Segundo o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, esse resultado está ligado a um conjunto de ações adotadas na segurança pública do DF. “Hoje temos mais policiais nas ruas, atuação diária nas regiões administrativas, trabalho direcionado no combate às manchas criminais, uso de ferramentas como o DF 360 e participação intensiva da comunidade por meio dos Conselhos Comunitários de Segurança. Existe todo um ecossistema que contribuiu para essa redução”, afirmou o chefe da pasta durante a assinatura da ordem de serviço para construção da nova Policlínica da Polícia Civil (PCDF), nesta sexta-feira (15).
Reportagens
Parque da Cidade chega aos 47 anos como símbolo de qualidade de vida na capital
A solenidade foi de iniciativa do deputado Martins Machado
Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF
Os 47 anos do Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek foram comemorados em sessão solene no auditório da Câmara Legislativa nesta sexta-feira (10). Frequentadores, permissionários e autoridades enfatizaram a importância desse espaço, no coração de Brasília, para a cidade e compartilharam lembranças pessoais de vivências no local. Ainda durante a solenidade, pessoas que trabalham para a manutenção e melhoria do parque foram homenageadas com moção de louvor.
“O Parque da Cidade evoca muitas memórias afetivas”, afirmou o deputado Martins Machado (Republicanos), responsável pela sessão solene. Ele contou que o espaço teve um papel especial em sua história com a esposa, pois os dois, quando eram namorados, sempre se encontravam lá na hora do almoço.
O distrital destacou que o Parque da Cidade é um dos maiores do mundo e o maior da América Latina. Segundo informou, existe a ideia de se criar uma subsecretaria de Estado para cuidar do local.
Atualmente, a gestão do parque é feita por uma Administração específica, vinculada à Secretaria de Esporte e Lazer. Inaugurado em 11 de outubro de 1978 com o nome de Rogério Pithon Farias, o espaço possui 420 hectares e recebe cerca de 700 mil visitantes por mês. “É palco de inúmeros momentos marcantes na vida dos brasilienses, seja no esporte, saúde, cultura, lazer e entretenimento”, apontou o administrador do parque, Todi Moreno.

“Ao longo dessas quase cinco décadas, enfrentamos desafios, depredações e o desgaste natural do tempo, o que exige manutenção e reformas constantes. Assim como as regiões administrativas, o parque também recebe cobranças legitimas por mais segurança, infraestrutura e melhorias”, destacou Moreno. O administrador elencou, então, algumas ações que têm sido desenvolvidas: iluminação com lâmpadas de LED, cercamento e reforma dos banheiros. “Posso afirmar com convicção que o parque nunca esteve tão bem cuidado, mapeado e planejado como está agora”, asseverou.
Todi Moreno falou, também, da importância do espaço para a qualidade de vida e o meio ambiente, e defendeu: “Devemos preservar com responsabilidade o legado deixado por Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Burle Marx e Athos Bulcão, que sonharam esse espaço como símbolo de convivência, cultura, sustentabilidade e cidadania”.
O secretário de Esporte e Lazer do DF, Renato Junqueira, reforçou que o Parque da Cidade é “representativo” para todos os brasilienses: “É um lugar democrático, onde todos se encontram e onde pulsam esporte, cultura, lazer e inclusão”. O gestor aproveitou para apresentar algumas novidades, como a construção de uma pista de skate de nível internacional e de um complexo aquático na área em que está localizada a piscina de ondas – a qual será reformada e reativada.
Durante a solenidade, o presidente da Associação dos Permissionários do Parque, Almir Vieira, celebrou os 47 anos do local, destacando a importância dos estabelecimentos instalados dentro do parque: “São as âncoras do parque. O Nicolândia, por exemplo, vai fazer 47 anos”.

Marcos Ferreira, do Carrera Kart, registrou que o empreendimento “participa da vida do parque” há mais de 38 anos. “São muitas histórias. Como diz Roberto Carlos: são muitas emoções”, afirmou.
A homenagem contou, ainda, com apresentação da Escola Abadá Capoeira, que há 26 anos faz roda de capoeira no parque.
“Nossa cultura pulsa nesse lugar que cria memórias”, ressaltou Henrique Neto, violonista e diretor da Escola Brasileira de Choro. O músico informou que, há três anos, o Parque da Cidade recebe roda de choro aos sábados. As apresentações acontecem no estacionamento 10, das 11h às 13h.
Denise Caputo – Agência CLDF
Reportagens
Vladimir Sacchetta, jornalista e pesquisador, morre aos 75 anos
Dedicou-se a projetos da memória cultural e política brasileiras
Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil
Morreu nesta sexta-feira (15) o jornalista, produtor cultural, pesquisador e escritor Vladimir Sacchetta, aos 75 anos.

Sacchetta registrou as greves operárias do ABC, a memória do movimento operário e de revolucionários brasileiros, como Olga Benário. Colaborou em duas obras premiadas com o Jabuti: a obra póstuma de Florestan Fernandes e Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia, que escreveu em coautoria com Carmen Lúcia Azevedo e Márcia Camargos.
Sacchetta dedicou seus últimos anos a projetos de documentação e memória, como o Memorial da Democracia, do Instituto Lula; registros da Imprensa Alternativa, junto ao Instituto Vladimir Herzog, além de trabalhos sobre cultura brasileira.
“Vladimir Sacchetta dedicou sua trajetória à preservação da memória cultural e política brasileira, construindo um trabalho fundamental para o registro das lutas democráticas, da resistência à ditadura militar e da defesa intransigente da liberdade de expressão”, diz, em nota, o Instituto Vladimir Herzog.
Foi um dos fundadores da Sociedade dos Observadores de Saci, dedicada a valorização da cultura nacional. Também foi conselheiro do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), no qual participou ativamente até poucos dias atrás.
“O Cemap perde um conselheiro brilhante; o Brasil perde um de seus maiores guardiões da memória”, diz o Cemap, em nota.
Sacchetta deixa dois filhos e neto.
O velório será realizado neste sábado (16) na Barra Funda, na capital paulista.
Reportagens
Brasília é a capital mais segura do país, com redução histórica do número de homicídios
Resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer no primeiro trimestre de 2026; índice coloca o Distrito Federal na primeira posição nacional em segurança relacionada a crimes letais
Por
Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares
O Distrito Federal alcançou a primeira colocação nacional nos indicadores de crimes letais no primeiro trimestre de 2026. O resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer por 100 mil habitantes, metodologia baseada em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento colocou o DF na liderança tanto entre as unidades da Federação quanto entre as capitais brasileiras com a menor taxa do país.
Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação. Santa Catarina aparece logo atrás, com 5,63. Entre as capitais, Brasília alcançou índice de 5,61 e liderou o ranking nacional, seguida por Curitiba (10,05) e Campo Grande (10,39).
Durante o evento, Patury explicou que o resultado não considera apenas os homicídios registrados. O levantamento também inclui os chamados casos de mortes a esclarecer — situações em que ainda não foi definida a causa da morte. “Temos 42 homicídios no DF e zero a esclarecer. Nós sabemos o nome e sobrenome de cada caso. Estávamos em segundo lugar, no primeiro trimestre agora de 2026, e agora alcançamos o primeiro lugar. Passamos Santa Catarina e Florianópolis”, destacou.
Mais segurança pública
A redução dos crimes letais acompanha outros indicadores positivos da segurança pública. Os roubos no transporte coletivo do DF caíram 52% em 2025. Ao longo do ano, foram registrados 111 casos, contra 230 em 2024.
Além disso, 15 regiões administrativas não tiveram nenhuma ocorrência, segundo dados do 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Os números mostram o avanço das ações de segurança e das mudanças adotadas no sistema de transporte, que têm contribuído para reduzir os crimes e aumentar a segurança da população.
Reportagens
Comissão Geral debate transporte escolar no Distrito Federal
Iniciativa é da deputada Paula Belmonte, que apresentará diagnóstico sobre a área com foco em desafios, gestão e qualidade do serviço
Foto: Tony Winston / Agência Brasília
Por iniciativa da deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza, nesta quinta-feira (14), às 15h, uma comissão geral para debater o transporte escolar no Distrito Federal. O encontro reunirá parlamentares, representantes do poder público, especialistas e a sociedade civil para apresentação e discussão de um diagnóstico técnico sobre o funcionamento do serviço no DF.
O estudo foi solicitado pelo gabinete da parlamentar e elaborado pela Consultoria Técnico-Legislativa da CLDF (Conofis). O relatório analisa o transporte escolar entre os anos de 2021 e 2025, abordando aspectos relacionados à qualidade dos veículos, organização das rotas, gestão do serviço e percepção de estudantes, familiares e profissionais envolvidos.
De acordo com o levantamento, foram identificados desafios que impactam diretamente o cotidiano dos estudantes, como atrasos, interrupções no atendimento, condições da frota e dificuldades de acesso, especialmente em regiões rurais. O diagnóstico também aponta entraves relacionados à utilização de processos predominantemente manuais e à ausência de padronização tecnológica entre as unidades escolares.
A análise destaca ainda que fatores como as condições das vias e a falta de infraestrutura adequada nos pontos de embarque podem comprometer a frequência escolar e o acesso dos alunos à educação. A comissão geral busca ampliar a participação social na discussão, reunindo gestores públicos, trabalhadores do setor, pais, estudantes e demais interessados na construção de propostas para o aperfeiçoamento da política pública.

Segundo a deputada Paula Belmonte, o debate é fundamental para garantir avanços no atendimento aos estudantes da rede pública. “Estamos falando de um serviço essencial, que garante o acesso e a permanência dos nossos estudantes na escola. Esse diagnóstico é um passo importante para corrigir falhas e avançar com responsabilidade”, afirmou a parlamentar.
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