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GDF vai plantar mais de 5,3 mil mudas nativas do Cerrado nos arredores do STF

Implantação do bosque faz parte de ações pensadas para o meio ambiente e a arborização do Distrito Federal

 

Por Ian Ferraz, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

 

Uma parceria entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e o Supremo Tribunal Federal (STF) vai transformar os arredores da Corte em uma grande área verde no coração da capital. Nesta quarta-feira (25), as partes assinaram um acordo para o plantio de 5.270 mudas nativas do Cerrado, o que permitirá a criação de um bosque na área.

O acordo foi firmado pelo governador Ibaneis Rocha, pelo presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, e pelo presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), Fernando Leite.

Ibaneis Rocha: “Eu tive a oportunidade de ver o mapa que foi nos apresentado, e para nós, do GDF, essa parceria com o Poder Judiciário é de suma importância. Não só na urbanização, mas também na melhoria do atendimento aqui do STF” | Foto: Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília

“Nós temos certeza que o bosque vai ficar lindo. Eu tive a oportunidade de ver o mapa que foi nos apresentado, e para nós, do GDF, essa parceria com o Poder Judiciário é de suma importância. Não só na urbanização, mas também na melhoria do atendimento aqui do STF. São diversas obras que estão no projeto do Supremo Tribunal Federal, como é o caso do estacionamento subterrâneo. Estamos à disposição de todos para o que precisarem do GDF”, disse Ibaneis Rocha, ao lembrar de outras obras em parcerias com tribunais, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Tribunal Superior do Trabalho (TST), sejam com construções, sejam com iluminação ou arborização.

O projeto visa tornar a área mais agradável para trabalhadores e visitantes e foi elaborado pelo Departamento de Parques e Jardins (DPJ) da Novacap. Ele foi pensado a partir da variedade de espécies que se adaptam às condições climáticas do Distrito Federal, garantindo a sustentabilidade e o sucesso do projeto. Para que as novas espécies sejam plantadas, a Novacap vai suprimir as árvores existentes no local.

“Até pouco tempo atrás, governador, todos nós nos preocupávamos com a questão ambiental como um compromisso com as próximas gerações. Quem olhar agora para o Brasil já pode constatar que não se trata mais de uma preocupação com as futuras gerações”

Luís Roberto Barroso, presidente do STF

O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, agradeceu a parceria com o governo local e fez uma fala em prol do meio ambiente. “A gente não consegue mudar o mundo, mas pelo menos a gente deve conseguir mudar o mundo à nossa volta. É isso que nós estamos procurando fazer nesta parceria com o GDF”, disse. “[O plantio das mudas] é uma contribuição importante do Supremo nesse momento que nós estamos vivendo no Brasil e no mundo. Até pouco tempo atrás, governador, todos nós nos preocupávamos com a questão ambiental como um compromisso com as próximas gerações. Quem olhar agora para o Brasil já pode constatar que não se trata mais de uma preocupação com as futuras gerações. Nós estamos, na verdade, cuidando dos problemas do presente, dos problemas que estão acontecendo aqui e agora”, acrescentou.

O protocolo de intenções está em vigor e tem validade de cinco anos, prorrogável por igual período ou enquanto durarem as obrigações assumidas. O acordo não gera obrigações financeiras entre as partes, sendo as atividades desenvolvidas dentro dos limites orçamentários e operacionais de cada uma delas.

“A gente diz o tempo todo que a Novacap realiza engenharia social, porque nós construímos, dentro daquilo que foi pré-determinado, sonhado por todos os brasileiros da época, pelo presidente Juscelino Kubitschek, nós construímos um sonho. A Novacap não só vai construir, mas vai zelar, cuidar, regar e podar esse parque. Brasília não é uma obra acabada, é uma obra permanente. E ela nos convida o tempo todo para sonharmos e construirmos juntos”, definiu o presidente da Novacap, Fernando Leite.

Neste ano, a Novacap aumentou o investimento em serviços para manutenção da arborização do DF. O valor destinado a essa atividade para este ano é de R$ 51.405.557,08. Em 2023, foram destinados R$ 44.764.672,13 e, no período anterior, de R$ 41.229.885,62.

 

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Vladimir Sacchetta, jornalista e pesquisador, morre aos 75 anos

Dedicou-se a projetos da memória cultural e política brasileiras

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Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil

 

Morreu nesta sexta-feira (15) o jornalista, produtor cultural, pesquisador e escritor Vladimir Sacchetta, aos 75 anos.

Sacchetta registrou as greves operárias do ABC, a memória do movimento operário e de revolucionários brasileiros, como Olga Benário. Colaborou em duas obras premiadas com o Jabuti: a obra póstuma de Florestan Fernandes e Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia, que escreveu em coautoria com Carmen Lúcia Azevedo e Márcia Camargos.

Sacchetta dedicou seus últimos anos a projetos de documentação e memória, como o Memorial da Democracia, do Instituto Lula; registros da Imprensa Alternativa, junto ao Instituto Vladimir Herzog, além de trabalhos sobre cultura brasileira.

“Vladimir Sacchetta dedicou sua trajetória à preservação da memória cultural e política brasileira, construindo um trabalho fundamental para o registro das lutas democráticas, da resistência à ditadura militar e da defesa intransigente da liberdade de expressão”, diz, em nota, o Instituto Vladimir Herzog.

Foi um dos fundadores da Sociedade dos Observadores de Saci, dedicada a valorização da cultura nacional. Também foi conselheiro do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), no qual participou ativamente até poucos dias atrás.

“O Cemap perde um conselheiro brilhante; o Brasil perde um de seus maiores guardiões da memória”, diz o Cemap, em nota.

Sacchetta deixa dois filhos e neto.

O velório será realizado neste sábado (16) na Barra Funda, na capital paulista.

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Brasília é a capital mais segura do país, com redução histórica do número de homicídios

Resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer no primeiro trimestre de 2026; índice coloca o Distrito Federal na primeira posição nacional em segurança relacionada a crimes letais

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Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares

O Distrito Federal alcançou a primeira colocação nacional nos indicadores de crimes letais no primeiro trimestre de 2026. O resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer por 100 mil habitantes, metodologia baseada em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento colocou o DF na liderança tanto entre as unidades da Federação quanto entre as capitais brasileiras com a menor taxa do país.

Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação. Santa Catarina aparece logo atrás, com 5,63. Entre as capitais, Brasília alcançou índice de 5,61 e liderou o ranking nacional, seguida por Curitiba (10,05) e Campo Grande (10,39).

Segundo o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, esse resultado está ligado a um conjunto de ações adotadas na segurança pública do DF. “Hoje temos mais policiais nas ruas, atuação diária nas regiões administrativas, trabalho direcionado no combate às manchas criminais, uso de ferramentas como o DF 360 e participação intensiva da comunidade por meio dos Conselhos Comunitários de Segurança. Existe todo um ecossistema que contribuiu para essa redução”, afirmou o chefe da pasta durante a assinatura da ordem de serviço para construção da nova Policlínica da Polícia Civil (PCDF), nesta sexta-feira (15).

 

Durante o evento, Patury explicou que o resultado não considera apenas os homicídios registrados. O levantamento também inclui os chamados casos de mortes a esclarecer — situações em que ainda não foi definida a causa da morte. “Temos 42 homicídios no DF e zero a esclarecer. Nós sabemos o nome e sobrenome de cada caso. Estávamos em segundo lugar, no primeiro trimestre agora de 2026, e agora alcançamos o primeiro lugar. Passamos Santa Catarina e Florianópolis”, destacou.

Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Mais segurança pública

A redução dos crimes letais acompanha outros indicadores positivos da segurança pública. Os roubos no transporte coletivo do DF caíram 52% em 2025. Ao longo do ano, foram registrados 111 casos, contra 230 em 2024.

Além disso, 15 regiões administrativas não tiveram nenhuma ocorrência, segundo dados do 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Os números mostram o avanço das ações de segurança e das mudanças adotadas no sistema de transporte, que têm contribuído para reduzir os crimes e aumentar a segurança da população.

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Comissão Geral debate transporte escolar no Distrito Federal

Iniciativa é da deputada Paula Belmonte, que apresentará diagnóstico sobre a área com foco em desafios, gestão e qualidade do serviço

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Foto: Tony Winston / Agência Brasília

 

Por iniciativa da deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza, nesta quinta-feira (14), às 15h, uma comissão geral para debater o transporte escolar no Distrito Federal. O encontro reunirá parlamentares, representantes do poder público, especialistas e a sociedade civil para apresentação e discussão de um diagnóstico técnico sobre o funcionamento do serviço no DF.

O estudo foi solicitado pelo gabinete da parlamentar e elaborado pela Consultoria Técnico-Legislativa da CLDF (Conofis). O relatório analisa o transporte escolar entre os anos de 2021 e 2025, abordando aspectos relacionados à qualidade dos veículos, organização das rotas, gestão do serviço e percepção de estudantes, familiares e profissionais envolvidos.

De acordo com o levantamento, foram identificados desafios que impactam diretamente o cotidiano dos estudantes, como atrasos, interrupções no atendimento, condições da frota e dificuldades de acesso, especialmente em regiões rurais. O diagnóstico também aponta entraves relacionados à utilização de processos predominantemente manuais e à ausência de padronização tecnológica entre as unidades escolares.

A análise destaca ainda que fatores como as condições das vias e a falta de infraestrutura adequada nos pontos de embarque podem comprometer a frequência escolar e o acesso dos alunos à educação.  A comissão geral busca ampliar a participação social na discussão, reunindo gestores públicos, trabalhadores do setor, pais, estudantes e demais interessados na construção de propostas para o aperfeiçoamento da política pública.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

 

Segundo a deputada Paula Belmonte, o debate é fundamental para garantir avanços no atendimento aos estudantes da rede pública. “Estamos falando de um serviço essencial, que garante o acesso e a permanência dos nossos estudantes na escola. Esse diagnóstico é um passo importante para corrigir falhas e avançar com responsabilidade”, afirmou a parlamentar.

Acompanhe:

 

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