. “Quando a gente vota, estamos cuidando do futuro de todos nós, né?”, argumenta.
“Até o ar que a gente respira”
O sentimento de querer participar do dia importante da democracia também encanta a universitária de direito Franciele Silva, de 27 anos. Ela, que é nascida e criada na comunidade de Rio dos Macacos, em Simões Filho (BA), explica que tem o título de eleitor desde os 18 anos.
“Eu tinha muita curiosidade sobre como era votar. Até o ar que a gente respira tem a ver com política. Minha mãe sempre me ensinou a lutar pelos meus direitos e da minha comunidade”, enfatiza. Franciele, desde que começou a estudar direito na Universidade Federal da Bahia (UFBA), passou a trazer ainda mais informações para a comunidade sobre caminhos para a defesa do seu território. “Votar é fundamental”.
Inclusive, no Nordeste, há maior quantidade de quilombolas eleitores do país. Em 2024, eram 51.633 pessoas e, em 2026, serão 95.901. Segundo o TSE, a região tem mais da metade do eleitorado quilombola do país.
Mais visibilidade
O crescimento do eleitorado nas comunidades tradicionais tem relação com a ampliação da visibilidade e da conscientização política nos territórios, segundo avalia a professora Bia Nunes. Ela é pesquisadora da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq).
“Nós temos levado as nossas pautas a diferentes espaços e encontramos parcerias.” Ela diz que, o engajamento de eleitores quilombolas ocorre a partir de conscientização e letramento sobre o papel que os quilombolas realizam pela natureza como guardiões da floresta. “Entender, por exemplo, a importância que os territórios têm para a biodiversidade. É o trabalho que os quilombolas sempre fizeram e fazem”, acrescenta.
Bia Nunes diz que a reivindicação de políticas públicas leva em conta o papel que as comunidades têm para a coletividade. “As pessoas começam a dimensionar esse trabalho e a entender a importância do voto e de escolher os representantes”.
A representante da entidade ressalta ainda que a população quilombola tem entendido que deve exigir dos governantes comprometimento com a proteção das pessoas e avanço das titulações de territórios quilombolas pelo país. Para isso, o engajamento dos mais jovens torna-se um caminho essencial.
Bia Nunes defende mais campanhas por parte do Estado brasileiro para o estímulo de eleitores e candidatos quilombolas. Inclusive, ainda há um contexto de vulnerabilidade, formado por pressões e ameaças de violências. “Eu mesmo sou uma pessoa que estou no programa de proteção porque, no ano de 2020, eu sofri uma ameaça contra a minha vida (quando era candidata)”.
Consciência política
A conscientização política da comunidade quilombola tem diferentes caminhos, como explica o educador de alfabetização financeira Rafael Costa, de 32 anos, da comunidade Mesquita, da Cidade Ocidental (GO). Ele avalia que há um crescimento de interesse por temas temas relacionados à participação e à representatividade política.
“Quanto mais as pessoas se informam, mais pesquisam, estudam e passam a ter mais noção da necessidade de políticas públicas, por exemplo”, contextualiza.
Rafael Costa avalia que as comunidades, que cresceram com espírito de cooperação e altruísmo, precisam estar atentas para evitar golpes financeiros e desinformação. “A partir do momento que se conscientizam sobre seu modo de vida e de produção, começam também a desenvolver maior consciência política”, argumenta.
Há, segundo o educador financeiro, engajamento e politização dos jovens adultos sobre participação política para se defender da desinformação que ameaça territórios. “A comunidade está cada vez mais se fortalecendo politicamente”.
Reportagens
Unidades básicas de saúde oferecem atendimento em horário noturno e aos sábados
No DF, Atenção Primária à Saúde conta com nove postos abertos até as 22h durante a semana e 66 aos sábados
Por
Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto
Pessoas residentes no Distrito Federal que precisam acessar uma unidade básica de saúde (UBS) fora do horário comercial dispõem de opções de atendimento em horário estendido. Das 183 UBSs da rede de saúde pública do DF, nove funcionam no período noturno, de segunda a sexta-feira, das 18h às 22h, e 66 unidades abrem aos sábados, das 7h às 12h.
Durante os horários estendidos, as unidades oferecem os serviços da Atenção Primária à Saúde, incluindo consultas agendadas e atendimento à demanda espontânea para situações de menor complexidade.
Nas UBSs, a população encontra acompanhamento de condições como hipertensão e diabetes, pré-natal, vacinação, curativos, renovação de receitas e atendimento com equipes de Saúde da Família, entre outros procedimentos. Casos de urgência e emergência são encaminhados para as unidades de pronto atendimento (UPAs) ou hospitais da rede.
Os endereços, horários de funcionamento e demais informações sobre as UBSs do Distrito Federal podem ser consultados no Painel Infosaúde — Atenção Primária. O sistema reúne dados atualizados da rede e permite verificar quais unidades operam em horário ampliado.
Reportagens
Câmara Legislativa celebra 10 anos do Instituto Arte Jovem
Cerimônia lembrou da trajetória e das contribuições sociais feitas pela organização social que oferece aulas de música, dança e canto em Ceilândia
Foto: Tiago Orihuela/Agência CLDF
Sessão solene contou com apresentação do bailarino Thiago Batista
“Uma ideia teimosa, que a gente não sabe como vai dar certo, mas tem a certeza de que precisa existir.” Foi assim o início do Instituto Arte Jovem, nas palavras de seu fundador e diretor artístico Edmilson Campos Júnior. Criada em 2016, a organização social oferece aulas de música, dança e canto na região administrativa de Ceilândia. A trajetória foi homenageada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), em sessão solene na noite de terça-feira (18).
>> Confira a cobertura fotográfica
“Hoje, essa ideia tem quase 600 crianças e jovens de Ceilândia”, ressaltou Edmilson Júnior, que discursou sobre a transformação promovida pela arte. “Nós vimos crianças chegarem aqui sem coragem de olhar nos olhos. Pouco tempo depois, subiram no palco e se apresentaram para centenas de pessoas. Já vimos jovens descobrirem aqui um talento que nem sabiam que existia e, junto com ele, descobriram o próprio valor. Não é só ensinar música e dança. É ensinar que vocês são capazes”, enfatizou o fundador.
Edmilson Júnior também deixou um conselho para os alunos:“Se em algum momento a vida disser a vocês que não dá, que é difícil demais, que não é para gente como nós, lembrem-se dessa noite. Lembrem-se de um projeto nascido em Ceilândia, sem quase nada além de vontade, e que hoje está sendo homenageado pela Câmara Legislativa. Desistir nunca foi uma opção para nós. E também não vai ser para vocês”.

A homenagem foi uma iniciativa do deputado distrital Martins Machado (Republicanos), que destacou o impacto do instituto na família e na comunidade, ajudando a construir novas perspectivas. “É gente que ganhou confiança, encontrou oportunidades e passou a enxergar novos caminhos. Quando uma pessoa começa a acreditar mais em si mesma, muita coisa ao redor dela também começa a mudar”, refletiu.
Representando as famílias dos alunos, Antônio Carlos de Souza demonstrou gratidão aos professores, colaboradores, parceiros e “todos que acreditaram e continuam acreditando no projeto”. “(O instituto) abriu portas, fortaleceu sonhos e ajudou nossas crianças e jovens a descobrirem suas capacidades, sua sensibilidade e seu lugar no mundo.”
A cofundadora e diretora-geral do Instituto Arte Jovem, Inayá Amanacy, comentou sobre a continuidade da organização, que está sempre agregando novos integrantes e alunos. “Hoje, nós temos alunos que tocam com a gente, já são pais e seus filhos continuam conosco”, observou.

Um dos propósitos do instituto é a formação permanente de novos professores, conforme explicou o professor Edmilson Campos, que também é pai do fundador da organização. “O nosso papel é estar sempre formando e transformando. Eu sempre coloco os alunos para aprender a dar aula, independentemente da idade. Se tem seis anos, ensina para quem tem quatro. Você já é professor ao ensinar tudo o que sabe para o outro que não sabe”, detalhou.
No final, foram entregues moções de louvor a participantes do Instituto Arte Jovem, em reconhecimento à relevante contribuição prestada à formação musical, cultural e cidadã, promovendo inclusão social, desenvolvimento humano e valorização dos talentos locais.
A sessão solene completa está disponível no YouTube da TV Câmara Distrital.
Agência CLDF
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