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CLDF passa a contar com Núcleo da Defensoria Pública para Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres

O presidente da CLDF destacou a nova pareceria com Defensoria Pública, capitaneada pela Procuradoria Especial da Mulher, e foi taxativo: “homem é quem cuida, covarde é aquele que agride”

 

Foto: Rinaldo Morelli/CLDF

 

Na manhã desta quarta-feira (21), foi inaugurado o posto de atendimento do Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres (NPDD) da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF). A nova unidade de serviço é fruto de uma parceria entre a instituição jurídica e a Procuradoria Especial da Mulher (PEM) da Câmara Legislativa.

A iniciativa da deputada Dayse Amarilio (PSB), procuradora-especial da Mulher, oferece suporte jurídico gratuito e integral às mulheres, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade, como vítimas de agressões de gênero. O evento faz parte da programação da 1ª Semana de Prevenção ao Feminicídio, com mutirão de atendimento.

Durante a solenidade, Dayse Amarilio reforçou que o NPDD é um avanço significativo na luta contra a violência doméstica no DF, servindo como espaço seguro para vítimas que buscam apoio e proteção. “O núcleo tem pessoas altamente capacitadas para receber e abraçar essas mulheres, para que elas se sintam amparadas pelo poder público”, enfatizou.

 

Defensoria Pública

Emmanuela Saboya, subdefensora-geral da DPDF, frisou que a criação do posto ampliará a atuação da instituição na defesa das mulheres do DF. Ela destacou, ainda, a importância dos mutirões de serviços gratuitos e confidenciais ofertados pelo DPDF, que, em 15 edições, já realizou mais de 22 mil atendimentos.

 

“A Defensoria Pública sempre está aumentando os números do seu núcleo de atendimento às mulheres. É um trabalho que fazemos junto com a Fecomércio, Senac, Sesi e Fiocruz, contanto com apoio da Secretaria da Mulher e da Secretaria de Justiça”, detalhou Saboya.

A subdefensora da DPDF aproveitou o evento para divulgar o número 129, ramal 2, da Central de Relacionamento com os Cidadãos (CRC) do órgão, um canal de atendimento telefônico exclusivo para vítimas de violência doméstica no DF.

 

Parceria

Na solenidade, Giselle Ferreira, secretária de Estado da Mulher (SMDF), relembrou a inauguração da PEM e enfatizou a evolução da parceria entre a CLDF e a DPDF. Segundo Ferreira, a união entre as instituições fortalece a rede de proteção às mulheres. Ela também reforçou a importância de estimular políticas de emancipação feminina.

 

“Só vamos comemorar quando for zero violência contra mulher, zero feminicídio. Isso só vai acontecer quando a mulher se sentir acolhida para fazer a denúncia, para não viver naquele ambiente de violência. Ela só vai se sentir acolhida quando souber ter seu emprego, sua autonomia financeira”, salientou a secretária de SMDF.

Celestino Chupel, defensor público-geral do DF, e o desembargador Roberval Belinati, primeiro vice-presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), estiveram presentes na solenidade. Também participaram o deputado Wellington Luiz (MDB), Cláudia Fernanda de Oliveira, secretária de Desenvolvimento Social, e Leandro Grass, presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

 

Mutirão de atendimento

A programação da 1ª Semana de Prevenção ao Feminicídio inclui ações de atendimentos gratuitos voltados para a saúde, auxílio jurídico e profissionalizantes no auditório, na praça do servidor e na área externa da CLDF.

Com apoio da Defensoria Pública do DF, do Núcleo Judiciário da Mulher do TJDFT e das secretarias da Mulher e de Justiça e Cidadania, são oferecidos apoio jurídico para mulheres em situações de divórcio e comprovação de paternidade, além de orientação e acolhimento para vítimas de violência doméstica.

 

Há oferta de ações de saúde, incluindo testagem de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), triagem e tratamento para casos positivos e, ainda, atendimento oftalmológico. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico Trabalho e Renda (Sedet) e o Instituto Fecomércio realizam inscrições e orientações para processos seletivos e vagas de emprego para pessoas nos ensinos médio, técnico ou superior.

Além disso, a Secretaria da Pessoa com Deficiência realiza orientações para concessão de Passe Livre para PCDs e atendimento socioassistencial. A Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab-DF), oferece serviço de regularização de imóveis, atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade. O evento também oferece serviços de cabeleireiro e maquiagem para o público feminino.

Amanda Gonçalves, estagiária sob supervisão de Bruno Sodré/Agência CLDF

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DF disponibiliza banco de perucas para pessoas em tratamento contra o câncer

Atendimento é gratuito e requer documento pessoal e relatório médico atualizado

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Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

Mulheres em tratamento de saúde que causa a perda de cabelos contam com atendimento gratuito para doação de perucas no Distrito Federal. Para a prestação do serviço, há um banco com cerca de 300 perucas, renovado a cada dois meses. O atendimento ocorre diariamente, conforme a demanda, com limite de uma peça por pessoa.

As perucas são produzidas por voluntários a partir do reaproveitamento de cabelos naturais doados. A iniciativa reúne a confecção de próteses mamárias, cortes de cabelo e barba, além do fornecimento de toucas e lenços. Há necessidade de novos voluntários para a produção, que oferece capacitação para os interessados.

Como doar

Para a doação, a orientação é separar mechas com no mínimo 20 centímetros, prender os fios antes do corte e entregá-los secos, em saco ou envelope. Fios com química ou coloração também podem ser entregues. O recebimento das doações de cabelo ocorre das 8h30 às 12h e das 13h às 16h. Para confirmar os dias de atendimento, a orientação é entrar em contato pelo telefone (61) 3364-5467.

 

A oficina também recebe insumos para a confecção das peças, como telas, linhas de náilon ou tecelagem, silicone adesivo selante, tecido do tipo voil, xampu e condicionador.

Como acessar o serviço

O atendimento é voltado a pessoas que passam por tratamento de saúde com perda de cabelo. O critério informado é estar preferencialmente sem cabelos e apresentar documento de identificação pessoal com foto e relatório médico atualizado, emitido nos últimos seis meses.

O cadastro é feito na Sala de Acolhimento da Rede Feminina, situada no ambulatório do Hospital de Base do Distrito Federal (Corredor 5). Após o registro, são apresentados os modelos, tamanhos e cores para escolha do beneficiário. Informações sobre serviços, voluntariado e doações também estão disponíveis neste site e no perfil oficial @‌redefemininabrasilia.

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Livro sobre participação das mulheres na política do DF será lançado na CLDF na quinta (13)

Obra da advogada Janaina Rodrigues analisa uma década de participação feminina na Câmara Legislativa

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Foto: Reprodução

Livro é fruto de dissertação de mestrado e se dirige a parlamentares, lideranças partidárias, ativistas, estudantes e pesquisadoras, além do público em geral

A Câmara Legislativa do Distrito Federal sediará, no próximo 13 agosto, a partir das 19h, o lançamento do livro Mulheres na Política Distrital: A Representação Feminina na Política Distrital, de autoria da advogada Janaína Rodrigues de Sousa. A obra analisa a participação feminina na política do Distrito Federal a partir de 2013 — ano em que a Câmara Legislativa do Distrito Federal implementou a Procuradoria Geral da Mulher. O lançamento será transmitido ao vivo pela TV Câmara e no YouTube.

A obra, que será lançada no dia 13, nasceu durante o mestrado da autora. Janaína destaca que o livro se dirige a mulheres que atuam ou desejam atuar na política, a parlamentares, lideranças partidárias, ativistas, estudantes e pesquisadores, além do público em geral. Ela espera também incentivar novas pesquisas sobre o tema na Câmara Legislativa. “Desejo que ele sirva como instrumento de formação política e de conscientização. Quero que as pessoas compreendam que a participação feminina não interessa apenas às mulheres — ela é indispensável para fortalecer a democracia e tornar as políticas públicas mais representativas.”

O livro mapeia os obstáculos que as mulheres enfrentam ao longo da trajetória política, com ênfase nas barreiras que persistem mesmo após a eleição. “Mesmo ocupando uma cadeira no Parlamento, muitas mulheres continuam afastadas dos principais espaços de poder, como a Mesa Diretora, as presidências de comissões estratégicas — o que chamamos de hard politics — e as relatorias de maior relevância. É o chamado ‘teto de vidro’: uma barreira muitas vezes invisível que permite a presença das mulheres, mas dificulta seu acesso ao poder real de decisão”, explica a autora.

Para Janaína, ocupar espaço não é suficiente se não vier acompanhado de poder de decisão. “Eu acredito que a presença das mulheres na política não pode ser apenas simbólica. Nós precisamos ocupar os espaços onde as decisões são tomadas, transformar nossas experiências em leis e a nossa voz em poder. Não estamos pedindo licença para participar da história — estamos assumindo o protagonismo de escrevê-la. A política é, também, um espaço para chamar de nosso. Precisamos de mais mulheres nos representando”, conclui.

Serviço
Lançamento do livro Mulheres na Política Distrital: A Representação Feminina na Política Distrital
Local: Foyer do Plenário
Quando: 13 de agosto, às 19h

Ana Carolina Rubo (sob supervisão de Ivan Iunes)

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Estudante cria jogo para apresentar funções do Ministério Público

Trabalho de estagiário foi destaque do MP na Rio Innovation Week

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Alana Gandra – repórter da Agência Brasil

 

Em meio a grandes marcas de tecnologia e inovação, a ideia de um universitário de 19 anos movimentou o estande do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) na Rio Innovation Week, na semana passada. Arthur Almeida Santos, de 19 anos, desenvolveu um jogo para explicar de forma lúdica as atribuições do órgão em que estagia.

Quando soube que a proposta do MP era desenvolver um quizz, jogo de perguntas e respostas, o ex-aluno da área de programação de jogos digitais da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) levantou a mão para discordar.

“Pedi licença e disse que ‘quizz’ não é engajante. Perguntei por que não um jogo? E eles me deram o trabalho de desenvolver”, contou, em entrevista à Agência Brasil, o jovem de Quintino, na Zona Norte do Rio.

A ideia que ele deu foi “simples”, resume: as pessoas precisavam classificar, entre várias atribuições do poder público, qual era do MP-RJ, considerando as regiões do estado.

“É uma forma criativa de ensinar às pessoas o que é o Ministério Público e o que ele faz. As pessoas tinham um minuto e 40 segundos para fazerem sua melhor pontuação e ganharem o melhor brinde, que era um ecobag”.

Aluno do segundo período do curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Arthur surpreende ao destacar que gosta da parte humana de sua formação.

“O curso é interessante, sobretudo pelo lado humano da coisa. Porque, quando você produz um jogo, normalmente ele visa ao lucro, mas também é preciso que a pessoa se divirta. Então, tem que conciliar a parte capitalista da coisa com a parte humana”.

Ele chegou a cursar Ciência da Computação no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca do Rio de Janeiro (Cefet-RJ), mas mudou de área em busca desse equilíbrio maior entre ser humano e tecnologia.

“Foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado”, disse ele, que agora está em sua primeira experiência profissional.

 

Brasília - 07/08/2026 - Cleomar Barros ensina o filho desde criança a respeitar as meninas.( o estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) 
Crédito: MPRJ/Bruno Bou
O estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) Crédito: MPRJ/Bruno Bou

Reconhecimento

O jovem integrou o grupo de trabalho liderado pela procuradora de Justiça Elisa Fraga. Ela conta que Arthur trabalhou em conjunto com o Laboratório de Inovação do MP-RJ, que o ajudou no visual do jogo.

“Mas todo o sistema, como funciona, foi concebido por ele”, afirmou Elisa Fraga. “Ele tem 19 anos, chegou aqui querendo trabalhar com gamificação, mas nós não temos um setor específico desse assunto, e ele trabalha, então, com o pessoal de tecnologia da informação (TI), da Coordenadoria de Segurança e Inteligência”.

A procuradora afirmou que esperava que o jogo fosse agradar, mas não imaginava que seria o sucesso que foi no evento.

“Foi muito bom, surpreendente. Nós fizemos questão que ele [Arthur] estivesse lá, presente, e todo mundo o identificou como o idealizador do projeto; ele foi reconhecido por todos, pela equipe e pelo procurador-geral, como o autor. Foi uma forma de mostrar que os estagiários são capazes”.

“Eu disse para ele, lá no festival, que ele tinha que aproveitar aquela oportunidade, que aquilo ali era uma porta que estava se abrindo para ele. Um futuro muito grande”, comentou Elisa Fraga.

Ter o trabalho reconhecido pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, foi algo que emocionou Arthur.

“Ele apertou minha mão e falou: Esse é o cara”, lembra. “Conseguir um elogio da entidade máxima do MP é muito difícil e extraordinário. E eu consegui. É importantíssimo, porque o MP precisava muito falar com o público jovem e conseguiu. É importante essa comunicação”.

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