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Um e outro: Roberto Marinho e Sérgio Vieira de Mello

Dois grandes brasileiros se foram neste agosto velho de guerra


Um e outro


Roberto Marinho e Sérgio Vieira de Mello


 


Silvestre Gorgulho


Dois grandes brasileiros se foram neste agosto velho de guerra. Um viveu quase um século e o outro pouco mais de meio século. Essa diferença de 50 anos não impediu que ambos cumprissem uma santa missão de fazer o Brasil ser admirado e respeitado em quase todos os países do mundo. O primeiro apresentou o Brasil de dentro para fora e o segundo apresentou o Brasil de fora para dentro. Um tornou o Brasil conhecido lá fora pela audácia empresarial, pela criatividade de seus artistas, pelas diversidades de sua cultura, de sua natureza e de sua gente. O outro tornou o Brasil conhecido pelo seu trabalho sério para união dos povos, pelo esforço que empreendeu pela paz mundial, pela defesa das nações mais fracas e necessitadas e por unir inteligência, gestão de conflitos, rigor intelectual, simpatia e administração do caos. Ambos foram figuras de proa da história contemporânea. O Brasil perdeu, em agosto, dois filhos de um mesmo Estado, o Rio de Janeiro. Totalmente diferentes em formação e personalidade, eles, ao morrer, ocuparam a mídia nacional e mundial. Ambos pelo dever cumprido. Um pelo que construiu de saber, de informação e por levar a cultura brasileira no mais distante país do planeta. E sem sair do Brasil. O outro pelo que lutou pela paz e pelo bem-estar da humanidade, atravessando fronteiras. Sempre longe de sua terra natal.


O jornalista Roberto Marinho morreu aos 98 anos, dia 6 de agosto. Deixou como herança um sofisticado império de comunicação – jornais, rádios, tevês, revistas e publicações on line – que integrou o Brasil de norte a sul, de leste a oeste, mobilizando a opinião pública com notícias, esportes, programas educacionais e culturais e muitas campanhas de utilidade pública.


O embaixador Sérgio Vieira de Mello morreu aos 55 anos, dia 19 de agosto, no campo de batalha, reconstruindo o Iraque. Morreu como Alto Comissário da ONU no auge de sua capacidade de trabalho e de sua atuação política, social e humanitária. Depois de trabalhar no Líbano, quando da invasão israelense, na Iugoslávia, na Bósnia, em Kosovo, teve a missão de estancar o genocídio em Ruanda, foi coordenador humanitário em várias nações da África. Plantou um país de língua portuguesa na Ásia, o Timor Leste. Agora foi para sua última missão em Bagdá, ajudando pela enésima vez a reconstruir um país e a devolver a paz ao seu povo.


Do empresário Roberto Marinho guardo a lembrança de um almoço e de uma frase: – Meus amigos, a maior virtude humana é o bom senso. Sem bom senso, até a maior das virtudes fica chata.


E do embaixador Sérgio Vieira de Mello guardo também uma frase dita pouco antes de sair para sua última viagem: – A imprensa livre, a imprensa responsável é uma das instituições mais importantes na defesa dos direitos humanos e da qualidade de vida do cidadão.


Ao jornalista Roberto Marinho, as nossas homenagens pelo que construiu. Ao embaixador Sérgio Vieira de Mello, além de nossa saudade, que o mundo lhe preste uma última e merecida homenagem: o Prêmio Nobel da Paz.

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PELÉ 86, UM ÍDOLO ETERNO

Hoje, 23 de outubro de 2026, o Rei Pelé faria 86 anos. Saudades desse atleta, artista e brasileiro arretado que fez nosso País maior e mais conhecido.

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Logo pela manhã, ao ler a VEJA, me chamou a atenção a frase de outro gênio da raça chamado Eduardo Gonçalves de Andrade, nosso popular Tostão, que escreveu:
– “O Pelé, o maior de todos, estava sempre bem humorado. Demonstrava estar feliz por ser o Pelé. Parece óbvio, mas não é. As celebridades costumam ter comportamentos conflitantes, pela falta de acordo entre o indivíduo e o personagem”.
Pura verdade. Eu que privei da amizade do Rei, posso acrescentar:
– Pelé não só demonstrava estar feliz. Ele tinha o dom de querer fazer feliz quem estava a seu lado. Era simpático, tinha bom humor, paciência e boa vontade em conceder um simples autógrafo. Tenho histórias incríveis para provar isso. Mas, por hora, para relembrar o aniversário de Pelé, tomo emprestado a poesia de Manuel Bandeira: IRENE NO CÉU. Só vou trocar o nome da Irene pelo de Pelé.
PELÉ NO CÉU.
Pelé preto.
Pelé bom.
Pelé sempre de bom humor.
Imagino Pelé entrando no Céu:
– Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
– Entra, Pelé. Você não precisa pedir licença.
Que saudades do Rei Pelé!
Foto:
Duas imagens de Pelé no meu livro “De Casaca e Chuteiras – A Era dos Grandes dribles na Política, na Cultura e na História – 1956-1977 – Brasília-JK-Pelé”.
A terceira foto é quando Pelé fez 70 anos (2010) e ganhou do arquiteto Oscar Niemeyer o projeto pedido pelo prefeito de Santos para construção de um Monumento em sua homenagem para ser construído em frente ao MUSEU PELÉ.
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QUANTO GANHOU LUCIO COSTA POR INVENTAR BRASÍLIA?

(Para homenagear o aniversariante do dia: MARIA ELISA COSTA que faleceu em 25 de agosto de 2026, aos 91 anos)

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Os gênios se preocupam com quase tudo: sua obra, sua história, sua vida, sua família, mas nunca se preocupam com dinheiro. Assim foi Lucio Costa.
Gosto sempre de mostrar esses números: quanto dr. Lucio ganhou por inventar Brasília?
Lá se vão 69 anos.
No dia 15 de março de 1957, a comissão julgadora, coordenada por Oscar Niemeyer, bateu o martelo sobre o projeto urbanístico escolhido para construção de Brasília.
Entre os 26 projetos apresentados, o primeiro lugar – como todos sabem – coube a Lucio Costa. Fora o valor imaterial, cultural e histórico, quanto ganhou dr. Lucio Costa para inventar Brasília? Fiz as contas a preciosa ajuda de um amigo economista, aposentado do Banco Central, Paulo Cesar Caldas.
Vamos ao que interessa:
O prêmio recebido por Lucio Costa , em maio de 1957, foi de Cr$ 1.000.000,00 (Hum milhão de Cruzeiros).
Ao segundo colocado, coube CR$ 500.000,00 (Meio Milhão).
Ao terceiro, CR$ 300.000,00 (Trezentos mil).
Bem, Lucio Costa ganhou um milhão de cruzeiros. O que isso significa? Na época, o salário-mínimo era de CR$ 3.800,00 (três mil e oitocentos cruzeiros). Um Dólar equivalia a Cr$ 66,66 (Sessenta e seis Cruzeiros e sessenta e seis centavos).
LOGO:
– O salário-mínimo correspondia a US$ 57,00 (cinquenta e sete dólares).
– O Prêmio equivalia a US$ 15,000.00 (Quinze mil dólares). Portanto, o Prêmio correspondia, aproximadamente, a 263 salários-mínimos.
Hoje, 22 de outubro de 2026, 69 anos depois, o salário-mínimo é de R$ 1.621,00. Um dólar vale mais ou menos R$ 5,00 (Cinco Reais). Para facilitar as contas, a cinco reais, US$ 15,000.00 correspondem a R$ 75.000,00.
Desse modo, o valor do Prêmio seria, hoje, equivalente a 46,26 salários-mínimos (R$ 75.000,00 divididos por R$ 1.621,00).
UUUUfa! O pior da história, é que segundo conta a filha do dr. Lucio, Maria Elisa Costa (a aniversariante de hoje) seu pai deixou o dinheiro no Banco por anos e anos considerando aquilo uma aposentadoria. Quando foi buscar não valia mais nada.
Coisa dos gênios!
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Sessão especial vai destacar história do 14-Bis e importância da Força Aérea

Santos Dumont voa em seu 14-bis: inventor é patrono da aeronáutica brasileira e herói da pátria
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Yasmim Rodrigues

O Senado faz nesta quarta-feira (21), às 10h, uma sessão especial pelos 120 anos do primeiro voo do 14-Bis e pelo Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira (FAB). A homenagem, proposta pelo senador Dr. Hiran (PP-RR) e outros parlamentares, destaca a atuação da Força Aérea na defesa do espaço aéreo, em missões de resgate e no apoio a regiões de difícil acesso. As datas, comemoradas em 23 de outubro, fazem referência ao dia do primeiro voo do avião criado por Santos Dumont.

 

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Fonte: Agência Senado

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