Gente do Meio

Estefânia Viveiros, com toda Justiça

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Silvestre Gorgulho


Estefânia Viveiros é uma jovem potiguar bonita, simpática, solteira e vencedora. Ganhou até eleição em Brasília, deixando para trás velhos marmanjos. A professora e doutora Estefânia é advogada, única mulher a presidir uma das 27 seccionais da OAB no Brasil.


O segredo de seu corpo bonito? Simples, praticando muito esporte, para compensar sua paixão chocólotra. Além do Squash, a presidente da OAB-DF joga vôlei e chegou a jogar com a Virna, da seleção brasileira.
Não precisa dizer que muitos partidos de Brasília já sondaram a doutora Estefânia Viveiros para integrar suas legendas. PSDB, PMDB, PSB e até o PT sonham em lançar Estefânia para algum cargo eletivo. A justificativa é sempre a mesma: ela é bonita, é competente, é combativa e é boa de comício. Muito boa mesmo!

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Gente do Meio

Fernando Pessoa

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Um fingidor que é enigma em Pessoa

Fernando Pessoa é gênio. E sua genialidade não coube apenas num só poeta. Fernando Pessoa são vários. Daí, tantos heterônimos. Nos tempos de África do Sul, alfabetizado em inglês, criou os primeiros heterônimos: Charles Robert Anon e H. M. F. Lecher. Criou até um especialista em palavras cruzadas: Alexander Search. Depois vieram os heterônimos que entraram para a história: Alberto Caeiro (ingênuo guardador de rebanho – poeta da natureza) Álvaro de Campos (engenheiro, um poeta de fases e influenciado pelo simbolismo). Ricardo Reis (erudito que insistia na defesa dos valores tradicionais, na literatura e na política). E Bernardo Soares, um tipo especial de semi-heterônimo.Alberto Caeiro era considerado o mestre de Álvaro Campos e de Ricardo Reis. Aliás, do próprio Pessoa. Para o poeta mexicano Octavio Paz (Premio Nobel Literatura 1990) a biografia dos poetas é sua obra. E Pessoa deixou uma fantástica obra. Tinha um viver pacato, mas passou a vida criando outras vidas. “Era o enigma em pessoa”. Comparado a Luiz de Camões, Fernando Pessoa deixou um legado para a Língua Portuguesa como jornalista, publicitário e poeta.

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

………

As gaivotas, tantas, tantas,
Voam no rio pro mar…
Também sem querer encantas,
Nem é preciso voar.

……

“Minha Pátria é a Língua portuguesa”.

……

“Criei em mim várias personalidades. Crio personalidades constantemente. Cada sonho meu é imediatamente, logo ao aparecer sonhado, encarnado numa outra pessoa, que passa a sonhá-lo, e eu não.”

……

 “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”.

MAR PORTUGUÊS

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

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Saiba Mais

O que é heterônimo, homônimo e pseudônimo?

Heterônimo A palavra vem do grego: heteros = diferente onyna = nome. Heteronímia é o estudo dos hererônimos ou seja, estudo de autores fictícios. Heterônimo então é uma personagem fictícia, criada por alguêm, mas com vida quase real, com biografia própria, totalmente diferente de seu criador. O criador de hetêrônimo, como Fernando Pessoa, é chamado de ortônimo.

Homônimo (homos = igual + onyma = nome) Pessoa que tem o mesmo nome de outra. Ou, palavras que se pronuncia e/ou escreve da mesma forma que outra, mas de origem e sentido diferentes.

Pseudônimo significa nome falso, ou seja, um nome fictício usado por alguêm como alternativa ao seu nome legal.

 

silvestre@gorgulho.com

dezembro de 2009

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Gente do Meio

Ângelo Machado – Um ecologista com base científica sólida

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Silvestre Gorgulho

Na paixão pelos pequenos animais, na profundidade de sua imensa base científica e na simplicidade de uma vida dedicada ao conhecimento da natureza e na formação acadêmica de toda uma geração de alunos, está o professor Ângelo Barbosa Monteiro Machado.

Ângelo Machado nasceu em Belo Horizonte em 1934, fez graduação e doutorado em medicina pela UFMG, e pós-doutorado na Northwestern University, em Chicago-USA, é casado e tem quatro filhos. Sempre ligado à pesquisa, foi o responsável pela instalação da microscopia eletrônica no Instituto de Ciências Biológicas da Universidade, e como professor da Escola de Medicina, participou, de maneira notável, dos colegiados de História Natural, Psicologia, Morfologia, Patologia, Anatomia, Entomologia, Ecologia, Conservação e Manejo de Vida Silvestre. Aposentou-se, mas voltou como professor adjunto de zoologia na mesma Universidade.

Ângelo Machado é um ecologista atípico porque tem base científica sólida, não é afoito e nem de ocasião. Sempre esteve trabalhando em prol do conhecimento da natureza, antes do assunto entrar na moda. Depois da reunião de Estocolmo, em 1972, foi um dos acadêmicos que, por intermédio dos estudos que conduzia e sempre publicava, deu suporte e garantiram a mudança de posição do Brasil em relação à temática do meio ambiente e do desenvolvimento. Como consultor, membro de conselhos editoriais e conferencista o professor Ângelo Machado viajou pelo Brasil e exterior, proferindo palestras, participando de mais de 50 congressos científicos, de 11 expedições cientificas para coleta de material zoológico, sendo oito dessas, na região Amazônica.

Querido de seus alunos, foi sempre lembrado como paraninfo, patrono ou homenageado especial dos formandos de Medicina, Psicologia, Ciências Biológicas, Farmácia, Bioquímica ou Odontologia. Também foi homenageado por diversos pesquisadores na descrição de espécies novas de libélulas, borboletas, formigas, percevejos, besouros, pernilongos e até duas variedades de pererecas, a Amphibia alientia. Sua curiosidade em relação aos pequenos animais vem de sua infância, influenciado por seu pai. Virou uma paixão. Seu trabalho não coube mais nos limiteis da academia e junto com alguns amigos, criou a Fundação Biodiversitas, ONG dedicada à conservação da natureza.

Em seu primeiro trabalho de campo, em uma fazenda de propriedade privada, a nova entidade estudou, planejou e fez funcionar a primeira Reserva Particular de Patrimônio Natural, conceito novo que ensejou ao Ibama a regulamentação de mais essa unidade de conservação. Dentre as mais de 150 publicações que resultaram de seu trabalho intelectual, ressaltam-se: a literatura infantil de “O menino e o rio”, adaptado para o teatro em 1992, a aventura Amazônica de “O velho e a montanha” e a mensagem de educação ambiental em “A barba do velho da barba” e “Chapeuzinho vermelho e o lobo-guará”.

Por sua vida dedicada ao estudo e à pesquisa, por seu estilo silencioso e insistente, por sua participação em diversas entidades científicas e conservacionistas, por seu incansável trabalho de retaguarda, oferecendo os subsídios acadêmicos de que tanto carecem os ecologistas militantes, o professor Ângelo Machado é Gente do Meio e, por justiça recebe a homenagem da Folha do Meio Ambiente.

 

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Gente do Meio

Carlos Alberto Ribiero de Xavier

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Natureza, economia e cultura


Silvestre Gorgulho


Naquela fazenda de Curralinho, tão distante, no tempo e no espaço, o homem era um dos elementos da natureza, da criação. Hoje, sob o pomposo nome de “desenvolvimento auto-sustentado” se buscam modelos daquilo que, ali, era o universo quotidiano daquela gente. Gente parte pedra, parte planta, parte bicho: parte Deus, pois nele o espírito se agigantava, conduzindo seus humanos sonhos em direção a iluminados conceitos de liberdade, de igualdade. Houvera aquele animoso alferes cujo sangue tingira as páginas da história do Brasil. Perseguiam-se, desde então, os que assinavam Xavier, forçando-os a abominar seu próprio nome, anatematizado pela opressiva Coroa Portuguesa. Aqueles Xavieres de Casa Branca, no isolamento de sua fazenda, não se intimidaram com a propalada condenação de cinco gerações de toda a parentela. Não renunciaram ao nome, tornado agora ainda mais honroso.


Embora distanciados da sociedade, os Xavieres nada tinham de incultos. Ouro Preto, a primeira urbis, integrava o meio rural, apesar das distâncias e das montanhas. Não havia esse abandono tão grande da gente do campo, que se verifica, ainda em nossos dias, provocando a sempre crescente diáspora para as cidades. Ao se esgotarem as fartas reservas do ouro, as famílias nobres se retiravam para os campos, levando toda a sofisticada herança cultural acumulada na cidade. Refugiadas, agora em paragens longínquas, suas vidas não se limitavam às condições rurais. Antes, se abriam para uma cultura interior extremamente rica.


Intimamente integrados à natureza e à história, com a segurança de quem pisa sua própria terra, sabiam como utilizá-la sem degradá-la. O patrimônio se preservava graças ao respeito a seus valores históricos, culturais e naturais. O conceito de economia e ecologia não de dissociavam.


O legado material se transmitia de forma conjunta com uma educação refinada que não excluía uma natural delicadeza, que fazia com que, por exemplo, um fazendeiro comunicasse com bastante antecedência aos vizinhos que as águas do rio abaixo, de uso comum, estariam turvadas em tal dia, porque o gado iria atravessá-las. O uso equilibrado do patrimônio natural disponível, incluía a manutenção espontânea de reservas, proteção de nascentes, pesquisa de jazidas, consórcio para criação intensiva e engorda de gado em pastos comuns e exploração da melhor vocação dos terrenos. Desconhecia-se a monocultura, pois já se fazia consórcio de culturas, sucessão de plantios, variação de espécies, intercalando épocas de descanso para a terra.


Talvez essa origem explique a sólida e eclética formação de Carlos Alberto Ribeiro De Xavier, economista, ecólogo, pioneiro da Educação Ambiental no Brasil ao introduzi-la no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, do qual foi o mais jovem diretor; profundamente ligado à História e ao patrimônio histórico, à natureza e ao meio antrópico. Seu currículo ora o situa em altos cargos nos ministérios do Meio Ambiente, da Cultura, da Educação, ou no Conselho Nacional do Meio Ambiente, ora o conduz a importantes missões oficiais, como, neste momento, a Comissão Nacional para Comemoração do 5º Centenário do Descobrimento do Brasil e a Comissão Bilateral Executiva para as Comemorações do 5º Centenário da Viagem de Pedro Álvares Cabral.


No Ministério da Cultura foi Secretário de Intercâmbio e Cooperação Internacional, Secretário de Planejamento, Responsável pela área do Direito Autoral, do Cinema e do Audiovisual, Chefe de Gabinete do Ministro e, no momento mais difícil para a área cultural, durante o governo Collor, foi-lhe confiada a responsabilidade pelo Patrimônio Cultural do Brasil, exatamente quando todos os órgãos vinculados ao Ministério da Cultura haviam sido extintos e uma ação popular, movida por expoentes da intelectualidade nacional cobravam do presidente da República a volta do status quo ante. Nessa extraordinária condição, presidiu o Conselho Consultivo do Patrimônio e não ficou só na obrigatória rotina de deliberar sobre processos de tombamento ou contratar obras de restauração, encaminhou ao Senado Federal projeto de lei para o retorno do Iplan, por decisão unânime do Conselho.


Entre as mais diferentes missões oficiais, hei-lo representando o Brasil em encontros internacionais: fazendo conferências no Japão sobre patrimônio genético e sobre migração de plantas; em Portugal negociando a vinda de acervos de obras de arte para o Brasil; em Washington, falando sobre Tiradentes na Biblioteca do Congresso Americano ou participando de Conferência sobre Saúde; em Cuba, falando sobre os Libertadores das Américas; no Chile, representando o Brasil em reunião de Ministros da Educação ou participando de Seminário Mundial sobre Desenvolvimento Social.


Lutando por causas quase sempre desprezadas ou difíceis, defendendo direitos de minorias, dos indígenas ou da criança e do adolescente. Ocupa postos como o da Comissão do Tricentenário de Zumbi dos Palmares, ou, mais recentemente, do Grupo de Trabalho para Valorização da População Negra.


Carlos Alberto Ribeiro De Xavier colocou em prática uma visão pioneira de defesa do meio ambiente. Seu trabalho integra os conceitos de meio ambiente, de cultura e de educação, transcendendo as posturas compartimentadas que não logram uma visão holística do mundo. Justamente porque para ele nunca houve antagonismo entre o homem, a vida e a terra, Carlos Xavier é Gente do Meio e recebe, com toda justiça a homenagem da equipe da Folha do Meio Ambiente.


 

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Reportagens

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