passagem de mais um aniversário da Constituição de 1988, no 5 de outubro, traz à memória um dos capítulos mais importantes dos 200 anos do Senado: o da mobilização popular para a construção da lei maior do país. Um dos melhores exemplos dessa história são as 72.719 cartas enviadas por cidadãos aos constituintes entre 1986 e 1987. Até hoje, elas permaneciam acessíveis apenas por meio de um banco de dados ainda pouco conhecido, no portal do Senado. A partir de agora, também poderão ser exploradas através de uma plataforma que facilita a busca por temas, cidades e nomes dos autores — ferramenta desenvolvida especialmente para esta reportagem (veja abaixo).
A iniciativa de convidar o povo a contribuir com sugestões à Constituição se insere no contexto da redemocratização do país nos anos 1980. Após duas décadas de ditadura militar, a sociedade sinalizava a vontade de maior participação nas decisões políticas. Entre 1983 e 1984, a campanha Diretas Já levou milhões de pessoas às ruas das principais cidades.
Quando, em 1985, o então presidente da República, José Sarney, convocou a Assembleia Nacional Constituinte, vários setores da sociedade civil se articularam para participar do processo. O slogan “Constituinte sem povo não cria nada de novo” refletia as aspirações do momento.
Esse espírito foi captado pelos senadores e deputados constituintes. Eles previram mecanismos de participação no regimento interno da Assembleia. Mais de mil pessoas foram ouvidas em audiências públicas. E 122 emendas populares, organizadas por associações, receberam mais de 12 milhões de assinaturas e foram entregues aos parlamentares. Mas essa é outra grande história da Constituinte. A história das cartas à Constituição, contada aqui, seguiu um caminho diferente.
Batizada inicialmente como Diga Gente e depois como Projeto Constituição, a ideia das cartas partiu do servidor do Senado William Dupin, que à época chefiava a Coordenação de Projetos Especiais do Prodasen — órgão responsável pela tecnologia da informação na Casa. O então presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador José Ignácio Ferreira, do Espírito Santo, apoiou a iniciativa.
Projeto repercutiu nos jornais
No entanto, os altos custos do projeto levaram Dupin a procurar apoio no setor privado. As Organizações Globo financiaram parte das despesas e veicularam anúncios divulgando a campanha, em troca da inclusão do logotipo da empresa nos formulários impressos que seriam distribuídos.
Embora tenha assegurado a viabilização da ideia, a solução não ficou isenta de críticas. A pertinência da parceria com uma empresa privada era vista como um risco à impessoalidade que deve caracterizar a administração pública. De todo modo, o projeto foi lançado em junho de 1986.
Cinco milhões de formulários foram distribuídos pelos municípios de maneira proporcional à população de cada um. Os impressos ficaram disponíveis nas agências dos Correios, mas também havia pontos de coleta em prefeituras e assembleias legislativas. Além disso, os partidos políticos puderam entregar formulários diretamente a seus filiados.
Depois de quase um ano, chegaram ao Senado mais de 72 mil formulários preenchidos. À medida que chegavam, um grupo coordenado pelo Prodasen, incluindo servidores da Casa e estudantes da Universidade de Brasília (UnB), se ocupava de classificar as mensagens em 24 áreas temáticas e digitá-las para que fossem inseridas em um banco de dados no recém-criado Sistema de Apoio Informático à Constituinte (Saic).
Quem eram os autores?
Em 1987, Francisco Alves Mendes Filho redigiu uma das cartas que chegaram ao Prodasen. Em texto escrito à mão, a mensagem enviada do interior do Acre defendia a preservação da Floresta Amazônica por meio da criação de reservas extrativistas.
No ano seguinte, pouco antes do Natal, Francisco seria assassinado a tiros na porta de casa, aos 44 anos. Só então o nome Chico Mendes se tornou conhecido em todo o país como líder seringueiro e referência da causa ambiental. O assassinato repercutiu no mundo.
Embora a carta de Chico Mendes e as de outras personalidades chamem a atenção pelos nomes dos remetentes, o conjunto armazenado no Saic revela um país sonhado por cidadãos anônimos.
— Há uma população que grita, que quer melhorias no transporte, na saúde, na educação — disse o brasilianista francês Stéphane Monclaire, em entrevista ao Jornal do Senado em 2013.
Professor de ciência política da Universidade de Sorbonne, em Paris, Monclaire organizou e foi um dos autores do livro A Constituição Desejada, publicado pelo Senado em 1991 com uma análise sociológica das sugestões enviadas aos constituintes.
No livro, o professor Clóvis de Barros Filho, autor de um dos capítulos e hoje um dos principais filósofos do país, afirma que as cartas “são qualitativamente mais importantes para a ciência” do que pesquisas de opinião pública. Mesmo considerando que o conjunto de remetentes não fosse uma amostra representativa de toda a população brasileira da época.
Para ele, ao abrir um espaço a sugestões, sem opções pré-formatadas, os formulários do Projeto Constituição proporcionariam análises mais afinadas sobre o posicionamento político dos cidadãos.
As mais de 72 mil cartas enviadas ao Senado apresentavam, em geral, mensagens com apelos informais, sem formatação jurídica.
— As pessoas exprimem a angústia em relação às dificuldades da vida. E estão esperando tudo da Constituinte. Tudo, isto é, uma vida melhor — disse na mesma entrevista ao Jornal do Senado o professor Stéphane Monclaire, que morreu no Brasil em 2016, após quase 30 anos dedicados ao estudo de temas brasileiros.
Brasilianista Stéphane Monclaire foi entrevistado em 2013 pelo Jornal do Senado sobre a importância das cartas
Monclaire enxergou nas cartas à Constituinte uma semelhança com as cahiers de doléances (lista de queixas, em tradução livre), da Revolução Francesa de 1789, quando a população tinha suas reclamações anotadas por escrito.
No entanto, para ele, o projeto brasileiro trouxe como grande inovação a digitalização das cartas, que possibilitou diversas formas de consulta a partir do cruzamento dos diferentes perfis dos autores.
Para esta reportagem, por exemplo, a base de dados Saic foi submetida a uma análise por meio de inteligência artificial com o objetivo de organizar as cartas pela semelhança de seus conteúdos. No estudo, foram aplicadas técnicas de processamento de linguagem natural (PLN) — uma área da ciência da computação — para transformar os textos em representações matemáticas, permitindo a identificação dos temas pela IA.
A imagem a seguir, chamada “mapa semântico”, ilustra graficamente os resultados. As cores são categorias temáticas. A distância entre elas reflete o grau de similaridade dos temas.
O maior volume, em vermelho, reúne as cartas que abordam diversos assuntos em uma única mensagem. Já os polos isolados mostram a articulação de grupos de interesse, por vezes surpreendentes. Caso do conjunto de mensagens que defendem a regulamentação da atividade de detetive particular.
Como a IA vê as cartas
As cartas estão dispostas em um “mapa semântico” que as organiza por proximidade temática. Cada ponto é uma carta. Cada cor, um tema abordado.
Cartas multitemáticas
A maior parte das cartas foi agrupada na cor vermelha. Essa categoria representa as mensagens que abordam diferentes temas no mesmo texto.
Detetive particular
Alguns polos isolados revelam grupos de interesse. Este conjunto, por exemplo, defende a regulamentação da profissão de detetive particular.
Esperanto
Um grupo pediu a obrigatoriedade do ensino do Esperanto. Na época, havia expectativa de que o idioma se tornasse a “língua franca” do mundo.
Religião
Esforço mais articulado, no entanto, veio dos defensores do ensino religioso nas escolas, que também enviaram suas sugestões por carta.
O que a Constituição incorporou?
Os referendos são a forma mais comum de consultar a população no processo constitucional. Entre 1789 e 2016, 168 constituições foram submetidas a referendos no mundo, segundo tese apresentada na Universidade do Texas pelo norte-americano Alexander Edward Hudson.
Nesse mecanismo, o povo aprova ou rejeita um texto já pronto. No Brasil, os diversos instrumentos de participação utilizados na década de 1980 conferiram um aspecto inovador ao processo constitucional do país. Resta saber em que medida as sugestões da população influenciaram a redação final.
No livro A Constituição Desejada, o professor Stepháne Monclaire diz que “o Saic foi sempre utilizado abaixo de suas possibilidades” pelos constituintes, por acadêmicos e pela imprensa. Ele conta que alguns parlamentares chegaram a reclamar do então presidente da CCJ do Senado, José Ignácio Ferreira, por ele ter supostamente abusado dos dados do Prodasen “para aparecer como um constituinte apegado a seu trabalho”.
Responsável pela construção do mapa semântico que aparece nesta reportagem, o especialista em IA e servidor do Prodasen João Lima diz que, embora o grau de influência direta das cartas sobre o texto constitucional seja alvo de debate, é possível ver reflexos das mensagens na Constituição.
Lima, que chefia o Serviço de Soluções para Informação Legislativa e Jurídica do Senado, destaca, por exemplo, a carta enviada em fevereiro de 1986 pela enfermeira Francisca Selene de Oliveira Claros, então moradora de Manaus.
“Que seja aprovado pela Constituinte: A saúde é um direito do cidadão e um dever do Estado, e a prestação da saúde deve se dar através de um sistema unificado, que atenda a todos”, escreveu Francisca Selene, que foi entrevistada em 2013 pela TV Senado para o documentário Cartas ao país dos sonhos.
Ela também sugeriu que a rede privada atuasse como complementar da rede pública e que a comunidade participasse no planejamento das metas do setor e na fiscalização dos recursos. Não é possível saber se algum constituinte se inspirou nessas sugestões e as apresentou à Assembleia Nacional. O fato é que todas elas aparecem na Constituição.
Documentário da TV Senado entrevistou alguns dos autores das cartas
Qual o legado das cartas?
As cartas à Constituição representam o marco inicial da participação popular na Constituinte, avalia o consultor legislativo do Senado Fernando Trindade. Ele ressalta que a iniciativa foi lançada 11 meses antes do início dos trabalhos da Assembleia Nacional, instalada em 1º de fevereiro de 1987.
Para o consultor, o desejo da sociedade por maior participação nas decisões sobre o país está impresso em diversos pontos da Constituição. Caso do artigo 14, que vincula de forma inédita no Brasil a tríade soberania popular, sufrágio universal e voto direto e secreto.
Interior do Prodasen em 1987
CEDI/Câmara dos Deputados
Trindade também destaca a previsão constitucional para os projetos de lei de iniciativa popular. A Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135, de 2010) é um exemplo desse mecanismo. Para apresentar um projeto como esse ao Congresso Nacional é preciso reunir as assinaturas de ao menos 1% dos eleitores brasileiros, distribuídos em no mínimo cinco estados.
Um outro mecanismo que guarda o espírito de participação popular presente nas cartas à Constituinte são as chamadas sugestões legislativas. Elas podem ser submetidas ao Senado ou à Câmara dos Deputados. No Senado, qualquer cidadão pode apresentar individualmente sua ideia legislativa pela internet, no Portal e-Cidadania, vinculado à Secretaria-Geral da Mesa.
Se ao longo de quatro meses a ideia reunir o apoio de 20 mil pessoas no portal, ela segue como sugestão para a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Caso receba parecer favorável no colegiado, passa a tramitar como um projeto de lei.
— A democracia representativa vem da impossibilidade material de reunir o povo soberano em uma ágora moderna. Mas o que era impossível se tornou possível pela informática — disse o professor Stepháne Monclaire ao Jornal do Senado.
O atual presidente do Prodasen, Gleison Carneiro, concorda:
— O Projeto Constituição consolidou o papel do Prodasen como um pilar importante do Senado, não apenas em termos de suporte técnico, mas também como uma instituição-chave para a participação cidadã e a transparência no processo legislativo.
Explore as Cartas
Esta seção permite a busca por nomes, estados, cidades e temas das cartas. Procure familiares e conhecidos. Experimente também as buscas por palavras-chaves e temas sugeridos.
72719 cartas encontradas
jorge machado alencar
foz do iguaçu – PR
Acabar com a burocratização das “Prefeituras” e org;os Públicos. Controlar melhor os preços das mercadorias. Baratear os transportes. Acabar com autoritarismo político e militar.
antonia luiza corneti gazzotti
cravinhos – SP
Que fosse aprovada a aposentadoria opcional aos funcionários públicos. Que se pudesse retirar o fundo de garantia (FGTS) para construção da casa própria.
jocelim rodrigues abdala
guaira – SP
Sugiro os seguintes temas para debate: Modificações no C. Penal, C.P.Penal, Código Civil e C.P.Civil, com penalidade mais severas na área penal; sistema Eleitoral; Modificação no número de vereadores e deputados com a consequente redução do número de representantes 4em 35% ddo atual número, uma ve
janaina nacif
nazareno – MG
Eu adoro constituinte.
lázaro nunes da silva
tubarão – SC
Prezado Senhores Sou um jovem de apenas 21 anos de idade estou começando a minha carreira política e pretendo ir até o fim, sei que não é fácil ser político mas chego lá. Moro num bairro de 7.000 pessoas e atualmente participo do conselho do conselho comunitário, e de reuniões como do PMDB e do PT,
denir de jesus oliveira
correia pinto (lages) – SC
Prioridade número um para a Educação, já que temos o nosso Senador no Ministério da Educação. Nada mais justo que se dê o direito à educação, pois um país sem cultura nada é. Gostaria que fosse feita uma Constituição, voltada para os grandes problemas nacionais, tais como: Direito ao trabalho, Dire
abraão virgulino de costa
esperantina – PI
Reduzir os gastos públicos de maneira supérflua. Controlar preços de cereais. Congelar o preço do petróleo pelo menos de dois em dois meses. Congelar a inflação pelo menos de três em três meses. Correção nos cartórios emissores de: Certidão de casamento, nasciento e óbitos, pois estão emitindo ambos
roseliy loureiro
guarapari – ES
Eu sugiro o seguinte:”Que dentro da constituinte houvesse uma comparação salarial para o funcionário público municipal estatutário, como ocorre com o vereador municipal através do decreto-lei no.049 de dezembro dez/85.”
n/a
nova londrina – PR
Num país, que na passagem do Ministério da justiça, foi cantado o Hino Nacional em rítmo de bolero. Que a Bandeira Nacional desfila em escola de samba servindo de tapa “Bum-Bum”. Que o dólar, no cambio negro é publicado em todos os jornais e mostrados em todas as tv’s. Prá que Constituição? ??????
Começam a valer nesta quarta-feira (29) novas metas de incentivo à leitura em todo o país. Pelos próximos dez anos, o Plano Nacional do Livro e Leitura 2026-2036 pretende ampliar o número de bibliotecas e facilitar o acesso da população a livros.
O documento, publicado no Diário Oficial da União, serve de instrumento para que estados, municípios e sociedade civil conheçam e implantem os novos normativos de gestão cultural aprovados desde 2023, como o Sistema Nacional de Cultura, o Programa Escola em Tempo Integral e o Sistema Nacional de Bibliotecas Escolares.
A base do plano é a compreensão de que a leitura e a escrita são instrumentos indispensáveis ao desenvolvimento das capacidades individuais e coletivas, de acordo com os princípios a seguir:
compreensão do livro como economia, da leitura como cidadania e da literatura como valor simbólico criativo;
valorização da leitura como ato criativo de construção de sentidos;
promoção do direito à literatura;
desenvolvimento da escrita criativa e literária;
garantia de acesso ao livro e a outros materiais de leitura.
Página exclusiva
O Ministério da Cultura lançou no dia 23 deste mês a nova página do Plano Nacional do Livro e Leitura. A navegação foi organizada em áreas temáticas que facilitam o acesso aos conteúdos. Entre os destaques estão as seções Políticas e Programas, Legislação, Guias e Cartilhas.
Após um período de desatualização desde o ciclo anterior (2006–2016), a retomada do Ministério da Cultura, em 2023, recolocou a construção do novo Plano como prioridade. A execução do plano envolve, além do Ministério da Cultura e da Educação, instâncias colegiadas responsáveis por sua governança.
Mais do que uma celebração de aniversário, a manhã desta terça-feira (28) foi marcada por um gesto de reconhecimento a quem sustenta o cuidado no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Em homenagem aos 18 anos da unidade, gerida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), profissionais de diferentes setores foram reconhecidos a partir da avaliação da própria população.
Na ocasião, diversos departamentos foram certificados pelos serviços prestados e pelo compromisso demonstrado na rotina hospitalar. O reconhecimento tem como base dados do ParticipaDF, plataforma digital do Governo do Distrito Federal que reúne serviços de ouvidoria e acesso à informação.
Em 2025, o HRSM registrou 917 elogios e manteve, pelo segundo ano consecutivo, a terceira colocação no ranking de manifestações positivas da rede pública de saúde do DF, resultado já alcançado em 2024.
Segundo o chefe substituto do Núcleo de Ouvidoria do hospital, João Paulo Barbosa de Farias, compartilhar esse desempenho com os profissionais é uma forma de evidenciar que o esforço diário tem sido percebido pelos usuários. “Mesmo diante das dificuldades, a população reconhece o esforço de quem atua aqui. Era importante que cada colaborador soubesse que esse retorno positivo existe e que ele chega por meio das manifestações registradas na Ouvidoria”, destaca.
Foi a partir dessas manifestações que o hospital conseguiu traduzir, em números, o reconhecimento pelo trabalho realizado diariamente. Durante a cerimônia, o superintendente da unidade, Diêgo Figueiredo, reforçou que o aniversário reflete, sobretudo, o empenho das equipes. “Esta unidade só existe graças às pessoas que enfrentam desafios diariamente e se dedicam para que o atendimento chegue à população. Esta comemoração é uma forma de lembrar que cada profissional tem papel essencial nessa trajetória”, afirma.
Diêgo Figueiredo, superintendente do HRSM: “Esta comemoração é uma forma de lembrar que cada profissional tem papel essencial nessa trajetória”
Trabalho coletivo reconhecido
O Núcleo de Segurança do HRSM está entre os setores homenageados. Para o chefe da área, Antônio Araújo, a honraria evidencia a relevância de funções que, embora muitas vezes discretas, são fundamentais para o funcionamento da unidade.
“Trabalhamos para garantir que pacientes, acompanhantes e profissionais tenham um ambiente organizado e protegido. Ser lembrado neste momento mostra que todo esforço nos bastidores também faz parte do cuidado prestado”, afirma.
Retorno de uma comunidade bem atendida
Por meio do ParticipaDF, qualquer cidadão pode registrar elogios, reclamações, sugestões, denúncias ou solicitar informações públicas, acessando os serviços de ouvidoria (Ouv-DF) e de acesso à informação (e-SIC).
A relevância desses dados está diretamente ligada à escuta da população. As manifestações registradas no sistema refletem a experiência real dos usuários dos serviços públicos de saúde. Por isso, os números alcançados pelo HRSM ganham ainda mais significado, ao demonstrar o reconhecimento espontâneo de pacientes e acompanhantes e reforçar a qualidade do atendimento prestado.
*Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
Conheça os indicados para o STF desde a Constituição
A escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) passa por duas etapas centrais: a indicação pelo presidente da República e a análise pelo Senado. Com sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e votação em Plenário, o rito expressa uma das atribuições mais importantes do Senado no funcionamento institucional da República. Para que a indicação seja aprovada, é necessário o voto favorável da maioria absoluta da Casa — ao menos 41 dos 81 senadores.
Conheça os indicados para o STF desde a Constituição
Da Agência Senado
Publicado em 10/4/2026
A escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) passa por duas etapas centrais: a indicação pelo presidente da República e a análise pelo Senado. Com sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e votação em Plenário, o rito expressa uma das atribuições mais importantes do Senado no funcionamento institucional da República. Para que a indicação seja aprovada, é necessário o voto favorável da maioria absoluta da Casa — ao menos 41 dos 81 senadores.
A votação de indicações ao STF só passou a ser pública com a Constituição Federal de 1988. Até então, a análise de nomes para cargos de autoridade no Senado ocorria em sessão secreta. A mudança foi incorporada ao Regimento Interno da Casa pela Resolução 18, de 1989.
Confira as indicações feitas ao longo desse período, organizadas conforme o presidente responsável por cada nomeação. Em cada perfil, estão reunidas informações como relatoria, sabatina e resultado da votação, além de um resumo biográfico de cada ministro.
O ícone 🏛️ significa que o ministro está atualmente em atividade no STF
O ícone 📝 significa que a indicação ainda está pendente de aprovação pelo Senado
Indicações de Luiz Inácio Lula da Silva (2023-2026)
📝 Jorge Messias
Resultado: a definir Data da votação: 29/04/2026 (estimada) Relator no Senado: Weverton (MA) Mensagem presidencial:MSF 7/2026 Data da posse no STF:a definir Substituiu: Luís Roberto Barroso (2013-2025)
Advogado-geral da União entre 2023 e 2026. É procurador da Fazenda Nacional de carreira e já foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação e consultor jurídico dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Sua indicação ainda aguarda a deliberação do Senado.
Foto: Rosinei Coutinho/STF
🏛️ Flávio Dino
Resultado: 47 votos a favor, 31 votos contra e 2 abstenções Data da votação: 13/12/2023 Relator no Senado: Weverton (MA) Mensagem presidencial:MSF 88/2023 Data da posse no STF:22/02/2024 Substituiu: Rosa Weber (2011-2023)
Juiz federal de carreira, atuou como juiz auxiliar da Presidência do STF e secretário-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Deixou a magistratura para seguir na política, tendo sido deputado federal, governador do Maranhão e senador da República. Também foi presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur). Ocupou o cargo de ministro da Justiça antes de ser nomeado para o STF em 2024.
Foto: Fellipe Sampaio/STF
🏛️ Cristiano Zanin
Resultado: 58 votos a favor e 18 votos contra Data da votação: 21/06/2023 Relator no Senado: Veneziano Vital do Rêgo (PB) Mensagem presidencial:MSF 34/2023 Data da posse: 03/08/2023 Substituiu: Ricardo Lewandowski (2006-2023)
Construiu sua trajetória como advogado, com atuação em direito eleitoral e outras áreas. Foi advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava Jato e atuou como coordenador jurídico da eleição presidencial de 2022. Tomou posse no STF em 2023.
Resultado: 47 votos a favor e 32 votos contra Data da votação: 01/12/2021 Relator no Senado: Eliziane Gama (MA) Mensagem presidencial:MSF 36/2021 Data da posse no STF: 16/12/2021 Substituiu: Marco Aurélio (1990-2021)
Iniciou sua carreira como advogado da Petrobras Distribuidora e depois ingressou na Advocacia-Geral da União (AGU), onde foi procurador, corregedor-geral e ocupou funções de direção. Tornou-se advogado-geral da União e, em seguida, ministro da Justiça. Tomou posse no STF em 2021.
Foto: Fellipe Sampaio/STF
🏛️ Nunes Marques
Resultado: 57 votos a favor, 10 votos contra e 1 abstenção Data da votação: 21/10/2020 Relator no Senado: Eduardo Braga (AM) Mensagem presidencial:MSF 59/2020 Data da posse no STF: 05/11/2020 Substituiu: Celso de Mello (1989-2020)
Atuou por muitos anos na advocacia privada, com experiência nas áreas cível, trabalhista e tributária. Ingressou na magistratura como juiz titular do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí e, posteriormente, foi nomeado desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, onde também exerceu a vice-presidência. Foi indicado para o Supremo Tribunal Federal em 2020.
Resultado: 55 votos a favor e 13 votos contra Data da votação: 22/02/2017 Relator no Senado: Eduardo Braga (AM) Mensagem presidencial:MSF 8/2017 Data da posse no STF: 22/03/2017 Substituiu: Teori Zavascki (2012-2017)
Começou a carreira como promotor de justiça em São Paulo. Atuou como secretário de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania e secretário de Segurança Pública de São Paulo. Também exerceu o cargo de ministro da Justiça. Foi nomeado para o STF em 2017.
Resultado: 52 votos a favor e 27 votos contra Data da votação: 19/05/2015 Relator no Senado: Alvaro Dias (PR) Mensagem presidencial:MSF 13/2015 Data da posse no STF: 16/06/2015 Substituiu: Joaquim Barbosa (2003-2014)
Exerceu a função de procurador do estado do Paraná por muitos anos. Também fez parte de diversas câmaras arbitrais no país, como FGV, FIESP e FIEP. Foi indicado ao STF em 2015.
Foto: Gustavo Moreno/STF
Luís Roberto Barroso
Resultado: 59 votos a favor e 6 votos contra Data da votação: 05/06/2013 Relator no Senado: Vital do Rêgo (PB) Mensagem presidencial:MSF 42/2013 Data da posse no STF: 26/06/2013 Substituiu: Ayres Britto (2003-2012)
Fez carreira como advogado e procurador do Estado do Rio de Janeiro. Foi indicado ao STF em 2013.
Foto: Gustavo Moreno/STF
Teori Zavascki
Resultado: 57 votos a favor e 4 votos contra Data da votação: 30/10/2012 Relator no Senado: Renan Calheiros (AL) Mensagem presidencial:MSF 82/2012 Data da posse no STF: 29/11/2012 Substituiu:Cezar Peluso (2003-2012)
Foi advogado na área cível antes de ingressar na magistratura federal. Atuou como juiz no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e como ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Foi nomeado ministro do STF em 2012. Faleceu em 2017.
Foto: Carlos Humberto/STF
Rosa Weber
Resultado: 57 votos a favor, 14 votos contra e 1 abstenção Data da votação: 13/12/2011 Relator no Senado: Romero Jucá (RR) Mensagem presidencial:MSF 141/2011 Data da posse no STF: 19/12/2011 Substituiu: Ellen Gracie (2000-2011)
Iniciou sua trajetória como inspetora do Trabalho. Em seguida, ingressou na magistratura trabalhista, atuando como juíza do Trabalho, desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região e, depois, ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Foi indicada ao STF em 2011.
Foto: Carlos Moura/STF
🏛️ Luiz Fux
Resultado: 68 votos a favor e 2 votos contra Data da votação: 09/02/2011 Relator no Senado: Marcelo Crivella (RJ) Mensagem presidencial:MSF 36/2011 Data da posse: 03/03/2011 Substituiu: Eros Grau (2004-2010)
Iniciou sua trajetória como promotor de justiça do Rio de Janeiro e, depois, ingressou na magistratura estadual, atuando como juiz e desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Exerceu o cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) por dez anos. Foi indicado ao STF em 2011.
Indicações de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010)
🏛️ Dias Toffoli
Resultado: 58 votos a favor, 9 votos contra e 3 abstenções Data da votação: 30/09/2009 Relator no Senado: Francisco Dornelles (RJ) Mensagem presidencial:MSF 185/2009 Data da posse: 23/10/2009 Substituiu: Menezes Direito (2007-2009)
Foi assessor jurídico da liderança do PT na Câmara dos Deputados e subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República. Tornou-se ministro do STF em 2009.
Foto: Ton Molina/STF
Menezes Direito
Resultado: 61 votos a favor, 2 votos contra e 1 abstenção Data da votação: 29/08/2007 Relator no Senado: Valter Pereira (MS) Mensagem presidencial:MSF 132/2007 Data da posse: 05/09/2007 Substituiu: Sepúlveda Pertence (1989-2007)
Iniciou sua carreira como advogado e ocupou vários cargos administrativos, como chefe de gabinete da Prefeitura do Rio de Janeiro (RJ) e do Ministério da Educação, secretário estadual de Educação do Rio de Janeiro e presidente da Casa da Moeda. Foi desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) (1988-1996) e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) (1996-2007) antes da sua indicação para o STF. Ficou no tribunal pouco menos de dois anos até sua morte, em 2009.
Foto: Luiz Silveira/STF
🏛️ Cármen Lúcia
Resultado: 55 votos a favor e 1 voto contra Data da votação: 24/05/2006 Relator no Senado: Eduardo Azeredo (MG) Mensagem presidencial:MSF 135/2006 Data da posse: 21/06/2006 Substituiu: Nelson Jobim (1997-2006)
Procuradora do Estado de Minas Gerais, chegou ao cargo de procuradora-geral antes de integrar o STF. Foi indicada ao Supremo em 2006.
Foto: Antonio Augusto/STF
Ricardo Lewandowski
Resultado: 63 votos a favor e 4 votos contra Data da votação: 14/02/2006 Relator no Senado: Ramez Tebet (MS) Mensagem presidencial:MSF 80/2006 Data da posse: 16/03/2006 Substituiu: Carlos Velloso (1990-2006)
Foi juiz do Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo e, posteriormente, desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. Tomou posse como ministro do STF em 2006.
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Eros Grau
Resultado: 57 votos a favor, 5 votos contra e 3 abstenções Data da votação: 08/06/2004 Relator no Senado: Pedro Simon (RS) Mensagem presidencial:MSF 59/2004 Data da posse: 30/06/2004 Substituiu: Maurício Corrêa (1994-2004)
Foi advogado e professor desde o início da carreira jurídica até a sua chegada ao STF. Especialista em direito econômico e financeiro, também foi membro da Corte Internacional de Arbitragem, ligada à Câmara de Comércio Internacional.
Foto: Nelson Jr./STF
Joaquim Barbosa
Resultado: 66 votos a favor, 3 votos contra e 1 abstenção Data da votação: 28/05/2003 Relator no Senado: César Borges (BA) Mensagem presidencial:MSF 96/2003 Data da posse: 25/06/2003 Substituiu: Moreira Alves (1975-2003)
Atuou como oficial de chancelaria do Ministério das Relações Exteriores e advogado do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Em seguida, exerceu o cargo de procurador da República do Ministério Público Federal (MPF). Foi nomeado ao STF em 2003.
Nelson Jr./STF
Ayres Britto
Resultado: 65 votos a favor, 3 votos contra e 2 abstenções Data da votação: 28/05/2003 Relator no Senado: Marcelo Crivella (RJ) Mensagem presidencial:MSF 95/2003 Data da posse: 25/06/2003 Substituiu: Ilmar Galvão (1991-2003)
Foi procurador do Tribunal de Contas em Sergipe, procurador-geral de Justiça do Estado e consultor-geral do Estado. Tomou posse como ministro do STF em 2003.
Foto: Nelson Jr./STF
Cezar Peluso
Resultado: 57 votos a favor, 3 votos contra e 1 abstenção Data da votação: 28/05/2003 Relator no Senado: João Alberto Souza (MA) Mensagem presidencial:MSF 94/2003 Data da posse: 25/06/2003 Substituiu: Sydney Sanches (1984-2003)
Juiz de carreira, acumulou 35 anos de magistratura antes de chegar ao STF. Começou como juiz substituto no Judiciário de São Paulo em 1968 e progrediu para titular de diversas posições. Em 1986, chegou ao Tribunal de Justiça do estado, onde foi desembargador até sua indicação para o Supremo.
Indicações de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002)
🏛️ Gilmar Mendes
Resultado: 58 votos a favor e 15 votos contra Data da votação: 22/05/2002 Relator no Senado: Lúcio Alcântara (CE) Mensagem presidencial:MSF 129/2002 Data da posse: 20/06/2002 Substituiu: Néri da Silveira (1981-2002)
Foi procurador da República e exerceu cargos de consultor jurídico da Secretaria-Geral da Presidência da República, adjunto da Subsecretaria-Geral da Presidência da República, subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência e assessor técnico no Ministério da Justiça. Posteriormente, atuou como advogado-geral da União. Foi indicado ao STF em 2002.
Foto: Victor Piemonte/STF
Ellen Gracie
Resultado: 67 votos a favor e 2 abstenções Data da votação: 22/11/2000 Relator no Senado: José Fogaça (RS) Mensagem presidencial:MSF 231/2000 Data da posse: 14/12/2000 Substituiu: Octavio Gallotti (1984-2000)
Foi procuradora da República no Rio Grande do Sul e no Distrito Federal. Posteriormente, foi nomeada ministra do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, integrando a primeira composição do TRF-4. Foi indicada ao cargo de ministra do STF em 2000, tornando-se a primeira mulher a ocupar uma cadeira no Supremo.
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Nelson Jobim
Resultado: 60 votos a favor, 3 votos contra e 1 abstenção Data da votação: 18/03/1997 Relator no Senado: Pedro Simon (RS) Mensagem presidencial:MSF 71/1997 Data da posse: 15/04/1997 Substituiu: Francisco Rezek, 2º mandato (1992-1997)
Foi advogado, deputado federal constituinte, líder partidário e presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. No Executivo, exerceu o cargo de ministro da Justiça. Foi nomeado ao STF em 1997.
Resultado: 48 votos a favor e 3 votos contra Data da votação: 26/10/1994 Relator no Senado: Francisco Rollemberg (SE) Mensagem presidencial:MSF 315/1994 Data da posse: 15/12/1994 Substituiu: Paulo Brossard (1989-1994)
Atuou como advogado e procurador autárquico antes de ingressar na vida política, tornando-se senador da República e ministro da Justiça do governo Itamar Franco. Foi indicado ao STF em 1994. Faleceu em 2012.
Resultado: 45 votos a favor, 16 votos contra e 1 abstenção Data da votação: 30/04/1992 Relator no Senado: Élcio Álvares (ES) Mensagem presidencial:MSF 174/1992 Data da posse: 21/05/1992 Substituiu: Célio Borja (1986-1992)
Exerceu os cargos de procurador da República e consultor jurídico do Ministério das Relações Exteriores. Foi nomeado ministro do STF em 1983, mas deixou o cargo em 1990 para assumir o Ministério das Relações Exteriores. Foi nomeado novamente ao STF em 1992.
Foto: Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil
Ilmar Galvão
Resultado: 48 votos a favor Data da votação: 11/06/1991 Relator no Senado: Lourival Baptista (SE) Mensagem presidencial:MSF 138/1991 Data da posse: 26/06/1991 Substituiu: Aldir Passarinho (1982-1991)
Atuou como advogado e promotor de justiça no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), chegando ao cargo de procurador-geral de Justiça. Também foi desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Tomou posse como ministro do STF em 1988. Faleceu em 2021.
Foto: STF
Marco Aurélio
Resultado: 50 votos a favor, 3 votos contra e 1 abstenção Data da votação: 22/05/1990 Relator no Senado: Mauro Benevides (CE) Mensagem presidencial:MSF 111/1990 Data da posse: 13/06/1990 Substituiu: Carlos Madeira (1985-1990)
Iniciou sua trajetória como consultor jurídico do Banco do Brasil. Posteriormente, atuou como promotor de justiça no Ministério Público do Estado de Goiás e advogado. Ingressou na magistratura trabalhista como ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e, depois, no Tribunal Federal de Recursos (precursor do STJ). Foi nomeado ministro do STF em 1990.
Foto: Nelson Jr./STF
Carlos Velloso
Resultado: 49 votos a favor, 1 voto contra e 3 abstenções Data da votação: 22/05/1990 Relator no Senado: Lourival Baptista (SE) Mensagem presidencial:MSF 107/1990 Data da posse: 13/06/1990 Substituiu: Francisco Rezek, 1º mandato (1983-1990)
Foi procurador da República do Ministério Público Federal (MPF) e procurador regional eleitoral. Também atuou como presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Foi nomeado ao STF em 1990.
Resultado: 47 votos a favor, 3 votos contra e 1 abstenção Data da votação: 06/06/1989 Relator no Senado: José Paulo Bisol (RS) Mensagem presidencial:MSF 93/1989 Data da posse: 17/08/1989 Substituiu: Rafael Mayer (1978-1989)
Atuou por quase duas décadas como consultor jurídico do Ministério das Relações Exteriores. Foi nomeado ministro do STF em 1989. Na Corte, teve o mais longo mandato da história republicana, com duração de 31 anos.
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Sepúlveda Pertence
Resultado: 50 votos a favor, 1 voto contra e 1 abstenção Data da votação: 03/05/1989 Relator no Senado: Maurício Corrêa (DF) Mensagem presidencial:MSF 61/1989 Data da posse: 17/05/1989 Substituiu: Oscar Corrêa (1982-1989)
Teve longa carreira no Ministério Público Federal, atuando como procurador da República e, posteriormente, como procurador-geral da República. Também atuou como advogado. Foi nomeado ministro do STF em 1989. Sua indicação foi a primeira apreciada pelo Senado em sessão aberta, com votação conhecida, após a mudança no Regimento Interno motivada pela nova Constituição. Faleceu em 2023.
Foto: STF
Paulo Brossard
Resultado: desconhecido (sessão secreta) Data da votação: 08/03/1989 Relator no Senado: Mauro Benevides (CE) Mensagem presidencial:MSF 28/1989 Data da posse: 05/04/1989 Substituiu: Djaci Falcão (1967-1989)
Foi o primeiro indicado ao STF depois da promulgação da Constituição de 1988. Era ministro da Justiça desde 1986, e também foi consultor-geral da República (cargo antecessor da Advocacia-Geral da União) de 1985 a 1986. Antes disso, teve longa carreira política, como deputado estadual (1955-1967), deputado federal (1967-1971) e senador (1975-1983). Faleceu em 2015.