Dedução no IR é ferramenta de incentivo a saúde e assistência social
O Imposto de Renda (IR) é um dos tributos mais conhecidos no país e faz parte da vida de pelo menos um terço dos 212,6 milhões de brasileiros. Aplicado sobre salários e outros rendimentos, como valores recebidos de locação de imóveis, o IR acompanha a evolução patrimonial das pessoas e hoje tributa cerca de 35% da população economicamente ativa (PEA) do Brasil. Uma nova lei (Lei 14.848, de 2024) isentou de pagar o tributo quem recebe até R$ 2.259,20 por mês. Heranças, doações e benefícios de auxílio-doença e auxílio-acidente também estão livres do imposto.
Todos os anos, a Receita Federal publica uma instrução normativa com regras e procedimentos para a entrega da declaração. Em 2024, 42,4 milhões de pessoas prestaram contas ao leão. Em 2023, foram arrecadados R$ 2,3 trilhões de IR, cerca de 5% a mais do que no ano anterior. A expectativa para 2024 também é de aumento.
Uma parte do montante arrecadado com o IR é destinada a saúde, educação, programas de transferência de renda, segurança e outros serviços públicos prestados ao cidadão. Outra fração é enviada a programas de geração de empregos e inclusão social, como plano de reforma agrária, construção de habitação popular, saneamento e reurbanização de áreas degradadas. Há também uma parcela para investimentos em infraestrutura, cultura, esporte, defesa do meio ambiente e estímulo ao desenvolvimento da ciência e tecnologia.
— Todo o imposto que é recolhido pela Receita Federal vai para o Tesouro Nacional. Quem dá a destinação do dinheiro é o Orçamento Federal, proposto pelo Executivo. Aqui no Congresso, ele sofre alterações, mudam-se algumas destinações — explica o consultor de direito tributário do Senado Alberto Zouvi.
Em certos casos, é possível reduzir a quantia do Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas (IRPF). Esse mecanismo é chamado de dedução do Imposto de Renda e pode ser feito de duas formas distintas: a dedução de valores de base tributável, quando se reduz a receita a ser taxada pela União, ou a dedução do imposto devido, quando há desconto no valor a ser pago pelo contribuinte.
Um exemplo do primeiro modelo são as despesas com saúde e educação, que podem ser abatidas da receita declarada pela pessoa física. Já as deduções do imposto devido são, por exemplo, as doações incentivadas, como aquelas feitas a instituições financiadas pelos Fundos da Criança e do Adolescente ou Fundos do Idoso. Essas deduções, no entanto, são limitadas a até 6% do valor de imposto a ser pago.
Projetos
No Senado, tramitam diversas propostas para ampliar as possibilidades de dedução no Imposto de Renda. Há projetos tanto para aumentar os tipos de despesas passíveis de serem descontadas dos rendimentos do cidadão paraquanto para diversificar as doações a serem descontadas no valor a ser pago à Receita.
O senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) é autor de dois projetos que aumentam a lista de despesas a serem abatidas da base de cálculo do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF). Um deles, o PL 1.726/2019, permite que gastos na educação da pessoa com transtorno de espectro autista sejam considerados despesas médicas para fins de dedução. Para o senador, crianças com autismo têm uma boa resposta clínica quando estimuladas em programas educacionais. Assim, gastos com educação equivaleriam a um menor custo no cuidado futuro com a saúde desses pacientes.
A proposta foi aprovada na Comissão de Direitos Humanos (CDH) na forma de substitutivo do senador Flávio Arns (PSB-PR), que ampliou as deduções para despesas de educação e saúde de pessoas com deficiência e doenças raras. A proposta agora aguarda votação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O relator do projeto na comissão, senador Eduardo Braga (MDB-AM), rejeitou a mudança da CDH e retornou o projeto ao texto original.
“A ampliação do escopo da dedução é bastante específica, destinada ao grupo de pessoas com transtorno do espectro autista. A justificação do projeto do senador Veneziano Vital do Rêgo expõe com bastante clareza a importância de submeter essas pessoas a programas educacionais bem estruturados, nos quais sejam incentivadas as habilidades sociais, a capacidade de comunicação e a melhora das condições comportamentais do indivíduo, especialmente quando ainda criança”, afirma Braga.
“O afastamento do limite de dedução de despesas com instrução para todas as pessoas com deficiência ou acometidas por doença rara (…) pode implicar gasto tributário muito elevado”, complementa o relator.
Braga é relator e Veneziano, autor do projeto que amplia dedução de gastos com pessoas que têm transtorno do espectro autistaJefferson Rudy/Agência Senado
Atividade física
Veneziano também é autor do PL 3.276/2021, que autoriza a dedução no IRPF de despesas com academias, centros de saúde física e outros estabelecimentos especializados na prática de atividade física. Para o senador, o projeto vai ao encontro da Constituição, que prevê a saúde como direito fundamental para os cidadãos. A proposta foi aprovada pela Comissão de Esportes (CEsp) em setembro, com relatoria do presidente do colegiado, senador Romário (PL-RJ), e agora segue para a CAE.
Na discussão da proposta, Romário destacou pesquisa de 2023 do Serviço Social da Indústria (Sesi) segundo a qual 52% dos brasileiros adultos são inativos. Também citou estudos apontando o vínculo entre inatividade e mortes prematuras.
— Aumentar a atividade física não só traria benefícios à saúde, mas também economizaria recursos do Sistema Único de Saúde. Estudos da Universidade Federal Fluminense (UFF) mostram que a inatividade custou ao SUS cerca de R$ 300 milhões em internações no ano de 2019.
O dado é reforçado por levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), que mostrou que para cada US$ 1 investido na prática esportiva, outros US$ 3 são economizados na saúde pública.
O aumento da atividade física promove benefícios à saúde e diminui gastos do SUS, diz o relator do projetoPanther Media/Stock Photos
Incentivo à doação
Boa parte dos projetos no Senado preveem, no entanto, o aumento das possibilidades de dedução do IR por meio de doações incentivadas. O PL 2.620/2019, recém-aprovado na CAE, é um deles. A proposta, do senador Major Olímpio, morto em 2021, cria o programa nacional de atenção ao paciente cardiológico (Procardio), que prevê a dedução no IR para doações ao programa. O texto está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O relator na CAE, senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL), afirma que o dinheiro que deixará de ser arrecadado ao se permitir a dedução no IR será compensado com a diminuição de despesas do Sistema Único de Saúde (SUS) com pacientes cardiológicos. Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) mostram que o SUS gasta mais de R$ 1 bilhão por ano com procedimentos cardiovasculares.
— Isso significa que a renúncia fiscal, em verdade, será pelo menos parcialmente compensada pela economia de gastos que o Sistema Único de Saúde teria no tratamento dos pacientes beneficiados pelo programa — disse Rodrigo na reunião que aprovou o projeto.
Para Rodrigo, o que deixar de ser arrecadado com a dedução pode ser compensado com a economia no SUS, que hoje gasta mais de R$ 1 bilhão ao ano com procedimentos cardiovascularesMarcos Oliveira/Agência Senado e Bruno Cecim/Ag.Pará
Sócio-cofundador da Renttax Assesoria Empresarial LTDA., Gustavo Nunes afirma que a proposta vai além do ganho econômico.
— A doação incentivada vai ajudar os contribuintes que possuem alguma deficiência cardíaca. Porque ele vai ter o incentivo da instituição que será focada para os cardíacos. Então, é de extrema importância tanto para a questão econômica quanto a social.
Na área da educação, é de Romário o PLS 758/2015, que autoriza a dedução no IR de doações destinadas à pesquisa científica. O texto foi aprovado na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) em fevereiro e encaminhado para discussão na CAE. O relator da proposta na CCT, senador Izalci Lucas (PL-DF), destacou que vários países adotam a dedução no Imposto de Renda como mecanismo de incentivo para doações a instituições de pesquisa.
— Nos Estados Unidos, por exemplo, é possível deduzir integralmente o valor doado para universidades, desde que o total não ultrapasse 50% da renda bruta ajustada anual do contribuinte. Somente em 2022, foram doados US$ 59,5 bilhões para as universidades [cerca de R$ 322 bilhões]. Um fator fundamental que explica esse grande volume doado é a possibilidade de dedução no Imposto de Renda devido — disse Izalci.
De acordo com o projeto, para ser descontada no IR, a doação precisa seguir algumas regras, como ser destinada a instituição pública de ensino ou pesquisa. E a pessoa física responsável pelo projeto de pesquisa científica e pela captação da doação deve estar cadastrada na base de dados do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Romário é autor e Izalci, relator do projeto que prevê dedução para doações a projetos chancelados pelo CNPQEdilson Rodrigues/Agência Senado e Divulgação/CNPq
Declaração simplificada
Também está na CAE o PL 4.144/2019, do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), que estende, para quem optar pela declaração simplificada, o direito à dedução de doações feitas aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente. A proposta recebeu voto favorável do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Atualmente, a legislação só permite esse tipo de dedução a quem declara o imposto de renda na modalidade completa.
Pelas regras atuais, o contribuinte pode escolher como quer declarar o Imposto de Renda. Mas só na forma completa são aceitas as deduções legais, levando em conta os gastos e o limite de cada tipo de despesa, desde que comprovadas por documentação. Não é possível fazer deduções na declaração simplificada, que garante desconto de 20% do valor da linha total de rendimentos tributáveis, limitados ao teto de R$ 16.754,34.
Mas o técnico em planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e doutor em política tributária Pedro Humberto explica que a declaração simplificada só é vantajosa para quem tem renda de até R$ 8 mil.
— Até R$ 8 mil você pode deduzir 20% da sua renda bruta anual sem necessidade de utilizar outras deduções como saúde e educação. Você até pode utilizar a declaração simplificada se você tiver uma renda maior de R$ 8 mil, mas acaba não sendo vantajoso. Ela tem um limite.
Assistência social
Outro projeto em análise no Senado é o PL 2.980/2024, da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA), que oferece o incentivo fiscal a quem fizer doações a entidades de ajuda a pessoas atingidas por desastres naturais. A senadora cita os rompimentos de barragens nas cidades mineiras de Mariana, em 2015, e de Brumadinho, em 2019, enchentes na Bahia em 2023, e a mais recente, no Rio Grande do Sul, em abril deste ano.
“Em todos esses casos, entidades públicas e privadas prestaram auxílio às pessoas atingidas pelos desastres. Além disso, várias pessoas físicas e jurídicas de diversos estados do Brasil doaram recursos financeiros para tais entidades, como forma de contribuir. Acreditamos que o empenho nas doações seria maior, caso houvesse o incentivo de poder deduzir a doação do imposto sobre a renda devido”, defende Ana Paula.
Pelo texto, relatado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), o imposto devido será reduzido em 2% para pessoa jurídica e 7% para pessoa física. A iniciativa tramita na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
Enchente no Rio Grande do Sul, senadora Ana Paula Lobato e senador Paulo PaimGustavo Mansur/Palácio Piratini, Pedro França/Agência Senado e Roque de Sá/Agência Senado
Ainda na linha de doações a entidades beneficentes de assistência social, a CCJ aprovou o PL 2.874/2019, do senador Ciro Nogueira (PP-PI). O relator, senador Alan Rick (União-AC), apresentou substitutivo que ainda será votado em turno suplementar.
O projeto cria a política nacional de combate à perda e ao desperdício de alimentos. Como forma de incentivar a doação, o texto prevê dedução de 5% do IR devido para estabelecimentos que realizem doações de alimentos dentro do prazo de validade e de produtos in natura em condições de consumo.
— A ideia das deduções do imposto devido, seja da pessoa física, seja da pessoa jurídica, é que a própria pessoa consiga destinar um pedacinho do imposto que ela paga para União fora das diretrizes do Orçamento. Isso é positivo porque o contribuinte vai saber muito bem qual a instituição que efetivamente funciona e pode doar diretamente a ela — destacou o consultor Alberto Zouvi.
Também para incentivar a doação de alimentos, o senador Giordano (MDB-SP) apresentou o PL 801/2024, que oferece deduções de até 6% do imposto devido a empresas do ramo de alimentos que doarem seus produtos a entidades sem fins lucrativos. O projeto ainda não tem relator designado na CAE.
A intenção, segundo o senador, é garantir que sobras de alimentos ou alimentos próximos do prazo de validade sejam utilizados de forma eficaz por quem precisa. “O combate à fome e à desigualdade social tornou-se ainda mais urgente num contexto agravado pela pandemia da covid-19. A medida visa não só aliviar a fome imediata, mas também incentivar uma transformação social mais ampla”, explica Giordano na justificativa do projeto.
O PL 801/2024 abrange também doações feitas a entidades de proteção dos animais, mesmo tema de uma proposta da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) em análise na Comissão de Meio Ambiente (CMA). O PL 3.726/2023, que aguarda escolha de relator, permite que doações a entidades e organizações sem fins lucrativos dedicadas à proteção de animais sejam dedutíveis do IR.
“A implementação desta proposta permitirá que as pessoas físicas destinem parte do imposto devido para as entidades protetoras dos animais. Com a injeção de recursos promovida por este projeto, conseguiremos mitigar a carência existente nos projetos de proteção e cuidado animal”, diz a senadora.
No sentido horário, Rick, Ciro, Giordano e Soraya: projetos de incentivo a doaçõesMarcos Oliveira/Agência Senado, Jefferson Rudy/Agência Senado, Geraldo Magela/Agência Senado e Edilson Rodrigues/Agência Senado
Para o consultor Alberto Zouvi, a renúncia dessas receitas via deduções não prejudica o Orçamento federal.
— As doações aos fundos serão dedutíveis até o limite de 6% do IRPF devido. Esse limite será compartilhado com doações a projetos culturais, esportivos, de audiovisual e aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente e para Pessoas Idosas. Ao manter o limite de dedução vigente, os projetos não dão ensejo ao aumento do potencial de renúncia de receitas. Apenas habilitam os fundos a competirem pelas doações — disse Zouvi.
De acordo com a Receita Federal, em 2024 já foram registradas 237 mil doações, totalizando um valor de R$ 330,4 milhões. A maior parte delas (59%) foi destinada a fundos de criança e adolescente. Os fundos de pessoa idosa receberam 41%.
Segundo Zouvi, as deduções são pouco exploradas pelos contribuintes.
— Esse permissivo de 6% ainda é muito pouco utilizado. A meu ver, não é uma perda significativa para a União. Nós temos que respeitar o desejo das pessoas, de quererem dar uma destinação para o imposto que elas pagam — afirmou.
Para o contabilista Gustavo Nunes, aumentar a possibilidade de deduções na hora de declarar o Imposto de Renda pode ser benéfico para a sociedade e para o contribuinte.
— A dedução para fins de Imposto de Renda ainda é muito limitada. O contribuinte não tem muita opção de se beneficiar na hora de fazer a sua declaração. Com esses projetos que estão para ser aprovados, esse leque tende a se estender — ressalta o especialista.
Projetos que ampliam as possibilidades de dedução no IR
Começam a valer nesta quarta-feira (29) novas metas de incentivo à leitura em todo o país. Pelos próximos dez anos, o Plano Nacional do Livro e Leitura 2026-2036 pretende ampliar o número de bibliotecas e facilitar o acesso da população a livros.
O documento, publicado no Diário Oficial da União, serve de instrumento para que estados, municípios e sociedade civil conheçam e implantem os novos normativos de gestão cultural aprovados desde 2023, como o Sistema Nacional de Cultura, o Programa Escola em Tempo Integral e o Sistema Nacional de Bibliotecas Escolares.
A base do plano é a compreensão de que a leitura e a escrita são instrumentos indispensáveis ao desenvolvimento das capacidades individuais e coletivas, de acordo com os princípios a seguir:
compreensão do livro como economia, da leitura como cidadania e da literatura como valor simbólico criativo;
valorização da leitura como ato criativo de construção de sentidos;
promoção do direito à literatura;
desenvolvimento da escrita criativa e literária;
garantia de acesso ao livro e a outros materiais de leitura.
Página exclusiva
O Ministério da Cultura lançou no dia 23 deste mês a nova página do Plano Nacional do Livro e Leitura. A navegação foi organizada em áreas temáticas que facilitam o acesso aos conteúdos. Entre os destaques estão as seções Políticas e Programas, Legislação, Guias e Cartilhas.
Após um período de desatualização desde o ciclo anterior (2006–2016), a retomada do Ministério da Cultura, em 2023, recolocou a construção do novo Plano como prioridade. A execução do plano envolve, além do Ministério da Cultura e da Educação, instâncias colegiadas responsáveis por sua governança.
Mais do que uma celebração de aniversário, a manhã desta terça-feira (28) foi marcada por um gesto de reconhecimento a quem sustenta o cuidado no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Em homenagem aos 18 anos da unidade, gerida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), profissionais de diferentes setores foram reconhecidos a partir da avaliação da própria população.
Na ocasião, diversos departamentos foram certificados pelos serviços prestados e pelo compromisso demonstrado na rotina hospitalar. O reconhecimento tem como base dados do ParticipaDF, plataforma digital do Governo do Distrito Federal que reúne serviços de ouvidoria e acesso à informação.
Em 2025, o HRSM registrou 917 elogios e manteve, pelo segundo ano consecutivo, a terceira colocação no ranking de manifestações positivas da rede pública de saúde do DF, resultado já alcançado em 2024.
Segundo o chefe substituto do Núcleo de Ouvidoria do hospital, João Paulo Barbosa de Farias, compartilhar esse desempenho com os profissionais é uma forma de evidenciar que o esforço diário tem sido percebido pelos usuários. “Mesmo diante das dificuldades, a população reconhece o esforço de quem atua aqui. Era importante que cada colaborador soubesse que esse retorno positivo existe e que ele chega por meio das manifestações registradas na Ouvidoria”, destaca.
Foi a partir dessas manifestações que o hospital conseguiu traduzir, em números, o reconhecimento pelo trabalho realizado diariamente. Durante a cerimônia, o superintendente da unidade, Diêgo Figueiredo, reforçou que o aniversário reflete, sobretudo, o empenho das equipes. “Esta unidade só existe graças às pessoas que enfrentam desafios diariamente e se dedicam para que o atendimento chegue à população. Esta comemoração é uma forma de lembrar que cada profissional tem papel essencial nessa trajetória”, afirma.
Diêgo Figueiredo, superintendente do HRSM: “Esta comemoração é uma forma de lembrar que cada profissional tem papel essencial nessa trajetória”
Trabalho coletivo reconhecido
O Núcleo de Segurança do HRSM está entre os setores homenageados. Para o chefe da área, Antônio Araújo, a honraria evidencia a relevância de funções que, embora muitas vezes discretas, são fundamentais para o funcionamento da unidade.
“Trabalhamos para garantir que pacientes, acompanhantes e profissionais tenham um ambiente organizado e protegido. Ser lembrado neste momento mostra que todo esforço nos bastidores também faz parte do cuidado prestado”, afirma.
Retorno de uma comunidade bem atendida
Por meio do ParticipaDF, qualquer cidadão pode registrar elogios, reclamações, sugestões, denúncias ou solicitar informações públicas, acessando os serviços de ouvidoria (Ouv-DF) e de acesso à informação (e-SIC).
A relevância desses dados está diretamente ligada à escuta da população. As manifestações registradas no sistema refletem a experiência real dos usuários dos serviços públicos de saúde. Por isso, os números alcançados pelo HRSM ganham ainda mais significado, ao demonstrar o reconhecimento espontâneo de pacientes e acompanhantes e reforçar a qualidade do atendimento prestado.
*Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
Conheça os indicados para o STF desde a Constituição
A escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) passa por duas etapas centrais: a indicação pelo presidente da República e a análise pelo Senado. Com sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e votação em Plenário, o rito expressa uma das atribuições mais importantes do Senado no funcionamento institucional da República. Para que a indicação seja aprovada, é necessário o voto favorável da maioria absoluta da Casa — ao menos 41 dos 81 senadores.
Conheça os indicados para o STF desde a Constituição
Da Agência Senado
Publicado em 10/4/2026
A escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) passa por duas etapas centrais: a indicação pelo presidente da República e a análise pelo Senado. Com sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e votação em Plenário, o rito expressa uma das atribuições mais importantes do Senado no funcionamento institucional da República. Para que a indicação seja aprovada, é necessário o voto favorável da maioria absoluta da Casa — ao menos 41 dos 81 senadores.
A votação de indicações ao STF só passou a ser pública com a Constituição Federal de 1988. Até então, a análise de nomes para cargos de autoridade no Senado ocorria em sessão secreta. A mudança foi incorporada ao Regimento Interno da Casa pela Resolução 18, de 1989.
Confira as indicações feitas ao longo desse período, organizadas conforme o presidente responsável por cada nomeação. Em cada perfil, estão reunidas informações como relatoria, sabatina e resultado da votação, além de um resumo biográfico de cada ministro.
O ícone 🏛️ significa que o ministro está atualmente em atividade no STF
O ícone 📝 significa que a indicação ainda está pendente de aprovação pelo Senado
Indicações de Luiz Inácio Lula da Silva (2023-2026)
📝 Jorge Messias
Resultado: a definir Data da votação: 29/04/2026 (estimada) Relator no Senado: Weverton (MA) Mensagem presidencial:MSF 7/2026 Data da posse no STF:a definir Substituiu: Luís Roberto Barroso (2013-2025)
Advogado-geral da União entre 2023 e 2026. É procurador da Fazenda Nacional de carreira e já foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação e consultor jurídico dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Sua indicação ainda aguarda a deliberação do Senado.
Foto: Rosinei Coutinho/STF
🏛️ Flávio Dino
Resultado: 47 votos a favor, 31 votos contra e 2 abstenções Data da votação: 13/12/2023 Relator no Senado: Weverton (MA) Mensagem presidencial:MSF 88/2023 Data da posse no STF:22/02/2024 Substituiu: Rosa Weber (2011-2023)
Juiz federal de carreira, atuou como juiz auxiliar da Presidência do STF e secretário-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Deixou a magistratura para seguir na política, tendo sido deputado federal, governador do Maranhão e senador da República. Também foi presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur). Ocupou o cargo de ministro da Justiça antes de ser nomeado para o STF em 2024.
Foto: Fellipe Sampaio/STF
🏛️ Cristiano Zanin
Resultado: 58 votos a favor e 18 votos contra Data da votação: 21/06/2023 Relator no Senado: Veneziano Vital do Rêgo (PB) Mensagem presidencial:MSF 34/2023 Data da posse: 03/08/2023 Substituiu: Ricardo Lewandowski (2006-2023)
Construiu sua trajetória como advogado, com atuação em direito eleitoral e outras áreas. Foi advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava Jato e atuou como coordenador jurídico da eleição presidencial de 2022. Tomou posse no STF em 2023.
Resultado: 47 votos a favor e 32 votos contra Data da votação: 01/12/2021 Relator no Senado: Eliziane Gama (MA) Mensagem presidencial:MSF 36/2021 Data da posse no STF: 16/12/2021 Substituiu: Marco Aurélio (1990-2021)
Iniciou sua carreira como advogado da Petrobras Distribuidora e depois ingressou na Advocacia-Geral da União (AGU), onde foi procurador, corregedor-geral e ocupou funções de direção. Tornou-se advogado-geral da União e, em seguida, ministro da Justiça. Tomou posse no STF em 2021.
Foto: Fellipe Sampaio/STF
🏛️ Nunes Marques
Resultado: 57 votos a favor, 10 votos contra e 1 abstenção Data da votação: 21/10/2020 Relator no Senado: Eduardo Braga (AM) Mensagem presidencial:MSF 59/2020 Data da posse no STF: 05/11/2020 Substituiu: Celso de Mello (1989-2020)
Atuou por muitos anos na advocacia privada, com experiência nas áreas cível, trabalhista e tributária. Ingressou na magistratura como juiz titular do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí e, posteriormente, foi nomeado desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, onde também exerceu a vice-presidência. Foi indicado para o Supremo Tribunal Federal em 2020.
Resultado: 55 votos a favor e 13 votos contra Data da votação: 22/02/2017 Relator no Senado: Eduardo Braga (AM) Mensagem presidencial:MSF 8/2017 Data da posse no STF: 22/03/2017 Substituiu: Teori Zavascki (2012-2017)
Começou a carreira como promotor de justiça em São Paulo. Atuou como secretário de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania e secretário de Segurança Pública de São Paulo. Também exerceu o cargo de ministro da Justiça. Foi nomeado para o STF em 2017.
Resultado: 52 votos a favor e 27 votos contra Data da votação: 19/05/2015 Relator no Senado: Alvaro Dias (PR) Mensagem presidencial:MSF 13/2015 Data da posse no STF: 16/06/2015 Substituiu: Joaquim Barbosa (2003-2014)
Exerceu a função de procurador do estado do Paraná por muitos anos. Também fez parte de diversas câmaras arbitrais no país, como FGV, FIESP e FIEP. Foi indicado ao STF em 2015.
Foto: Gustavo Moreno/STF
Luís Roberto Barroso
Resultado: 59 votos a favor e 6 votos contra Data da votação: 05/06/2013 Relator no Senado: Vital do Rêgo (PB) Mensagem presidencial:MSF 42/2013 Data da posse no STF: 26/06/2013 Substituiu: Ayres Britto (2003-2012)
Fez carreira como advogado e procurador do Estado do Rio de Janeiro. Foi indicado ao STF em 2013.
Foto: Gustavo Moreno/STF
Teori Zavascki
Resultado: 57 votos a favor e 4 votos contra Data da votação: 30/10/2012 Relator no Senado: Renan Calheiros (AL) Mensagem presidencial:MSF 82/2012 Data da posse no STF: 29/11/2012 Substituiu:Cezar Peluso (2003-2012)
Foi advogado na área cível antes de ingressar na magistratura federal. Atuou como juiz no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e como ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Foi nomeado ministro do STF em 2012. Faleceu em 2017.
Foto: Carlos Humberto/STF
Rosa Weber
Resultado: 57 votos a favor, 14 votos contra e 1 abstenção Data da votação: 13/12/2011 Relator no Senado: Romero Jucá (RR) Mensagem presidencial:MSF 141/2011 Data da posse no STF: 19/12/2011 Substituiu: Ellen Gracie (2000-2011)
Iniciou sua trajetória como inspetora do Trabalho. Em seguida, ingressou na magistratura trabalhista, atuando como juíza do Trabalho, desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região e, depois, ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Foi indicada ao STF em 2011.
Foto: Carlos Moura/STF
🏛️ Luiz Fux
Resultado: 68 votos a favor e 2 votos contra Data da votação: 09/02/2011 Relator no Senado: Marcelo Crivella (RJ) Mensagem presidencial:MSF 36/2011 Data da posse: 03/03/2011 Substituiu: Eros Grau (2004-2010)
Iniciou sua trajetória como promotor de justiça do Rio de Janeiro e, depois, ingressou na magistratura estadual, atuando como juiz e desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Exerceu o cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) por dez anos. Foi indicado ao STF em 2011.
Indicações de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010)
🏛️ Dias Toffoli
Resultado: 58 votos a favor, 9 votos contra e 3 abstenções Data da votação: 30/09/2009 Relator no Senado: Francisco Dornelles (RJ) Mensagem presidencial:MSF 185/2009 Data da posse: 23/10/2009 Substituiu: Menezes Direito (2007-2009)
Foi assessor jurídico da liderança do PT na Câmara dos Deputados e subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República. Tornou-se ministro do STF em 2009.
Foto: Ton Molina/STF
Menezes Direito
Resultado: 61 votos a favor, 2 votos contra e 1 abstenção Data da votação: 29/08/2007 Relator no Senado: Valter Pereira (MS) Mensagem presidencial:MSF 132/2007 Data da posse: 05/09/2007 Substituiu: Sepúlveda Pertence (1989-2007)
Iniciou sua carreira como advogado e ocupou vários cargos administrativos, como chefe de gabinete da Prefeitura do Rio de Janeiro (RJ) e do Ministério da Educação, secretário estadual de Educação do Rio de Janeiro e presidente da Casa da Moeda. Foi desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) (1988-1996) e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) (1996-2007) antes da sua indicação para o STF. Ficou no tribunal pouco menos de dois anos até sua morte, em 2009.
Foto: Luiz Silveira/STF
🏛️ Cármen Lúcia
Resultado: 55 votos a favor e 1 voto contra Data da votação: 24/05/2006 Relator no Senado: Eduardo Azeredo (MG) Mensagem presidencial:MSF 135/2006 Data da posse: 21/06/2006 Substituiu: Nelson Jobim (1997-2006)
Procuradora do Estado de Minas Gerais, chegou ao cargo de procuradora-geral antes de integrar o STF. Foi indicada ao Supremo em 2006.
Foto: Antonio Augusto/STF
Ricardo Lewandowski
Resultado: 63 votos a favor e 4 votos contra Data da votação: 14/02/2006 Relator no Senado: Ramez Tebet (MS) Mensagem presidencial:MSF 80/2006 Data da posse: 16/03/2006 Substituiu: Carlos Velloso (1990-2006)
Foi juiz do Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo e, posteriormente, desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. Tomou posse como ministro do STF em 2006.
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Eros Grau
Resultado: 57 votos a favor, 5 votos contra e 3 abstenções Data da votação: 08/06/2004 Relator no Senado: Pedro Simon (RS) Mensagem presidencial:MSF 59/2004 Data da posse: 30/06/2004 Substituiu: Maurício Corrêa (1994-2004)
Foi advogado e professor desde o início da carreira jurídica até a sua chegada ao STF. Especialista em direito econômico e financeiro, também foi membro da Corte Internacional de Arbitragem, ligada à Câmara de Comércio Internacional.
Foto: Nelson Jr./STF
Joaquim Barbosa
Resultado: 66 votos a favor, 3 votos contra e 1 abstenção Data da votação: 28/05/2003 Relator no Senado: César Borges (BA) Mensagem presidencial:MSF 96/2003 Data da posse: 25/06/2003 Substituiu: Moreira Alves (1975-2003)
Atuou como oficial de chancelaria do Ministério das Relações Exteriores e advogado do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Em seguida, exerceu o cargo de procurador da República do Ministério Público Federal (MPF). Foi nomeado ao STF em 2003.
Nelson Jr./STF
Ayres Britto
Resultado: 65 votos a favor, 3 votos contra e 2 abstenções Data da votação: 28/05/2003 Relator no Senado: Marcelo Crivella (RJ) Mensagem presidencial:MSF 95/2003 Data da posse: 25/06/2003 Substituiu: Ilmar Galvão (1991-2003)
Foi procurador do Tribunal de Contas em Sergipe, procurador-geral de Justiça do Estado e consultor-geral do Estado. Tomou posse como ministro do STF em 2003.
Foto: Nelson Jr./STF
Cezar Peluso
Resultado: 57 votos a favor, 3 votos contra e 1 abstenção Data da votação: 28/05/2003 Relator no Senado: João Alberto Souza (MA) Mensagem presidencial:MSF 94/2003 Data da posse: 25/06/2003 Substituiu: Sydney Sanches (1984-2003)
Juiz de carreira, acumulou 35 anos de magistratura antes de chegar ao STF. Começou como juiz substituto no Judiciário de São Paulo em 1968 e progrediu para titular de diversas posições. Em 1986, chegou ao Tribunal de Justiça do estado, onde foi desembargador até sua indicação para o Supremo.
Indicações de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002)
🏛️ Gilmar Mendes
Resultado: 58 votos a favor e 15 votos contra Data da votação: 22/05/2002 Relator no Senado: Lúcio Alcântara (CE) Mensagem presidencial:MSF 129/2002 Data da posse: 20/06/2002 Substituiu: Néri da Silveira (1981-2002)
Foi procurador da República e exerceu cargos de consultor jurídico da Secretaria-Geral da Presidência da República, adjunto da Subsecretaria-Geral da Presidência da República, subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência e assessor técnico no Ministério da Justiça. Posteriormente, atuou como advogado-geral da União. Foi indicado ao STF em 2002.
Foto: Victor Piemonte/STF
Ellen Gracie
Resultado: 67 votos a favor e 2 abstenções Data da votação: 22/11/2000 Relator no Senado: José Fogaça (RS) Mensagem presidencial:MSF 231/2000 Data da posse: 14/12/2000 Substituiu: Octavio Gallotti (1984-2000)
Foi procuradora da República no Rio Grande do Sul e no Distrito Federal. Posteriormente, foi nomeada ministra do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, integrando a primeira composição do TRF-4. Foi indicada ao cargo de ministra do STF em 2000, tornando-se a primeira mulher a ocupar uma cadeira no Supremo.
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Nelson Jobim
Resultado: 60 votos a favor, 3 votos contra e 1 abstenção Data da votação: 18/03/1997 Relator no Senado: Pedro Simon (RS) Mensagem presidencial:MSF 71/1997 Data da posse: 15/04/1997 Substituiu: Francisco Rezek, 2º mandato (1992-1997)
Foi advogado, deputado federal constituinte, líder partidário e presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. No Executivo, exerceu o cargo de ministro da Justiça. Foi nomeado ao STF em 1997.
Resultado: 48 votos a favor e 3 votos contra Data da votação: 26/10/1994 Relator no Senado: Francisco Rollemberg (SE) Mensagem presidencial:MSF 315/1994 Data da posse: 15/12/1994 Substituiu: Paulo Brossard (1989-1994)
Atuou como advogado e procurador autárquico antes de ingressar na vida política, tornando-se senador da República e ministro da Justiça do governo Itamar Franco. Foi indicado ao STF em 1994. Faleceu em 2012.
Resultado: 45 votos a favor, 16 votos contra e 1 abstenção Data da votação: 30/04/1992 Relator no Senado: Élcio Álvares (ES) Mensagem presidencial:MSF 174/1992 Data da posse: 21/05/1992 Substituiu: Célio Borja (1986-1992)
Exerceu os cargos de procurador da República e consultor jurídico do Ministério das Relações Exteriores. Foi nomeado ministro do STF em 1983, mas deixou o cargo em 1990 para assumir o Ministério das Relações Exteriores. Foi nomeado novamente ao STF em 1992.
Foto: Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil
Ilmar Galvão
Resultado: 48 votos a favor Data da votação: 11/06/1991 Relator no Senado: Lourival Baptista (SE) Mensagem presidencial:MSF 138/1991 Data da posse: 26/06/1991 Substituiu: Aldir Passarinho (1982-1991)
Atuou como advogado e promotor de justiça no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), chegando ao cargo de procurador-geral de Justiça. Também foi desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Tomou posse como ministro do STF em 1988. Faleceu em 2021.
Foto: STF
Marco Aurélio
Resultado: 50 votos a favor, 3 votos contra e 1 abstenção Data da votação: 22/05/1990 Relator no Senado: Mauro Benevides (CE) Mensagem presidencial:MSF 111/1990 Data da posse: 13/06/1990 Substituiu: Carlos Madeira (1985-1990)
Iniciou sua trajetória como consultor jurídico do Banco do Brasil. Posteriormente, atuou como promotor de justiça no Ministério Público do Estado de Goiás e advogado. Ingressou na magistratura trabalhista como ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e, depois, no Tribunal Federal de Recursos (precursor do STJ). Foi nomeado ministro do STF em 1990.
Foto: Nelson Jr./STF
Carlos Velloso
Resultado: 49 votos a favor, 1 voto contra e 3 abstenções Data da votação: 22/05/1990 Relator no Senado: Lourival Baptista (SE) Mensagem presidencial:MSF 107/1990 Data da posse: 13/06/1990 Substituiu: Francisco Rezek, 1º mandato (1983-1990)
Foi procurador da República do Ministério Público Federal (MPF) e procurador regional eleitoral. Também atuou como presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Foi nomeado ao STF em 1990.
Resultado: 47 votos a favor, 3 votos contra e 1 abstenção Data da votação: 06/06/1989 Relator no Senado: José Paulo Bisol (RS) Mensagem presidencial:MSF 93/1989 Data da posse: 17/08/1989 Substituiu: Rafael Mayer (1978-1989)
Atuou por quase duas décadas como consultor jurídico do Ministério das Relações Exteriores. Foi nomeado ministro do STF em 1989. Na Corte, teve o mais longo mandato da história republicana, com duração de 31 anos.
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Sepúlveda Pertence
Resultado: 50 votos a favor, 1 voto contra e 1 abstenção Data da votação: 03/05/1989 Relator no Senado: Maurício Corrêa (DF) Mensagem presidencial:MSF 61/1989 Data da posse: 17/05/1989 Substituiu: Oscar Corrêa (1982-1989)
Teve longa carreira no Ministério Público Federal, atuando como procurador da República e, posteriormente, como procurador-geral da República. Também atuou como advogado. Foi nomeado ministro do STF em 1989. Sua indicação foi a primeira apreciada pelo Senado em sessão aberta, com votação conhecida, após a mudança no Regimento Interno motivada pela nova Constituição. Faleceu em 2023.
Foto: STF
Paulo Brossard
Resultado: desconhecido (sessão secreta) Data da votação: 08/03/1989 Relator no Senado: Mauro Benevides (CE) Mensagem presidencial:MSF 28/1989 Data da posse: 05/04/1989 Substituiu: Djaci Falcão (1967-1989)
Foi o primeiro indicado ao STF depois da promulgação da Constituição de 1988. Era ministro da Justiça desde 1986, e também foi consultor-geral da República (cargo antecessor da Advocacia-Geral da União) de 1985 a 1986. Antes disso, teve longa carreira política, como deputado estadual (1955-1967), deputado federal (1967-1971) e senador (1975-1983). Faleceu em 2015.