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Golpe de 1964: manutenção de tutela militar permitiu golpismo do 8/1

Avaliação é de especialistas entrevistados pela Agência Brasil

 

Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

 

Tanto em 1964 quanto após a eleição de 2022, oficiais militares do Exército se insurgiram contra a soberania popular vinda do voto. Em ambos os casos, revelou-se o entendimento comum de militares de que eles devem definir o destino do país à revelia das escolhas populares e tutelando a sociedade civil.

Essa seria uma das principais semelhanças entre os dois episódios, segundo cientistas sociais consultados pela Agência BrasilPara os especialistas, os dois casos reforçam a necessidade de reformas nas Forças Armadas.

Entre as principais diferenças entre os episódios históricos, estão a falta de coesão dos setores empresarias para o golpe após a eleição de 2022 e a falta de apoio internacional, especialmente do governo dos Estados Unidos.

O historiador Manuel Domingos Neto, professor aposentado da Universidade Federal do Ceará (UFCE), destacou que, em ambos os episódios, os militares atribuíram a si o direito de definir o destino da nação.

Brasilia (DF) 08/01/2023 - Golpistas invadem prédios públicos na praça dos Três Poderes. Vandalos  na rampa de acesso do Palácio do Planalto.
Atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 – Joédson Alves/Agencia Brasil

“Nós temos o espírito corporativo que diz que cumpre aos militares, em particular ao Exército, conduzir o destino do país. E essa sensação é a mesma em 1964 e 2022. Ela é persistente. O militar é criado nessa noção que ele recebe na sua formação”, destacou Neto, que pesquisa a história militar no Brasil.

A professora de história do Brasil da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) Carla Teixeira destacou a rejeição de comandantes militares de aceitarem a liderança de um presidente civil escolhido pela população.

“Em 1964, assim como em 2023, temos um arranjo de grupos de poder que tentam barrar a vontade popular. O atual comandante do Exército, o general Tomás Paiva, revelou que o resultado eleitoral não foi o que os militares gostariam. Ainda que nem todos os oficiais tenham aderido ao golpe, é fato que eles não aceitavam a figura do Lula”, explicou.

Para Carla Teixeira, doutora em história pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a conjuntura desfavorável evitou que todos os oficiais aderissem ao golpe. “Dar o golpe é fácil, sustentar o governo depois é que é o problema. Os comandantes militares perceberam que não havia apoio na sociedade e no estrangeiro”, disse.

Protagonismo do Exército

O cientista político Rodrigo Lentz, que estuda o pensamento político do militar brasileiro, destacou o protagonismo dos oficiais militares do Exército como importante semelhança entre os dois episódios.

Lobby militar nos parlamentos fere democracia, alertam especialistas  - Rodrigo Letz. – Foto: Arquivo Pessoal
 Cientista político Rodrigo Lentz estuda o pensamento político do militar brasileiro – Rodrigo Lentz/Arquivo pessoal

“Em ambos os casos, os protagonistas foram oficiais militares, e não praças, e da sua maioria do Exército. A segunda principal semelhança é que esses militares se insurgiram contra a soberania popular aferida pelo meio eleitoral, que é o método legítimo para formação de governo”, comentou.

Outra importante semelhança entre os episódios foi o forte apoio dos setores do empresariado agrário. “A gente teve em 2022 um amplo apoio dos setores agrários à tentativa de golpe. Como ficou claro depois, nos inquéritos, que o pessoal do agro que pagou os acampamentos, como o próprio Mauro Cid [ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro] delatou”, disse a professora Carla Teixeira.

Inimigo interno e neoliberalismo

A doutora em história pela UFMG Carla Teixeira acrescentou ainda que, assim como em 1964, esse grupo que quis se perpetuar no poder construiu a ideia de inimigo interno a ser combatido.

“Em 64, havia, no âmbito da sociedade, a ideia de uma ameaça comunista. E hoje a gente tem a ideia do marxismo cultural, da ideologia de gênero, do globalismo, os professores, os cientistas, os artistas, enfim, todos esses grupos que foram alçados para o lugar de inimigo pelo governo Bolsonaro”, acrescentou Carla Teixeira.

Brasília (DF) 31/03/2025 - Imagens do golpe de 1964.
Frame TV Brasil
Militares ocupam as ruas após golpe de 1964 – Frame/TV Brasil

Outra semelhança é o projeto de instituir uma política de corte neoliberal como política de Estado. “Durante o governo do Castelo Branco [1964-1967], foram instituídas várias medidas liberais que levaram a um aumento da desigualdade social, como o fim de direitos trabalhistas, a exemplo do direito à estabilidade no emprego”, avaliou.

A historiadora ressaltou que, no governo Bolsonaro, as políticas de corte neoliberal eram representadas pelo então ministro da Economia, Paulo Guedes, e pelo Projeto de Nação: o Brasil em 2035, lançado pelo Instituto General Villas Bôas, entidade que leva o nome de um dos militares de maior prestígio nas Forças Armadas.

“É um projeto que, basicamente, institui o neoliberalismo como política de Estado. Haveria a cobrança de mensalidade nas universidades públicas, cobrança de mensalidade no SUS [Sistema Único de Saúde] e assim por diante. Isso revela muito essa adesão dos militares a um projeto neoliberal”, completou.

Diferenças

Apesar das enormes semelhanças, muitas são as diferenças entre o golpe de 1964 e o movimento golpista que culminou com o 8 de janeiro de 2023. O especialista Rodrigo Lentz destacou que, em 1964, estávamos em plena Guerra Fria e existiam movimentos revolucionários espalhados na América Latina.

“Havia a Revolução Cubana de 1959. Havia ainda a grande novidade do processo eleitoral e grande instabilidade. Todos os resultados eleitorais foram questionados, houve sublevações de militares, sempre de extrema-direita. O cenário era muito distinto, analfabetos não votavam, o Brasil ainda estava em processo de urbanização”, lembrou Rodrigo Lentz.

Agora, em 2022, o contexto é outro. “Nós vínhamos de certa estabilidade político-eleitoral, com sucessivas alternâncias de poder com reconhecimento do resultado. Certa regularidade partidária. E também temos hoje uma sociedade democrática que se desenvolveu e se fortaleceu, o que tem diferença para o período pré-64, que o Brasil ainda engatinhava na construção da sua sociedade civil”, acrescentou.

Brasília (DF) 31/03/2025 - Imagens do golpe de 1964.
Frame TV Brasil
Imagens do golpe militar de 1964 – Frame TV Brasil

“Banho de sangue”

O historiador Manuel Domingos Neto avalia também que a consciência democrática atual da sociedade brasileira difere do período pré-1964. “Por mais fragilizada que seja a consciência democrática brasileira, ela existe e existe, inclusive, como fruto da resistência à última ditadura”, disse.

O especialista ressaltou que as lembranças da última ditadura foram reavivadas, e isso desfavoreceu o movimento golpista recente, citando, como exemplo, o sucesso do filme Ainda Estou Aqui, que trata da ditadura.

“Há essa resistência ampla da sociedade. Os brasileiros que não conhecem o que foi a ditadura, por outro lado, sabem o que é a liberdade. Eles estão nas cidades, não é como no passado, que o Brasil era essencialmente rural. Isso faz diferença. O banho de sangue teria que ser muito grande para eles conseguirem se manter no poder”, analisou Manuel Domingos Neto.

Apoio dos EUA

Entre as principais diferenças entre 1964 e a tentativa de golpe atual, a professora Carla Teixeira citou a falta de coesão dos setores empresariais e a falta de apoio externo.

“Não houve coesão da burguesia nacional e estrangeira. Em 1964, toda a burguesia era a favor do golpe. A burguesia agrária, a urbana, as classes médias, os grupos dominantes, nacionais e estrangeiros, e tinha amplo apoio dos Estados Unidos”, disse.

Dessa vez, destacou a especialista, os setores empresariais estavam divididos. Ela lembra, por exemplo, o apoio a Lula de Simone Tebet e Geraldo Alckmin, que seriam figuras que representam setores do empresariado.

“Tinha um grupo ali da burguesia que votou no Bolsonaro, mas que não estava disposto a dar o golpe. O custo político seria muito grande.”

Outro fator foi a posição dos EUA. “Você não dá um golpe sem combinar com a burguesia, sem combinar com grupos estrangeiros, e o Bolsonaro não fez nada disso. Ninguém dá golpe no Brasil sem apoio dos Estados Unidos”, completou.

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Motta defende ação coordenada no combate ao crime organizado

Presidente da Câmara destacou a aprovação de cerca de 50 propostas de segurança pública e defendeu que o tema seja tratado como pauta de Estado

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Marina Ramos / Câmara dos Deputados

Motta discursa no lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o Programa Brasil contra o Crime Organizado demonstra que o governo federal trata a segurança pública como prioridade. Ao participar do lançamento da iniciativa no Palácio do Planalto, Motta destacou a necessidade de atuação coordenada entre os Poderes e os entes federativos no enfrentamento à criminalidade.

Em discurso no evento, Motta reiterou a importância da ação coordenada entre os Poderes e os entes federados. Segundo ele, o tema não deve ser tratado de forma partidária e precisa ser conduzido como uma pauta de interesse da sociedade.

“A segurança pública é uma das preocupações mais concretas da vida nacional. Ela não se resolve com frases fáceis, nem com disputa estéril. Exige ação coordenada, inteligência, firmeza, respeito à lei e compromisso permanente com a proteção da vida. Segurança não pertence ao governo nem à oposição, pertence à cidadania brasileira”, afirmou Motta.

Hugo Motta lembrou que a Câmara dos Deputados aprovou cerca de 50 propostas relacionadas à segurança pública na sua gestão. Entre elas, a PEC da Segurança Pública, encaminhada pelo Poder Executivo, que busca ampliar a cooperação entre União, estados e municípios no combate ao crime organizado. O texto está no Senado.

O presidente da Câmara também mencionou a aprovação do Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, que, segundo ele, fortalece instrumentos de atuação das forças de segurança, do Ministério Público e do Judiciário contra facções criminosas e milícias. O texto prevê aumento de penas e medidas de combate ao financiamento de organizações criminosas.

“Também aprovamos o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. O texto, também encaminhado pelo Poder Executivo, foi debatido intensamente e aprimorado pela Câmara. Seu objetivo central foi dar às forças de segurança, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário instrumentos mais firmes para enfrentar facções, milícias e organizações que desafiam a autoridade pública, exploram comunidades e contaminam a economia formal”, declarou o presidente da Câmara.

Durante o pronunciamento, Motta destacou ainda a aprovação de projetos voltados ao endurecimento penal para crimes praticados contra agentes de segurança pública e privada, além de propostas relacionadas à proteção de pessoas vulneráveis.

Violência contra a mulher
Ao abordar o combate à violência contra a mulher, o parlamentar afirmou que o feminicídio deve permanecer como prioridade das instituições públicas. Ele citou a participação da Câmara no pacto nacional contra o feminicídio e informou que a Casa criou um grupo de trabalho para discutir o projeto de lei que criminaliza a misoginia, com previsão de apresentação de parecer até o início de junho.

O presidente da Câmara também mencionou a aprovação de medidas como o uso de tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres e o aumento de penas para crimes de violência doméstica.

“Não podemos, no Brasil, tratar da segurança pública sem citar o combate ao feminicídio como um foco inescapável. Não há civilização em que se mate por tão pouco e com tanta covardia, como é o caso dos homens que agridem, estupram e matam as mulheres. Na Câmara, estamos totalmente engajados nesse movimento que é de toda a sociedade brasileira. Somos, inclusive, um dos signatários do pacto contra o feminicídio”, afirmou Hugo Motta.

Ao encerrar o discurso, Hugo Motta declarou que a Câmara continuará debatendo propostas relacionadas à segurança pública e afirmou que o enfrentamento ao crime organizado depende da integração entre instituições e do respeito à Constituição e ao pacto federativo.

 

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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Transporte e iluminação são temas de pronunciamentos na sessão desta quarta

Sessão reuniu debates diversos, que incluíram também educação e defesa do consumidor, entre outros assuntos

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Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF

Deputados reunidos durante sessão ordinária nesta quarta-feira (6)

Pronunciamentos sobre transporte e iluminação pública foram temas de destaque na sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal desta quarta-feira (6). Os deputados distritais também falaram sobre educação e defesa do consumidor, entre outros assuntos.

O deputado Max Maciel (PSOL) manifestou preocupação com a situação do sistema do Metrô do DF, que, segundo ele, amanheceu hoje funcionando “com apenas 12 trens no pico e com espera de mais de 15 minutos”. O distrital comparou o metrô local com o de Medelin, na Colômbia, onde esteve recentemente para conhecer o sistema de transporte público.

Max destacou as diferenças na modelagem do transporte das duas cidades. Para ele, Medelin fez a opção correta no modal metroviário, enquanto Brasília aposta no modelo que privilegia o rodoviário. O distrital criticou a “falta de recursos para o sistema metroviário e a falta de priorização do metrô”. Ele relatou ainda denúncias de que vários trens estão parados, “alguns deles sem especificação da falha que motivou a paralisação”. “Estamos vivendo uma situação de colapso. Vou oficiar ao Ministério Público e exigir que o governo invista no Metrô”, completou.

O deputado Chico Vigilante (PT) apresentou na sessão dados de um laudo pericial referente a uma ação civil pública sobre o transporte público do DF, ajuizada pelo Ministério Público contra o GDF e as cinco empresas que operam as bacias do transporte público. Segundo ele, o perito chegou à conclusão de que tem empresa que tem que devolver dinheiro ao governo e outras que têm dinheiro a receber. “O total do saldo a favor do GDF é de R$ 309,4 milhões. Mas aí vem um outro problema, pois o GDF também está devendo cerca de R$ 1 bilhão, além destes valores”, analisou. Para ele, o GDF precisa resolver logo esta situação, “pois o sistema de transporte está entrando em colapso”. “Sei de empresa que, se o GDF não pagar, ela vai parar porque não tem dinheiro nem para comprar o diesel”, finalizou.

Já o deputado Ricardo Vale (PT), vice-presidente da Casa, destacou que a governadora Celina Leão anunciou esta semana que fará um estudo sobre a implantação da tarifa zero no DF. O parlamentar lembrou que apresentou projeto de tarifa zero em 2015 e enfrentou muitas dificuldades para aprovar a matéria. Para ele, a medida é uma necessidade para muitos trabalhadores, famílias e jovens, que não conseguem se locomover por causa dos altos custos das passagens.

O distrital entende que a tarifa zero estudantil é uma “medida precursora da tarifa zero para todos”. “Vamos continuar trabalhando para que o Tarifa Zero saia do papel no DF e em todo o País. É um projeto de distribuição de renda e este dinheiro que iria para as passagens vai parar no pequeno comércio. Já gastamos uma fortuna com subsídios para as empresas de ônibus. Transporte é um direito do cidadão”, assinalou.

Iluminação pública

Na mesma sessão, o deputado Rogério Morro da Cruz (PSD) elogiou a nova diretoria da CEB Iluminação Pública e cobrou que o DF fique 100% iluminado. O distrital cobrou instalação de iluminação pública, principalmente na região de São Sebastião e Jardim Botânico, que, de acordo com ele, “tem muitas áreas sem luz”. Morro da Cruz pediu um cuidado especial para alguns bairros da região e ressaltou que tem “destinado recursos para regularizar, escriturar e para iluminar toda São Sebastião”.

Doação de sangue e defesa do consumidor

O deputado Pastor Daniel de Castro (PP) destacou a aprovação de projeto de lei, de sua autoria, que estabelece que servidores doadores de sangue terão direito até a dois dias de descanso, alternadamente, “medida muito importante para aumentar o estoque no banco de sangue do DF”.

O parlamentar também falou sobre a necessidade de nomeação urgente de servidores para o Procon, visando o fortalecimento da luta pela defesa do consumidor. Segundo ele, o Procon conta atualmente somente com 84 servidores efetivos para fazer todo o trabalho do órgão, e tem 116 cargos vagos. “Como cobrar fiscalização se o órgão está com mais da metade do seu quadro de pessoal defasado? O DF precisa de um Procon forte e eficiente”, disse, pedindo à governadora que autorize as contratações para o órgão.

Diálogo com professores

O deputado Gabriel Magno (PT) agradeceu e parabenizou a governadora Celina Leão por ter se reunido com os professores para tratar das demandas da categoria. “Vamos continuar cobrando os desdobramentos, especialmente em relação aos pagamentos atrasados e aos problemas do sistema EducaDF. Mas é importante a abertura de diálogo, após oito anos de desmandos do governo Ibaneis”, sinalizou ele.

Violência contra técnica de enfermagem

O deputado Fábio Felix (PSOL) manifestou indignação com o caso de suposta violência contra uma técnica de enfermagem, no hospital DF Star, que “teria tomado um tapa do senador Magno Malta (PL-ES), e que agora está sendo vítima nas redes sociais e precisou se afastar do trabalho”. “O senador já mudou de versão várias vezes. Desacreditar a palavra da vítima é um absurdo. Qual é o recado que este caso passa para a população?”, disse, se solidarizando com a vítima e cobrando a investigação do episódio.

O deputado Pastor Daniel de Castro (PP) pediu cautela e defendeu o direito a ampla defesa. Para ele, é necessário que o caso seja investigado e não se pode apenas levar em conta a palavra da técnica. “Se o fato for verdade, tem que haver punição, mas após a investigação do caso”, ponderou.

Luís Cláudio Alves – Agência CLDF

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Festival Dulcina terá prêmio inédito de até R$ 10 mil para artistas do DF e Entorno

Mostra competitiva reúne oito espetáculos gratuitos no Teatro Sesc Paulo Autran, em Taguatinga, com recursos de acessibilidade para o público

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Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares

 

O Festival Dulcina chega à quarta edição com uma novidade: pela primeira vez, o evento vai premiar artistas do Distrito Federal e do Entorno com valores de até R$ 10 mil. Aberto ao público, o festival ocorre entre os dias 15 e 23 deste mês, no Teatro Sesc Paulo Autran, em Taguatinga, com entrada gratuita.

Para o secretário de Cultura e Economia Criativa, Fernando Modesto, o festival fortalece a produção cultural do DF, valoriza os artistas locais e amplia o acesso da população às artes cênicas. “Esta edição, ao reconhecer exclusivamente produções do DF e do Entorno, evidencia a potência criativa da nossa cena teatral e o compromisso da pasta em apoiar iniciativas que preservam a memória cultural, incentivam a formação artística e promovem diversidade, inclusão e acessibilidade”, destaca.

Realizado com apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), o festival reúne oito produções locais de teatro, dança e performance selecionadas entre grupos do DF e do Entorno. Nesta edição, os espetáculos concorrem em dez categorias, incluindo melhor atriz, ator, direção, dramaturgia, iluminação, sonoplastia, cenário, figurino, produção e espetáculo.

O Prêmio Dulcina vai conceder R$ 10 mil ao melhor espetáculo. As demais categorias terão premiação de R$ 4 mil cada. Todos os grupos selecionados também receberão cachê de participação no valor de R$ 4 mil. A seleção foi realizada por uma comissão julgadora formada por nomes atuantes na cena e na pesquisa teatral.

 

Entre os espetáculos selecionados para a mostra competitiva estão Pedra (p)ÁridaAtrás das ParedesDesdesempreSe Eu Fosse Eu – ClaricesUm Lapso de Ouro e VinhoBaraúna Boi ValenteOs sonhos de Gaubi Beijodo: a dor e a delícia de ser quem é e Galhada, em tempos de fissura.

Todas as apresentações contarão com tradução em Libras e audiodescrição. Os ingressos serão distribuídos duas horas antes de cada sessão, no Teatro Sesc Paulo Autran, em Taguatinga.

Serviço

Festival Dulcina

Período: 14 a 23 de maio

Local: Teatro Sesc Paulo Autran – St. B Norte CNB 12 Área Especial 02/03 – Taguatinga

Informações: @‌festivaldulcina

Programação

15/5 (sexta), 20h – Pedra (P)Arida

16/5 (sábado), 20h – Atrás das Paredes

17/5 (domingo), 20h – Desdesempre

18/5 (segunda), 20h – Se Eu Fosse Eu – Clarices

19/5 (terça), 20h – Um Lapso de Ouro e Vinho

20/5 (quarta), 20h – Baraúna Boi Valente

21/5 (quinta), 20h – Os sonhos de Gaubi Beijado: a dor e a delícia de ser quem é

22/5 (sexta), 20h – Galhada – Em tempos de fissura

23/5 (sábado), 19h – Premiação e encerramento

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SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
Brasília/DF
rodrigogorgulho@hotmail.com
(61) 98442-1010