Reportagens
Para o aniversário de Brasília, Secec-DF organiza uma programação cultural diversificada e gratuita
Em comemoração aos 65 anos de Brasília, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF) preparou uma programação cultural diversificada e gratuita, que ocorrerá entre os dias 19 e 21 de abril. As atividades incluem exposições no Museu Nacional da República, apresentações no Teatro Nacional Cláudio Santoro e mostras de cinema no Cine Brasília.
Edição: André Barreto
No Museu Nacional da República, os visitantes poderão apreciar a exposição “JK: Mineiro de Diamantina, candango de Brasília”. Nela, são apresentadas fotografias de Juscelino Kubitschek – algumas inéditas -, mostrando a face mais humana do estadista que mudou a política brasileira, ao trazer o centro do poder para o centro do país. São fotografias do homem que liderou esse incrível movimento de mudança e crescimento, mas que também era filho, pai, marido, irmão, avô, amigo dos seus amigos. Tinha afetos e desafetos. Ouvia bossa nova e jazz. As fotos revelam um cidadão comum, apesar de extraordinário.
Também no Museu Nacional da República ocorre a mostra “Brasília: 65”, do artista plástico e publicitário Pedro Garcia. A exposição apresenta um conjunto de 65 obras, uma para cada ano de existência da capital, incluindo cinco novas gravuras criadas especialmente para esta edição comemorativa. As imagens retratam não apenas os monumentos emblemáticos de Brasília, mas também seus espaços mais cotidianos e afetivos – revelando o olhar de quem nasceu, cresceu e criou raízes na cidade.
Já o Teatro Nacional Cláudio Santoro será palco de diversas atrações, incluindo a Companhia Os Melhores do Mundo e a peça “Hermanoteu na Terra de Godah”. Criada em 1995, esta é a obra mais conhecida do grupo. A comédia foi demandada pelo público do Brasil inteiro, apresentada em Portugal e nos EUA e replicada dezenas de vezes por montagens amadoras em todo o país e no exterior. Extremamente atual, essa despretensiosa sátira aos filmes sobre o Antigo Testamento se utiliza de notórios fatos e personagens históricos para fazer humor com o dia a dia da nossa realidade.
Ainda no Teatro Nacional Cláudio Santoro, a Orquestra Sinfônica apresenta o espetáculo “Clássico do Rock” – uma performance de música erudita com toques de rock. “Todas as manifestações musicais têm seus clássicos. No projeto, a gente inclui uma música do repertório clássico universal e depois nós apresentamos clássicos de diversas variedades, como Eduardo e Mônica, um clássico do rock brasiliense”, explica o maestro titular da orquestra, Claudio Cohen.
No Cine Brasília, a “Mostra Brasílias em Cena” exibirá filmes que destacam a diversidade cultural e histórica da cidade. A programação inclui títulos como “Manual do Herói”, “O Vazio de Domingo à Tarde”, “Capitão Astúcia”, “A Câmara” e “Branco Sai, Preto Fica”.
O Secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Claudio Abrantes, enfatizou a importância da programação. “Brasília é uma cidade plural, que inspira e conecta pessoas de diversas origens. Este programa cultural, que celebrará nossas raízes e conquistas, é uma maneira de engrandecer ainda mais nossa história e de fortalecer o papel da cultura como ferramenta de inclusão e desenvolvimento”, disse o secretário.
Ele também destacou que todas as atividades terão entrada gratuita, buscando envolver a comunidade em um grande movimento cultural.
Para o Subsecretário do Patrimônio Cultural, Felipe Ramón, “Brasília é uma cidade que respira cultura em cada canto. Temos uma diversidade de espaços culturais que refletem a riqueza e a pluralidade de nossa sociedade. A reabertura de locais históricos, como o Cine Brasília e o Teatro Nacional, simboliza não apenas a preservação de nossa memória, mas também o compromisso contínuo com a promoção da cultura e o acesso democrático à arte para todos os cidadãos”.
Confira a íntegra da programação da SECEC (atenção para a retirada de ingressos):
Dia 19 (Sábado)
Museu Nacional da República – Não há necessidade de retirada de ingressos.
11h – Exposições “JK: Mineiro de Diamantina, candango de Brasília” e “Brasília: 65”, de Pedro Garcia
Teatro Nacional Cláudio Santoro – Ingressos por meio da plataforma Ingresso Digital
21h – Espetáculo com Os Melhores do Mundo – “Hermanoteu na Terra de Godah”
Cine Brasília – Retirada de ingressos na bilheteria própria.
10h – Manual do Herói
14h – O Vazio de Domingo a Tarde (Sessão Acessível)
16h – Capitão Astúcia
18h – A Câmara
20h – Branco Sai, Preto Fica
Dia 20 (Domingo)
Teatro Nacional Cláudio Santoro – Ingressos por meio da plataforma Sympla
20h – Stand-up comedy com TJ Fernandes
Cine Brasília – Retirada de ingressos na bilheteria própria.
10h – Manual do Herói
14h – Dulcina
16h – O Último Cine Drive-In
18h10 – Rodas de Gigante
20h00 – Somos Tão Jovens
Dia 21 (Segunda-feira)
Teatro Nacional Cláudio Santoro – Ingressos por meio da plataforma Ingresso Digital, para o Concerto.
20h – Concerto da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional – “Clássicos do Rock”.
Cine Brasília – Retirada de ingressos na bilheteria própria.
14h – Manual do Héroi
16h – Vladimir Carvalho – Cinema e Memória (Curta-metragem) + Plano B
18h – Democracia em Vertigem
20h20 – Eduardo e Mônica
Reportagens
Sancionada política de incentivo à formação de professor da educação básica
Política proposta pelo Senado prevê pagamento de bolsa a estudantes que optarem por cursos de licenciatura
Natasha Montier/GERJ
Estudantes que se matricularem em cursos presenciais de licenciatura poderão receberão incentivos para se tornarem professores da educação básica.
Foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (13) a Lei 15.344, que institui a Política Nacional de Indução à Docência na Educação Básica — Mais Professores para o Brasil. Proposta pelo Senado, a política estabelece ações para atrair estudantes para a atividade docente e motivar a permanência deles nos cursos, reduzindo a evasão.
Uma das principais medidas previstas é a oferta de bolsas para alunos com alto desempenho no ensino médio que optarem por cursar licenciatura (tipo de graduação voltado à formação de professores). A prioridade seria dada aos candidatos que cursarem graduações em áreas em que há falta de professores, conforme a região.
Depois de formado, o bolsista deverá permanecer trabalhando na rede pública de ensino da educação básica por pelo menos dois anos. Além disso, bacharéis ou licenciados em áreas com formação pedagógica que optem por atuar em localidades e em áreas de conhecimento com carência de professores também poderão receber bolsas, desde que cursem pós-graduação com foco em docência na educação básica ao longo do período da bolsa.
O texto prevê o aperfeiçoamento dos processos seletivos de novos professores, com a realização anual da Prova Nacional Docente (PND), que subsidiaria os entes federados na seleção de profissionais. A lei propõe ainda campanhas para a divulgação dos benefícios da carreira do magistério e o envolvimento dos graduandos em atividades de pesquisa e extensão em escolas de educação básica.
Proposta do Senado
A norma tem origem em projeto de lei apresentado no Senado. O PL 3.824/2023, do senador Flávio Arns (PSB-PR), foi aprovado no Senado em 2023, mas depois passou por alterações na Câmara dos Deputados, onde foi acatado na forma de um substitutivo (texto alternativo) em outubro de 2025.
Devido a essas modificações, o texto retornou ao Senado para nova análise. A proposta foi então definitivamente aprovada em dezembro, com parecer da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO).
Para a relatora, a iniciativa aumenta a atratividade da carreira docente, fazendo com que mais pessoas escolham a licenciatura no vestibular e permaneçam na profissão depois de formadas.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Reportagens
Reforma tributária começa fase de transição com testes de novos impostos em 2026
Empresas já informam CBS e IBS nas notas fiscais, mas cobrança efetiva só começa a partir de 2027
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
A reforma tributária começa a valer de forma gradual a partir deste ano. Desde 1º de janeiro, a maioria das empresas passou a emitir notas fiscais com a indicação dos novos impostos, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
A CBS substitui o PIS, a Cofins e o IPI, que são tributos federais. Já o IBS vai substituir o ICMS, dos estados, e o ISS, dos municípios.
Neste primeiro momento, o novo sistema funciona em fase de testes. As informações fiscais são registradas, mas ainda não há cobrança efetiva dos novos tributos.
O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da proposta que resultou na Emenda Constitucional 132, afirma que a reforma traz simplificação e mais transparência ao sistema tributário.
“Essa reforma vai impactar profundamente o país, porque traz a simplificação tributária, elimina a cumulatividade e aumenta a transparência. Hoje, o cidadão não sabe quanto paga de imposto”, afirmou.
A cobrança efetiva da CBS e do Imposto Seletivo — que incide sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente (veja infográfico) — começa em 2027.
Já o IBS entra em fase de transição a partir de 2029, com a extinção total do ICMS e do ISS prevista para 2033.
O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), relator do grupo de trabalho da reforma tributária na Câmara, destacou que a medida foi regulamentada pela Lei Complementar 214/25, aprovada no ano passado.
“Estamos criando um novo sistema tributário que ajuda na reindustrialização do país e acaba com a guerra fiscal entre os estados, que prejudicou a sociedade brasileira”, disse.
Outra etapa da reforma foi relatada pelo deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE). O texto, aprovado pela Câmara e pelo Senado, ainda aguarda sanção presidencial.
Para Benevides, os efeitos completos da reforma, previstos para 2033, devem reduzir custos e gerar empregos.
“Isso vai significar uma diminuição do custo de produção e também um aumento do emprego na economia brasileira”, afirmou.
Entre as novidades da reforma está o cashback tributário, que prevê a devolução de parte dos impostos a famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa.
Além disso, os produtos da cesta básica terão alíquota zero dos tributos sobre consumo.
Durante a tramitação da reforma, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou o trabalho conjunto do Legislativo e do Executivo para construir um modelo com menos burocracia, mais agilidade e menor custo para o cidadão contribuinte.
Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Geórgia Moraes
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Reportagens
Lei autoriza pagamento retroativo de direitos suspensos na pandemia
Norma foi publicada hoje no Diário Oficial da União
Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que autoriza o pagamento retroativo para servidores da União, de estados, do Distrito Federal e de municípios, de direitos remuneratórios – como anuênios, triênios, quinquênios, sexta-parte e licença-prêmio – que haviam sido congelados em razão da pandemia da covid-19.

A lei foi publicada nesta terça-feira (13) no Diário Oficial da União e estabelece que os pagamentos estão relacionados ao período entre 28 de maio de 2020 e 31 de dezembro de 2021. De acordo com a norma, os benefícios serão pagos desde que o ente federativo tenha decretado estado de calamidade pública à época da pandemia e conte com orçamento disponível.
Em nota, o Palácio do Planalto reforçou que deve ser respeitada a disponibilidade orçamentária da União, de estados, do Distrito Federal e de municípios e destacou que a norma tem caráter autorizativo, ou seja, permite que cada ente federativo decida, de forma autônoma e por meio de lei própria, sobre o pagamento retroativo das vantagens pessoais em questão.
“Durante o período do regime emergencial, a legislação impediu a concessão dessas vantagens e a contagem do tempo necessário para adquiri-las, como forma de controlar os gastos públicos. Com o fim do estado de emergência sanitária, a proposta busca corrigir os impactos dessas restrições e devolver aos entes federativos a autonomia para decidir sobre o tema”, explica o comunicado.
Ainda de acordo com o Palácio do Planalto, do ponto de vista fiscal, a lei não gera despesas automáticas nem obriga pagamentos imediatos. “Qualquer recomposição fica condicionada à disponibilidade de recursos no orçamento, à estimativa de impacto financeiro e à autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias”.
“A norma também impede a transferência de custos para outro ente, como a União, preservando a responsabilidade fiscal e os recursos públicos”, diz o Planalto.
Entenda
A norma teve origem no Projeto de Lei Complementar 143/2020, de autoria da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), aprovado no Senado no final de dezembro de 2025 com relatório favorável do senador Flávio Arns (PSB-PR).
Durante a votação da matéria no plenário, Arns lembrou que a medida não traz qualquer criação de despesa a mais, uma vez que o valor já estaria previsto no Orçamento. Para o senador, a Lei Complementar 173 de 2020 impôs restrições severas à contagem de tempo para vantagens funcionais com o objetivo de conter gastos públicos em um momento de crise.
Tais restrições, na avaliação do parlamentar, embora justificadas no contexto emergencial da covid-19, acabaram produzindo prejuízos duradouros aos servidores, que continuaram exercendo suas funções, muitas vezes em condições difíceis, sem que pudessem usufruir de direitos que normalmente decorreriam do tempo de serviço.
Para Arns, a nova lei “restabelece esse equilíbrio, reconhecendo o esforço e o trabalho prestado, sem romper com a lógica de responsabilidade fiscal”.
O senador alterou o texto original do projeto para substituir a expressão “a servidores públicos” para “ao quadro de pessoal”, ou seja, a mudança valerá para servidores públicos efetivos e para empregados públicos contratados por meio da CLT.
* Com informações da Agência Senado
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