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OSCAR NIEMEYER FARIA HOJE 118 ANOS

O mestre faria hoje, dia 15 de dezembro, 118 anos.

 

 

Oscar partiu 5 dias antes de completar 105 anos. Deixou uma obra inalcançável. Oscar concebeu mais de 300 projetos arquitetônicos em 71 cidades de 20 estados brasileiros, além de outros 150 projetos construídos em 55 cidades de 27 países, em quatro continentes. Destaques para 22 igrejas projetadas e 13 construídas; a sede das Nações Unidas, em Nova York, e praticamente uma cidade inteira: Brasília.
Emoldurando suas obras concretas, está outra intangível e de igual envergadura: duas dezenas de livros publicados, centenas de artigos, desenhos e designs de móveis.
Em 2007, foi eleito o nono gênio mundial vivo em uma lista compilada pela empresa Syntetics.
ALGUMAS HISTÓRIAS QUE VIVI COM OSCAR NIEMEYER E CINCO RECADOS DO MESTRE
ENCONTRO COM FIDEL CASTRO.
Desse encontro eu não participei, mas ouvi o Oscar contar várias vezes. E gente dava boas risadas.
A pedido do Fidel, Oscar Niemeyer fez o projeto de uma Praça em Havana e do prédio da Embaixada Brasileira. Fidel Castro sempre que ia ao Rio visitava Niemeyer. Mesmo depois da queda do Muro de Berlim, da Perestroika, Fidel não sossegou. Queria, porque queria levar o Oscar de qualquer jeito a Cuba. Numa de suas últimas visitas, Fidel bateu pesado no seu intento de conseguir a visita (desculpe meu portunhol):
– Compañero, Oscar. Tú es nuestro gran garantia. Su apoio nos es vital. Su viaje a La Habana tiene que ser um punto de referência para la Causa…
– Fidel, não é bem assim, não…
– Pues es, amigo. Tenemos que resolver esta viaje.
– Mas Fidel, eu não viajo de avião. Esse negócio mais pesado que o ar, não é natural. As oficinas todas aqui embaixo… Não! Não vou.
– Bueno, compañero. Le enviaremos un yate, un buque, um belo iate que se proponga aquí en Río.
– Não Fidel, não posso. Estou muito cansado.
E como último argumento, Fidel golpeou forte:
– Pero amigo Oscar, su viaje a Cuba es importante. SÓLO TÚ Y YO SOBRAMOS COMO COMUNISTAS EN EL MUNDO.
Oscar se foi em 2012 e Fidel em 2016.
CINCO RECADOS DO OSCAR
1 – “Alguns arquitetos se voltam para a invenção, para a curva sensual que o concreto armado sugere. Outros estão preocupados com a pureza que, acreditam, a linha reta estabelece. Longe, nem sempre lembrado, está o exemplo dos velhos mestres, dos que criaram os arcos, as cúpulas imensas, as grandes catedrais. Era a técnica a surgir… a arquitetura a evoluir. Bela e monumental! Não acredito numa arquitetura ideal, adotada por todos. Seria a repetição e a monotonia”.
2 – “De uns tempos para cá, assumi uma posição realista e, se me permitem dizer, modesta com relação à minha arquitetura. Passei a considerá-la, não como alguns podem imaginar o caminho ideal. Mas somente a minha arquitetura – a arquitetura mais livre que prefiro. Para ser coerente, cada arquiteto – como eu – deve procurar o seu próprio caminho, sem preconceitos. Como bem entender”.
3 – “Só no campo da política sinto-me cada vez mais radical, preso às minhas velhas convicções, aos antigos camaradas, aos que lutam pelas ruas e praças contra a injustiça social, a miséria, o desemprego, a violência, as ameaças à nossa soberania”.
Quando Oscar fez 103 anos, num coquetel no seu escritório da Avenida Atlântica, ouvi dele:
4 – “Não sei se a idade tem influído na minha tendência a aceitar melhor este mundo e as pessoas como elas são. À genética cabe, em grande parte, a responsabilidade por suas qualidades e defeitos. Isso torna meus contatos mais tranquilos e a vida mais fácil de viver”.
Tive o privilégio de assistir a duas aulas junto com Oscar Niemeyer. Explico: toda terça-feira à noite, no seu escritório-cobertura da Avenida Atlântica, Oscar tinha aula de Cosmologia e Física com o professor Luiz Alberto Oliveira. Em 2011, depois da aula, o professor Luiz Alberto pegou sua flauta e o calculista Sussekind foi ao piano para um pequeno sarau, regado a bom um vinho chileno. Vera Niemeyer cantarolava sempre uma música da Bossa Nova. Nesse dia, estavam lá o arquiteto Jair Varela e as netas Ana Lucia e Ana Elisa. Sentado ao lado do Mestre, ele já com seus 103 anos, ouvi sua explicação sobre o sentido da aula:
5 – Não é aula. É uma conversa. O professor vem aqui para tirar algumas dúvidas que a gente tem. Eu gosto muito. Constato como o ser humano é insignificante diante desse universo que começamos a desvendar. A ciência traz a verdade e elimina as fantasias. O fato é que as atividades humanas começam a se confundir com as grandes forças ambientais. Somos os maiores modificadores das florestas, da composição da atmosfera e da temperatura dos mares. O clima global deixou de ser apenas natural e tornou-se também um produto do engenho e arte dos humanos”.
Caro Oscar Niemeyer: tenho comigo que o certo é que de sua luta, de sua fantástica obra, de suas virtudes e de seus defeitos há muitas lições a tirar. Além de honrar seu legado, temos muito a aprender.
A BÊNÇÃO, OSCAR!
FOTOS
1) Sarau no escritório do Niemeyer na cobertura da Avenida Atlântica.
2) Jantando no restaurante Terzeto, em Ipanema. O neto Carlos Oscar, o arquiteto Carlos Magalhães, Fernando Andrade, Vera Niemeyer e eu ouvindo causos, casos, histórias e estórias.
3) Niemeyer fez o banner do Festival de Cinema de Brasília em 2007 e entregou pessoalmente ao governador Arruda e a mim.
4) Quando pensamos construir o Museu da República Brasileira, em Brasília, Niemeyer pediu que o curador fosse o escritor Fernando Morais. Nos reunimos no seu escritório para estudar os detalhes.
5) Ultima visita de Oscar Niemeyer a Brasília. Hospedado no Brasilia Palace Hotel, toda manha tomávamos café juntos. Na foto, o então gerente Helder Carneiro.
6) Carta de Fidel Castro quando Oscar Niemeyer completou 99 anos.

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Motoclubes e similares são reconhecidos por relevante interesse social e cultural

Lei originada na Câmara Legislativa prevê promoção de eventos, proteção dos direitos dos motociclistas e criação de programas de educação, entre outros

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Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

Justificativa da proposta aponta que os motoclubes oferecem benefícios sociais e culturais como a promoção da amizade, segurança no trânsito e outros

A Lei do Distrito Federal nº 7.910, sancionada em 16 de junho de 2026, reconhece as atividades de motoclubes, moto grupos, moto car clube e similares como forma de expressão cultural, lazer e convívio social. Para o autor da norma, deputado Martins Machado (Republicanos), os grupos não apenas reúnem pessoas com interesses comuns, mas também contribuem para a construção de uma identidade cultural específica, que deve ser valorizada e respeitada.

O projeto de lei justifica que os motoclubes e moto grupos oferecem uma série de benefícios sociais e culturais significativos, como a promoção da amizade, apoio mútuo, segurança no trânsito e ações beneficentes entre os motociclistas. Além disso, preservam a história, celebram a liberdade e influenciam a sociedade por meio de sua cultura e estilo de vida.

A legislação prevê a promoção de eventos relacionados ao motociclismo e ao automobilismo; a proteção dos direitos dos motociclistas, incluindo a liberdade de expressão e associação; a criação de programas de educação e conscientização sobre as atividades; a ampliação da quantidade de espaços adequados para a realização de eventos; e o fortalecimento, a promoção e a difusão das práticas.

Beatriz Negreiros (sob a supervisão de Ivan Iunes)

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ENQUANTO HOUVER BRASIL

HAVERÁ PELÉ

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Não há como não falar da COPA do Mundo de 2026. Foram 48 seleções e 1.100 atletas disputando o torneio de esporte mais importante do Planeta.
Espetáculo de emoções, de mídia, de BETs, de patriotadas, de fanatismo, de alegrias, de teatro e de marketing. Tudo isso, junto misturado, dá o chamamos, hoje, de paixão pelo Futebol.
Vi e li todos os jornais desta segunda-fera. Em fotos, estilos e críticas, mais ou menos o óbvio. Tostão, magistral no campo da bola e no campo das letras, deixou sua opinião: “Os grandes problemas do País se estendem ao futebol… Nas últimas décadas e em variados governos, o Brasil tem sido incompetente… O mesmo acontece no futebol”.
Vi, também, pelas crônicas e reportagens que os atuais deuses do futebol (Messi, Mbapé, Cristiano Ronaldo) vão deixando seus pódiuns. Novos deuses virão… E, como sempre, chegarão as novas comparações. Ele ou Pelé?
Vi também, e gostei, da crônica de Gustavo Poli, em O Globo: “Perdoa, Rei Edson Arantes do Nascimento”-
Pois é, ano que vem – outubro de 2027 – serão 50 anos que Pelé se aposentou no campo… Sim, há quase meio século Pelé deixou de jogar. E hoje, Pelé está há mais de três anos em outro patamar. Mesmo assim, tenho certeza, continuará sendo alvo de comparações: – QUEM FOI MAIOR?
Penso comigo: enquanto houver Brasil, haverá Pelé.
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Nova lei estabelece projeção de informações sobre pontos turísticos em Brasília nas salas de cinema

As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e serem projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show

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Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília

 

Legislação visa explorar o potencial turístico e cultural do Distrito Federal

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promulgou a Lei nº 7.868, de 6 de maio de 2026, de autoria da deputada Jaqueline Silva (MDB), após o veto ao projeto de lei original pelo ex-governador Ibaneis Rocha. A nova lei institui a obrigatoriedade da exibição de informações sobre pontos turísticos de Brasília nas telas de cinema no DF.

Originalmente PL nº 2.279/2021, a justificativa do projeto é a promoção do turismo como fonte inesgotável de renda, emprego, desenvolvimento econômico e cultural. O cinema deverá ser utilizado como meio ímpar de divulgação de atrações pela sua abrangência e diversidade de público.

Segundo Jaqueline Silva, o fomento ao turismo traz um cenário benéfico de geração de empregos e o surgimento de profissionais capacitados em diversas áreas, abrindo espaço para bacharéis em turismo e hotelaria, profissionais da gastronomia, transporte turístico, idiomas, comércios diversos e artesanatos.

As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e ser projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show.  A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec) fornecerá todas as informações que serão projetadas.

Beatriz Negreiros (sob a supervisão de Ivan Iunes)

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Reportagens

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