Segundo o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, esse resultado está ligado a um conjunto de ações adotadas na segurança pública do DF. “Hoje temos mais policiais nas ruas, atuação diária nas regiões administrativas, trabalho direcionado no combate às manchas criminais, uso de ferramentas como o DF 360 e participação intensiva da comunidade por meio dos Conselhos Comunitários de Segurança. Existe todo um ecossistema que contribuiu para essa redução”, afirmou o chefe da pasta durante a assinatura da ordem de serviço para construção da nova Policlínica da Polícia Civil (PCDF), nesta sexta-feira (15).
Reportagens
Moradores divergem sobre cercamento de quadras residenciais no Paranoá Parque
Foto: Vladimir Luz/Gab. Doutora Jane
Nova reunião, na próxima segunda-feira (17), vai buscar uma solução definitiva para o impasse, com a presença de representantes dos moradores, síndicos, órgãos do GDF e deputados distritais
A Câmara Legislativa realizou, na noite da última quarta-feira (13), audiência pública para debater a possibilidade de cercamento de quadras residenciais no Paranoá Parque. A audiência foi realizada na quadra de esportes do condomínio, que foi criado em 2014 para famílias de baixa renda e hoje conta com mais de 25 mil moradores. A iniciativa partiu da deputada Dra. Jane (MDB), que conduziu a audiência.
A possibilidade de cercamento do condomínio é atualmente motivo de desavenças entre os moradores. De um lado estão os condôminos que defendem o cercamento por motivos de segurança e se dispõem a pagar pela benfeitoria. De outro, estão os moradores que não têm condições de arcar com as taxas extras para financiar as obras.
O impasse não foi resolvido na audiência pública, mas foi estabelecido um compromisso de se apresentar uma solução à comunidade em dois meses.

“Temos um problema a ser resolvido e temos que achar um meio termo. Vamos levar representantes dos moradores e síndicos, os favoráveis e os contra. A ideia é fazer uma reunião com o poder público, envolvendo todos os órgãos aqui presentes hoje, para fazermos uma mesa ampla. As propostas que chegaram aqui hoje ainda não contemplam o problema, pois o tema é muito complexo. Vamos debater para chegar a um meio termo e resolver a questão. E no dia 25 de abril a gente volta aqui para trazer a definição do que foi resolvido”, prometeu Dra. Jane.
Durante a audiência pública, autoridades de diversos órgãos como a Defensoria Pública, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, a Codhab e a Polícia Militar estiveram presentes. O administrador regional do Paranoá, Wellington Santana, se esquivou de se posicionar sobre a medida. “Não posso tomar um partido, se vai cercar ou não. Não posso apresentar uma proposta porque minha posição é de neutralidade. Os síndicos é que devem apresentar as propostas”, disse.
O tenente coronel da Polícia Militar, Adelbar da Silva, ressaltou que o cercamento do condomínio é uma medida de segurança eficaz. “O fato é que condomínio fechado proporciona mais segurança às pessoas”, afirmou. Já o defensor público geral do DF, Celestino Chupel, ressaltou a importância de se garantir os direitos daqueles que não têm condições de pagar a taxa extra para viabilizar o cercamento. “O direito das pessoas que querem o cercamento e que pagaram por isso não pode se sobrepor ao direito das minorias que não podem pagar as prestações exageradas em decorrência da renda delas. Quando uma pessoa é obrigada a pagar uma taxa condominial e uma taxa extraordinária acima dos limites estabelecidos pelo condomínio, ela fica sem condições de arcar com essas despesas”, observou.
A defensora pública Juliana Braga apontou a necessidade de mais profissionalização das gestões dos síndicos das quadras. “Muitos dos moradores sobrevivem com políticas assistenciais, como o Bolsa Família, e comprometem suas rendas com o pagamento das taxas de condomínio. Recebemos queixas de falta de transparência da administração e da realização de benfeitorias desnecessárias que levam ao aumento da taxa de condomínio, o que acarreta numa alta taxa de inadimplentes que, por sua vez, não podem participar da assembleia do condomínio. Não basta apenas entregar a chave da casa própria, é preciso que a família tenha condições de manter aquela casa. Precisamos profissionalizar a gestão dos síndicos em busca de mais transparência. Também precisamos de mecanismos financeiros que possam viabilizar a quitação ou o parcelamento de dívidas”, ressaltou.

Ao final da audiência foi acertada a realização de nova reunião, na próxima segunda-feira (17), com representantes dos moradores, síndicos, órgãos do GDF e deputados distritais em busca de uma solução definitiva para o problema. A reunião será realizada nas dependências da Câmara Legislativa e a expectativa é que a decisão seja tomada até abril, quando uma nova audiência pública será realizada no condomínio para apresentar a solução aos moradores.
Eder Wen – Agência CLDF
Reportagens
Vladimir Sacchetta, jornalista e pesquisador, morre aos 75 anos
Dedicou-se a projetos da memória cultural e política brasileiras
Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil
Morreu nesta sexta-feira (15) o jornalista, produtor cultural, pesquisador e escritor Vladimir Sacchetta, aos 75 anos.

Sacchetta registrou as greves operárias do ABC, a memória do movimento operário e de revolucionários brasileiros, como Olga Benário. Colaborou em duas obras premiadas com o Jabuti: a obra póstuma de Florestan Fernandes e Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia, que escreveu em coautoria com Carmen Lúcia Azevedo e Márcia Camargos.
Sacchetta dedicou seus últimos anos a projetos de documentação e memória, como o Memorial da Democracia, do Instituto Lula; registros da Imprensa Alternativa, junto ao Instituto Vladimir Herzog, além de trabalhos sobre cultura brasileira.
“Vladimir Sacchetta dedicou sua trajetória à preservação da memória cultural e política brasileira, construindo um trabalho fundamental para o registro das lutas democráticas, da resistência à ditadura militar e da defesa intransigente da liberdade de expressão”, diz, em nota, o Instituto Vladimir Herzog.
Foi um dos fundadores da Sociedade dos Observadores de Saci, dedicada a valorização da cultura nacional. Também foi conselheiro do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), no qual participou ativamente até poucos dias atrás.
“O Cemap perde um conselheiro brilhante; o Brasil perde um de seus maiores guardiões da memória”, diz o Cemap, em nota.
Sacchetta deixa dois filhos e neto.
O velório será realizado neste sábado (16) na Barra Funda, na capital paulista.
Reportagens
Brasília é a capital mais segura do país, com redução histórica do número de homicídios
Resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer no primeiro trimestre de 2026; índice coloca o Distrito Federal na primeira posição nacional em segurança relacionada a crimes letais
Por
Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares
O Distrito Federal alcançou a primeira colocação nacional nos indicadores de crimes letais no primeiro trimestre de 2026. O resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer por 100 mil habitantes, metodologia baseada em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento colocou o DF na liderança tanto entre as unidades da Federação quanto entre as capitais brasileiras com a menor taxa do país.
Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação. Santa Catarina aparece logo atrás, com 5,63. Entre as capitais, Brasília alcançou índice de 5,61 e liderou o ranking nacional, seguida por Curitiba (10,05) e Campo Grande (10,39).
Durante o evento, Patury explicou que o resultado não considera apenas os homicídios registrados. O levantamento também inclui os chamados casos de mortes a esclarecer — situações em que ainda não foi definida a causa da morte. “Temos 42 homicídios no DF e zero a esclarecer. Nós sabemos o nome e sobrenome de cada caso. Estávamos em segundo lugar, no primeiro trimestre agora de 2026, e agora alcançamos o primeiro lugar. Passamos Santa Catarina e Florianópolis”, destacou.
Mais segurança pública
A redução dos crimes letais acompanha outros indicadores positivos da segurança pública. Os roubos no transporte coletivo do DF caíram 52% em 2025. Ao longo do ano, foram registrados 111 casos, contra 230 em 2024.
Além disso, 15 regiões administrativas não tiveram nenhuma ocorrência, segundo dados do 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Os números mostram o avanço das ações de segurança e das mudanças adotadas no sistema de transporte, que têm contribuído para reduzir os crimes e aumentar a segurança da população.
Reportagens
Comissão Geral debate transporte escolar no Distrito Federal
Iniciativa é da deputada Paula Belmonte, que apresentará diagnóstico sobre a área com foco em desafios, gestão e qualidade do serviço
Foto: Tony Winston / Agência Brasília
Por iniciativa da deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza, nesta quinta-feira (14), às 15h, uma comissão geral para debater o transporte escolar no Distrito Federal. O encontro reunirá parlamentares, representantes do poder público, especialistas e a sociedade civil para apresentação e discussão de um diagnóstico técnico sobre o funcionamento do serviço no DF.
O estudo foi solicitado pelo gabinete da parlamentar e elaborado pela Consultoria Técnico-Legislativa da CLDF (Conofis). O relatório analisa o transporte escolar entre os anos de 2021 e 2025, abordando aspectos relacionados à qualidade dos veículos, organização das rotas, gestão do serviço e percepção de estudantes, familiares e profissionais envolvidos.
De acordo com o levantamento, foram identificados desafios que impactam diretamente o cotidiano dos estudantes, como atrasos, interrupções no atendimento, condições da frota e dificuldades de acesso, especialmente em regiões rurais. O diagnóstico também aponta entraves relacionados à utilização de processos predominantemente manuais e à ausência de padronização tecnológica entre as unidades escolares.
A análise destaca ainda que fatores como as condições das vias e a falta de infraestrutura adequada nos pontos de embarque podem comprometer a frequência escolar e o acesso dos alunos à educação. A comissão geral busca ampliar a participação social na discussão, reunindo gestores públicos, trabalhadores do setor, pais, estudantes e demais interessados na construção de propostas para o aperfeiçoamento da política pública.

Segundo a deputada Paula Belmonte, o debate é fundamental para garantir avanços no atendimento aos estudantes da rede pública. “Estamos falando de um serviço essencial, que garante o acesso e a permanência dos nossos estudantes na escola. Esse diagnóstico é um passo importante para corrigir falhas e avançar com responsabilidade”, afirmou a parlamentar.
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