Reportagens
Sessão solene comemora o Dia da Pessoa Idosa nesta terça (15)
A deputada Jaqueline Silva, autora do evento, ressalta que “a valorização dessa população é fundamental para uma sociedade mais justa e solidária”
Foto: Eurico Eduardo/Agência CLDF
Na manhã desta terça-feira (15), a Câmara Legislativa do Distrito Federal celebrou o Dia Nacional do Idoso. A iniciativa da deputada Jaqueline Silva (MDB) debateu a importância de promover ações que garantam os direitos e bem-estar da população idosa e prestigiou os homenageados com moções de louvor. Apresentações artísticas de movimentos voltados para a inclusão social da terceira idade também marcam o evento.
O evento contou com a presença dos grupos Ginástica Nas Quadras e Atividade na Melhor Idade, do coral Levando a Vida e do coletivo Nossas Divas, iniciativas que estimulam o envelhecimento ativo e saudável no DF. Jaqueline Silva ressaltou o valor da participação dos movimentos para fortalecer a inclusão dos idosos na implementação das políticas públicas. “O evento é uma oportunidade para refletirmos sobre as dificuldades que os idosos enfrentam. A valorização dessa população é fundamental para uma sociedade mais justa e solidária”, enfatizou Jaqueline Silva.
Professora associada do curso de Farmácia da Universidade de Brasília (UnB) e fundadora da Uniser, Margo Karnikowski, defendeu a representatividade de idosos nas deciões públicas e a criação de leis mais robustas que garantam a possibilidade de viver plenamente, sem restrições ou discriminação de idade, da população idosa.

“É muito importante termos uma legislação forte que defenda os direitos da pessoa de viver toda a plenitude da sua existência. Ser pessoa idosa não é fácil em um país que valoriza enormemente a juventude, que deve ser valorizada com certeza, mas que não tem o mesmo olhar para quem envelhece”, frisou Karnikowski.
Valorização da terceira idade
Durante a homenagem, Francisco de Assis, membro da Universidade do Envelhecer, destacou a importância do programa de extensão da Universidade de Brasília (UnB) na valorização da terceira idade. O projeto da instituição disponibiliza diversas atividades e cursos para pessoas acima de 60 anos, incentivando o aprendizado contínuo, a socialização e o desenvolvimento pessoal dos participantes.
“O curso de extensão da Universidade de Brasília é um excelente exemplo de que nunca é tarde para aprender e de que a educação é um direito que nos acompanha em todas as etapas de nossas vidas”, ressaltou Assis. “Nesse momento, mais do que nunca, precisamos lembrar que as pessoas idosas desempenham um papel crucial em nossa sociedade. Somos guardiões de histórias de coragem e superação, testemunhas de grandes transformações e seguimos sonhando lutando por um mundo melhor para as próximas gerações”, enfatizou.

Luis Nilo, coordenador da Universidade da Maturidade (UMA) da Universidade Federal do Tocantins (UFT), também reforçou a relevância de programas universitários na inclusão e promoção do envelhecimento saudável da população idosa. Em atividade desde 2006, a UMA oferece cursos, palestras e oportunidades de aprendizado para idosos.
“O envelhecimento da população do mundo é a maior conquista social do século 21 e, que bom, que encaremos isso como conquista”, destacou Nilo. “O envelhecimento populacional tem que ser prioridade na agenda pública. É muito importante a representação do Governo, da Assembleia, mas, principalmente, dos movimentos sociais em prol da pessoa idosa”, salientou.
Também participaram da solenidade Ilse Guimarães, da Comissão dos Direitos dos Idosos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF), Severino Moreira Dantas, representante da vice-governadora do DF e a deputada Paula Belmonte (Cidadania). O evento foi transmitido pela TV Câmara Distrital e pelo Canal da Casa no YouTube.

Confira a cobertura fotográfica completa no Flickr da Agência CLDF
Amanda Gonçalves, estagiária sob supervisão de Bruno Sodré/Agência CLDF
Reportagens
Usuários da Farmácia de Alto Custo já podem agendar atendimento online
A implantação do novo sistema ocorrerá de forma gradual nas farmácias de alto custo do DF
Agência Brasília* | Edição: Paulo Soares
Os usuários da Farmácia de Alto Custo do Distrito Federal já podem realizar agendamentos online para retirada de medicamentos e renovação de documentos pelo portal Agenda DF, sem necessidade de aguardar a renovação cadastral no novo sistema Ceaf Digital.
A medida começa a valer nesta sexta-feira (15) e foi adotada como solução imediata para ampliar o acesso da população aos serviços da assistência farmacêutica, garantindo mais comodidade, organização e redução das filas presenciais.
A implantação do novo sistema Ceaf Digital ocorrerá de forma gradual nas Farmácias de Alto Custo do DF, conforme os pacientes forem renovando os cadastros. No entanto, durante esse período de transição, os usuários já poderão utilizar normalmente o Agenda DF para realizar os agendamentos, sem precisar esperar o prazo de renovação cadastral, que pode chegar a até seis meses.
Os agendamentos estarão disponíveis para as unidades da Asa Sul, Ceilândia e Gama. As vagas serão liberadas para atendimento nos sete dias subsequentes à data da marcação, e o paciente deverá realizar o atendimento na unidade em que já possui cadastro ativo.
O agendamento pelo Agenda DF ficará disponível de segunda a sexta-feira. Já as unidades da Farmácia de Alto Custo continuarão funcionando normalmente de forma híbrida e aos sábados, das 7h às 12h, garantindo a continuidade da assistência aos usuários do SUS no Distrito Federal.
*Com informações da SES-DF
Reportagens
CLDF debate reintegração social de pessoas privadas de liberdade
Sessão solene representou a abertura da 4ª Semana da Reintegração Social, iniciativa que promove ciclo de palestras dentro de unidades prisionais
Foto: João Pedro Carvalho / Agência CLDF
A ressocialização de egressos do sistema prisional foi tema de sessão solene nesta sexta-feira (15), na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). O deputado Jorge Vianna (Democrata) mediou a debate, que teve a participação de profissionais e voluntários dedicados à reintegração de pessoas privadas de liberdade.
“Ressocializar é enfrentar o crime, é sufocar a oferta de mão de obra para a delinquência, não ser complacente com o criminoso. Se o Estado, se a política pública não der oportunidade de levar uma vida correta, o crime vai oferecer uma vida errada”, comentou o deputado. Ele considera que a reintegração deve ser fundamentada em quatro pilares: educação, trabalho, família e fé.
Durante a solenidade, foram apresentadas diversas medidas na área, entre elas:
• As ações da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, que, em 2025, realizou 15 projetos com as detentas, levando atendimentos de saúde, acesso à cultura e à qualificação profissional, além de momentos de ressocialização, como eventos especiais de Dia das Mães, Dia da Crianças e Natal, entre outras medidas. Os projetos foram realizados em parceria com organizações sociais e entidades religiosas.
• O trabalho do Centro Educacional 01 de Brasília, escola pública responsável pela Educação de Jovens e Adultos (EJA) dentro das unidades prisionais;
• A atuação do Conselho da Comunidade, órgão com servidores voluntários que promove assistência aos presos ou internados, entre outras atribuições;
A sessão solene completa está disponível no YouTube da TV Câmara Distrital. E as fotos podem ser acessadas no banco de imagens da Agência CLDF (clique aqui).
Semana da Reintegração Social
A solenidade representou a abertura da 4ª Semana da Reintegração Social, iniciativa da organização filantrópica Instituto Começar de Novo. Entre os dias 18 e 22 de maio, pessoas privadas de liberdade vão ter acesso, dentro das unidades prisionais, a palestras sobre educação, trabalho, espiritualidade e vínculos familiares.

Os temas vão ser abordados por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Defensoria Pública, da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) e instituições privadas de qualificação profissional.
Ana Teresa Malta – Agência CLDF
Reportagens
Vladimir Sacchetta, jornalista e pesquisador, morre aos 75 anos
Dedicou-se a projetos da memória cultural e política brasileiras
Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil
Morreu nesta sexta-feira (15) o jornalista, produtor cultural, pesquisador e escritor Vladimir Sacchetta, aos 75 anos.

Sacchetta registrou as greves operárias do ABC, a memória do movimento operário e de revolucionários brasileiros, como Olga Benário. Colaborou em duas obras premiadas com o Jabuti: a obra póstuma de Florestan Fernandes e Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia, que escreveu em coautoria com Carmen Lúcia Azevedo e Márcia Camargos.
Sacchetta dedicou seus últimos anos a projetos de documentação e memória, como o Memorial da Democracia, do Instituto Lula; registros da Imprensa Alternativa, junto ao Instituto Vladimir Herzog, além de trabalhos sobre cultura brasileira.
“Vladimir Sacchetta dedicou sua trajetória à preservação da memória cultural e política brasileira, construindo um trabalho fundamental para o registro das lutas democráticas, da resistência à ditadura militar e da defesa intransigente da liberdade de expressão”, diz, em nota, o Instituto Vladimir Herzog.
Foi um dos fundadores da Sociedade dos Observadores de Saci, dedicada a valorização da cultura nacional. Também foi conselheiro do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), no qual participou ativamente até poucos dias atrás.
“O Cemap perde um conselheiro brilhante; o Brasil perde um de seus maiores guardiões da memória”, diz o Cemap, em nota.
Sacchetta deixa dois filhos e neto.
O velório será realizado neste sábado (16) na Barra Funda, na capital paulista.
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