Reportagens
Fim de semana terá Círio de Nazaré, desfile do 7 de Setembro e festival sinfônico
Música, devoção, exposição artística e gastronomia estão entre os destaques
Por Mayara da Paz, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto
Não faltarão opções de lazer para os brasilienses neste final de semana de feriado. Algumas atividades têm início já nesta quinta-feira (5), como a 51ª edição do Círio de Nazaré, uma homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, padroeira do Pará e considerada rainha da Amazônia. A festa, tradicional de Belém (PA), será realizada na Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, no Lago Sul.
Aviões da Esquadrilha da Fumaça riscam o céu de Brasília: desfile cívico terá várias atrações | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
A novidade deste ano é que os fiéis poderão visitar uma exposição dos mantos usados na imagem desde 1999. A mostra estará disponível a partir das 20h30 desta quinta, das 18h às 23h de sexta (6) e sábado (7) e a partir das 10h de domingo (8). Haverá ainda uma quermesse, com comidas típicas paraenses e apresentação de bandas católicas, além de missa e procissão do Círio de Nazaré. Confira a programação.
Na sexta-feira, a partir das 19h, o auditório da BNB será palco de um sarau de música e poesia. Entre os destaques, está o autor Paulo Nilo, que apresentará sua obra Líquido & Psicótico. A entrada é gratuita.
Desfile na Esplanada e passeio de balão
Passeios gratuitos de balão serão oferecidos durante a ExpoAbra, no parque de exposições da Granja do Torto | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
No feriado da Independência da República, no próximo sábado, ocorrerá o tradicional desfile do 7 de Setembro, na Esplanada dos Ministérios. O evento é gratuito. A entrada do público será liberada a partir das 6h20 de sábado. O início está previsto para começar às 8h45. São esperadas 30 mil pessoas no local.
As comemorações do 7 de Setembro deste ano devem fazer referência às enchentes no Rio Grande do Sul, com a participação de profissionais que atuaram no socorro ao estado. Além disso, também serão feitas homenagens aos atletas olímpicos que participaram dos Jogos de Paris. O desfile ainda contará com apresentações da Esquadrilha da Fumaça e de um desfile motorizado de carros das Forças Armadas.
Também no sábado, a maior feira agropecuária do Distrito Federal, a ExpoAbra, vai oferecer passeios de balão gratuitos no parque de exposições da Granja do Torto. Informações sobre ingressos e horários estão no perfil da feira, no Instagram do evento.
Feira de artesanato e música clássica
Feira Banco de Talentos, no Venâncio Shopping, terá exposição de peças de dez artesãs do DF | Foto: Divulgação
Até sábado, o Venâncio Shopping recebe a Feira Banco de Talentos. O público terá a oportunidade de conhecer os trabalhos de dez artesãs que expõem peças variadas entre decoração, acessórios, roupas e itens para o lar. A feira ocorre no piso térreo do shopping, das 8h às 18h.
Além dos produtos, haverá um espaço reservado para atendimentos com assistentes sociais, psicólogos e assessoria jurídica ofertada pela Subsecretaria de Apoio às Vítimas de Violência, da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF).
Orquestra Filarmônica de Brasília apresentará a cantata Carmina Burana na Concha Acústica | Foto: Divulgação
Já para quem aprecia música clássica, termina no sábado a quinta edição do Festival Sinfônico, na Concha Acústica de Brasília. Com um belo desfile de atrações, a última noite do festival promete reunir artistas dos mais variados estilos e ritmos musicais.
No encerramento do evento, a Orquestra Filarmônica de Brasília marca presença. Na ocasião, o grupo vai encenar, pela primeira vez, a cantata cênica Carmina Burana, de Carl Orff. Além da música, o espetáculo contará com coreografia inédita da artista Cristina Pereira. Os ingressos podem ser comprados por meio do Sympla do evento.
Reportagens
Sancionada política de incentivo à formação de professor da educação básica
Política proposta pelo Senado prevê pagamento de bolsa a estudantes que optarem por cursos de licenciatura
Natasha Montier/GERJ
Estudantes que se matricularem em cursos presenciais de licenciatura poderão receberão incentivos para se tornarem professores da educação básica.
Foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (13) a Lei 15.344, que institui a Política Nacional de Indução à Docência na Educação Básica — Mais Professores para o Brasil. Proposta pelo Senado, a política estabelece ações para atrair estudantes para a atividade docente e motivar a permanência deles nos cursos, reduzindo a evasão.
Uma das principais medidas previstas é a oferta de bolsas para alunos com alto desempenho no ensino médio que optarem por cursar licenciatura (tipo de graduação voltado à formação de professores). A prioridade seria dada aos candidatos que cursarem graduações em áreas em que há falta de professores, conforme a região.
Depois de formado, o bolsista deverá permanecer trabalhando na rede pública de ensino da educação básica por pelo menos dois anos. Além disso, bacharéis ou licenciados em áreas com formação pedagógica que optem por atuar em localidades e em áreas de conhecimento com carência de professores também poderão receber bolsas, desde que cursem pós-graduação com foco em docência na educação básica ao longo do período da bolsa.
O texto prevê o aperfeiçoamento dos processos seletivos de novos professores, com a realização anual da Prova Nacional Docente (PND), que subsidiaria os entes federados na seleção de profissionais. A lei propõe ainda campanhas para a divulgação dos benefícios da carreira do magistério e o envolvimento dos graduandos em atividades de pesquisa e extensão em escolas de educação básica.
Proposta do Senado
A norma tem origem em projeto de lei apresentado no Senado. O PL 3.824/2023, do senador Flávio Arns (PSB-PR), foi aprovado no Senado em 2023, mas depois passou por alterações na Câmara dos Deputados, onde foi acatado na forma de um substitutivo (texto alternativo) em outubro de 2025.
Devido a essas modificações, o texto retornou ao Senado para nova análise. A proposta foi então definitivamente aprovada em dezembro, com parecer da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO).
Para a relatora, a iniciativa aumenta a atratividade da carreira docente, fazendo com que mais pessoas escolham a licenciatura no vestibular e permaneçam na profissão depois de formadas.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Reportagens
Reforma tributária começa fase de transição com testes de novos impostos em 2026
Empresas já informam CBS e IBS nas notas fiscais, mas cobrança efetiva só começa a partir de 2027
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
A reforma tributária começa a valer de forma gradual a partir deste ano. Desde 1º de janeiro, a maioria das empresas passou a emitir notas fiscais com a indicação dos novos impostos, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
A CBS substitui o PIS, a Cofins e o IPI, que são tributos federais. Já o IBS vai substituir o ICMS, dos estados, e o ISS, dos municípios.
Neste primeiro momento, o novo sistema funciona em fase de testes. As informações fiscais são registradas, mas ainda não há cobrança efetiva dos novos tributos.
O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da proposta que resultou na Emenda Constitucional 132, afirma que a reforma traz simplificação e mais transparência ao sistema tributário.
“Essa reforma vai impactar profundamente o país, porque traz a simplificação tributária, elimina a cumulatividade e aumenta a transparência. Hoje, o cidadão não sabe quanto paga de imposto”, afirmou.
A cobrança efetiva da CBS e do Imposto Seletivo — que incide sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente (veja infográfico) — começa em 2027.
Já o IBS entra em fase de transição a partir de 2029, com a extinção total do ICMS e do ISS prevista para 2033.
O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), relator do grupo de trabalho da reforma tributária na Câmara, destacou que a medida foi regulamentada pela Lei Complementar 214/25, aprovada no ano passado.
“Estamos criando um novo sistema tributário que ajuda na reindustrialização do país e acaba com a guerra fiscal entre os estados, que prejudicou a sociedade brasileira”, disse.
Outra etapa da reforma foi relatada pelo deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE). O texto, aprovado pela Câmara e pelo Senado, ainda aguarda sanção presidencial.
Para Benevides, os efeitos completos da reforma, previstos para 2033, devem reduzir custos e gerar empregos.
“Isso vai significar uma diminuição do custo de produção e também um aumento do emprego na economia brasileira”, afirmou.
Entre as novidades da reforma está o cashback tributário, que prevê a devolução de parte dos impostos a famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa.
Além disso, os produtos da cesta básica terão alíquota zero dos tributos sobre consumo.
Durante a tramitação da reforma, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou o trabalho conjunto do Legislativo e do Executivo para construir um modelo com menos burocracia, mais agilidade e menor custo para o cidadão contribuinte.
Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Geórgia Moraes
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Reportagens
Lei autoriza pagamento retroativo de direitos suspensos na pandemia
Norma foi publicada hoje no Diário Oficial da União
Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que autoriza o pagamento retroativo para servidores da União, de estados, do Distrito Federal e de municípios, de direitos remuneratórios – como anuênios, triênios, quinquênios, sexta-parte e licença-prêmio – que haviam sido congelados em razão da pandemia da covid-19.

A lei foi publicada nesta terça-feira (13) no Diário Oficial da União e estabelece que os pagamentos estão relacionados ao período entre 28 de maio de 2020 e 31 de dezembro de 2021. De acordo com a norma, os benefícios serão pagos desde que o ente federativo tenha decretado estado de calamidade pública à época da pandemia e conte com orçamento disponível.
Em nota, o Palácio do Planalto reforçou que deve ser respeitada a disponibilidade orçamentária da União, de estados, do Distrito Federal e de municípios e destacou que a norma tem caráter autorizativo, ou seja, permite que cada ente federativo decida, de forma autônoma e por meio de lei própria, sobre o pagamento retroativo das vantagens pessoais em questão.
“Durante o período do regime emergencial, a legislação impediu a concessão dessas vantagens e a contagem do tempo necessário para adquiri-las, como forma de controlar os gastos públicos. Com o fim do estado de emergência sanitária, a proposta busca corrigir os impactos dessas restrições e devolver aos entes federativos a autonomia para decidir sobre o tema”, explica o comunicado.
Ainda de acordo com o Palácio do Planalto, do ponto de vista fiscal, a lei não gera despesas automáticas nem obriga pagamentos imediatos. “Qualquer recomposição fica condicionada à disponibilidade de recursos no orçamento, à estimativa de impacto financeiro e à autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias”.
“A norma também impede a transferência de custos para outro ente, como a União, preservando a responsabilidade fiscal e os recursos públicos”, diz o Planalto.
Entenda
A norma teve origem no Projeto de Lei Complementar 143/2020, de autoria da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), aprovado no Senado no final de dezembro de 2025 com relatório favorável do senador Flávio Arns (PSB-PR).
Durante a votação da matéria no plenário, Arns lembrou que a medida não traz qualquer criação de despesa a mais, uma vez que o valor já estaria previsto no Orçamento. Para o senador, a Lei Complementar 173 de 2020 impôs restrições severas à contagem de tempo para vantagens funcionais com o objetivo de conter gastos públicos em um momento de crise.
Tais restrições, na avaliação do parlamentar, embora justificadas no contexto emergencial da covid-19, acabaram produzindo prejuízos duradouros aos servidores, que continuaram exercendo suas funções, muitas vezes em condições difíceis, sem que pudessem usufruir de direitos que normalmente decorreriam do tempo de serviço.
Para Arns, a nova lei “restabelece esse equilíbrio, reconhecendo o esforço e o trabalho prestado, sem romper com a lógica de responsabilidade fiscal”.
O senador alterou o texto original do projeto para substituir a expressão “a servidores públicos” para “ao quadro de pessoal”, ou seja, a mudança valerá para servidores públicos efetivos e para empregados públicos contratados por meio da CLT.
* Com informações da Agência Senado
-
Artigos4 meses ago23 de setembro dia de Padre Pio
-
Artigos4 meses agoSÃO LOURENÇO: UM MEMORIAL PARA A CIDADE
-
Reportagens3 meses agoTV Brasil e Canal Gov transmitirão Círio de Nazaré neste domingo
-
Reportagens3 meses agoGDF leva Harlem Globetrotters a Ceilândia em ação social com estudantes
-
Reportagens4 meses agoMúsica brasileira se destaca no Grammy Latino 2025
-
Artigos4 meses agoESG Summit Brasília 2025
-
Reportagens3 meses agoDe cara nova, Parque da Cidade celebra 47 anos como espaço de lazer, convivência e memória
-
Reportagens3 meses agoParque da Cidade chega aos 47 anos como símbolo de qualidade de vida na capital