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Falta de servidores e estrutura precária fragilizam assistência social no DF

Câmara Legislativa debateu o tema em audiência pública nesta segunda-feira (23)

 

O evento foi proposto pelo presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da Casa, Fábio Felix

O Sistema Único de Assistência Social (Suas) funciona no Distrito Federal com um déficit de dois terços do número de servidores necessários. Soma-se a isso a falta de estruturas de atendimento adequadas, de articulação com outras políticas e de recursos orçamentários. A precarização da prestação dos serviços foi colocada em discussão na Câmara Legislativa nesta segunda-feira (23).

A audiência pública foi proposta pelo presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da Casa, deputado Fábio Felix (Psol), que é assistente social. “O nível de contratação está muito aquém de uma história de desestruturação da política pública, de abandono. Isso não é um problema exclusivo desta gestão, é um problema estrutural. Falta todo tipo de profissional na ponta, nas unidades de atendimento”, destacou.

“Estamos com um terço da quantidade de pessoal necessária”, registrou o presidente do Sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural do Distrito Federal, Clayton de Souza Avelar. Ele defendeu, contudo, que, mesmo na adversidade, os servidores têm uma alta produtividade.

Segundo informou, considerando apenas os Centros de Referência de Assistência Social (Cras), foram realizados 252 mil atendimentos ao longo de 2023. “Isso foi feito por cerca de 300, 400 servidores, no máximo 500. Os colegas que atendem um número tão expressivo de pessoas trabalham em condições muito difíceis, para dizer o mínimo”, afirmou Avelar.

O subsecretário de Assistência Social da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, Coracy Chavante, reconheceu a carência de servidores: “De fato, a demanda da população é muito maior do que nossa capacidade de atendimento”. De acordo com ele, um novo concurso público deve ser realizado em breve.

Além disso, o representante da pasta disse haver previsão de ampliação das estruturas de assistência social. Como exemplo, citou a inclusão, no Plano Plurianual (PPA) 2024-2027, de mais oito Cras; totalizando 40 centros no DF. “Mas só serão abertos após a realização de concurso público; a ampliação depende disso”, ponderou.

A sobrecarga dos servidores e a precarização das condições de trabalho contribuem para o adoecimento do trabalhador e penalizam o usuário dos serviços. “A política do governo tem como centralidade alguns benefícios, e não uma rede de atenção. Essa lógica aumenta o tamanho das filas, desmonta a capacidade de garantia dos direitos, leva ao adoecimento dos servidores e vai sobrecarregando o atendimento na ponta”, avaliou o deputado Gabriel Magno (PT).

O deputado Max Maciel (Psol) apresentou outros agravantes: a dificuldade de acesso a alguns serviços, por conta da distância dos equipamentos públicos, além dos problemas de mobilidade urbana. “Somos a terceira unidade da Federação do ponto de vista populacional, mas a lógica habitacional exclui as pessoas do chamado centro e dos chamados serviços, sejam eles de trabalho e renda, de cultura, de lazer”, argumentou.

 

 

Parceria com a sociedade civil

Na opinião da vice-presidente do Conselho de Assistência Social do Distrito Federal, Karen Marcela Freitas, é “impossível” executar as políticas da área sem a sociedade civil. Atualmente, o GDF executa uma série de ações por meio de convênios com entidades sociais.

Essa prática também enfrenta desafios. Freitas destacou o caso dos orientadores sociais contratados, os quais recebem, em média, R$ 1.400 para trabalharem 40h semanais. Ela ainda salienta que o trabalho nas organizações sociais, geralmente, é feito por mulheres, “que chefiam suas casas e suas famílias e que precisam de dois empregos para conseguirem manter sua dignidade”.

O assunto também foi abordado pelo deputado Fábio Felix, que lamentou o “descuido” do governo com as entidades conveniadas para a prestação de serviços, criticando os atrasos nos repasses dos recursos e a defasagem das tabelas de pagamento.

População em situação de rua

Um dos segmentos mais lembrados durante a audiência pública foi o das pessoas em situação de rua. “Aqui são ofertados abrigos institucionais e comunidades terapêuticas para a população de rua, mas isso não funciona, nunca funcionou e nunca vai funcionar se continuarem trabalhando da forma que trabalham”, pregou Kleidson Oliveira, do Movimento Nacional da População de Rua.

“A assistência social precisa do apoio da Saúde para lidar com alguns indivíduos em situação de rua, por conta de transtornos ou uso abusivo de álcool e drogas”, completou. E emendou: “O Estado não está combatendo o tráfico de drogas, está combatendo o usuário”.

Ademais, Kleidson insistiu na necessidade de se implementar, de fato, um programa de moradia, em especial para contemplar as mulheres em situação de rua, “que sofrem, em média, 20 abusos sexuais por mês”, segundo informou.

Os usuários do Suas apresentaram, ainda, outras queixas: dificuldade de atendimento pelo telefone 156; forma de funcionamento dos Centros POP (ponto de apoio para quem vive ou sobrevive nas ruas), falta de fiscalização em obras de unidades de atendimento socioassistencial (resultando em espaços inadequados para pessoas com mobilidade reduzida), entre outras.

Presente na audiência desta manhã, a deputada federal Erika Kokay (PT/DF) resumiu a importância do fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social: “O Suas tem função de resgate da condição humana, puxa fiapos de vida sob os escombros de tanta discriminação e desigualdade”.

 

 

Denise Caputo – Agência CLDF

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Governo e oposição repercutem rejeição de Messias para o STF

Reação do Plenário no momento em que foi divulgado o resultado da votação
Carlos Moura/Agência Senado

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Após a rejeição da indicação de Jorge Rodrigo Araújo Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (29), o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que a relação do Executivo com o Congresso não mudará.

— A relação continua a mesma. Nós já tivemos vitórias e derrotas no Senado, no Congresso e na Câmara dos Deputados e a relação não mudou. (…)  Não mudou e nem mudará, será a mesma relação institucional.

Para o líder, o resultado não dependeu das respostas do indicado na sabatina. Messias, de acordo com Randolfe, cumpria todos os requisitos necessários para o cargo e a indicação foi rejeitada por circunstâncias políticas.

A indicação de Messias é a terceira feita pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no atual governo e não estava prevista: foi necessária após o anúncio da aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso em outubro de 2025. Para Randolfe, a votação foi pressionada pela proximidade do período eleitoral. A rejeição se deu por 42 votos a 34.

— Eu não diria que foi uma surpresa, porque nós já esperávamos que ia ser uma votação apertada, e uma votação, quando a gente julga apertada,  pode se ter uma quantidade reduzida de votos favoráveis — disse o líder, que lamentou a votação, mas afirmou que é preciso respeitar o resultado.

O relator da indicação de Jorge Messias, senador Weverton (PDT-MA), reconheceu que o resultado da votação foi “uma derrota do governo”. O parlamentar disse, no entanto, que o presidente Lula não deve indicar outro nome para o Supremo Tribunal Federal (STF) de imediato.

— Lá atrás, ele (Lula) já tinha me dito que não iria mandar outro nome caso isso acontecesse. Então, não vamos discutir nomes. O que está se discutindo é que impuseram uma derrota a uma pessoa que nada tinha a ver com o processo eleitoral. Cometeram uma injustiça enorme com o ministro Messias — disse Weverton.

Derrota

Para o líder da Oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), a rejeição ao nome de Jorge Messias representa uma derrota do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

— Nós trabalhamos para derrotar o ministro Jorge Messias. Nada de pessoal contra ele. Mas contra o que ele representa neste momento. Hoje acaba o Lula 3. Perde credibilidade e capacidade de articulação. Perde inclusive a legitimidade para conduzir um processo de negociação na Casa. Sem dúvida nenhuma, o governo sofre hoje uma derrota acachapante — afirmou.

Para o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), o direito do voto de um senador é o mesmo de um eleitor. Ele disse que votou a favor de Messias, que teria todas as condições de ser um ministro do STF. O senador ainda contou que deu um abraço de solidariedade em Messias, que considera  “um brilhante funcionário público”.

— Cada um vota como acha. A democracia é assim. Lamento muito, mas é página virada — declarou Otto.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

 

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Rádio MEC transmite especial para celebrar Dia Internacional do Jazz

Programa destaca gênero como instrumento de liberdade

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EBC

A Rádio MEC apresenta, nesta quinta-feira (30), às 21h, uma edição especial do Jazz Livre dedicada ao Dia Internacional do Jazz. A data, celebrada pela Unesco desde 2012, destaca o gênero como um instrumento de liberdade, criatividade e diálogo entre culturas.

A atração da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) traz uma curadoria de músicos, com depoimentos e repertórios afetivos sobre o estilo musical.

Jazz Livre convidou artistas que já se apresentaram na atração a comentar os discos e músicas importantes para a história do gênero. Ao longo do programa, os ouvintes terão acesso a recortes dessas sugestões.

O pianista Renan Francioni, o baterista Antônio Neves Esteves e o compositor Gilson Peranzetta são alguns dos nomes que indicaram obras relevantes do estilo. A proposta é evidenciar o jazz como um gênero que marca a inovação, o apuro estético, o improviso e a fusão entre linguagens e culturas.

Dia Internacional do Jazz

Com origem nas comunidades afro-americanas no sul dos Estados Unidos, por volta do final do século XIX e início do XX, o jazz é uma expressão artística que combina elementos de várias tradições musicais, como o blues.

De acordo com especialistas, um dos traços mais distintivos do jazz é a improvisação. Os músicos criam solos espontâneos durante as performances, o que torna cada apresentação única.

Sobre o Jazz Livre

No ar de segunda a sexta-feira na faixa das 21h, o Jazz Livre tem uma hora de duração com o melhor repertório do gênero e da música instrumental. A produção oferece ao público a oportunidade para interagir através do WhatsApp (21) 99710-0537. Os ouvintes podem participar das edições e mandar mensagens para a equipe da emissora pública.

Apresentado por Sidney Ferreira, o Jazz Livre tem produção de Anderson Domingos e Carlos Soca. A coordenação de produção fica com Rodrigo Soprana. Thiago Regotto é o gerente executivo de rádio.

Sobre a Rádio MEC

Conhecida de norte a sul do país como “A Rádio de Música Clássica do Brasil”, a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. Mas também há espaço garantido para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa.

A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no aplicativo Rádios EBC.

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Eventos alteram o trânsito no feriado prolongado em vários pontos do DF

Detran-DF fará o controle do tráfego em vias do Eixo Monumental, Esplanada dos Ministérios, Parque da Cidade e Paranoá

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Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader

Devido a eventos previstos para o período entre sexta-feira (1°/5) e domingo (3), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) interditará vias do Eixo Monumental, Esplanada dos Ministérios, Parque da Cidade e Paranoá.

Parque da Cidade

De sexta-feira a domingo, será realizado o evento Brasília Auto Indoor no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade. As ações de trânsito terão início nesta quinta-feira (30), às 12h, com o patrulhamento das vias e a implantação da sinalização viária. As equipes vão sinalizar a faixa de desaceleração para a entrada e a saída de veículos dos estacionamentos 1 e 2  e as faixas de pedestres nas proximidades do Pavilhão de Exposições.

Arte: Divulgação/Detran-DF

No sábado (2), a partir das 10h, está prevista a realização de um rali, com largada no Pavilhão de Exposições e percurso em direção à Colônia Agrícola Aguilhada e Núcleo Rural Nova Betânia, na BR-251. As equipes do Detran-DF farão as intervenções viárias necessárias durante a saída dos veículos e a transição para a Via S1.

Os participantes farão uma parada na região do Café sem Troco e retornarão, pela DF-130, passando pela Torre de TV Digital, até o Parque da Cidade. A previsão é que a chegada ocorra até as 16h.

Durante os dias do evento, os agentes do Detran-DF atuarão no controle de tráfego nas imediações do Pavilhão de Exposições, em pontos fixos e realizando o patrulhamento na região a fim de melhorar a fluidez, auxiliar a travessia de pedestres e coibir infrações de trânsito.

Arena Mané Garrincha

Nesta sexta-feira e no sábado, o Detran-DF fará intervenções viárias nas imediações da Arena Mané Garrincha, onde será realizado o Festival Micarê.

Na Via N1, na altura do Planetário, e na via de contorno do Estádio Nacional de Brasília, o Detran-DF implantará sinalização viária para a travessia de pedestres e para coibir o estacionamento irregular. Na entrada principal de automação da arena, será sinalizada uma área destinada aos táxis.

Também serão instalados painéis eletrônicos de mensagens em locais estratégicos para orientar condutores e pedestres. A partir das 15h30, as equipes vão atuar em pontos fixos e em patrulhamento na região para garantir a fluidez do tráfego e coibir infrações.

Esplanada dos Ministérios e via Palácio Presidencial

Na sexta-feira, será realizada a corrida 100% Você, com percursos de 5 km e 10 km pelas vias S1, Palácio Presidencial e N1. A largada dos participantes ocorrerá na Esplanada dos Ministérios, próximo ao Museu da República, e a chegada será na altura do Ministério da Economia.

A partir das 6h30, a Via S1 será bloqueada na altura do Museu da República, com desvio do fluxo de veículos para a L2 Sul. No momento da largada, a via será totalmente interditada e o fluxo será retido. Após a passagem dos corredores, o acesso à L2 será liberado. Os motoristas que seguirem pela L2 Sul, no sentido Esplanada, serão direcionados para o Buraco do Tatuí.

Na Esplanada, a faixa mais à direita será destinada à saída de veículos dos ministérios. O fluxo seguirá até a altura do Itamaraty, onde será desviado para a Via S2. A partir desse ponto, a S1 estará totalmente bloqueada para o tráfego de veículos. O acesso ao estacionamento da Catedral de Brasília será permitido apenas pelo túnel da Cúria, na S2.

 

Na Via N1, o bloqueio ocorrerá desde o quartel do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) até a via de ligação N1/S1, na altura do Museu da República. Os acessos à N1, pela via Palácio Presidencial e pela L4 Norte estarão fechados. Ainda na N1, a faixa mais à direita, será destinada à saída de veículos de emergência do CBMDF, enquanto as demais faixas serão utilizadas pelos participantes do evento.

As equipes do Detran-DF também farão a interdição do acesso à via Palácio Presidencial, sentido Palácio do Jaburu, com o desvio do fluxo de veículos para a Estrada Parque das Nações (Via L4).

Durante o evento, as equipes de fiscalização do Detran-DF atuarão no controle do tráfego para garantir a segurança viária. A previsão é que as vias sejam liberadas a partir do meio-dia.

Paranoá

Na sexta-feira, será realizado o 7º Encontro de Carrinhos de Rolimã, no Parque Vivencial do Paranoá. As ações de trânsito terão início nesta quinta, às 23h59, com a implantação da sinalização viária na entrada do parque, na altura da Quadra 4, até a rotatória, próxima à unidade do Detran-DF. No local do evento, serão sinalizadas áreas de estacionamento para o público geral, autoridades, veículos de emergência e um heliponto.

A entrada do Parque Vivencial, pela rodovia DF-005, será destinada à saída de veículos de emergência, sendo permitido o acesso de pedestres. O estacionamento de veículos no gramado, na área externa do parque, será permitido.

Durante o evento, os agentes do Detran-DF farão o controle da entrada e da saída de veículos do Parque Vivencial, além de realizar o patrulhamento da região para garantir a segurança e a fluidez do trânsito. As equipes de fiscalização utilizarão viaturas e motocicletas e contarão com o apoio do helicóptero Sentinela, que fará o monitoramento das condições do tráfego.

Eixo Monumental

Neste domingo, o Detran-DF realizará interdições em trechos das vias S1 e N1 do Eixo Monumental para o Circuito da Saúde 2026 — Etapa Ana Néri. A corrida terá percurso de 5 km, com largada e chegada no Memorial dos Povos Indígenas.

A partir das 6h30, nas vias S1 e N1, no trecho entre o Ulysses Centro de Convenções e a via de ligação N1/S1, entre a Catedral Rainha da Paz e a Praça do Cruzeiro, as três faixas mais próximas ao canteiro central serão interditadas. O tráfego de veículos permanecerá liberado nas demais faixas. A previsão é que as interdições ocorram até as 11h.

*Com informações do Detran-DF

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