Reportagens

Alunos da rede pública do DF conhecem a história do país por meio do turismo cívico

Projeto Brasília Monumental aproxima os jovens da vida política brasileira e facilita a compreensão do funcionamento das instituições

 

Por Thaís Umbelino, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

 

Os estudantes do 5º ano da Escola Classe 15 de Ceilândia (EC15) tiveram, nesta terça-feira (3), uma experiência diferente ao estar a 75 metros do chão, sob um dos principais cartões postais de Brasília, a Torre de TV. O passeio, realizado como parte do Projeto Brasília Monumental, visa proporcionar aos alunos da rede pública uma experiência educativa nos principais monumentos do DF, aproximando-os da vida política brasileira e facilitando a compreensão das instituições do país.

“A iniciativa teve início há seis meses, por meio de edital da Secretaria de Turismo (Setur-DF), e tem o objetivo de contribuir para a história de Brasília. Nosso foco é divulgar o turismo cívico e resgatar a história do Brasil para as crianças e os jovens”, explica o idealizador do projeto, Emerson Luiz Pereira.

Emerson Luiz Pereira: “Nosso foco é divulgar o turismo cívico e resgatar a história do Brasil para as crianças e os jovens” | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

Organizado pelo Instituto Tecnológico e Cultural Brasileiro (ITCB), o Brasília Monumental consiste em três etapas. A primeira envolveu palestras em escolas de diferentes regiões do Distrito Federal, como Recanto das Emas, Samambaia, Gama, Ceilândia e Taguatinga, com o objetivo de destacar a importância cultural e turística de Brasília.

A segunda etapa levou conversas sobre turismo cívico para outras capitais, como Palmas (TO), Goiânia (GO) e Campo Grande (MS), com foco em guias turísticos, agentes de viagens e diretores escolares. Ao longo do ano, foram realizadas cerca de 22 palestras, atendendo aproximadamente mil alunos.

O projeto Brasília Monumental une educação cívica, turismo e diversão

Além de apresentar os monumentos, o projeto destaca a importância da preservação dos pontos turísticos. “Nossos palestrantes, que são entusiastas da cidade, viajam para outros estados para compartilhar a história de Brasília e reforçar a importância de não depredar os monumentos públicos, que são parte da história da cidade”, acrescenta Emerson.

A terceira etapa do projeto, que vai até esta sexta-feira (6), inclui visitas a outros importantes monumentos do DF, como o Memorial dos Povos Indígenas e o Museu da República. No sábado (7), a ação será aberta à comunidade.

Incentivo

O vice-diretor de escola Ricardo Koziel destaca que iniciativas como essa oferecem “uma verdadeira aula de história, arquitetura e identidade nacional”

Entusiasta de passeios escolares, o vice-diretor da Escola Classe 15 de Ceilândia, Ricardo Koziel, 59, foi o responsável por inscrever os alunos, entre 9 e 11 anos, na oportunidade. “A nossa escola é integral, então todas as crianças estudam 10 horas diárias, e essas saídas externas são fundamentais para o enriquecimento dos alunos, proporcionando uma interação direta com os locais. A proposta oferece uma verdadeira aula de história, arquitetura e identidade nacional”, afirma Ricardo.

Ele também destaca a facilidade do processo de inscrição: “O chamamento foi bem acessível, no site da regional, e não houve burocracia. Nos dias do evento, contamos com excelente infraestrutura, com equipe de apoio e brigadistas.”

Infraestrutura

Ester Sophia Alves adorou o passeio e contou que já conhece outros pontos da cidade, como o Congresso Nacional e a Catedral

Com o apoio de R$ 1 milhão da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF), o Projeto Brasília Monumental combina educação e cultura para promover o turismo cívico na capital. A vista panorâmica das Asas Sul e Norte e dos monumentos do Eixo Monumental, do alto da Torre de TV, encantou a estudante Ester Sophia Alves, de 10 anos.

“Eu adoro esses passeios, porque a gente estuda o dia todo. É legal sair um pouco da escola”, disse Ester, que já conhecia a Torre de TV. “Já fiz vários passeios pela escola e conheci grandes monumentos como esse, além do Congresso Nacional e da Catedral”, acrescentou, orgulhosa.

O colega de Ester, Estêvão Rodrigues, 11, também teve a oportunidade de visitar a Torre de TV e pretende levar a família, que ainda não conhece o local. “É um passeio muito legal, em que podemos apreciar nossa cidade querida. Vale a pena conhecer”, ressaltou.

O Projeto Brasília Monumental abrirá a ação à comunidade neste sábado (7). Para mais informações e inscrições, entre em contato pelo telefone (61) 98259-7207.

 

Continue Lendo
Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Reportagens

Vladimir Sacchetta, jornalista e pesquisador, morre aos 75 anos

Dedicou-se a projetos da memória cultural e política brasileiras

Publicado

em

Por

 

Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil

 

Morreu nesta sexta-feira (15) o jornalista, produtor cultural, pesquisador e escritor Vladimir Sacchetta, aos 75 anos.

Sacchetta registrou as greves operárias do ABC, a memória do movimento operário e de revolucionários brasileiros, como Olga Benário. Colaborou em duas obras premiadas com o Jabuti: a obra póstuma de Florestan Fernandes e Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia, que escreveu em coautoria com Carmen Lúcia Azevedo e Márcia Camargos.

Sacchetta dedicou seus últimos anos a projetos de documentação e memória, como o Memorial da Democracia, do Instituto Lula; registros da Imprensa Alternativa, junto ao Instituto Vladimir Herzog, além de trabalhos sobre cultura brasileira.

“Vladimir Sacchetta dedicou sua trajetória à preservação da memória cultural e política brasileira, construindo um trabalho fundamental para o registro das lutas democráticas, da resistência à ditadura militar e da defesa intransigente da liberdade de expressão”, diz, em nota, o Instituto Vladimir Herzog.

Foi um dos fundadores da Sociedade dos Observadores de Saci, dedicada a valorização da cultura nacional. Também foi conselheiro do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), no qual participou ativamente até poucos dias atrás.

“O Cemap perde um conselheiro brilhante; o Brasil perde um de seus maiores guardiões da memória”, diz o Cemap, em nota.

Sacchetta deixa dois filhos e neto.

O velório será realizado neste sábado (16) na Barra Funda, na capital paulista.

Continue Lendo

Reportagens

Brasília é a capital mais segura do país, com redução histórica do número de homicídios

Resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer no primeiro trimestre de 2026; índice coloca o Distrito Federal na primeira posição nacional em segurança relacionada a crimes letais

Publicado

em

Por

 

Por

Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares

O Distrito Federal alcançou a primeira colocação nacional nos indicadores de crimes letais no primeiro trimestre de 2026. O resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer por 100 mil habitantes, metodologia baseada em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento colocou o DF na liderança tanto entre as unidades da Federação quanto entre as capitais brasileiras com a menor taxa do país.

Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação. Santa Catarina aparece logo atrás, com 5,63. Entre as capitais, Brasília alcançou índice de 5,61 e liderou o ranking nacional, seguida por Curitiba (10,05) e Campo Grande (10,39).

Segundo o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, esse resultado está ligado a um conjunto de ações adotadas na segurança pública do DF. “Hoje temos mais policiais nas ruas, atuação diária nas regiões administrativas, trabalho direcionado no combate às manchas criminais, uso de ferramentas como o DF 360 e participação intensiva da comunidade por meio dos Conselhos Comunitários de Segurança. Existe todo um ecossistema que contribuiu para essa redução”, afirmou o chefe da pasta durante a assinatura da ordem de serviço para construção da nova Policlínica da Polícia Civil (PCDF), nesta sexta-feira (15).

 

Durante o evento, Patury explicou que o resultado não considera apenas os homicídios registrados. O levantamento também inclui os chamados casos de mortes a esclarecer — situações em que ainda não foi definida a causa da morte. “Temos 42 homicídios no DF e zero a esclarecer. Nós sabemos o nome e sobrenome de cada caso. Estávamos em segundo lugar, no primeiro trimestre agora de 2026, e agora alcançamos o primeiro lugar. Passamos Santa Catarina e Florianópolis”, destacou.

Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Mais segurança pública

A redução dos crimes letais acompanha outros indicadores positivos da segurança pública. Os roubos no transporte coletivo do DF caíram 52% em 2025. Ao longo do ano, foram registrados 111 casos, contra 230 em 2024.

Além disso, 15 regiões administrativas não tiveram nenhuma ocorrência, segundo dados do 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Os números mostram o avanço das ações de segurança e das mudanças adotadas no sistema de transporte, que têm contribuído para reduzir os crimes e aumentar a segurança da população.

Continue Lendo

Reportagens

Comissão Geral debate transporte escolar no Distrito Federal

Iniciativa é da deputada Paula Belmonte, que apresentará diagnóstico sobre a área com foco em desafios, gestão e qualidade do serviço

Publicado

em

Por

 

Foto: Tony Winston / Agência Brasília

 

Por iniciativa da deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza, nesta quinta-feira (14), às 15h, uma comissão geral para debater o transporte escolar no Distrito Federal. O encontro reunirá parlamentares, representantes do poder público, especialistas e a sociedade civil para apresentação e discussão de um diagnóstico técnico sobre o funcionamento do serviço no DF.

O estudo foi solicitado pelo gabinete da parlamentar e elaborado pela Consultoria Técnico-Legislativa da CLDF (Conofis). O relatório analisa o transporte escolar entre os anos de 2021 e 2025, abordando aspectos relacionados à qualidade dos veículos, organização das rotas, gestão do serviço e percepção de estudantes, familiares e profissionais envolvidos.

De acordo com o levantamento, foram identificados desafios que impactam diretamente o cotidiano dos estudantes, como atrasos, interrupções no atendimento, condições da frota e dificuldades de acesso, especialmente em regiões rurais. O diagnóstico também aponta entraves relacionados à utilização de processos predominantemente manuais e à ausência de padronização tecnológica entre as unidades escolares.

A análise destaca ainda que fatores como as condições das vias e a falta de infraestrutura adequada nos pontos de embarque podem comprometer a frequência escolar e o acesso dos alunos à educação.  A comissão geral busca ampliar a participação social na discussão, reunindo gestores públicos, trabalhadores do setor, pais, estudantes e demais interessados na construção de propostas para o aperfeiçoamento da política pública.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

 

Segundo a deputada Paula Belmonte, o debate é fundamental para garantir avanços no atendimento aos estudantes da rede pública. “Estamos falando de um serviço essencial, que garante o acesso e a permanência dos nossos estudantes na escola. Esse diagnóstico é um passo importante para corrigir falhas e avançar com responsabilidade”, afirmou a parlamentar.

Acompanhe:

 

Continue Lendo

Reportagens

SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
Brasília/DF
rodrigogorgulho@hotmail.com
(61) 98442-1010