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Hoje é Dia: 20 anos de tsunami e Guerra do Paraguai são os destaques

Confira as principais datas da semana entre 22 e 28 de dezembro.

 

O mês está acabando, mas ainda reserva diversos fatos históricos para relembrarmos. Neste 26 de dezembro faz 20 anos que um tsunami de grandes proporções no oceano Índico causou 230 mil mortes. A Tailândia foi o país mais atingido. Passados dez anos do desastre, em 2014, os veículos da EBC noticiaram as homenagens feitas aos mortos na tragédia, nesta reportagem da Agência Brasil, também nesta outra e ainda no Repórter Brasil. O assunto foi revisitado em 2019, quando a TV Brasil informou que os tailandeses ainda tentavam identificar vítimas do maremoto. 

A Guerra do Paraguai, o maior conflito ocorrido na América do Sul, teve início há 160 anos, no dia 27 de dezembro de 1864. O país vizinho, sem conexão com o mar, queria controlar os rios da Bacia do Prata para ganhar uma saída para o Oceano Atlântico. Suas tropas passaram pela Argentina, invadiram o Brasil e sequestraram o barco a vapor brasileiro Marquês de Olinda. Estava declarada a guerra. Brasil, Argentina e Uruguai formaram uma aliança, que lutou contra o Paraguai por cinco anos, deixando mais de 370 mil mortos. Este episódio do Caminhos da Reportagem de 2014, da TV Brasil, abordou a guerra, quando o conflito completou 150 anos.

Neste mês comemoramos o aniversário da cidade que foi fundada em 25 de dezembro de 1599 e que, justamente por isso, recebeu o nome de Natal. A capital do estado do Rio Grande do Norte completa 425 anos agora. Esta edição do Brasil em Rede, da TV Brasil, exibido em 2022, traz curiosidades sobre a cidade tão querida pelos potiguares e demais pessoas que a visitam.

Quem nasceu nesta semana

O mês de dezembro nos deu a cantora baiana Simone Bittencourt de Oliveira, a Simone, que nasceu no dia 25 e agora completa 75 anos. Sabia que, antes de ser uma das maiores cantoras da música popular brasileira, Simone foi jogadora profissional e representou o país na Seleção Brasileira de Basquetebol Feminino? E que, quando ela cursou a faculdade de Educação Física, em Santos, dividiu os tempos de universidade com ninguém menos que o rei do futebol, Pelé? Os 50 anos de carreira da artista e essa história tão rica foram homenageados nesta edição deste ano do Sem Censura, da TV Brasil.

Também no dia 25 de dezembro nasceu o ex-jogador de futebol Jair Ventura Filho, o Jairzinho, hoje com 80 anos. Estrela da Copa do Mundo de 1970, no México, Jairzinho marcou gols em todas as partidas da mundial, fazendo história junto com Pelé e conquistando a Taça Jules Rimet. Também foi o orgulho da torcida do Botafogo, time onde vestiu a camisa 10. Ele era conhecido pela agilidade para superar os seus marcadores, entre outras características destacadas nos dois capítulos do especial Jairzinho, o Rei do Rio, exibido pela TV Brasil em 2020.

O xadrez é um esporte que não tem tanta tradição no Brasil. Mas o país tem seus destaques na modalidade. O enxadrista maranhense Rafael Leitão nasceu em 28 de dezembro. Além de heptacampeão brasileiro, aos 18 anos ele recebeu o título de Grande Mestre Internacional de Xadrez. Os destaques de sua carreira foram mostrados no extinto Repórter Maranhão, da TV Brasil. Como a conquista do heptacampeonato, nesta reportagem de 2015, e sua participação na Olimpíada Mundial de Xadrez, nesta outra, de 2018. Sua história, desde que começou a jogar aos seis anos de idade, foi contada nesta edição, de 2016.

O maestro paulista Isaac Karabtchevsky, diretor artístico e regente principal da Orquestra Petrobras Sinfônica, faz aniversário no dia 27 deste mês. Descendente de uma família judaica de imigrantes russos, Karabtchevsky é um dos mais renomados maestros brasileiros, reconhecido tanto aqui como internacionalmente por sua vasta contribuição ao mundo da música clássica. Ele ficou afastado dos palcos durante a pandemia de covid 19, e seu retorno em 2021 foi celebrado no programa Antena Mec, da Rádio Nacional, que entrevistou o músico, e nesta edição do Repórter Brasil, da TV Brasil. Já em 2024, Karabtchevsky participou desta edição do Sem Censura, também da TV Brasil.

Vamos passar agora para as personalidades internacionais. O músico de jazz Chet Baker nasceu no dia 23 de dezembro de 1929, em Oklahoma, nos Estados Unidos. Ele teve forte influência musical na infância por seu pai, guitarrista, e por sua mãe, pianista. Escolheu o trompete como instrumento, e seu estilo marcou a memória de milhões de fãs no mundo todo. O programa Jazz Livre, da Rádio Nacional, prestou um tributo ao gênio nesta edição, de 2020.

Pulando do jazz para o rock, no dia 23 também nasceu o músico estadunidense Eddie Vedder, conhecido por ser o vocalista e um dos guitarristas da banda Pearl Jam. O grupo popularizou o estilo grunge na década de 90 e entrou no Hall da Fama dos Estados Unidos, como mostra esta edição de 2022 do História Hoje, da Rádio Nacional.

Falecimentos 

Já ouviu falar do Teatro do Absurdo? Esse movimento começou na França, na década de 50, e seu principal representante foi o dramaturgo e escritor irlandês Samuel Beckett, falecido em 22 de dezembro de 1989. O gênero é marcado por enredos absurdos e fora da realidade, com personagens de comportamentos estranhos e bizarros. Os 63 anos de estreia da peça “Esperando Godot”, considerada um dos clássicos de Beckett, foram lembrados nesta edição de 2017 do programa História Hoje, da Rádio Nacional.

A italiana Teresa Cristina Maria de Bourbon foi esposa do imperador Don Pedro II e, portanto, imperatriz consorte do Brasil. Ela faleceu no dia 28 de dezembro de 1889. Tereza Cristina foi apelidada de “Mãe dos Brasileiros”, uma alcunha dada pela própria população por sua preocupação com o bem estar do povo, apoiando obras de caridade, hospitais e outras iniciativas sociais. O bicentenário da imperatriz foi lembrado nesta edição de 2022 do programa Antena Mec, da Rádio Nacional. Já sua paixão pela arqueologia e sua contribuição ao acervo do Museu Nacional no Rio de Janeiro foi tema desta reportagem da Agência Brasil, de 2016.

Confira a relação de datas do Hoje é Dia de 22 a 28 de dezembro de 2024:

Dezembro de 2024
22

Morte do dramaturgo e escritor irlandês Samuel Beckett (35 anos)

23

Nascimento do músico de jazz estadunidense Chet Baker (95 anos)

Nascimento do músico estadunidense Eddie Vedder (60 anos) – conhecido por ser o vocalista e um dos guitarristas da banda de rock Pearl Jam

Morte do economista britânico Thomas Robert Malthus (190 anos) – considerado o pai da demografia por sua teoria para o controle do aumento populacional, conhecida como malthusianismo

24

Morte do militar fluminense e ex-presidente da República, João Baptista de Oliveira Figueiredo (25 anos)

25

Nascimento do advogado, professor, político e ensaísta mineiro Afonso Pena Júnior (145 anos)

Nascimento da cantora e ex-jogadora de basquete baiana Simone Bittencourt de Oliveira, a Simone (75 anos)

Nascimento do ex-futebolista fluminense Jair Ventura Filho, o Jairzinho (80 anos)

Natal

Aniversário da cidade de Natal (Rio Grande do Norte) (425 anos) – data da demarcação do sítio, realizada por Jerônimo de Albuquerque

26

Nascimento do novelista, ensaísta e músico cubano Alejo Carpentier (120 anos)

Ocorrência de sismo e tsunami do Oceano Índico, conhecido pela comunidade científica como terremoto de Sumatra-Andaman (20 anos) – maremoto foi causado por uma subducção que desencadeou uma série de tsunamis devastadores ao longo das costas da maioria dos continentes banhados pelo Oceano Índico, o que causou a morte de mais de 230 mil pessoas em 14 países diferentes e inundou comunidades costeiras com ondas de até 30 metros de altura; foi um dos mais mortais desastres naturais da história, em número de vítimas, a Indonésia foi o país mais atingido, seguida por Sri Lanka, Índia e Tailândia

27

Nascimento do maestro paulista Isaac Karabtchevsky (90 anos) – diretor artístico e regente principal da Orquestra Petrobras Sinfônica

Início da Guerra do Paraguai (160 anos) – maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul

Fundação do jornal “Tribuna da Imprensa”, por Carlos Lacerda (75 anos)

Criação do Departamento de Imprensa e Propaganda – DIP (85 anos) – órgão responsável pela censura durante parte do governo Vargas, gestor da Agência Nacional e da radiodifusão governamental até 1945

União Soviética invade o Afeganistão (45 anos)

Inauguração do Viaduto do Gasômetro (75 anos)

28

Morte do cineasta estadunidense Sam Peckinpah (40 anos) – conhecido por seu cinema brutal e por ter redefinido o imaginário do western, chamando a atenção para a violência do gênero

Morte da italiana imperatriz do Brasil Teresa Cristina (135 anos) – apelidada de “Mãe dos Brasileiros”, foi esposa do imperador D. Pedro II e imperatriz consorte do Império do Brasil

Nascimento do enxadrista maranhense Rafael Leitão (45 anos) – heptacampeão brasileiro, 5º brasileiro a receber o título de Grande Mestre Internacional de Xadrez. Em 1998, aos 18 anos, tornou-se o mais jovem brasileiro a conquistar o título de Grande Mestre (GM)

Morte da professora, filóloga e escritora maranhense Elza Fernandes Paxeco Machado (35 anos) – foi a primeira mulher doutorada pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

Estados Unidos e a OTAN comunicam encerramento de suas operações militares no Afeganistão (10 anos) – porém, o governo norte-americano anuncia em 2015 a manutenção dos soldados no território afegão em missão antiterrorismo

 

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Casa da Cultura da América Latina obtém renovação do registro como museu

Procedimento consolida a CAL como equipamento cultural qualificado e permite acesso a editais, programas de fomento e cooperação técnica específica

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A renovação da fachada do prédio da CAL (vermelho) foi uma das ações de valorização do aparato cultural da Universidade de Brasília. Foto: Luis Gustavo Prado

 

A Casa de Cultura da América Latina (CAL/DEX) teve seu registro como museu renovado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), com validade até 2031. A certificação, resultado da aplicação da Lei 11.904/2009, do Decreto nº8.124/2013 e da Resolução Normativa do Ibram nº 17 de 2022, representa o compromisso da Universidade de Brasília com a cultura.

 

Com a renovação, a CAL garante seu patamar institucional e sua visibilidade no cenário museológico nacional. O status possibilita o acesso a editais específicos, programas de fomento, cooperação técnica e formação de redes institucionais. “Além de permitir maior articulação com políticas públicas voltadas à preservação, pesquisa, difusão e educação museal”, complementa o professor Gregório Soares (IdA), diretor de Difusão Cultural do Decanato de Extensão (DDC/DEX).

 

Ao renovar o registro, a CAL adere ao Sistema Brasileiro de Museus, o que mantém a Casa de Cultura da América Latina conectada com outros museus nacionais e internacionais do campo cultural.

 

A valorização do patrimônio cultural da UnB é materializada por meio de investimentos, como as reformas das galerias e a revitalização da fachada do prédio da CAL, no Setor Comercial Sul, e o estabelecimento de parcerias com outras instituições, no intuito de superar os desafios de preservação e difusão cultural.

 

CASAS UNIVERSITÁRIAS DE CULTURA – A Universidade de Brasília conta com quatro Casas Universitárias de Cultura, cada uma com características específicas. Além da CAL, há a Casa Niemeyer; o Espaço da Memória da UnB e o Memorial Darcy Ribeiro, conhecido como Beijódromo.

 

>> Faça um tour virtual pelas Casas Universitárias de Cultura

 

Localizada no Setor Comercial Sul, a CAL tem três andares com salas dedicadas a atividades culturais, artísticas e formativas. O espaço abriga um auditório, três galerias expositivas (Galeria de Bolso, Galeria CAL e Galeria Acervo), além de um acervo de arte com mais de 2.700 obras, guardado em sua reserva técnica e gerido por uma equipe de museólogos.

Imagem de arquivo registra visita da estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal à CAL. Foto: Beto Monteiro/Secom UnB

 

Abrigando acervos de Darcy Ribeiro e Berta Ribeiro, além de biblioteca de 30 mil volumes, o Memorial Darcy Ribeiro, também conhecido por Beijódromo, fica no campus Darcy Ribeiro, Asa Norte. É gerenciado pela Fundação Darcy Ribeiro e ligada Diretoria de Difusão Cultural (DDC) do DEX. Além do acervo próprio, sedia eventos de extensão, contando com auditório e salas de aula.

 

Projetada por Oscar Niemeyer, a Casa Niemeyer está localizada no Setor de Mansões Park Way. Declarada sítio de interesse histórico, abriga exposições e residências artísticas nacionais e internacionais, além de atividades culturais.

 

A mais recente Casa Universitária de Cultura da UnB é o Espaço da Memória da UnB, o MemoUnB. Localizado no SG-10 (campus Darcy Ribeiro, Asa Norte), edifício projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer que serviu como sede do Centro de Planejamento (Ceplan) da UnB. Dedica-se à preservação da memória material e imaterial da UnB.

 

MUSA – Pensando na integração desses espaços, a UnB trabalha na implementação da Rede de Museus e Acervos da UnB, a Rede Musa. “A rede pretende articular os museus e espaços de acervo e memória da UnB”, explica Gregório Soares. A iniciativa visa promover uma atuação integrada e cooperativa do patrimônio cultural e científico da Universidade.

 

Dentre os feitos da Rede Musa, destacam-se a criação de instâncias de diálogo entre as equipes, o compartilhamento de diagnósticos e a construção de diretrizes comuns, com possibilidades de financiamento para infraestrutura, preservação e pesquisa.

 

SERVIÇO – A CAL funciona de segunda a sexta, das 8h às 19h, e sábados, das 8h às 12h, exceto feriados. O Memorial Darcy Ribeiro funciona de segunda a sexta, das 8h às 19h, e sábados, das 8h às 12h. A Casa Niemeyer funciona de terça a domingo, das 9h às 19h, exceto feriados. A MemoUnB funciona segunda a sexta, das 8h às 19h, e sábados, das 8h às 12h.

 

ATENÇÃO – As informações, as fotos e os textos podem ser usados e reproduzidos, integral ou parcialmente, desde que a fonte seja devidamente citada e que não haja alteração de sentido em seus conteúdos. Crédito para textos: nome do repórter/Secom UnB ou Secom UnB. Crédito para fotos: nome do fotógrafo/Secom UnB.

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O papel do brincar na regulação emocional das crianças

Como as brincadeiras ajudam a desenvolver autocontrole, empatia e equilíbrio emocional desde a infância

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Por Alcie Simão  

Brincar é muito mais do que passar o tempo ou gastar energia. Para a criança, a brincadeira é uma linguagem essencial — uma forma de compreender o mundo, expressar sentimentos e aprender a lidar com frustrações, medos, alegrias e desafios. Em um cotidiano cada vez mais acelerado, reconhecer o valor do brincar livre e guiado é fundamental para o desenvolvimento emocional saudável.

Brincar é sentir, experimentar e elaborar

Durante as brincadeiras, as crianças simulam situações da vida real: cuidam de bonecos, encenam conflitos, inventam aventuras, criam regras e negociam papéis. Tudo isso funciona como um “laboratório emocional”, onde elas podem experimentar sentimentos em um ambiente seguro.

Quando uma criança finge ser médica, super-heroína ou professora, por exemplo, está também elaborando experiências vividas, tentando compreender o que sentiu e ensaiando novas respostas para o futuro. Esse processo ajuda a organizar emoções internas que, muitas vezes, ainda não conseguem ser expressas em palavras.

Regulação emocional começa no corpo

Correr, pular, dançar, construir, desmontar, desenhar e modelar massinha são atividades que envolvem o corpo e os sentidos. Esse movimento é essencial para liberar tensões, reduzir ansiedade e ajudar a criança a se acalmar depois de momentos intensos.

Brincadeiras físicas contribuem para:

  • descarregar estresse acumulado;
  • aumentar a consciência corporal;
  • favorecer o autocontrole;
  • melhorar a capacidade de foco após a atividade.

Já as brincadeiras mais tranquilas, como quebra-cabeças, jogos de encaixe ou leitura compartilhada, ajudam a desacelerar e encontrar estados de calma e concentração.

Aprender a lidar com frustrações e conflitos

Nem toda brincadeira é fácil — e isso é ótimo. Perder um jogo, esperar a vez, seguir regras ou negociar com amigos são experiências que desafiam emocionalmente a criança. Com apoio adulto, esses momentos se tornam oportunidades valiosas de aprendizado.

Ao vivenciar pequenas frustrações no brincar, a criança desenvolve:

  • tolerância ao erro;
  • persistência;
  • flexibilidade;
  • capacidade de resolver problemas;
  • empatia.

Essas competências formam a base da autorregulação emocional, habilidade que será usada por toda a vida.

O papel dos adultos: presença sem controle excessivo

Pais, cuidadores e educadores têm um papel importante nesse processo. Não é necessário dirigir cada brincadeira — muitas vezes, observar e estar disponível já é suficiente. Quando a criança convida o adulto para participar, entrar no jogo com curiosidade e respeito fortalece o vínculo e amplia a segurança emocional.

Algumas atitudes que ajudam:

  • validar sentimentos (“parece que você ficou frustrado, quer tentar de novo?”);
  • evitar resolver tudo imediatamente;
  • estimular a nomeação das emoções;
  • oferecer tempo e espaço para brincar livremente;
  • reduzir distrações como telas durante esses momentos.

Brincar também é construir vínculo

Quando adultos brincam com crianças, criam-se conexões afetivas profundas. Esse tempo compartilhado transmite a mensagem: “você é importante”, “eu estou aqui”, “seus sentimentos importam”. A segurança emocional gerada nessas interações fortalece a autoestima e facilita que a criança procure ajuda quando estiver sobrecarregada.

Um direito e uma necessidade

Mais do que lazer, o brincar é uma necessidade básica da infância. Ele sustenta o desenvolvimento emocional, social e cognitivo, ajudando a criança a crescer mais confiante, resiliente e preparada para lidar com as próprias emoções.

Em meio a agendas cheias e estímulos digitais constantes, reservar tempo diário para brincar — dentro ou fora de casa, com ou sem brinquedos estruturados — é investir diretamente na saúde emocional das crianças.

Porque, no fundo, toda grande aprendizagem emocional começa em algo simples: uma brincadeira.

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O BRASIL DE JK

HÁ 70 ANOS JUSCELINO TOMAVA POSSE NA PRESIDÊNCIA

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“Lutei dia e noite para dar nova dimensão ao nosso País.

Quis que, da minha administração, não se pudesse dizer,

sem pecar contra a verdade, que o Brasil crescia nas horas noturnas,

enquanto o Governo dormia. Não!

O Governo não dormiu, em minhas mãos.”

Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira

 

Em 526 anos de Brasil, há datas a celebrar e há datas para esquecer. Felizmente, as datas para celebrar são maioria. Duas delas, por exemplo, moldaram este País por serem mais significativas e funcionarem como um divisor de águas do Brasil como Nação. Ambas as datas, separadas por 148 anos, aconteceram no mês de janeiro. A chegada da família real ao Brasil, em 22 de janeiro de 1808 e a posse do presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, em 31 de janeiro de 1956.

A vinda da corte para o Brasil foi uma manobra do príncipe regente, D. João, para garantir que Portugal continuasse independente, quando foi ameaçado de invasão por Napoleão Bonaparte. A principal consequência foi a declaração do Reino Unido do Brasil, Portugal e Algarves. O Brasil deixou de ser colônia, o que provocou uma série de transformações geopolíticas.

A permanência da família real foi decisiva para manter a unificação e grandiosidade do território nacional, a possibilidade de o país inteiro falar a Língua Portuguesa, além de outros ganhos concretos como a abertura dos portos para as nações amigas e a criação de entidades essenciais: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Real Fábrica de Pólvora, Imprensa Oficial e Banco do Brasil.

Em 31 de janeiro de 1956, 134 anos depois da Independência, vem a segunda data que transformou o Brasil em todas as dimensões: cultural, industrial, econômica e politica: a posse do presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira.

Não foi fácil a chegada de JK ao Palácio do Catete. Ainda governador de Minas, Juscelino deixou claro sua intenção de disputar a Presidência da República pelo PSD.

Houve muitas tratativas de lideranças nacionais e até de militares para demover JK de sua intenção. O próprio presidente da República, Café Filho (vice de Getúlio Vargas) e o governador de Pernambuco, Etelvino Lins, se articularam para evitar a candidatura de JK.

Pior: até seu padrinho político, o ex-governador de Minas, Benedito Valadares, temeroso de que o crescimento de JK lhe roubasse influência no Estado, não mediu esforços, nos bastidores, contra a candidatura.

Em dezembro de 1954, militares de alta patente levaram ao então presidente Café Filho um documento em defesa da candidatura única à Presidência. Sem JK, evidentemente.

O presidente Café Filho – que tomou a iniciativa de ler o texto no programa ‘A Voz do Brasil’, ainda procurou demover JK, com o argumento de que as Forças Armadas não aprovavam a sua pretensão.

JK começou a ganhar a eleição ali. Não se deixando intimidar, confirmou sua candidatura e mandou um recado curto e grosso para o presidente Café Filho. Sua frase virou seu lema de vida: “DEUS POUPOU-ME O SENTIMENTO DO MEDO”.

E foi com este sentimento que JK plantou sua candidatura em 10 de fevereiro de 1955, para colher nas urnas, em 3 de outubro, 3.077.411 votos, ou 36% do total.

Não foi fácil. No dia primeiro de novembro, o coronel Jurandir de Bizarria Mamede, discursando no enterro do general Canrobert Pereira da Costa, sugere golpe militar para impedir a posse de JK e do vice João Goulart.

Em 11 de novembro de 1955, para garantir a posse de JK, antes de deixar o Ministério da Guerra, o Marechal Lott põe os tanques nas ruas e dá o “Golpe da Legalidade”. Carlos Luz, então presidente da República – com o afastamento de Café Filho – é deposto e nove dias depois, em 20 de novembro, o Congresso Nacional aprova o impedimento de Café Filho e elege Nereu Ramos presidente. O senador catarinense assume o governo até a posse de JK.

Há 70 anos, em 31 de janeiro de 1956, JK toma posse e pede ao Congresso a abolição do estado de sítio. No dia seguinte, põe fim à censura à imprensa.

JK, a seu modo, sacudiu a vida administrativa, política e cultural do Brasil. Seu governo plantou hidroelétricas, plantou estradas, plantou bom humor e plantou compromissos: cumpriu todas as 31 metas prometidas durante sua campanha à Presidência. JK plantou indústria automobilística e plantou magnanimidade, perdoando revoltosos e inimigos políticos. JK plantou Brasília.

Ao interiorizar o desenvolvimento com a construção da nova Capital, o Centro-Oeste foi ocupado de todas as formas. Onde não se produzia um grão de soja em 1960, ficou responsável por 49,3% da produção nacional. A soja avançou sobre novas fronteiras e levou junto a cultura do milho. A produção de milho na região – antes de Brasília – era inferior a 9%. Atualmente representa 54,36% da safra nacional. Essas duas culturas levaram uma promissora cultura empreendedora em outros setores: pecuária, frutas, café, arroz, feijão, trigo. Centenas de pequenos povoados nasceram no vazio do Cerrado e transformaram-se, nestes últimos 70 anos, em cidades de pequeno, médio e grande porte com excelentes índices de IDH.

Na Era JK, o Brasil colheu efervescência cultural. O Brasil colheu a primeira Copa do Mundo, colheu Bossa Nova, Cinema Novo. Colheu alegria! O povo brasileiro colheu o sentimento de que é capaz de construir o que parece impossível.

JK plantou Democracia. E o Brasil colheu Paz!

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