Reportagens
Nova composição da Mesa Diretora começa a valer na CLDF
Foto: Divulgação/CLDF
A Câmara Legislativa do DF oficializou, nesta semana, a nova composição de sua Mesa Diretora para o biênio 2025-2026 da atual legislatura. A medida foi aprovada em agosto de 2024 pelo plenário da Casa e passou a ter validade com a publicação do Ato nº 11, que saiu no Diário Oficial desta segunda-feira (06).
A partir de agora, a Mesa passa a contar com uma segunda vice-presidência, cargo exercido pela deputada Paula Belmonte (Cidadania), e com uma quarta secretaria, dirigida pelo deputado Robério Negreiros (PSD) com suplência do deputado Jorge Vianna (PSD).
O presidente da Casa, deputado Wellington Luiz (MDB), e o primeiro vice-presidente, Ricardo Vale (PT), seguem à frente do órgão colegiado, responsável pela direção das atividades legislativas e dos serviços administrativos da Casa.
Para Wellington, o senso de trabalho coletivo entre os demais distritais será essencial para a boa condução da CLDF na segunda metade da legislatura. “Tenho plena confiança no conjunto de parlamentares desta Casa, que, com suas experiências e contribuições, serão fundamentais para construirmos soluções que atendam às necessidades da população. As expectativas são as melhores, e estou certo de que, juntos, faremos um trabalho sólido, transparente e de grande relevância para o Distrito Federal”, pontuou.
Já Ricardo Vale enxerga sua recondução à 1ª vice-presidência como uma oportunidade de fortalecer ainda mais a relação da Casa com a sociedade. Ele afirma ainda que continuará “olhando com carinho” para a comunicação institucional e cidadã da CLDF. Além disso, Vale destaca que pretende seguir investindo em tecnologia e qualificação, garantindo mais transparência e acesso às informações sobre projetos e a atuação dos distritais.
“O norte da minha atuação é o compromisso com uma gestão democrática, ouvindo todos os deputados, independentemente de suas posições partidárias ou ideológicas. Nosso objetivo é construir uma Câmara que represente, de fato, os interesses do povo do DF”, declarou.
Estreando a Segunda Vice-Presidencia, Belmonte avalia que sua atuação garantirá o protagonismo feminino nas discussões da Mesa Diretora. “É uma honra estar nesse cargo, um novo desafio, que abraço com o mesmo comprometimento que tenho com a população de Brasília, de lutar por melhorias em todos os serviços públicos, de fiscalizar e cobrar políticas públicas que favoreçam os que mais precisam”, destaca a parlamentar.
A defesa dos direitos da mulher e a valorização da família estão entre as pautas mais importantes a serem defendidas pela Casa nos próximos dois anos na visão do primeiro-secretário da Mesa, deputado Pastor Daniel de Castro (PP).
“Agora, como membro das comissões de Saúde, Mulher e Educação, meu compromisso é ainda maior em trabalhar por políticas públicas que assegurem mais proteção, dignidade e oportunidades. Quero atuar com foco em projetos que promovam o bem-estar das mulheres, a valorização da família e o fortalecimento dessas áreas tão essenciais para a sociedade”, avalia.
Colocando-se como “representante da direita no DF”, o segundo secretário da Mesa, deputado Roosevelt Vilela (PL), pontua que sua atuação continuará defendendo valores que considera fundamentais: família, liberdade e desenvolvimento econômico.
“Nosso mandato continuará dedicado à implementação de ações concretas que beneficiem toda a população do DF. Já alcançamos avanços significativos em áreas essenciais como educação, saúde, agronegócio e segurança pública. Seguiremos firmes, com trabalho e dedicação, para promover ainda mais melhorias aos moradores da nossa cidade”, afirmou.
O terceiro-secretário da Mesa Diretora, deputado Martins Machado (Republicanos), argumenta que o trabalho do colegiado é fundamental no combate aos principais problemas enfrentados pelo DF. “Minha expectativa para o próximo biênio é que esta Casa atue com coragem, sabedoria e sensibilidade para enfrentar os desafios. Trabalharemos incansavelmente por uma sociedade mais inclusiva, com políticas que promovam saúde, educação de qualidade e novas oportunidades de emprego, sempre colocando os interesses da sociedade no centro das nossas decisões”, pontuou.
Robério Negreiros (PSD) vê com otimismo os próximos dois anos de sua atuação na recém-criada 4ª secretaria. Ele afirma que continuará trabalhando em prol das demandas fundamentais do cidadão, como saúde e emprego.
“Nestes próximos anos legislativos, daremos continuidade à luta por políticas que promovam a inclusão, a geração de emprego e o desenvolvimento da nossa cidade. Dessa forma, seguiremos focados em discutir projetos visando o diálogo respeitoso e construtivo em busca de um objetivo principal: o melhor para toda a população do DF”, destacou.
Segue a nova composição das lideranças e cargos:
• Wellington Luiz (MDB) permanece como presidente;
• Ricardo Vale (PT) mantém-se na vice-presidência (agora com a nomenclatura de 1ª Vice-Presidência);
• Paula Belmonte assume a 2ª Vice-Presidência;
• Pastor Daniel de Castro (PP) permanece com a 1ª Secretaria;
• Roosevelt Vilela (PL) permanece com a 2ª Secretaria;
• Martins Machado (Republicanos) permanece com a 3ª Secretaria;
• Robério Negreiros (PSD) assume a 4ª Secretaria;
• A Corregedoria da Casa está sob a responsabilidade de Joaquim Roriz Neto (PL);
• A Ouvidoria será liderada por Jorge Vianna (PSD);
• Hermeto (MDB) assume a Liderança de Governo.
Comissões
Assim como no caso dos cargos da Mesa Diretora, em 2024 os distritais adiantaram a eleição dos presidentes e vices das 14 comissões permanentes da Casa para o próximo biênio.

A CLDF passa a contar com duas novas comissões, a do Direito das Mulheres, presidida pela deputada Doutora Jane (MDB), e a da Saúde, que é resultante do desmembramento da Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) e terá como titular a deputada Dayse Amarílio (PSB). A composição completa ficou da seguinte forma:
• Comissão de Constituição e Justiça (CCJ): Thiago Manzoni (PL) permanece como presidente.
• Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF): Eduardo Pedrosa (União) mantém-se na presidência.
• Comissão de Assuntos Sociais (CAS): Rogério Morro da Cruz (PRD) assume a presidência, substituindo Dayse Amarílio (PSB).
• Comissão de Defesa do Consumidor (CDC): Chico Vigilante (PT) continua como presidente.
• Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa (CDDHCLP): Fábio Felix (PSol) permanece na presidência.
• Comissão de Assuntos Fundiários (CAF): Jaqueline Silva (MDB) assume a presidência, sucedendo Hermeto (MDB).
• Comissão de Saúde (CS): Dayse Amarílio (PSB) assume a presidência da nova comissão.
• Comissão de Educação e Cultura (CEC): Gabriel Magno (PT) permanece como presidente.
• Comissão de Segurança (CS): João Cardoso (Avante) assume a presidência.
• Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo (CDESCTMAT): Daniel Donizet (MDB) permanece como presidente.
• Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle (CFGTC): Iolando (MDB) assume a presidência.
• Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana (CTMU): Max Maciel (PSol) mantém-se na presidência.
• Comissão de Produção Rural e Abastecimento (CPRA): Pepa (PP) segue como presidente.
• Comissão de Direitos das Mulheres (CDM): Doutora Jane (MDB) assume a presidência da nova comissão.
Os trabalhos da Câmara retomam na primeira semana de fevereiro.
Christopher Gama/ Agência CLDF
Reportagens
UM PEDÁGIO PARA VISITAR O PARQUE NACIONAL SERRA DA CAPIVARA
Em desrespeito à memória de Niéde Guidon, a prefeitura da cidade de Coronel José Dias, no sudeste do Piauí, passa a cobrar o acesso ao Parque Nacional Serra da Capivara.
André Pessoa – Especial para Folha do Meio Ambiente
A pequena cidade de Coronel José Dias, no sudeste do Piauí, um dos quatro municípios que tem área no Parque Nacional Serra da Capivara, considerado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, criou uma lei municipal para cobrar uma taxa de acesso à unidade de conservação, alegando que o visitante precisa transitar pela área do município, mesmo que os principais acessos sejam feitos por rodovias federais e estaduais. O que causa estranheza é que o Parque Nacional Serra da Capivara, uma unidade de conservação federal, gerenciada pelo ICMBio, autarquia do Ministério do Meio Ambiente, não cobra nenhum valor para o acesso público à reserva, mas como se trata de um parque arqueológico, o órgão ambiental exige a contratação de um condutor de visitantes para garantir a integridade do seu patrimônio natural e cultural.
Aproveitando essa isenção federal, o município de Coronel José Dias criou uma lei municipal e estabeleceu que todo transeunte que passar pelo município em direção ao parque nacional estará sujeito a cobrança obrigatória de uma taxa individual que começa com R$ 20,00 no primeiro dia, e segue com o valor de R$ 10,00 nos dias seguintes até o quinto dia de visita. Todo visitante que desejar ingressar na reserva federal na área do município de Coronel José Dias estará obrigado a pagar esse novo imposto.
REPERCUSSÃO NEGATIVA
A repercussão junto ao trade turístico não foi positiva, com vários questionamentos nas redes sociais. E, para piorar, uma das associações dos condutores de visitantes, o grupo Pimenteiras, que opera através de uma concessão pública e cobrava a diária de R$ 300,00 para guiar grupos de até 8 pessoas, passou a cobrar R$ 330,00, um percentual acima da inflação brasileira em 2025, e superior, até, ao reajuste escandaloso do judiciário.

Agora, para visitar a Serra da Capivara o turista precisa contratar um guia, no caso dessa associação, com diárias de R$ 330,00, e ainda pagar a taxa de acesso via município, o que termina encarecendo a visita, já que existem várias outras despesas associadas aos passeios, como os ingressos aos museus, em especial ao Museu da Natureza e ao Museu do Homem Americano, ambos gerenciados pela Fundação Museu do Homem Americano, ONG criada pela arqueóloga Niéde Guidon (1933-2025).
GESTÃO ATUAL DO PARQUE
FAZ VISTA GROSSA
Com a morte de Niéde no dia 4 de junho do ano passado, a gerência do parque nacional, que é ocupada pela arqueóloga Marian Rodrigues, indicada de forma política (ela não é funcionária concursada do ICMBio), passou a fazer vista grossa para esses abusos, fazendo com que as críticas nas redes sociais ganhassem repercussão nacional.
Algumas semanas atrás, no INSTAGRAM do parque, a chefe Marian Rodrigues, comemora o aumento do número de visitantes na reserva atribuindo o feito exclusivamente as ações do ICMBio, sem citar, em nenhum momento, o legado de Niéde Guidon, a ampla divulgação da reserva na mídia, o trabalho dos guias e de todo o trade, além do percentual crescente dos visitantes dos dois museus coordenados pela FUMDHAM.

A arqueóloga Marian Rodrigues, indicada de forma política (ela não é funcionária concursada do ICMBio) passou a fazer vista grossa para esses abusos.
OMISSÃO DO ICMBio
A pergunta que fica é: quais ações do ICMBio ajudaram no aumento do fluxo de visitantes? Até que se prove o contrário, a resposta é: nenhuma! Ao contrário, o ICMBio com toda a sua burocracia mais atrapalha do que ajuda a incrementar o fluxo de visitantes, e agora com a sua “omissão” nos casos relatados, o descontrole ganhou força e mesmo a condução dos visitantes sendo uma concessão pública, a Associação Pimenteiras, decidiu por contra própria, majorar sua taxa sem nenhum tipo de controle por parte do ICMBio.
A reportagem da Folha do Meio Ambiente entrou em contato com o secretário de Turismo de Coronel José Dias que decidiu declinar do convite para responder as questões, preferindo manter o silêncio. Ontem, em reunião com o trade para explicar a cobrança da taxa, guias tiveram a sua fala cerceada quando a reunião online foi encerrada sem esclarecer várias questões.

O município de Coronel José Dias- PI está a 23 km do Parque Nacional da Serra da Capivara.
AÇÕES JUNTO AO MINISTÉRIO PÚBLICO
Para tentar barrar a cobrança do acesso ao parque e o aumento da taxa de condução dos visitantes pela Associação Pimenteiras, duas ações serão impetradas na Justiça Federal e no Ministério Público Federal. A expectativa é que o judiciário deva se pronunciar nos próximos dias. Hoje, a Prefeitura de Coronel José Dias começou a instalação de tendas nas entradas do parque para fiscalizar o acesso dos visitantes e conferir o pagamento do imposto. Uma dessas tendas foi instalada numa área particular da FUMDHAM, no acesso ao principal circuito turístico do parque, o Boqueirão da Pedra Furada (BPF), aparentemente sem nenhum questionamento da instituição científica.
Em áudio divulgado nas redes sociais, o irmão da chefe do Parque Nacional Serra da Capivara, Lucas Gomes, que é secretário municipal de Esportes, disse: “Eu acho interessante que aqui tem muitos guias que fez ‘cagada’, quando a doutora Niéde ainda era viva, nunca falaram o nome dela (sic). Agora é só doutora Niéde, doutora Niéde, doutora Niéde. Rapaz, vocês têm que entender que essa taxa é em Coronel José Dias. Você tem que entender que não é o município de São Raimundo, não (sic). Vocês não são obrigados para vir para Coronel José Dias não, fique por São Raimundo. Vão visitar a Serra Vermelha, a Serra Branca e pronto (sic)”.

A tenda virou ponto de cobrança da taxa
NOTA OFICIAL DO MINISTÉRIO
DO MEIO AMBIENTE
Ministério do Meio Ambiente pede que a gestão do próprio Parque Nacional da Serra da Capivara dialogue com a prefeitura de Coronel José Dias para a realocação da tenda para que não confunda o visitante sobre a finalidade da taxa.
VEJA A NOTA:
“O município de Coronel José Dias abrange parte do Parque Nacional da Serra da Capivara, onde não há cobrança de ingresso para acesso à Unidade de Conservação. Paralelamente, o município instituiu e regulamentou, por meio da Lei nº 241/2025 e do Decreto nº 55/2025, a Taxa de Preservação Ambiental e Turística (TPAT), cuja cobrança é de competência exclusivamente municipal e independe de autorização do ICMBio.
De acordo com o decreto, o pagamento da TPAT deve ser realizado previamente ao ingresso, trânsito ou permanência do visitante no território municipal, preferencialmente por meio eletrônico, sendo o atendimento presencial previsto para ocorrer no Centro de Apoio ao Turista (CAT). A fiscalização é exercida por agentes municipais, que podem solicitar o comprovante e aplicar penalidades em caso de irregularidades.
A tenda instalada pelo município nas proximidades da entrada do Parque Nacional foi posicionada em um ponto de passagem obrigatória dos visitantes, com o objetivo de facilitar a orientação e a cobrança da taxa municipal. Contudo, essa localização pode gerar interpretações equivocadas, levando parte do público a acreditar que a TPAT seria uma cobrança vinculada ao ingresso do Parque — o que não existe.
Diante desse cenário orientamos à unidade que dialogue com a prefeitura para a realocação da tenda para que não confunda o visitante sobre a finalidade da taxa; verificar se há falhas na comunicação com os visitantes, especialmente quanto à distinção entre a TPAT municipal e o acesso gratuito ao Parque Nacional. E de nossa parte, caso necessário, realizar uma divulgação em nossos canais quanto a gratuidade no acesso ao Parque”.
Reportagens
47% das ações foram medidas protetivas para mulheres no fim do ano
Em 2024, país teve quase 20% de descumprimento das medidas
Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil
Quase metade dos processos registrados pelo Plantão Judiciário no Rio de Janeiro, durante o recesso de final de ano, foram relativos a medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, segundo o Tribunal de Justiça do Rio.

Das 18h do dia 19 de dezembro de 2025 às 11h de 6 de janeiro deste ano, foram despachados 4.027 processos na capital fluminense. As medidas protetivas corresponderam a 47%.
Além dessas medidas, foram registradas autorizações de viagens para crianças e adolescentes, internações hospitalares, alvará de sepultamento, busca e apreensão de menores, internações em hospitais, mandados de prisões, alvará de soltura, habeas corpus e representações por prisões cautelares.
No interior do estado, que abrange as regiões de Niterói, Rio Bonito, Duque de Caxias, Petrópolis, Itaguaí, Volta Redonda, Nova Friburgo, Itaocara e Campos dos Goytacazes, foram registrados um total de 2.277 processos.
Descumprimento
O país registrou uma taxa de 18,3% de descumprimento de medidas protetivas de urgência em 2024, o que corresponde a um total de 101.656 registros nas delegacias de polícia. Os números foram divulgados pela primeira vez pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública em julho de 2025 e revelam uma falha no sistema de proteção à mulher, com um crescimento de 10,8% nas violações em relação a 2023.
De acordo com o levantamento, a cada 10 mulheres com proteção judicial, quase duas tiveram a medida desrespeitada pelos agressores.
Os casos de descumprimento somaram 101.656 no ano passado, contra 87.642 em 2023. As medidas mais comuns concedidas pela Justiça incluem a proibição de aproximação e contato com a vítima, além do afastamento do agressor do lar.
Reportagens
Reforma tributária começa fase de transição com testes de novos impostos em 2026
Empresas já informam CBS e IBS nas notas fiscais, mas cobrança efetiva só começa a partir de 2027
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
A reforma tributária começa a valer de forma gradual a partir deste ano. Desde 1º de janeiro, a maioria das empresas passou a emitir notas fiscais com a indicação dos novos impostos, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
A CBS substitui o PIS, a Cofins e o IPI, que são tributos federais. Já o IBS vai substituir o ICMS, dos estados, e o ISS, dos municípios.
Neste primeiro momento, o novo sistema funciona em fase de testes. As informações fiscais são registradas, mas ainda não há cobrança efetiva dos novos tributos.
O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da proposta que resultou na Emenda Constitucional 132, afirma que a reforma traz simplificação e mais transparência ao sistema tributário.
“Essa reforma vai impactar profundamente o país, porque traz a simplificação tributária, elimina a cumulatividade e aumenta a transparência. Hoje, o cidadão não sabe quanto paga de imposto”, afirmou.
A cobrança efetiva da CBS e do Imposto Seletivo — que incide sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente (veja infográfico) — começa em 2027.
Já o IBS entra em fase de transição a partir de 2029, com a extinção total do ICMS e do ISS prevista para 2033.
O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), relator do grupo de trabalho da reforma tributária na Câmara, destacou que a medida foi regulamentada pela Lei Complementar 214/25, aprovada no ano passado.
“Estamos criando um novo sistema tributário que ajuda na reindustrialização do país e acaba com a guerra fiscal entre os estados, que prejudicou a sociedade brasileira”, disse.
Outra etapa da reforma foi relatada pelo deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE). O texto, aprovado pela Câmara e pelo Senado, ainda aguarda sanção presidencial.
Para Benevides, os efeitos completos da reforma, previstos para 2033, devem reduzir custos e gerar empregos.
“Isso vai significar uma diminuição do custo de produção e também um aumento do emprego na economia brasileira”, afirmou.
Entre as novidades da reforma está o cashback tributário, que prevê a devolução de parte dos impostos a famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa.
Além disso, os produtos da cesta básica terão alíquota zero dos tributos sobre consumo.
Durante a tramitação da reforma, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou o trabalho conjunto do Legislativo e do Executivo para construir um modelo com menos burocracia, mais agilidade e menor custo para o cidadão contribuinte.
Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Geórgia Moraes
Fonte: Agência Câmara de Notícias
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