Artigos
A LINDA NATUREZA DE FURNA FEIA
Localizado entre os municípios de Baraúna e Mossoró (RN), o Parque Nacional da Furna Feia abriga 207 cavernas conhecidas, além de outras 44 situadas em sua zona de amortecimento.
Os moradores da região conhecem bem as cavernas escuras, habitadas por morcegos e por corujas chamadas suindaras. Eles achavam as cavernas tão medonhas que deram o nome de “Furna Feia” ou caverna feia. Mas com o tempo, depois de devidamente estudada, a área tinha tantos encantos e beleza pela rica biodiversidade que virou parque. O nome? Parque Nacional de Furna Feia.
A palavra “Furna” vem do latim (furnus) e significa caverna, lapa ou gruta. O termo é usado para designar cavidades naturais no terreno, como o famoso Parque Nacional da Furna Feia, no Rio Grande do Norte, e também o nome dado à barragem construída no rio Grande e Sapucaí, no Sul de Minas Gerais: Lago de Furnas. Furnus, em latim significa “forno”, devido à semelhança de um espaço restrito e escuro com um forno.
A área do Parque Nacional de Furna Feia abriga uma rica biodiversidade da caatinga, 218 cavernas catalogadas, espécies ameaçadas de extinção e importantes sítios arqueológicos — como o Lajedo em Pé e o Abrigo do Letreiro, que guarda pinturas rupestres milenares. O local, aberto agora ao turismo, enriquece a opção ecoturismo no sertão nordestino, consolidando um novo destino a amantes da natureza e de aventura.
O turismo de natureza cresce cada vez mais no Brasil e no mundo. Este crescimento se reflete em números. No ano passado, os parques nacionais do país registraram um recorde histórico de 12,5 milhões de visitas, destacado o segmento como um dos mais promissores do setor no país. A procura pelos locais impulsiona a economia, gera empregos, leva renda aos moradores e incrementa o setor de serviços.

O Parque Nacional da Furna Feia forma um ambiente que não pode ser visitado sem um guia para evitar riscos tanto aos visitantes como ao próprio parque.
PARQUE NACIONAL DA FURNA FEIA
Segundo o Ministério do Turismo, o Parque Nacional da Furna Feia, localizado no sertão do Rio Grande do Norte, foi oficialmente aberto à visitação pública. A oferta do espaço, que é a primeira unidade de conservação federal de proteção integral do estado, enriquece a oferta turística da região, juntando-se aos mais de 100 parques nacionais que podem ser frequentados em todo o país.
Localizado entre os municípios de Baraúna e Mossoró protege uma área de aproximadamente 8.500 hectares de Caatinga e um dos mais importantes patrimônios espeleológicos do Brasil. A unidade abriga 207 cavernas já conhecidas, além de outras 44 situadas na sua “zona de amortecimento”. É uma área estratégica para a conservação do ambiente subterrâneo e de seus ecossistemas associados.
A visitação ao parque será realizada de forma controlada, com roteiros definidos, acompanhamento de guias capacitados e regras que garantem a segurança dos turistas e a preservação do ambiente frágil das cavernas e da Caatinga. A abertura da unidade, resultado de longos estudos técnicos, reforça o compromisso com a conservação, a educação ambiental e o turismo consciente, que valoriza e protege o patrimônio natural e cultural do semiárido nordestino.

Esta é uma caverna mais rasa e com pinturas rupestres, principalmente da tradição agreste, com figuras geométricas que remetem a contagens.

O que mais chama a atenção é uma abertura no teto por onde cresceu um enorme mulungu. Uma árvore provavelmente centenária que encontrou condições perfeitas para crescer e balancear a questão do calor e da umidade.

Embaixo da bela mata de caatinga, onde reinam as amburanas, há uma quantidade enorme de cavernas, muitas delas interligadas. Essas cavernas garantem que a água seja armazenada durante a época seca e então retirada através de poços.

Luís e Edna começaram o viveiro para reflorestamento do parque como compensação de empresas de cimento. Hoje dominam os segredos da quebra de dormência e enviam mudas para toda a caatinga.

Luciana e Paulo plantaram espécies da caatinga e hoje fazem óleos, sabonetes e pomadas medicinais.
Artigos
NASCIMENTO DO LAGO PARANOÁ
O Lago Paranoá foi idealizado muito antes da construção de Brasília, tendo sua primeira proposta formalizada pelo botânico e paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, paricipante da segunda Missão Cruls, em 1894.
No seu relatório, Glaziou identificou uma depressão topográfica na região e sugeriu o represamento do rio Paranoá para criar uma bacia de água indispensável ao abastecimento da futura capital.
Glaziou escreveu: “Entre dois grandes chapadões na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe imensa planície em parte sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa (…) É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte – barragem (…) formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”
O projeto do paisagista visava amenizar o clima seco do Planalto Central, garantir o fornecimento hídrico, gerar energia e proporcionar um elemento ornamental e de lazer para a população.
Em 1956, o plano de Glaziou foi incorporado e adaptado pela Novacap para compor o Edital do Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil.
Em março de 1957, quando da abertura do Concurso, todos os 26 projetos constavam a construção do Lago Paranoá, como aconteceu com o projeto vencedor, do urbanista Lucio Costa.

O idealizador do Lago Paranoá foi o paisagista francês Auguste Glaziou, membro integrante da 2ª Missão Cruls. A construção da barragem se inicia em 1957, sob responsabilidade da empresa norte-americana Raymond Concrete Pile of Americas. O constante atraso nas obras fez com que JK mandasse rescindir o contrato com a Raymond e transferisse o comando da construção da barragem para as construtoras Camargo Corrêa, Rabelo, Rodobras, Geotec e Engenharia Civil e Portuária.
DESCRIÇÃO COMPLETA
Essa é a descrição completa feita por Auguste Glaziou, no relatório da Segunda Missão Cruls, em 1894, apontando a solução técnica para a construção do Lago Paranoá:
“Entre os dois grandes chapadões conhecidos na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe uma imensa planície sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa: outrora era um lago devido à junção de diferentes cursos de água formando o Paranoá; o excedente desse lago, atravessando uma depressão do chapadão, acabou com o carrear dos saibros e mesmo das pedras grossas, por abrir nesse ponto uma brecha funda, de paredes quase verticais pela qual se precipitam hoje todas as águas dessas alturas. É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte (barragem) forçosamente a água tomará ao seu lugar primitivo e formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”
Nos anos 1970, ao entrar pela primeira vez na Catedral Metropolitana Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, em Maringá, fiquei muito impressionado. Trata-se de uma das mais altas e belas basílicas da América Latina. Depois, caminhando pelas ruas da cidade, a música “Maringá, Maringá” logo me veio à memória. Cidade e canção parecem feitas uma para a outra, unidas por melodia, harmonia e ritmo. Embora separadas por 15 anos de história, a obra musical do mineiro Joubert de Carvalho e o terceiro maior município do Paraná compartilham a mesma beleza e a mesma alma. Conheça a seguir como essa bonita sintonia moldou o destino urbano e social da cidade e da região.
MARINGÁ: A CIDADE E A CANÇÃO
“Maringá… Maringá”, a melodia, nasceu primeiro, em 1932. Quinze anos depois, em 10 de maio de 1947, era fundado o município paranaense. A obra-prima de Joubert Gontijo de Carvalho (1907–1977) surgiu após um diálogo marcante com o ex-governador da Paraíba, José Américo de Almeida, então ministro da Viação e Obras Públicas de Getúlio Vargas e autor do clássico literário “A Bagaceira” (1928). Quem fez a aproximação de José Américo de Almeida com o compositor foi Rui Carneiro (1906-1977), então oficial do gabinete do Ministério da Aviação, natural de Pombal, uma cidade centenária ao norte da Paraíba.
Rui Carneiro era jornalista e advogado, mais tarde foi deputado federal e senador pela Paraíba. Carneiro e José Américo relataram ao compositor o sofrimento do povo nordestino com a seca severa. E deram, como exemplo, a cidade de Ingá, no agreste da Paraíba, a 100km de João Pessoa. Inspirado pelo relato, Joubert de Carvalho (mineiro de Uberaba) que já colecionava sucessos na voz de Carmen Miranda, como “Taí – Eu fiz tudo prá você gostar de mim”, criou uma personagem retirante fictícia chamada Maria. Da junção de “Maria de Ingá” surgiu o neologismo que batizou a música romântica e nostálgica. Mal sabia o compositor que aquele sucesso estrondoso seria o nome, 15 anos mais tarde, de uma das cidades mais prósperas do Sul do país e, ainda, lhe daria o nome de uma importante rua.

MARINGÁ: MODELO DE GESTÃO
Visão de presente e de futuro. Maringá saiu na frente, no Brasil, trazendo a sociedade civil organizada para participar no planejamento econômico sustentável da administração da cidade. Com o objetivo de propor ações efetivas para garantir o desenvolvimento sustentável de toda a região geoeconômica, proporcionando qualidade de vida e condições dignas aos cidadãos, em gestão compartilhada com o poder público, Maringá criou em 1996, o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá – CODEM. O órgão nasceu com o Movimento Repensando Maringá. No cinquentenário de Maringá, em 1997, houve a posse dos primeiros conselheiro.
Ao longo dos anos, o CODEM não só se consolidou como referência em planejamento socioeconômico sustentável, sempre com a participação ativa da sociedade civil, entidades e lideranças locais, como serviu de exemplo para a criação de órgão similar em muitas cidades brasileiras.
Hoje, mais de 20 cidades brasileiras, inclusive Brasília, usam esse modelo de governança inspirado no modelo pioneiro do CODEM/CODESE de Maringá (PR), com o objetivo de planejar o crescimento urbano e socioeconômico sustentável da região para as próximas décadas.
SAIBA MAIS
Veja duas outras matérias:
1) O batismo e a
cronologia da criação e urbanização.
2) Como o modelo de gestão participativa levou
o município de Maringá a bater recordes
de competitividade e de sustentabilidade.

-
Reportagens3 semanas agoConfira orientações para acompanhar o Desfile de 7 de setembro
-
Reportagens3 meses agoCandangão Junino 2026 chega a Santa Maria nesta sexta-feira (26)
-
Reportagens3 meses agoFeicotur 2026 movimenta Sobradinho com negócios, cultura, gastronomia e entretenimento
-
Artigos3 meses agoARNE SUCKSDORFF
-
Reportagens3 meses agoDada a largada: Brasília inicia contagem regressiva de um ano para a Copa do Mundo Feminina da Fifa 2027™️
-
Reportagens3 meses agoLula no G7 gera expectativa por tarifa dos EUA e veto à carne pela UE
-
Artigos4 meses agoProjeto estratégico vai acelerar soluções de transição energética a partir da agricultura
-
Artigos1 mês agoEMILIANO PEREIRA BOTELHO