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Transposição: você decide!
Veja os prós e contras o projeto da transposição do São Francisco e tire sua própria conclusão
Silvestre Gorgulho, de Brasília
As discussões sobre a transposição do rio São Francisco estão na ordem do dia. Como sempre, os números e os estudos são usados para justificar interesses imediatos. De um lado ou de outro. Vamos colocar todos estes argumentos na balança do bom senso para que o leitor também possa tomar sua decisão e dar sua opinião. Técnicos a favor e contra o projeto foram consultados. Cada um deles deu seus argumentos. A favor e contra. Baseado nestes dados e nestas argumentações, quem quiser se aprofundar no tema pode buscar mais subsídios técnicos e culturais para embasar ainda melhor seu ponto de vista. Antes de resumir os argumentos técnicos de um lado e de outro, é importante entender o que é transposição e o que consta no projeto
O que é transposição?
É a transferência de águas entre bacias hidrográficas. É uma das formas de satisfazer a demanda crescente por água em regiões secas. Trata-se de um instrumento de gestão, pois implica em importantes tarefas para o bom gerenciamento dos recursos hídricos.
Como será a transposição do rio São Francisco?
O Projeto consiste na transferência de cerca de 2% das águas do Velho Chico através de dois grandes canais. O primeiro em Cabrobó (PE), com 402km, que seguirá para rios em Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará e terá vazão de 99 metros cúbicos de água por segundo.
E o outro, com 220km e vazão de 28 metros cúbicos por segundo, partirá da represa de Itaparica, no Vale do São Francisco, na Bahia, e chegará a Campina Grande, na Paraíba. Serão feitas nove estações de bombeamento: seis no primeiro canal e três no outro.
Seguem, então, os argumentos dos técnicos. Seis a favor e seis contra. Coloque-os na balança de sua consciência. E decida!
| Os técnicos que são a favor da obra da transposição, dizem que: 1. O projeto de transposição vem sendo discutido desde os tempos de D. Pedro II, em 1847. Muitos governos republicanos também trataram do problema, alguns mais e outros menos, mas só o governo do presidente Lula tomou a decisão política de fazer a transposição. 2. É uma obra que vai oferecer segurança hídrica a uma população de 12 milhões de pessoas que vivem no Nordeste Setentrional. É necessário porque a vida humana só é sustentável quando dispõe de 1.500 metros cúbicos de água por habitante/ano. Em quase toda a área do projeto há apenas 450 m3 por habitante/ano, o que estimula a migração para os grandes centros urbanos. 3. Tal como está montado, o projeto beneficiará diretamente 140 municípios integrantes das bacias dos rios Jaguaribe, Apodi e Piranhas Açu. A obra vai possibilitar a implantação de algumas indústrias como de camarão e do setor agropecuário. O projeto vai promover transformações na economia do Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e parte de Pernambuco. 4. Serão gastos cerca de R$ 4,5 bilhões para fazer quatro estações de bombeamento, 13 reservatórios e uns 1.400 quilômetros de túneis e canais. Os canais passarão por comunidades rurais com cerca de 70 mil pessoas que convivem com a seca. Com a obra, as águas do Rio São Francisco, que irrigam mais de 120 mil hectares de terra, serão levadas também a pontos remotos no território nordestino. O Ministério da Integração promete investir, ainda em 2005, R$ 68,5 milhões na revitalização do rio. Segundo Ciro Gomes, desse total, R$ 47,4 milhões já estão empenhados e o restante está em processo de empenho. 5. A obra vai possibilitar que sejam irrigados 110 mil hectares. Mas se forem utilizadas as barragens da região receptora, a irrigação chegará a 334 mil hectares, gerando cerca de 1,2 milhão de empregos diretos, considerando-se a ocupação média de quatro pessoas por hectare. O projeto prevê ainda a perenização de 2.100 quilômetros de rios secos, como o Jaguaribe, no Ceará, Piranhas-Açu e Apodi/Mossoró, no Rio Grande do Norte, e Piancó, na Paraíba. 6. O São Francisco é o único com excedente de água no semi-árido. Segundo a ministra do Meio Ambiente Marina Silva, o projeto prevê a captação de 26 m3/s da vazão na foz do rio garantida pela barragem de Sobradinho. Isso representa 1,4% da vazão disponível, que vai para o mar. | Os técnicos que são contra a transposição, justificam: 1. Transposição só depois da revitalização. Hoje já existem outorgados 330 m3/s de capacidade instantânea de retirada de água do São Francisco. A água da transposição vai fazer diferença hoje, e mais ainda, amanhã. Os 63 m3/s são médios, significando que o pico é de 126 m3/s, o que corresponde a 35% da vazão outorgável, a que verdadeiramente interessa comparar, pois a imensa vazão que vai para o mar (sobre a qual se chegam aos 2%) não pode ser usada por questão de preservação ambiental. 2. O mundo está cheio de exemplos de transposições apressadas, feitas com caráter político e que criaram grave problema ambiental. É o caso do Mar de Aral que secou. O projeto de uma obra tão cara e tão complexa foi encaminhada para o Conselho Nacional dos Recursos Hídricos em regime de urgência. Foi um golpe contra a sociedade civil, até porque não passou pela Câmara Técnica do CNRH. 3. Serão gastos cerca de R$ 4,5 bilhões na obra, enquanto centenas de comunidades que vivem às margens do rio em Minas, Bahia, Alagoas e Sergipe até hoje não têm água. Essas comunidades se sentem prejudicadas se os investimentos públicos forem alocados para uma obra cara e que vai levar água a 700km de distância. 4. Ao longo dos 2,8 mil km do rio, todos os 504 municípios e indústrias precisam urgentemente de estações de tratamento de esgoto e de efluentes. Quase toda mata ciliar do São Francisco e afluentes foi destruída e precisa ser recomposta. E o governo está jogando bilhões antes na transposição. 5. O Brasil tem a cultura da abundância. Enquanto a região receptora não usar toda sua capacidade de gestão de demanda da água, ela não tem o direito de receber uma água de tão alto custo. A região receptora vai continuar praticando o mau gerenciamento da água. O desperdício será inevitável. Se o projeto vem desde o Império é porque nenhum organismo se arriscou a financiá-lo. Há algo errado. Todos sabem que para bons projetos nunca falta dinheiro. 6. A indústria da seca vai aumentar. A ingerência política será muito maior. Se um município necessitado conseguir politicamente mais água, outro município, igualmente necessitado, também vai conseguir. E assim por diante. Essas ações terminam por criar um perigoso núcleo reivindicatório de conseqüências imprevisíveis. E o rio São Francisco não dá conta. |
Silvestre Gorgulho – Jornalista. Foi Secretário de Estado de Comunicação e Secretário de Estado da Cultura de Brasília.
Há 70 anos, em 18 de abril de 1956, Brasília começou a vencer a burocracia para sair do papel e entrar na fase do concreto, com a Mensagem de Anápolis.
Em 21 de abril de 1960, a capital era inaugurada com pompa e circunstância pelo presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira. Lá se vão 66 anos. Nos 65 aniversários anteriores, os brasilienses assistiram a comemorações variadas: algumas simples, mas eufóricas. Outras apoteóticas. Todas sempre regadas a danças e festanças. Mas, nunca, o aniversário de Brasília foi comemorado com tanta displicência, apatia e baixo astral, como agora. A festa dos 66 anos de Brasília ficou restringida à bela edição do irmão gêmeo de Brasília, o Correio Braziliense, inclusive com a tradicional e empolgante Maratona.
Parece que Brasília está em depressão.
Lembro-me que, em 21 de abril de 2010, no Cinquentenário da Cidade, depois da capital ter passado pela crise de ter quatro governadores, a Câmara Legislativa elegeu, indiretamente, dois dias antes, um novo ocupante do Buriti. Mesmo com tantas cicatrizes, a cidade lavou a alma com uma ‘Festa dos 50 Anos’, que levou mais de um milhão de pessoas à Esplanada dos Ministérios.
Não havia nem um político no palco. A festa foi totalmente paga pela iniciativa privada com apoio logístico da Secretaria de Cultura. Deram às mãos o Sinduscon, Associação Comercial, Ademi, Asbraco e Fecomércio. Brasília cantou e dançou com Daniela Mercury – que foi âncora de um show histórico na Esplanada, onde se apresentaram com ela nada menos de 39 artistas da cidade.
À meia noite. Uma grande surpresa estava guardada a sete chaves. Apenas cinco pessoas sabiam. Além da Daniela Mercury, eu como Secretário de Cultura e mais duas pessoas de minha equipe. E, também, o próprio gênio da MPB que iria se apresentar, cantando apenas uma canção.
Apagaram-se as luzes. Estava anunciado o início da queima de fogos. Antes, um canhão de luz focou diretamente o palco e uma voz límpida e forte, a capela, ecoou pela escuridão. Aos poucos, sob o holofote, surge Milton Nascimento.
– ” Como pode o peixe-vivo / viver fora da água fria? Como poderei viver sem a tua, sem a tua companhia…”
Foi uma apoteose!
A voz de Milton Nascimento reverberou pelos quatro cantos do Brasil. Sim, a TV Globo transmitiu tudo ao vivo. Um misto de euforia e de emoção tomou conta da multidão.
Na segunda estrofe, entra Daniela Mercury que faz dueto com Milton. Aos poucos, começam a entrar cada um dos 39 artistas brasilienses que tinham se apresentado.
E a Esplanada, num coral de um milhão de vozes, sacudiu o Cerrado:
– “Como pode o peixe-vivo /viver fora da água fria? Como poderei viver sem a tua, sem a tua companhia…”
Vi muita gente chorando. A energia de tantos candangos celebrando os 50 anos de Brasília contagiou a cidade e ajudou a levantar o astral de um tempo triste e sombrio que a cidade vivia.
Agora, nos 66 anos da Capital, faltou ao atual governo sensibilidade e criatividade para tirar Brasília de uma depressão que a cidade está mergulhada.
BRASÍLIA ANO 1 – Para não dizer que falei apenas dos 50 anos da cidade, vou lembrar a comemoração de quando Brasília fez um ano, em 21 de abril de 1961. O presidente da República era Jânio Quadros. Ele estava de costas para a cidade. Falava até em voltar a Capital para o Rio de Janeiro. O prefeito, Paulo de Tarso, assoberbado com finalizações de infraestrutura e questões administrativas, nem pensou no assunto.
Na semana anterior, o então Secretário da Cultura (na época presidente da Fundação Cultural) o poeta maior José Ribamar Ferreira ou, simplesmente, Ferreira Gullar, organizou as comemorações do primeiro aniversário. Evidente, com todas as dificuldades de uma cidade ainda na placenta da História. O que ficou da festa – além de um singelo coquetel no gabinete do prefeito Paulo de Tarso, foi a poesia que nasceu da pena de Ferreira Gullar.
A verdade é que, com seus pouco mais de 100 mil habitantes (hoje são mais 3 milhões), Brasília teve mais poesia do que festança.
Sem nenhum tipo de condução e sem nenhum apoio logístico para celebrar o Ano 1 da nova Capital, Ferreira Gullar buscou solução no Exército Nacional. Marcou audiência.
Um major o recebeu educadamente. Depois de muita conversa, o oficial se saiu com essa:
– Dr. Gullar, tudo bem, mas o problema é viatura e gasolina.
– Eu sei, mas qual a solução?
– Dr. Gullar, não tem solução!
Sem solução, sem apoio, com bastante poeira e muita inspiração, Ferreira Gullar aproveitou o vinho comemorativo no final de tarde do dia 21, na sala do prefeito Paulo de Tarso, sacou do bolso um poema em forma de embolada e discursou aos convivas:
Não adianta, seu prefeito, abrir estrada.
Não adianta Carnaval na Esplanada.
Não adianta Catedral de perna fina
Não adianta rebolado de menina
Que o problema é viatura e gasolina.
Todo mundo riu muito, mas ninguém perdeu o ritmo:
– O problema é viatura e gasolina.
Bons tempos aqueles, quando o astral era altíssimo e o problema era só viatura e gasolina.

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Inhotim celebra 20 anos com inauguração de três novas obras
Instituto articula natureza, arte e educação em Brumadinho
Ana Cristina Campos – repórter da Agência Brasil
O Instituto Inhotim, em Brumadinho, Minas Gerais, abriu neste sábado (25) as comemorações dos seus 20 anos com a inauguração de três obras: Contraplano, de Lais Myrrha, Dupla Cura, de Dalton Paula, e Tororama, de Davi de Jesus Nascimento. Considerado o maior museu a céu aberto da América Latina, o Inhotim reúne trabalhos de artistas nacionais e internacionais e uma rica flora. 

Para a diretora artística, Júlia Rebouças, as três obras se conectam em algo que é também a vocação do instituto: articular arte, natureza e educação.
“Cada um ao seu modo, vão repercutir o que é esse território, qual a relação do visitante com esse espaço, questões contemporâneas importantes. Elas vão revisitar momentos que muitas vezes estão ocultos na nossa história mais recente”, disse.
Júlia destaca que os novos trabalhos conversam com o acervo reunido ao longo da história do instituto.
“São trabalhos que se articulam com esse enorme texto que está sendo posto aqui há 20 anos. Cada obra é uma ideia nova que a gente adiciona a esse texto que vai escrever a narrativa do Inhotim”, completa a diretora artística.
Contraplano
Sobre um dos pontos mais altos de Inhotim, a escultura monumental Contraplano faz referência ao prédio projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer na Praça da Liberdade, na capital mineira. Feita de lâminas de concreto armado e colunas de aço inoxidável, materiais usados na arquitetura moderna, a obra se descortina sobre áreas do jardim do museu e da mata no entorno e sobre fragmentos de cavas de mineração nas regiões próximas.
O título da obra remete a um espelhamento dessa paisagem modificada pela mineração. A artista mineira Lais Myrrha conta que gostaria de propor uma reflexão em torno da relação da arquitetura com a paisagem, o tempo, a natureza, a montanha e a mineração.
“Até que ponto as tecnologias modernas também influenciaram nessas formas de construção? A topografia, as cavas de mineração, como isso aparece nesse desenho da obra? Vai depender muito do repertório de cada visitante”, afirmou a artista à Agência Brasil.
A psicóloga belo-horizontina Paola Prates, de 29 anos, estava em sua quarta visita ao Inhotim e entrou em contato pela primeira vez com o trabalho de Lais.
“Achei uma obra muito interessante, porque está posicionada próximo à mineração e eu acho que ela dialoga muito com isso. É uma obra que causa conforto porque, quando se está aqui dentro, você sente o frescor e o acolhimento, mas, ao mesmo tempo, você também olha para a mineração e lembra o que ela é capaz de fazer”, ponderou a visitante.
Dupla Cura
Abrigada na Galeria Mata, uma das primeiras edificações do Inhotim, a exposição de longa duração Dupla Cura, de Dalton de Paula, inclui cerca de 120 obras do artista brasiliense que mora e trabalha em Goiânia.
A mostra reúne o mais amplo conjunto de suas obras já exibido no Brasil, com pinturas, fotografias, vídeos e instalações que remetem à ancestralidade, à memória e à valorização da cultura afro-brasileira.
A curadora Beatriz Lemos explica que o título da exposição é uma referência “ao pacto espiritual que a permeia”. Segundo ela, o aspecto dual, ligado à devoção a São Cosme e São Damião, “manifesta-se no entendimento de que o fortalecimento individual é indissociável do bem-estar comunitário”.
Dalton de Paula conta que umas das questões que mais lhe atrai é a reflexão sobre a memória.
“Aqui a gente vai se deparar com obras de 1999, com questões iniciais, e obras feitas no decorrer do tempo que têm um aprofundamento. Eu vejo como uma espécie de oráculo que fiz desse passado e aponta possibilidades de presente e de futuro. Quando a gente mostra ao público, principalmente, as futuras gerações, é algo muito importante”, disse à Agência Brasil.
Morador da capital mineira, o engenheiro de som Marcos Soares, de 40 anos, já esteve seis vezes no Inhotim e foi conhecer o trabalho de Dalton.
“Curti muito os desenhos, as pinturas, a expressão gráfica dele é bem rica. O processo de construção da arte dele é bem interessante de acompanhar. Abre uma nova forma de vida que eu nunca teria a chance de vivenciar se não fosse vendo uma exposição como essa do Dalton”.
Tororama
A poucos passos do Contraplano, está a Galeria Nascente, que abriga a instalação Tororama, de Davi de Jesus Nascimento, que nasceu e mora em Pirapora, no norte mineiro.
O espaço reúne três pinturas e um vídeo gravado nas Cavernas do Peruaçu, também em Minas Gerais. A instalação conta ainda com carrancas feitas pelo Mestre Expedito, importante figura da arte popular, que não produzia peças novas há dez anos.
Segundo o curador Deri Andrade, o nome da instalação aparece como uma expressão no conto A Terceira Margem do Rio, de João Guimarães Rosa, “que aborda a relação do protagonista com um curso d’água”.
“O trabalho de Davi está totalmente relacionado ao Rio São Francisco, a partir de uma pesquisa voltada para sua família que mergulha nesse rio. É um projeto completamente imersivo, que traz vídeo performance e uma paisagem sonora”, destacou o curador.
Davi conta que vem de uma família de lavadeiras, pescadores, marceneiros e mestres carranqueiros.
“A permissão do que eu faço vem por meio desse curso d’água que é o Rio São Francisco e da energia da minha mãe que morreu afogada em 2013”, disse o artista. “Esse ambiente que criei é de onde eu venho, da comunidade à beira do rio, do meu pai pescador”.
Irmã de Davi, Ana Paula Vieira do Nascimento, de 36 anos, visitou a obra que lhe remeteu a tudo o que a família vivenciou desde a infância.
“Nossa infância foi sempre dentro do rio. Somos barranqueiros e me remeteu muito à memória da nossa mãe que está presente nessa exposição”.
Instituto Inhotim
O museu do Inhotim fica no município de Brumadinho, a 60 quilômetros de Belo Horizonte. É uma organização sem fins lucrativos, mantida com recursos de doações de pessoas físicas e jurídicas – diretas ou por meio das leis federal e estadual de Incentivo à Cultura – , pela bilheteria e realização de eventos.
Foi idealizado desde a década de 1980 pelo empresário mineiro Bernardo de Mello Paz. No solo ferroso de uma fazenda da região, surgiu em 2006.
Sua localização, entre os biomas da Mata Atlântica e do Cerrado, e as paisagens exuberantes ao longo dos 140 hectares de visitação proporcionam uma experiência única que mistura arte e natureza.
Cerca de 1.862 obras de mais de 280 artistas, de 43 países, compõem o acervo e são exibidas ao ar livre e em galerias em meio a um Jardim Botânico com mais de 4,3 mil espécies botânicas raras, vindas de todos os continentes.
*A reportagem viajou a convite do Instituto Inhotim.
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Museu do Catetinho estreia experiência em realidade virtual com inspiração em Tom Jobim e Vinicius de Moraes
Temporada do filme ‘Água de Beber’ começa neste sábado (25) e segue até setembro, com acesso gratuito aos visitantes
Por
Agência Brasília* | Edição: Chico Neto
O Museu do Catetinho, espaço gerido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), inaugura neste sábado (25) a exibição do curta-metragem Água de Beber em realidade virtual. A experiência estará disponível ao público até setembro, com seis óculos instalados em pontos fixos do museu para uso dos visitantes.
Com oito minutos de duração, o filme recria a inspiração da canção homônima de Tom Jobim e Vinicius de Moraes a partir da fonte localizada no próprio Catetinho. Dirigido por Filipe Gontijo e Henrique Siqueira, o curta propõe uma imersão sensorial que conecta memória, música e patrimônio histórico em um dos espaços simbólicos da capital federal.
A iniciativa conta com o Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), instrumento público de fomento que viabiliza projetos culturais em diferentes linguagens e territórios. No caso da produção audiovisual, o recurso permite ampliar o acesso da população a novas formas de fruição cultural, incorporando tecnologias como a realidade virtual ao circuito de visitação.
Para o secretário interino de Cultura e Economia Criativa do DF, Fernando Modesto, a ação evidencia o papel das políticas públicas no fortalecimento da cultura e na valorização dos espaços históricos. “Ao ocupar o Museu do Catetinho com uma experiência que dialoga com a história da música brasileira e com a identidade do espaço, ampliamos as possibilidades de fruição cultural e reforçamos o compromisso do poder público com a democratização da cultura”, afirma.
*Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa
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