Gente do Meio

Ana Maria Carvalho R. Langue

Ana Maria Carvalho Ribeiro Lange


 Sustentabilidade premiada com o Chico Mendes


 Silvestre Gorgulho


 Ana Maria Carvalho Ribeiro Lange, paranaense de Cambé, é formada em Antropologia Social na Universidade Federal do Paraná. O destaque de seu trabalho é a Amazônia, sendo responsável no MMA pelo programa Amazônia Solidária, voltado para as comunidades extrativistas. Trabalhou na Funai por seis anos, onde lutou pelos direitos dos povos indígenas e em 1986, já no IPEA, trabalhou na coordenação do Programa de Meio Ambiente e Comunidades Indígenas. Foi responsável pelos processos de identificação e regularização de áreas indígenas e para o fortalecimento de comunidades de base (extrativistas e de agricultura familiar) e de várias organizações não governamentais. Como consultora da Eletronorte, atuou no Amapá junto aos povos indígenas Galibí-Kalinã, Palikur, Karipuna e Galibí-Marworno, na formulação de proposta de compensação pela passagem da linha de transmissão de energia, Calçoene/Oiapoque, na Terra Indígena Uaçá.


Ana Maria Carvalho R. Langue recebeu o Prêmio Chico Mendes individual. Foram muitas homenagens e muita participação de artistas na entrega do Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Indígenas da tribo Ashaninka fizeram a abertura do evento com cânticos da floresta pedindo a integração das diversas raças para uma nova consciência ambiental. A atriz Lucélia Santos dividiu com Letícia Spiler o papel de mestre de cerimônias.



Entre clipes que mostravam imagens de Chico Mendes e algumas de suas declarações mais importantes em defesa da Amazônia e dos Povos da Floresta, apresentaram-se artistas do grupo Aplauso, Ney Matogrosso, Gilberto Gil e a Orquestra Imperial do Rio de Janeiro.
Este ano, seis categorias foram contempladas com o prêmio: Liderança Individual, Associação Comunitária, ONG, Negócios Sustentáveis, Educação Ambiental e Município. Os primeiros colocados de cada categoria receberam R$ 28 mil, sendo que na categoria município foi entregue uma menção honrosa.
O Prêmio Chico Mendes foi instituído em 2002 pelo MMA com o objetivo de homenagear Chico Mendes pela defesa das populações tradicionais e dos povos indígenas, do meio ambiente, da igualdade, da cidadania e da consciência ambiental e, também, de reconhecer e estimular trabalhos voltados à conservação dos recursos naturais da Amazônia Legal, tornando possível a materialização do desenvolvimento sustentável, equilibrando interesses ecológicos de conservação ambiental com interesses sociais de melhoria de vida das populações.
Durante a entrega do Premio, o ministro Carlos Minc lembrou Chico Mendes, o líder seringueiro que conseguiu unir duas grandes utopias da humanidade. “De um lado a luta pela terra, pela justiça, pelos sindicatos e, de outro, a luta por todas as formas de vida da natureza”.


 Sandino, filho de Chico Mendes, e Angélica, neta, também participaram da homenagem junto com o presidente do JBRJ, Lizst Vieira; o jornalista Zuenir Ventura; a ambientalista Adriana Ramos e o indígena, músico e amigo de Chico Mendes, Aílton Krenak, e os atores Victor Fasano e Cristiane Torloni.


























Os vencedores 

 

 Categoria Liderança
 Individual


 Ana Maria
Carvalho Ribeiro Lange


 Categoria Associação
Comunitária


 Associação de Seringueiros Kaxinawa do Rio Jordão)


 Categoria ONG


 Conselho Geral da Tribo
Ticuna e Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia


 Categoria Negócios
Sustentáveis


 Associação Halitinã


 Categoria
Educação Ambiental


 Associação Vagalume


 Categoria
Município


 Prefeitura Municipal de Lucas de Rio Verde/MT


Janeiro de 2009

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Liderança Sustentável na Era Digital: Perfis Inspiradores de Cristal Muniz, Marcela Rodrigues e Fe Cortez

Explorando as Jornadas Pessoais e Impactos Globais das Maiores Influenciadoras de Sustentabilidade Online

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em

 

Nos dias atuais, em que a conscientização ambiental se tornou uma prioridade para a humanidade, a presença de influenciadores desempenha um papel crucial na disseminação de práticas e estilos de vida sustentáveis. Entre esses líderes de opinião, três figuras se destacam de maneira excepcional por seu compromisso inabalável com a sustentabilidade: Cristal Muniz, Marcela Rodrigues e Fe Cortez. Em uma entrevista exclusiva concedida à revista Quem, no âmbito do projeto “Um Só Planeta”, essas influenciadoras compartilharam suas histórias pessoais e revelaram como se interessaram pelo tema e o aplicam em seu dia a dia.

Cristal Muniz: A Defensora Apaixonada da Vida Verde

Cristal Muniz, uma defensora apaixonada da vida verde e fundadora do movimento “Vida Sustentável para Todos”, revelou à Quem como sua infância no interior a despertou para a importância da preservação ambiental. “Crescer em um ambiente rural me ensinou a valorizar os recursos naturais e a entender a interdependência entre o homem e a natureza”, compartilhou Cristal. Sua jornada para se tornar uma influenciadora de sustentabilidade começou com pequenos passos em direção a uma vida mais ecoconsciente. Por meio de suas plataformas de mídia social, ela inspira milhões de seguidores a adotar práticas diárias que promovam um estilo de vida sustentável, desde o consumo consciente até a reciclagem e o apoio a iniciativas locais de preservação ambiental.

Marcela Rodrigues: A Visionária das Cidades Verdes do Futuro

Marcela Rodrigues, uma visionária no campo da urbanização sustentável e cofundadora da ONG “Cidades Verdes do Futuro”, revelou em sua entrevista como sua formação em arquitetura a impulsionou a explorar soluções criativas para tornar as cidades mais amigas do meio ambiente. “A arquitetura oferece uma oportunidade ímpar de repensar a maneira como construímos nossas comunidades, considerando os impactos ambientais a longo prazo”, compartilhou Marcela. Sua missão é promover a criação de espaços urbanos que sejam ecologicamente responsáveis, energeticamente eficientes e socialmente inclusivos. Por meio de campanhas educacionais e projetos de reurbanização, ela espera catalisar uma mudança positiva nas cidades do mundo todo, abrindo caminho para um futuro mais sustentável.

Fe Cortez: A Defensora Incansável da Moda Ética e Sustentável

Fe Cortez, uma defensora incansável da moda ética e sustentável e criadora da plataforma “Moda Consciente”, revelou como sua paixão pela moda a levou a questionar as práticas insustentáveis da indústria. “A moda tem um impacto enorme no meio ambiente e nas comunidades produtoras em todo o mundo. Precisamos repensar radicalmente a maneira como consumimos e produzimos roupas”, afirmou Fe. Ela usa sua plataforma online para educar os consumidores sobre as práticas de produção sustentável e promover marcas que priorizam a transparência e a ética em toda a cadeia de suprimentos. Seu objetivo é criar uma consciência coletiva em torno da importância de optar por opções de moda responsáveis, que não comprometam o bem-estar humano e ambiental.

Essas três influenciadoras exemplares, Cristal Muniz, Marcela Rodrigues e Fe Cortez, estão moldando o cenário da sustentabilidade digital e inspirando uma nova geração de defensores do meio ambiente. Seus esforços coletivos são um lembrete poderoso de que a preservação do nosso planeta é responsabilidade de todos, e cada ação individual pode contribuir para um futuro mais sustentável e próspero para as gerações vindouras.

 

 

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ADEUS, ORLANDO BRITO

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O céu de Brasília amanheceu lindo, azul e com muita luz.
Mas nossos corações acordaram tristes, meio sem rumo e repassando um filme de saudades ao relembrar a figura serena, solidária, tranquila, genial e amiga de Orlando Brito.
Que você vá em paz, amigo Britinho.
Seu legado, sua história e seu rico acervo fotográfico e editorial sobre a História recente do Brasil e de Brasília está eternizado.
Nossa mesa dos almoços das sextas-feiras, que já teve um vazio imenso com a despedida do arquiteto Carlos Magalhães da Silveira, em junho do ano passado, agora sofre um outro esvaziamento pela passagem de Orlando Brito.
Num espaço de semana, o fotojornalismo brasileiro fica mais pobre, meio sem graça e nossos olhares reclamam as imagens fantásticas que brotavam das lentes Orlando Brito e Dida Sampaio.
Muito triste!
Orlando deixou livros, causos e histórias. Seu mais recente livro é CORPO E ALMA. Deixou ainda: PERFIL DO PODER (1982), SENHORAS E SENHORES (1992), PODER, GLÓRIA E SOLIDÃO (2002) e ILUMINADA CAPITAL (2003).
Adeus, Orlando Brito. Siga em paz!
FOTO:
Da direita para a esquerda:
Orlando Brito, Paulo Castelo Branco, Silvestre Gorgulho, Lucas Antunes, Cláudio Gontijo, Carlos Magalhães da Silveira, Denise Rothemburg, Reginaldo Oscar de Castro e Austen Branco. Fora da foto, porque chegou mais tarde, a secretária Helvia Paranaguá.
Pode ser uma imagem de 6 pessoas, pessoas sentadas e ao ar livre
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O LEGADO DE ELISEU ALVES

COMPLETA 91 ANOS EM 2022

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Eliseu Roberto de Andrade Alves, que nesta segunda-feira, 27 de dezembro, completa 91 anos, é daqueles brasileiros que tem uma obra muito mais conhecida do que a si próprio.
Sua obra mais conhecida é ter participado da criação da EMBRAPA, onde realizou o sonho de qualquer instituição de pesquisa: mandar para as melhores universidades do mundo 2.500 jovens agrônomos, economistas rurais e veterinários recém formados aqui no Brasil e trazê-los de volta com títulos de Mestrado e P.h.D.
Mas Eliseu Alves deixa outros legados: ele criou o conceito do distrito de irrigação, pelo qual os projetos públicos passaram a ser administrados pelos irrigantes. Como presidente da Codevasf (Governo José Sarney) concebeu e implantou o programa de produção e exportação de frutas em Petrolina/Juazeiro e negociou empréstimos no exterior que permitiram uma expansão de mais de um milhão de hectares de área irrigada.
FRASES DO ELISEU ALVES
– “A Ciência liberta o homem da ignorância, da pobreza, da doença e da dor”.
– “Cercear o progresso do conhecimento é um erro lamentável, além de pouco prático: sempre haverá algum país onde a liberdade do cientista é respeitada, e esse país vai pular à frente dos demais na produção de riqueza e do bem estar de seu povo”.
– “O país que não investe em Ciência, condena seu povo a sobreviver com o suor de seu rosto. A Ciência democratiza e a tecnologia liberta”.
– “A Revolução Verde brasileira na década de setenta sustenta hoje o crescimento econômico do Brasil e coloca o País na rota dos grandes exportadores mundiais de grãos”.
– “Fazer ciência é apenas mais uma maneira de exercitar a fé. Nunca vi na ciência qualquer possibilidade de negação da fé. Entendo que investigar os fenômenos físicos e sociais nada mais é que conhecer e revelar os mistérios do fazer de Deus”.
Dr ELISEU ALVES, seus 91 anos devem ser celebrados com alegria, orgulho e como uma benção para o Brasil.
Abraço,
Silvestre Gorgulho
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