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Travessia gratuita entre Aguiarnópolis e Estreito vale por 30 dias
Governo do Tocantins firmou parceria para serviço de passageiros
Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil
O governo do Tocantins firmou uma parceria para oferecer a travessia gratuita de passageiros por barcos entre os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA). As viagens tiveram início na segunda-feira (27). O acordo, fechado com a Prefeitura de Aguiarnópolis, tem caráter emergencial, e deve durar 30 dias. Até então, a travessia de passageiros pelo rio estava sendo feita apenas por meio de barcos particulares, que cobram passagem dos usuários. A cidade de Estreito é um polo comercial na região. 

“A parceria entre o governo do Tocantins e a Prefeitura de Aguiarnópolis permite a operação de dez barcos de médio porte, cada um com capacidade para transportar de cinco a oito passageiros. As embarcações funcionarão todos os dias, das 5h às 19h, exclusivamente para o transporte gratuito de pessoas”, informou o governo do Tocantins.
O governo do Tocantins informou que um aporte inicial de R$ 135 mil foi disponibilizado para garantir o transporte gratuito por 30 dias, enquanto são conduzidas as tratativas para soluções permanentes, assegurando a mobilidade da população dos dois municípios. O valor total, segundo o governo, pode chegar a R$ 300 mil.
A fiscalização ficará a cargo da Agência Tocantinense de Regulação (ATR), com o apoio do Corpo de Bombeiros, que manterá uma equipe fixa no local.
Com a queda da ponte, não há travessia de veículos nesta região. Para transitar entre os dois estados, os motoristas precisam pegar rotas alternativas. A empresa contratada inicialmente teve o contrato suspenso por estar proibida de realizar contratos com a União.
Na semana passada, uma nova empresa foi autorizada a fazer a travessia de veículos pesados pelo Rio Tocantins, entre Aguiarnópolis e Estreito. Por meio de nota, a empresa LN Moraes Logística Ltda, autorizada para o serviço no local pela Agência Nacional de Transporte Aquaviários (Antaq), informou que as balsas estão em deslocamento para a região do Rio Tocantins e a operação está prevista para iniciar em até 30 dias.
Estudos indicam que seriam necessárias quatro balsas, com cerca de 40 metros cada, para atender de maneira adequada a população. Duas para o transporte de veículos como automóveis de passeio, utilitários, vans, ônibus e veículos com capacidade de até 8 toneladas. Outras duas para atender os caminhões, carretas, bitrens, e veículos de carga em geral.
Tragédia
A Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que ligava os estados do Maranhão e Tocantins pela BR-226, desabou no fim da tarde do dia 22 de dezembro de 2024. Na ocasião, três veículos de passeio, três motocicletas e quatro caminhões que trafegavam na ponte caíram no rio, com 18 pessoas, ao todo. A operação de busca e resgate teve início no mesmo dia com o uso de embarcações.
Das 17 pessoas desaparecidas com a queda da ponte, 14 já foram localizadas, três ainda seguem desaparecidas. As buscas pelos desaparecidos continuam a ser realizadas com a utilização de embarcações e drones aéreos. Já os mergulhos foram suspensos em razão do aumento no volume da vazão do Rio Tocantins devido à abertura das comportas da usina hidrelétrica de Estreito.
As pessoas que permanecem desaparecidas após o colapso da ponte são Salmon Alves Santos, de 65 anos, e Felipe Giuvannuci Ribeiro, 10 anos, avô e neto, respectivamente, e Gessimar Ferreira da Costa, de 38 anos.
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CLDF anuncia novo concurso de fotografia “Brasília Sob Lentes”
A iniciativa pretende estimular a educação para a cidadania por meio da arte e da cultura, além de incentivar um olhar crítico e sensível sobre a capital federal
Foto: Pedro França / Agência Senado
A Câmara Legislativa do Distrito Federal instituiu, por meio do ato da segunda vice-presidente, deputada Paula Belmonte (PSDB), publicado no Diário da Câmara Legislativa (DCL) no último dia 9, o concurso de fotografia “Brasília Sob Lentes”. A iniciativa pretende estimular a educação para a cidadania por meio da arte e da cultura, além de incentivar um olhar crítico e sensível sobre a capital federal.
Segundo o texto, o concurso será aberto à participação da comunidade em geral, com categorias, critérios e prazos definidos em edital específico a ser divulgado. As fotografias selecionadas também serão premiadas conforme as regras estabelecidas.
O ato determina, ainda, que a Escola do Legislativo do Distrito Federal (Elegis) será responsável por planejar, coordenar e executar o concurso, podendo firmar convênios e acordos de cooperação com instituições públicas e educacionais, tanto públicas quanto privadas.
Para a deputada Paula Belmonte, o projeto é uma oportunidade de fortalecer o vínculo entre a CLDF e a sociedade, incentivando o pertencimento, a identidade e a participação social. “A fotografia é uma poderosa ferramenta de expressão e cidadania. Com esse concurso, queremos aproximar a população da Câmara Legislativa e valorizar os múltiplos olhares sobre Brasília”, enfatiza a parlamentar.
*Com informações do gabinete da deputada Paula Belmonte (PSDB)
Agência CLDF
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Vestibular da USP vai cobrar obras indígenas e quadrinhos
Universidade divulgou livros de leitura obrigatória entre 2030 e 2033
Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil
A Universidade de São Paulo (USP) divulgou as obras de literatura para leitura obrigatória que será cobrada dos vestibulandos nos exames de 2030 a 2033. A lista traz mudanças em relação aos autores do ciclo 2026-2029 e amplia gêneros literários e a origem dos autores.

A nova relação foi aprovada em reunião do Conselho de Graduação da universidade, por unanimidade, e traz o retorno de obras de teatro como referência, gênero que esteve de fora nos últimos exames, além de incluir os quadrinhos, por meio de uma graphic novel (romance gráfico).
Será a primeira vez que os autores indígenas serão cobrados na Fuvest, com a obra Originárias: uma Antologia Feminina de Literatura Indígena, uma coletânea de contos de Trudruá Dorrico e Maurício Negro, no biênio 2030-2031, e Fantasmas, de Daniel Munduruku, para 2032-2033.
“Temos a preocupação de trazer visões mais contemporâneas, abordando um espectro de problemas mais amplo e favorecendo a avaliação comparativa entre escolas literárias e as próprias obras”, explicou o diretor executivo da Fundação para o Vestibular (Fuvest) Gustavo Monaco.
A abordagem, que tem sido o tom tanto na Fuvest quanto em outros vestibulares e no próprio Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), vem de uma percepção que Monaco resume como a de que o conhecimento é fracionado apenas por razões didáticas. Ele destaca a importância de os estudantes que chegam à universidade serem capazes de estabelecer relações entre essas concepções e narrativas diferentes.
A ampliação também impacta a correção das questões. A banca de português é a maior da Fuvest, pois todos os candidatos da segunda fase fazem a prova, e são cerca de 30 mil pessoas. Metade das questões envolve literatura, e a correção delas cabe a professores da USP, doutorandos, ex-alunos de doutorados e alunos de pós-doutorado. Com a ampliação, cresce a complexidade das perguntas, e também das respostas.
“Tem sido mais comum, durante a correção, que surjam debates, pois algumas respostas trazem novas formas de pensar os temas, com abordagens que levam a pensar novas formas de comparação”, comenta Monaco.
A lista amplia a retomada de autores masculinos, já que as obras cobradas entre 2026 e 2028 tinham somente autoras, e manterá a paridade de gêneros.
Confira a lista de obras:
Lista de livros para 2030 e 2031
- Laços de Família, Clarice Lispector (contos)
- Originárias: uma Antologia Feminina de Literatura Indígena, Trudruá Dorrico e Maurício Negro (contos)
- A Moratória, Jorge Andrade (teatro)
- Uma Faca só Lâmina, João Cabral de Melo Neto (poesia)
- Beco do Rosário, Ana Luiza Koehler (graphic novel)
- Esaú e Jacó, Machado de Assis (romance)
- Memorial do Convento, José Saramago (romance)
- A Ilha Fantástica, Germano Almeida (romance)
- Quarto de Despejo, Carolina Maria de Jesus (romance)
Lista de livros para 2032 e 2033
- Laços de Família, Clarice Lispector (contos)
- Orfeu da Conceição, Vinicius de Moraes (teatro)
- Uma Faca só Lâmina, João Cabral de Melo Neto (poesia)
- Beco do Rosário, Ana Luiza Koehler (graphic novel)
- Úrsula, Maria Firmina dos Reis (romance)
- Esaú e Jacó, Machado de Assis (romance)
- O Plantador de Abóboras, Luís Cardoso (romance)
- Casa de Família, Paula Fábrio (romance)
- Fantasmas, Daniel Munduruku (romance)
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DIVERSIDADE DO CERRADO CANDANGO
FLORAÇÃO DOS CAMBUÍS E DAS SIBIPIRUNAS PINTA UMA BRASÍLIA DOURADA
ARVORE E O PODER
(Silvestre Gorgulho)
O Presidente reina no Palácio
Por sua tribuna:
Marca de poder e nobreza.
Niemeyer reina no Alvorada
Por sua coluna:
Traço de originalidade e beleza.
E a árvore reina no Brasil
Pela sibipiruna:
Símbolo de vida e gentileza.
O cambuí (Peltophorum dubium) é uma espécie nativa do Brasil encanta com o amarelo intenso de suas flores. É uma árvore que pode chegar a 20 metros de altura. Atualmente, estima-se que o Distrito Federal caminhe para os 6 milhões de árvores em meio urbano. Ao longo do ano, essas espécies vegetais passam por seu processo natural de floração e a paisagem é modificada por uma porção de cores.
Entre outubro e dezembro, o cambuí (Peltophorum dubium) transforma Brasília o amarelo intenso de suas flores. Nativa do Brasil, a árvore também é conhecida como canafístula e angico-amarelo. Suas folhas bipinadas formam copas amplas e sombreadas, enquanto a frutificação se dá em vagens achatadas típicas da família Fabaceae.
De acordo com estudos do Departamento de Parques e Jardins (DPJ) da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), a espécie está amplamente distribuída por todas as regiões administrativas, mas a maior concentração está no Plano Piloto, com centenas de exemplares espalhados pelas superquadras, Esplanada dos Ministérios e Avenida das Nações. A presença marcante do cambuí faz a coloração forte se predominar.
Segundo a UnB, no DF, já foram catalogadas mais de 3 mil espécies nativas do Cerrado, concentradas principalmente em unidades de conservação, como o Parque Nacional de Brasília, o Jardim Botânico, a Reserva do IBGE e a Estação Ecológica de Águas Emendadas.
No Plano Piloto, existem mais de milhões de plantas que, além de embelezarem a cidade, purificam o ar, proporcionam sombra, reduzem a ação dos ventos, diminuem ruídos e impactos sonoros, abrigam a fauna, proporcionam conforto ambiental e melhoram a umidade do ar.
CAMBUÍ ou SIBIPIRUNA: A DIFERENÇA
Segundo explicava o engenheiro agrônomo Ozanam Coelho (conhecido por ter sido o Jardineiro de Brasília) o nome científico do cambuí (Peltophorum dubium) define logo que ela é confundida com outras espécies, como a sibipiruna. Dubium vem do latim ambíguo, impreciso. Entre outubro e dezembro, o cambuí transforma Brasília o amarelo intenso de suas flores. (Acácio Pinheiro/Agência Brasília)


A Brasília dourada: depois da floração dos ipês, o amarelo dos cambuís e das sibipirunas encantam a paisagem candanga.

À primeira vista, elas se parecem. Elas se confundem na beleza da paisagem. O Cambuí e a Sibipiruna são árvores de flores amarelas, mas diferem no porte (Sibipiruna menor), folhas (Sibipiruna verde-limão mais claras) e flores: as flores do Cambuí são mais vistosas e em cachos, enquanto as da Sibipiruna formam uma “nuvem” amarela, sendo a principal diferença visual.
O Cambuí (Myrciaria spp.) tem raízes mais agressivas, ideal para áreas grandes, enquanto a Sibipiruna (Cenostigma pluviosum) é mais usada em arborização urbana, mas exige espaço devido ao seu porte, sendo nativa de outras regiões, mas adaptada ao Cerrado.
Existem ligeiras diferenças entre o Cambuí e a Sibipiruna. Vale observar a cor da folha e o formato da copa. Se for um verde-limão claro e a copa mais achatada, é mais provável que seja a Sibipiruna. Se a folha for verde mais escura e a copa mais arredondada, pode ser Cambuí, mas a diferença mais marcante é a intensidade e formato das flores.

Os castiçais dourados da sibipiruna que é uma das árvores mais populares e apreciadas na arborização urbana. Com sua copa densa e arredondada, ela oferece uma sombra generosa, tornando-se uma aliada perfeita para dias quentes. A Sibipiruna é um espetáculo visual, com florações que pintam a paisagem de amarelo intenso. As flores, que se agrupam em belos cachos, surgem principalmente na primavera, atraindo abelhas, borboletas e outros polinizadores.
NOMES CIENTÍFICOS:
CAMBUÍ: Existe a espécie Peltophorum dubium, que é nativa do Brasil encanta com o amarelo intenso de suas flores. E também se refere a espécies do gênero Myrciaria (como M. apiculata ou M. floribunda) cujos parentes mais conhecidos são a goiabeira, a jabuticabeira e a pitangueira.
SIBIPIRUNA: Cenostigma pluviosum ou Caesalpinia pluviosa).
TAMANHO E COPA:
CAMBUÍ: Pode ser maior, com copa mais arredondada e galhos longos.
SIBIPIRUNA: Geralmente menor (até 18m) e com copa mais achatada e ampla.
FOLHAS:
CAMBUÍ: Verde mais escuro.
SIBIPIRUNA: Verde-limão, mais claro.
FLORES:
CAMBUÍ: Flores pequenas e numerosas em cachos, mais vistosas e densas.
SIBIPIRUNA: Flores amarelas que parecem “pontos amarelos” ou uma “nuvem” de flores no meio do verde, em cachos superiores mais robustos.
RAÍZES:
CAMBUÍ: Raízes volumosas, exigindo grandes espaços (parques, longe de construções e redes elétricas).
SIBIPIRUNA: Raízes bem desenvolvidas, mas não tão agressivas quanto as do Cambuí, sendo comum na arborização urbana.
BRASÍLIA, UM CALEIDOSCÓPIO DE FLORES
Flores na arborização urbana trazem beleza e vida

Euforia entre os moradores da 211 Norte, em Brasília, com os Ipês-brancos (Foto: Ed Alves/CB/DA.Press)

Essa via poderia ter um nome poético: A PROCISSÃO DE TAPEBUAIAS. É a via dos Ipês brancos. Existem três espécies de ipês conhecidos popularmente como ipê-roxo, pau-d’arco-roxo, ipê-rosa e ipê-amarelo com os nomes científicos de Tabebuia avellanedae, Tabebuia heptaphylla e Tabebuia impetiginosa.

No final de ano, os Flamboyants se misturam às Aroeira-vermelha, sibipirunas e cambuís e cobrem, como um arco-íris, os eixos e eixinhos da Brasília.

A cagaita é típica do mês de agosto (foto: Daniel Ferreira/CB/ D.A Press)

Outubro: os Flamboyants encantam moradores e turistas que visitam Brasília. Não há quem fique apático e nunca cedeu ao desejo de bater uma foto embaixo dos flamboyants, em outubro, ou se gabou da fama e beleza dos ipês que colorem a seca de Brasília! Extremamente arborizada, a capital federal encanta pela diversidade de cores e aromas, localizando-se no Cerrado do Planalto Central.

Elas se confundem na beleza da paisagem. O Cambuí e a Sibipiruna são árvores de flores amarelas, mas diferem no porte (Sibipiruna menor), folhas (Sibipiruna verde-limão mais claras) e flores: as flores do Cambuí são mais vistosas e em cachos, enquanto as da Sibipiruna formam uma “nuvem” amarela, sendo a principal diferença visual.
O Cambuí (Myrciaria spp.) tem raízes mais agressivas, ideal para áreas grandes, enquanto a Sibipiruna (Cenostigma pluviosum) é mais usada em arborização urbana, mas exige espaço devido ao seu porte, sendo nativa de outras regiões, mas adaptada ao Cerrado.
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