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Ciência desvenda código da vida

Ansiedade e temor: a ciência, a ética e os direitos humanos

Silvestre Gorgulho


 Várias entidades, como o Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano, vinculado ao Ministério da Energia dos Estados Unidos, o Instituto Whitehead, do MIT – Massachusetts Instituto os Technology – com a participação de universidades e de cientistas de vários países do mundo, desenvolveram as pesquisas que trouxeram a descoberta do genoma humano.


É importante comentar um outro lado da medalha: o dado empresarial e privado. Em 1998, o subcoordenador geral do projeto, o biólogo Craig Venter, não estava gostando da burocracia imposta pelos órgãos públicos que estavam no projeto. E menos ainda com a burocracia pessoal levada pela vaidade de alguns cientistas. Em vez de ficar dando entrevistas e plantando notas na imprensa contra colegas, o Dr. Craig Venter deu um troco mais forte: largou o Projeto estatal do Genoma Humano, fundou a própria empresa – Celera Genomics – disse que ia acelerar os trabalhos para, em dois anos, completá-lo e patenteá-lo.


A Celera investiu os dólares que foi buscar no mercado paralelo e com os recursos na Bolsa de Valores estabeleceu uma competição fantástica. Pronto! Isso obrigou uma maior dedicação dos cientistas que ficaram no Projeto Genoma Humano e, precisamente em dois anos, foi anunciada solenemente a descoberta.


A descoberta levou o presidente Bill Clinton a salientar que “essa foi a descoberta mais importante da humanidade, pois foi decifrada a linguagem com que Deus criou a vida”. O primeiro-ministro Japonês Yoshiro Mori bateu na mesma tecla: “Agora temos o manual de serviços do corpo humano o que permitira decifrar a vida em si”.


Tudo isso vai permitir, com o código genético decifrado, que qualquer doente tenha resposta imediata sobre como tratar seus genes, pois novos medicamentos vão entrar no mercado para tratar doenças até então incuráveis; cada paciente poderá receber seu remédio sob medida certa; e genes defeituosos poderão ser corrigidos na origem.


Ciência & Ética e Direitos Humanos


Se o clima de euforia toma conta dos cientistas, por sinal os primeiros e grandes beneficiários da descoberta, o mundo continua tão esperançoso quanto assustado, afinal de contas onde a ciência vai chegar? Até onde a ciência vai influir? O que a ciência poderá manipular para o bem e para o mal? Nesse sentido, o cientista-chefe do Projeto Genoma Humano na Grã-Bretanha, professor John Sulston, foi muito claro:


O genoma pertence a todos e utilizá-lo para dar tratamento preferencial a alguns é moral e eticamente errado.


A internet vai ajudar a democratizar as informações do projeto, pois diariamente atualizamos os dados que podem ser utilizados de graça e sem restrições.


O corpo humano é muito complexo e serão necessários muitas interações entre as descobertas e novas metodologias para que se tenha uma compreensão global de seu funcionamento.


O próprio caso do envelhecimento é de uma complexidade sem par. Podemos retardá-lo, mas não interrompê-lo. É bom lembrar que o envelhecimento é um processo celular normal, quando nosso corpo vai se livrando de células gastas ou doentes durante a vida. Tentar reverter isso pode ser danoso.


Não podemos aceitar que o seqüenciamento do genoma humano leve à discriminação. Ele não pertence à comunidade científica, mas a todos indivíduos.


Há necessidade de se preservar a privacidade genética, mas é uma solução imperfeita. A informação sempre poderá ser roubada. Além disso, membros de uma família compartilham a herança genética, então a informação sobre alguns diz muito sobre os demais.


Tão importante quanto a herança genética é a formação intelectual e profissional do ser humano, bem como o saudável o ambiente em que o homem deve se criar e viver, pois nesse tripé está a qualidade de vida.


No final das contas, essa é uma questão de direitos humanos. Nossas liberdades (emancipação feminina, igualdade racial) devem se estendidas a todas as pessoas de todas as constituições genéticas.


Como foi lido o código genético


O que os cientistas fizeram foi pegar amostras de DNA de 17 doadores, essas amostras foram picotadas e inseridas em máquinas capazes de transformar os componentes químicos da molécula em letras (ATCG) do código genético.


Aí entrou em ação os supercomputadores e os pequenos conjuntos de letras foram processados, montados e digitalizados. Assim os cientistas remontaram a seqüência de DNA


Com a ajuda dos supercomputadores, a sopa de letras foi organizada e os cientistas puderam localizar os genes. Uma vez identificados e montados, ficou mais fácil saber como cada um deles funciona. Tarefa que o próprio supercomputador ajuda descobrir.


Uma coisa é certa: ainda vai demorar algum tempo para que essa descoberta chegue verdadeiramente a todos os homens. Como a eletricidade, a informática e tantas outras conquistas da ciência que demoraram a ser popularizadas depois de descobertas, explica o biólogo John Craig Venter


Glossário
Genoma – é o conjunto de instruções necessárias, que estão no DNA, e formam um ser.


DNA – molécula em formato de dupla hélice que carrega os genes compostos por quatro elementos básicos: A – adenina; T – timina; C – citosina; e G – Guanina. As letras A, T, C e G formam uma linguagem dada pelos cientistas que é capaz de ser armazenada no computador. As letras formam os genes que têm estruturas específicas. Os cientistas estimam que sejam cerca de 50 mil genes distribuídos no DNA, que se fosse esticado (com 3,1 bilhões de pares de letras) seria uma fita de quase dois metros.


Código da vida – é formado pela combinação de A, T, C e G. Funciona como letras arrumadas numa longa receita que determina desde cor dos olhos, do cabelo até a predisposição para doenças.


Cromossomos – Cada célula humana contém 23 pares de cromossomos. Os genes estão agrupados em conjuntos maiores que são justamente os cromossomos. Cada cromossomo carrega um trecho de fita de DNA.


Célula – O corpo humano é constituído de cerca de 100 trilhões de células e todas elas contém uma cópia completa de DNA. Célula é a menor unidade de matéria viva que pode existir de maneira independente e ser capaz de reproduzir-se.

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Centros de iniciação desportiva trabalham inclusão e socialização por meio do esporte

Programa oferece aulas esportivas gratuitas para a rede pública de ensino e já foi responsável por formar diversos profissionais e atletas do DF

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Por Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Débora Cronemberger

 

Gastando a energia que tem de sobra no tatame, Bernardo Freitas, de 7 anos, sai da aula de judô sorrindo e confirma o gosto pela atividade esportiva. “É bom para treinar e brincar, eu gosto muito. Sou um pouco agitado. Aí quando acaba eu fico muito cansado”, afirma o pequeno judoca.

Bernardo é um entre os milhares de estudantes atendidos pelos centros de iniciação desportiva (CIDs), que democratizam o acesso ao esporte para os estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal e oferecem práticas sistemáticas e orientadas por professores de Educação Física da Secretaria de Educação do DF (SEE).

Distrito Federal tem mais de 140 CIDs em todas as regionais de ensino, onde os alunos da rede pública podem praticar atividades esportivas como judô, vôlei e xadrez | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília

Atualmente, são 143 CIDs em todo o Distrito Federal distribuídos por todas as regionais de ensino. Somente na região de Taguatinga são 20 polos, cada um atendendo uma média de 160 alunos – o que representa mais de 3 mil estudantes praticando esporte no contraturno escolar na região.

“É algo a mais que o estudante tem para sua formação integral. Ele vai trabalhar não somente a parte esportiva, mas a questão física e emocional, que é muito importante para formação desses estudantes. E também pode revelar talentos; é um programa muito interessante da Secretaria da Educação”, frisa a coordenadora do CID de Taguatinga, Paula Miranda do Amaral.

“É bom para treinar e brincar”, diz o pequeno judoca Bernardo Freitas, de 7 anos

O judoca Samuel Souza, além de professor de Bernardo, também foi aluno de judô no CID. Ele conta que inspirou sua trajetória no mestre que o treinava em 2003, permanecendo no mesmo projeto ao se tornar professor.

“É uma sensação maravilhosa. O programa fomenta a iniciação esportiva e o esporte é transformador. Quantos casos que saíram dos CIDs que nós temos? Joaquim Cruz, a Leila, o nosso professor André Mariano, que foi aluno do CID quando mais novo. Então quanto mais pessoas puderem conhecer o projeto e mais crianças estiverem inseridas, estarão fora das ruas e terão esporte com ensino de qualidade”, pontua.

Praticando desde os 3 anos de idade, Samuel está há 30 anos ininterruptos na modalidade de luta. “O judô me deu tudo. Pelo judô eu estudei, tenho um processo de formação dentro da confederação brasileira e internacional. Me deu família, me deu condições e estruturas para que eu pudesse galgar outros caminhos profissionais. Mas a disciplina, a educação, o tato com o outro e o servir através do esporte mudaram a minha vida completamente”, acrescenta.

Os centros estão localizados em todas as coordenações regionais de ensino (CREs). Além do judô, há turmas de vôlei, xadrez, handebol entre outros esportes – incluindo parabadminton e outras modalidades para pessoas com deficiência (PcDs) ofertadas pelas unidades. Para encontrar o centro de iniciação desportiva mais próximo, basta entrar em contato com as regionais de ensino. Os telefones estão disponíveis no site do GDF.

“O judô me deu tudo”, diz o professor Samuel Souza, que também praticou o esporte no CID

Inclusão social

O estudante David Guilherme Souza, de 14 anos, não apenas joga parabadminton no Centro de Iniciação Desportiva Paralímpico (CIDP), como recentemente foi a um campeonato nacional em Curitiba. A modalidade leva em consideração as deficiências físicas, visuais e intelectuais. No último ano, David foi a quatro competições, disputou os jogos escolares em Brasília e também as paralimpíadas escolares em São Paulo, onde foi campeão nas categorias simples e mista.

Para David, o que mais chamou atenção no parabadminton foram as batidas na raquete. “Principalmente o smash, que eu gosto muito, de baixo pra cima. Também gosto bastante das competições”, explica. Quando ele joga, a sensação que descreve é simples. “Sinto alegria. E tristeza às vezes quando vou perder, mas eu gosto bastante de jogar”.

David Guilherme Souza já disputou, este ano, quatro competições de parabadminton

O professor do garoto, Letisson Samarone, afirma que alunos como David já estão trilhando uma carreira, mesmo em um tempo curto de treino. “É gratuito, os professores são qualificados e os espaços são adaptados para eles”, reforça. O docente também frisa que um dos maiores ganhos é quando os alunos passam a ter confiança social por meio do esporte, confiando nos próprios projetos e sonhos.

“Esse ano ele quis ir sozinho para Curitiba com a mãe, então ele acreditar que é capaz de chegar lá e querer competir é o mais importante. Porque às vezes ele não se vê capaz, os pais e os colegas não o veem capaz e aí ele volta com a medalha, então tudo muda em torno deles. Sai de uma pessoa que sofreu bullying para alguém que passa a ser admirado, representa o Distrito Federal e o Brasil”, observa Letisson.

Socialização

“Eu era bem tímida antes e, quando eu comecei a jogar, automaticamente comecei a ter contato com outras pessoas e algumas até se tornaram amigas”, diz Sarah Cristina Alves, que é da turma de xadrez no CID de Taguatinga

Os depoimentos tanto dos pais quanto dos alunos que passam pelo CID também convergem na melhora da interação social dos jovens que praticam esportes. Tiago Felipe de Oliveira, o pai da estudante Sarah Cristina Alves, de 15 anos, é testemunha da mudança de comportamento da filha assim que ela entrou para a turma de xadrez do CID de Taguatinga.

“Muda muito em nível de comportamento. Saber ganhar, saber perder, uma série de situações. No xadrez, por exemplo, tem a tomada de decisão, concentração, o poder da escolha, da decisão. Isso leva para a vida prática também. Todas essas questões fazem uma transformação na vida deles”

Clodomiro Leite, professor de xadrez

“A Sarah sempre foi uma aluna muito dedicada e estudiosa. O projeto ajudou bastante nessa questão da socialização, da interação com outros colegas, porque às vezes ela era um pouco fechada, até por conta da pandemia, quando ela ficou muito tempo em casa sem ter contato com outras pessoas. Esse contato, jogando um de cada vez, ajuda bastante nessa relação. E possibilita a prática da competição, coisas importantes que a gente leva do esporte pra vida”, acentua Tiago.

Participando do projeto desde os 12 anos, ela foi a única representante da rede pública do Distrito Federal a participar dos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs) 2024, na categoria sub-18, que aconteceu no mês de maio em Aracaju.

“O CID me deu uma base muito boa pra começar a jogar toda vez, ensinou abertura, tática, estratégia e isso me fez evoluir cada vez mais. Eu gosto muito de jogar. Eu era bem tímida antes e, quando eu comecei a jogar, automaticamente comecei a ter contato com outras pessoas e algumas até se tornaram amigas”, acrescentou Sarah.

O professor de xadrez Clodomiro Leite destaca que sempre há um retorno positivo vindo dos pais dos alunos. “Muda muito em nível de comportamento. Saber ganhar, saber perder, uma série de situações. No xadrez, por exemplo, tem a tomada de decisão, concentração, o poder da escolha, da decisão. Isso leva para a vida prática também. Todas essas questões fazem uma transformação na vida deles. O projeto foca no desenvolvimento global da criança, tirando ela do celular e da rua”.

Novos talentos

Professor Elisson Fabrício de Oliveira e o jogador Guilherme Lopes, que treinou no CID e faz parte do time Red Bull Bragantino | Foto: Arquivo pessoal

Outro ponto exaltado pelo programa desportivo é a lapidação de novos atletas. A cada ano, são descobertos talentos nas escolas públicas por meio dos CIDs, como o jogador Guilherme Lopes. O jovem de 22 anos já faz parte do time Red Bull Bragantino, onde joga como defensor.

Guilherme treinou no CID de Taguatinga de 2011 a 2016, quando participou de várias competições importantes junto ao Sesc e ao Globo, representando o CID QNL no futsal. Em 2018 foi selecionado para as categorias de base do Cruzeiro (Sub-17) e em 2021 foi contratado como jogador profissional do Red Bull Bragantino, equipe da série A do Brasileirão e também da Sul Americana.

“Para chegar onde estou hoje também foi por causa do CID. Você pode se divertir fazendo o que você mais gosta. Para a minha carreira foi muito importante porque, além do futsal, eles ajudam a nos formar não só como jogadores e atletas, mas como pessoas também”, reforça o jogador profissional.

O professor Elisson Fabrício de Oliveira o acompanhou desde cedo e recorda que o jovem sempre foi dedicado e muito focado, dando até palestras na antiga escola para os novos estudantes que se interessam nos esportes.

“Sempre vejo ele nos jogos importantes, vi ele contra o meu time Flamengo, contra o Palmeiras, contra o Atlético Mineiro, então ele está sempre ajudando a equipe do Bragantino lá, dá muito orgulho. O trabalho feito aqui é uma ferramenta principalmente para a educação, para auxiliar as famílias mais vulneráveis, que não tem condição de matricular uma criança numa escolinha particular. E o nosso alcance é imenso, não só no futsal”, acentua o docente.

 

 

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Em momento histórico, proposta do GDF para o Conjunto Urbanístico de Brasília é aprovada

Após 15 anos de debates, Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico (Ppcub), elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), foi aprovado pelos deputados distritais nesta quarta-feira (19)

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Por Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader

 

Após 15 anos de debates, Brasília terá uma única legislação para tratar da preservação, uso e ocupação do solo, além de diretrizes para o desenvolvimento e modernização da área tombada.

O projeto de lei complementar nº 41/2024, que cria o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (Ppcub), elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) foi aprovado, nesta quarta-feira (19), em dois turnos, pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

Para o titular da Seduh, Marcelo Vaz, a aprovação por 18 a 6 votos em primeiro e segundo turnos mostra que houve um entendimento por parte dos distritais sobre a importância do Ppcub para a cidade.

Marcelo Vaz: “Nossa equipe técnica realizou um trabalho criterioso tendo como foco a garantia da preservação, mas entendendo que tombamento não pode significar engessamento” | Foto: Divulgação/ Seduh

“É uma vitória para a capital do país. Nossa equipe técnica realizou um trabalho criterioso tendo como foco a garantia da preservação, mas entendendo que tombamento não pode significar engessamento, devendo ser garantido o desenvolvimento da cidade. Além disso, o texto foi amplamente discutido com a sociedade, foram oito audiências públicas realizadas pelo governo e outras cinco promovidas pela CLDF”, declarou Vaz.

Ainda segundo o secretário, atualizar as atividades permitidas nos lotes comerciais dará segurança jurídica aos empreendedores, gerando emprego e renda para a cidade. Essa atualização também irá corrigir incongruências como, por exemplo, as normas atuais que são da década de 80, não preverem o funcionamento de pet shops.

Foram apresentadas 174 emendas, a maioria delas pela oposição, sendo praticamente todas acatadas. O projeto segue agora para a sanção do governador Ibaneis Rocha.

Repercussão

“O Ppcub traz uma dinamização da nossa cidade. As pessoas mudam, as cidades mudam e as legislações precisam acompanhar essas mudanças”

Adalberto Valadão, presidente do Sinduscon-DF

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Distrito Federal (Sinduscon-DF), Adalberto Valadão, comemorou a decisão da CLDF: “O Ppcub traz uma dinamização da nossa cidade. As pessoas mudam, as cidades mudam e as legislações precisam acompanhar essas mudanças”.

A preservação também ganhou destaque. Para o presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF), Roberto Botelho, o Ppcub é o “arcabouço jurídico que provocará a preservação do plano original de Lúcio Costa”.

Já o presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do Distrito Federal (Codese-DF), Leonardo Ávila, declarou que este é o momento de se “renovar a legislação para atender as necessidades atuais da população”. Ávila ainda destacou que o texto aprovado hoje foi amplamente debatido ao longo dos anos e acatou muitas contribuições da sociedade, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e de parlamentares.

Histórico

O Ppcub reúne toda legislação urbanística do Conjunto Urbanístico de Brasília (Cub), tombado nas instâncias distrital e federal e inscrito como patrimônio da humanidade.

Ele abrange as regiões do Plano Piloto, Cruzeiro, Candangolândia, Sudoeste/Octogonal e Setor de Indústrias Gráficas (SIG), incluindo o Parque Nacional de Brasília e o espelho d’água do Lago Paranoá.

Projeto de Lei Complementar (PLC) possui 67 páginas e 15 anexos. No portal do Ppcub, a população tem acesso a um tutorial de como interpretar e encontrar informações sobre a proposta de lei complementar, com campos explicando o que é o Ppcub, a área de abrangência, atuação, como consultar e próximos passos.

*Com informações da Seduh

 

 

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Governador reforça que Brasília está preparada para a Copa do Mundo Feminina de 2027

Ibaneis Rocha participou da solenidade que comemorou a confirmação do Brasil como sede do mundial realizada no novo escritório da CBF

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Por Adriana Izel, da Agência Brasília | Edição: Igor Silveira

 

O triunfo da candidatura do Brasil para ser país sede da Copa do Mundo Feminina de 2027 foi celebrado na noite desta terça-feira (18) em um coquetel no novo escritório da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em Brasília, uma das cidades-palco do mundial. A solenidade contou com a presença do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e do presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.

“Essa vitória do Brasil, trazendo a Copa do Mundo Feminina para o nosso país, é muito importante, porque ressalta a importância e o crescimento do futebol feminino”, afirmou Ibaneis Rocha. “Aqui no Distrito Federal temos incentivado muito o futebol feminino. Já são vários times. Temos adotado uma política de apoio muito importante ao esporte na nossa cidade”, completou o governador.

O Brasil foi anunciado país sede da Copa do Mundo Feminina de 2027 em 17 de maio, durante o Congresso da FIFA em Bangkok, na Tailândia | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Ibaneis Rocha reforçou que a capital federal está pronta para receber mais uma Copa do Mundo de Futebol. “Brasília está preparada e sempre estivemos preparados. Brasília é sempre palco de grandes manifestações, de muita alegria, e nós temos toda a certeza que será um evento de muito sucesso”, ressaltou. E comemorou a chegada do escritório da CBF à cidade: “Fico muito feliz também pela inauguração dessa representação da CBF aqui em Brasília. Nós nos ressentimos muito da falta e da presença da CBF no Distrito Federal, porque para nós é um símbolo de muita importância”.

O Brasil foi anunciado país sede da Copa do Mundo Feminina de 2027 em 17 de maio, durante o Congresso da FIFA em Bangkok, na Tailândia. Essa será a primeira vez que a competição será disputada na América do Sul. Brasília e outras nove cidades brasileiras serão palco das partidas.

A candidatura brasileira superou a europeia – que unia Holanda, Alemanha e Bélgica. Alguns fatores foram decisivos para o Brasil conseguir ser mais bem-avaliado, a exemplo da disponibilidade de estádios, hospedagem e de locais oferecidos à realização do FIFA Fan Fest. Por ser o anfitrião da disputa, o Brasil já está automaticamente classificado para a competição que terá 32 seleções.

O governador reforçou que a capital federal está pronta para receber mais uma Copa do Mundo de Futebol | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

“Esse foi um trabalho que não foi só da CBF, mas do governo federal e do Governo do Distrito Federal”, disse o presidente da CBF, que lembrou que a Seleção Brasileira Feminina fez o último jogo antes da Copa na Austrália em Brasília. “Nós não queremos apenas ter a Copa do Mundo aqui no Brasil, nós queremos que ela seja a melhor Copa do Mundo da FIFA de todos os tempos”, acrescentou Rodrigues.

A coordenadora-geral da Candidatura do Brasil para Copa do Mundo Feminina de Futebol, Jacqueline Barros, destacou que a realização do mundial no país também será uma forma de dar destaque às pautas das mulheres no Brasil. “Essa é uma Copa diferente. O Brasil já está preparado para sediar. Temos estádios prontos, aeroportos, rede hoteleira… Então nessa Copa teremos oportunidade de trabalhar a cidadania e melhorar como sociedade. Diversas pesquisas indicam que a violência contra as mulheres aumenta nos dias de jogos de futebol, um quadro triste que o a Brasil tem a oportunidade de mudar com a preparação da Copa”, analisou.

“Aqui no Distrito Federal temos incentivado muito o futebol feminino. Já são vários times. Temos adotado uma política de apoio muito importante ao esporte na nossa cidade”

Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal

Cidade sede

Localizado no centro de Brasília e próximo aos setores hoteleiros, a Arena BRB Mané Garrincha foi um dos estádios mais bem-avaliados durante a votação, recebendo nota 3,9 em relação à infraestrutura, junto à Arena de Pernambuco, Arena Fonte Nova e Estádio Beira-Rio. A expectativa é que o local receba oito partidas: cinco jogos da fase de grupos, um de oitavas, um de quartas e uma semifinal.

Considerado histórico e icônico, o estádio foi todo reconstruído para receber a Copa das Confederações, em 2013, e a Copa do Mundo Masculina, em 2014. Desde a nova fase, foi palco de diversos eventos esportivos, como o torneio internacional de Beach Tennis, a Copa do Brasil e os jogos de futebol dos Jogos da Olimpíada – Rio 2016, além de apresentações musicais, incluindo shows de Paul McCartney, Maroon 5, Beyoncé e Andrea Botticelli.

A própria Seleção Brasileira Feminina de Futebol jogou no estádio em 2023 no último amistoso antes da Copa do Mundo da Austrália. Na ocasião, o time goleou o Chile por 4 a 0. Durante a competição, o Distrito Federal foi uma das unidades da federação que adotou, pela primeira vez, o ponto facultativo para servidores em dias de jogos da seleção feminina.

A decisão foi tomada em valorização ao esporte feminino, que tem sido uma das prioridades desta gestão, quando houve, em 2022, a inclusão de turmas de futebol feminino nas aulas dos Centros Olímpicos e Paralímpicos (COPs) do DF. Além disso, o DF conta com um time representante na elite do Campeonato Brasileiro Feminino, o Real Brasília, patrocinado pelo Banco de Brasília (BRB).

 

 

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