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Friedrich von Martius na internet

http://florabrasiliensis.cria.org.br

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Silvestre
Gorgulho
, de
Brasília

Flora Brasiliensis, a mais importante
obra botânica do mundo, está
na internet. É a biodiversidade brasileira
apresentada no encontro da biodiversidade
mundial, pois o projeto foi lançado
em 22 de março – Dia Mundial da Água
e na abertura do encontro da biodiversidade,
ou da Conferência das Partes (COP 8)
em Curitiba. Assim, entrou no ar a obra do
naturalista Carl Friedrich Philipp von Martius.
E importante: de graça. Os internautas
terão direito a todas as ferramentas
mais modernas de pesquisa on line. Flora Brasiliensis
reúne descrições de 22.767
espécies, de um total estimado de 50
mil existentes em território brasileiro.
A obra traz 3.811 pranchas com desenhos detalhados
de plantas com suas folhas, flores, frutos
e sementes.

O
projeto Flora Brasiliensis On-Line foi financiado
pela Fundação de Amparo à
Pesquisa do Estado de São Paulo – Fapesp,
pela Natura Cosméticos e pela Vitae
Apoio à Cultura, Educação
e Promoção Social. A digitalização
das imagens foi feita pelo Jardim Botânico
de Missouri, EUA. Em alta resolução
e com grande riqueza de detalhes, os desenhos
poderão ser consultados pelo nome científico
de cada espécie, pelo volume ou pela
página da obra impressa.

Na opinião de Vanderlei
Canhos, diretor-presidente do CRIA, o trabalho
de von Martius foi um exemplo de cooperação
internacional no século 19. “No
século 21, o Flora Brasiliensis On-Line
retoma e atualiza esse tipo de colaboração,
em alto nível e larga escala, usando
tecnologias de compartilhamento de dados”,
afirma.

Para Canhos, os avanços
em informática permitiram a montagem
não apenas de um site, mas de um ambiente
colaborativo que será usado por pesquisadores
de diversos países para avançar
no conhecimento da diversidade vegetal brasileira.

Segundo o diretor científico
da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz,
“o projeto conecta um dos maiores trabalhos
sobre biodiversidade jamais produzidos com
um dos principais programas mundiais de pesquisa
em biodiversidade – o Biota/FAPESP – , ao
mesmo tempo em que oferece ao público
os resultados da obra original”. Explica
o biólogo que o Flora Brasiliensis
On-Line é o primeiro passo de um longo
processo para elaborar uma lista atualizada
e completa das plantas que existem no Brasil.
Só o trabalho de atualização
das nomenclaturas contidas na obra de von
Martius levará cerca de cinco anos.
Para o botânico da Unicamp, George Shepherd
“os taxonomistas, que descrevem e classificam
organismos, dependem de obras históricas,
restritas a bibliotecas e herbários
no exterior. O site faz parte de um trabalho
de integração de dados de muitos
países, num esforço para renovar
a taxonomia, derrubando barreiras que impedem
o desenvolvimento da área”.

O desenvolvimento e gerenciamento
do grande banco de dados reunido pelo Flora
Brasiliensis On-Line está sob a responsabilidade
do Centro de Referência em Informação
Ambiental Um banco de imagens de plantas vivas
no campo e de amostras existentes em herbários,
associadas às imagens das pranchas
digitalizadas, está em andamento. Shepherd
concorda e afirma que o projeto não
é importante apenas para que o Brasil
conheça melhor a sua biodiversidade,
mas para que os países vizinhos façam
o mesmo. “Plantas não conhecem
fronteiras”, diz o pesquisador.

MARTIUS E SPIX
Carl Friedrich Philipp von Martius nasceu
na Bavária e veio para o Brasil junto
com zoólogo Johans Baptist von Spix,
na comitiva que trouxe a Grã-Duquesa
austríaca Leopoldina, para casar-se
com D. Pedro I. Esses dois jovens foram encarregados
pelo rei da Bavária, Maximiliano José,
um grande admirador das ciências naturais,
a fazer um levantamento o mais completo possível
da natureza tropical.

De 1817 a 1820, Martius e Spix
se embrenharam pelo interior do Brasil e percorreram
juntos as regiões do Rio de Janeiro,
São Paulo, Minas Gerais, Goiás,
Pernambuco, Piauí, Pará e Amazonas.
Na verdade, Martius e Spix visitaram quase
todos os ecossistemas brasileiros: Mata Atlântica,
Cerrado, Caatinga e Floresta Amazônica.
Faltou conhecer apenas os Campos do Sul e
Pantanal.

Martius morreu aos 74 anos,
sem terminar a obra, que foi concluída
por uma equipe de 65 cientistas de vários
países, coordenada por August Wilhelm
Gichler e Ignaz Urban, em 1906.

Summary

Friedrich von Martius
on the Internet

Flora Brasiliensis, compiled
and written by the naturalist Carl Friedrich
Philipp von Martius, the most important botanical
compendium in the world, is now available
on the Internet. It is Brazilian biodiversity
within the world biodiversity. The project
launch was on March 22, coinciding with World
Water Forum and the opening of the biodiversity
forum at the Conference of Parts (COP 8) held
in Curitiba. This collection of 22,767 species
and their descriptions of a total of 50,000
existing species throughout Brazilian territory
is now free for use by internet navigators
and on line internet research using the most
modern search tools. The work includes 3,811
detailed illustrations of plants as well as
their leaves, flowers, fruits and seeds.

The Flora Brasiliensis On-Line
project was financed by the Fundação
de Amparo à Pesquisa do Estado de São
Paulo – FAPESP (Foundation for the Support
to Research), by the company, Natura Cosméticos
(a natural cosmetics company) and Vitae Apoio
à Cultura, Educação e
Promoção Social (a support,
educational and social promotion organization).
The digitalized images were prepared by the
Botanical Gardens in Missouri, USA. The designs
are in high resolution and a display wealth
of details of and each species, which can
be looked up according to their scientific
names, volume or printed page number.

In the opinion of Vanderlei
Canhos, director president of CRIA, the work
by von Martius served as an example of international
cooperation in the 19th century. In the 21st
century, the Flora Brasiliensis On-Line renewed
and modernized this type of collaboration
on a high level and grand scale using data
sharing technologies,” stated Canhos.
In his opinion, these advances in information
technology, gathering not only the site but
the collaborative environment in which it
was conducted, will be used by researchers
from a number of countries to further knowledge
of Brazilian plant life diversity.

According to the scientific
director of FAPESP, Carlos Henrique de Brito
Cruz, ” the project connects one of the
greatest works about biodiversity ever produced
with one of the most important world biodiversity
research programs – Biota/FAPESP – and at
the same time offers the public the results
of the original work.” The biologist
further explained that the Flora Brasiliensis
On-Line is the first step in a long process
of preparing an updated and comprehensive
listing of the plants that exist in Brazil.

 

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Monumentos de Brasília estão entre as melhores fotos turísticas do mundo

Décima edição do concurso internacional da enciclopédia online Wikipedia selecionou pontos da cidade para concorrer ao prêmio de melhor click

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O Museu Histórico de Brasília está entre as imagens do fotógrafo brasiliense  classificadas para a final do concurso da Wikipedia | Fotos: Francisco Saldanha

 

AGÊNCIA BRASÍLIA* | EDIÇÃO: SAULO MORENO

A enciclopédia online Wikipédia vai anunciar, em fevereiro, a fotografia de monumento mais representativa do mundo postada na internet. Entre as dez finalistas, Brasília concorre com quatro trabalhos do fotógrafo Francisco Willian Saldanha: Museu Histórico, Memorial JK, Santuário Dom Bosco e Catedral Metropolitana.

As fotos foram escolhidas para a etapa brasileira do Wiki Loves Monuments 2021 entre 928 trabalhos inscritos, sendo 596 pela primeira vez. A décima edição do concurso contou com a participação de 113 fotógrafos, 72 deles novatos na competição.

“Nossa capital é diferente de tudo que já se viu. Somos uma cidade única, a oitava mais instagramável do mundo entre os patrimônios tombados pela Unesco, somos a terceira capital brasileira preferida como destino interno, estamos entre os dez melhores lugares para se visitar no verão, por compra de pacotes turísticos. Tudo isso é reflexo de nossas entregas, de um trabalho diuturno que só um governo de ação, como o nosso, é capaz de conseguir”Vanessa Mendonça, secretária de Turismo

O vencedor da etapa Brasil foi um fotógrafo lituano que mora no Rio de Janeiro. Donatas Dabravolskas registrou a estátua do escritor Carlos Drummond de Andrade, localizada em Copacabana, e outros dois trabalhos dele também foram selecionados entre os 10 melhores. Já o brasiliense Francisco Willian Saldanha, que em anos anteriores emplacou duas fotos entre os melhores registros de monumentos do mundo no concurso, garantiu quatro trabalhos entre os dez melhores do Brasil este ano e garantiu a segunda colocação nacional com a fotografia do Museu Histórico de Brasília.

 

 

Vitrais do Santuário Dom Bosco chamaram a atenção do júri, em 2019, com a nona colocação mundial. Este ano, estão em oitavo e voltam a disputar a final

 

 

“Eu gosto de mostrar a grandiosidade da beleza de Brasília, acho linda a leveza do concreto nos monumentos, o Museu da História retrata muito bem esse trabalho incrível de Niemeyer colocando blocos suspensos. Fico feliz em poder mostrar para o mundo, por meio da fotografia, a nossa capital. O meu objetivo é esse, levar Brasília para o mundo e trazer visitantes para cá”, afirma Francisco Willian Saldanha.

A secretária de Turismo do Distrito Federal comemorou a nova conquista para a cidade: “Nossa capital é diferente de tudo que já se viu. Somos uma cidade única, a oitava mais instagramável do mundo entre os patrimônios tombados pela Unesco, somos a terceira capital brasileira preferida como destino interno, estamos entre os dez melhores lugares para se visitar no verão, por compra de pacotes turísticos. Tudo isso é reflexo de nossas entregas, de um trabalho diuturno que só um governo de ação, como o nosso, é capaz de conseguir”, celebrou Vanessa Mendonça.

 

Na sétima colocação ficou a foto do Memorial JK, construído para homenagear o 21º presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek de Oliveira

 

 

O Wiki Loves Monuments é realizado desde 2015 no Brasil, e este ano com uma categoria dedicada exclusivamente à Bahia. Desde o início do concurso, o número de registros na Wikidata, uma base de dados livres que gera listas de monumentos, aumentou de 1,5 mil para mais de 10 mil, com representantes de todas as regiões do país. Segundo Éder Porto, um dos organizadores da seleção, a ideia é estimular a captura de imagens de monumentos “fora da rota” e sujeitos ao vandalismo, à negligência e ao abandono do Estado. “Esse registro pode ser o último”, diz ele.

Quatro das dez fotos de monumentos selecionadas como as melhores do Brasil retratam Brasília. Todas são de autoria de Francisco William Saldanha. Em 2020, Saldanha ficou com a nona colocação mundial com uma foto dos vitrais azuis do Santuário Dom Bosco, igreja projetada pelo arquiteto Carlos Alberto Naves em homenagem ao padroeiro de Brasília. Ele também foi o vencedor da etapa brasileira. E em 2019, quando obteve o 13º lugar global com uma foto da escultura Os Guerreiros, de Bruno Giorgi, mais conhecida como Os Candangos. A escultura foi criada em 1959 e fica na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

A imagem do Museu Histórico de Brasília, também conhecido como Museu da Cidade, ficou com a 2ª colocação. O museu foi projetado por Oscar Niemeyer e integra o Conjunto Cultural Três Poderes. Ele tem por objetivo preservar os trabalhos relativos à história da construção de Brasília. É o mais antigo da capital, inaugurado no dia 21 de abril de 1960 – no dia da inauguração da cidade, evento que marcou a transferência oficial da capital do Rio de Janeiro para Brasília. Lá está uma exposição permanente com inscrições históricas, transcritas em braille e inglês.

Na sétima colocação ficou a foto do Memorial JK, que é um museu, mausoléu e centro cultural construído para homenagear o 21º presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek de Oliveira. O Santuário Dom Bosco foi mais uma vez retratado pelo fotógrafo e ficou com a oitava colocação, agora mostrando um novo ângulo dos vitrais. E em nono lugar ficou a imagem da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, mais conhecida como Catedral de Brasília. O monumento concebido por Oscar Niemeyer venceu em 1988 o Prêmio Pritzker, considerado o Nobel da arquitetura.


*Com informações da Secretaria de Turismo do DF

 

 

 

 

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Mais R$ 1,5 milhão investidos em sistemas de esgoto

Programa da Emater, que garante mais segurança à produção de alimentos, já beneficiou 1,3 mil agricultores e moradores de áreas rurais desde 2020

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Para levar saneamento básico às comunidades do campo do Distrito Federal, a Emater criou o Programa de Saneamento Rural. Entre 2020 e 2021, foi investido R$ 1,57 milhão na implantação de 284 sistemas individuais de tratamento de esgoto do tipo fossa ecológica ou biodigestor instalados em propriedades, que ampliou o acesso de produtores e moradores de áreas rurais ao saneamento básico.

Para este ano, a previsão é que outros 200 sistemas sejam instalados, mais um investimento de R$ 1,5 milhão.

O programa surgiu da necessidade de melhoria da qualidade sanitária dos alimentos produzidos, bem como para garantir a proteção ambiental e a promoção da saúde.

Pelo projeto, a instalação dos sistemas de tratamento é feita em propriedades de agricultores de baixa renda, fornecedores dos programas de Aquisição de Alimentos (PAA) e de aquisição da Produção da Agricultura (Papa-DF) e agricultores que estão em processo de certificação no Programa de Boas Práticas Agropecuárias.

Mais de 1,3 mil agricultores e moradores do campo foram beneficiados pelo programa nos últimos dois anos

De acordo com a presidente da Emater, Denise Fonseca, o alcance dos benefícios que a instalação dos sistemas traz não se limita à propriedade rural. “Nos últimos dois anos foram mais de 1,3 mil agricultores e moradores do campo beneficiados. Fora o atendimento indireto da população do Distrito Federal, que são os consumidores dos alimentos produzidos. Tudo que a gente faz no campo também beneficia a cidade”, destaca.

Para a coordenadora do programa, Ana Paula Rosado, o projeto dá condições dignas aos moradores do campo, garantindo sustentabilidade e alimentos saudáveis. “O esgoto liberado diretamente no meio ambiente pode contaminar o solo, a água e os alimentos produzidos, sendo prejudicial à saúde dos moradores do campo e da população de maneira geral. Muitos produtores não têm condição financeira para essa implantação”, explica.

Até o momento, os sistemas instalados em 2020 e 2021 contaram com o recurso de emendas parlamentares dos deputados Leandro Grass e Reginaldo Sardinha. Em 2022, pelo menos 200 instalações serão feitas por meio de recursos destinados também por Leandro Grass e pelo deputado Jorge Vianna. Segundo o extensionista Antônio Dantas, executor do contrato pela Emater, caso haja recurso, a expectativa é que o número de sistemas de tratamento de esgoto instalados possa chegar a 350.

Histórico

Iniciado ainda em 2017, o trabalho partiu de uma parceria com a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri). A pasta doava os equipamentos, a Emater ajudava na seleção das famílias e os produtores e moradores arcavam com os custos de instalação. Nos dois primeiros anos, chegaram a ser instalados 105 kits nesta modalidade.

412sistemas de saneamento foram instalados desde 2017 no projeto de parceria com a Seagri

Em 2020, a Emater retomou o projeto, que passou por remodelação com a entrega do kit completo e já instalado. Os custos de mão de obra, muitas vezes, dificultavam e até inviabilizavam sua instalação. Nesta nova modalidade, foram colocados 165 kits em 2020 e outros 119 em 2021. “Calculamos que, incluindo material e instalação, cada kit sairia em torno de R$ 7 mil. E há propriedades que necessitam de mais de um, pois cada kit atende uma casa com até cinco pessoas”, enumera Ana Rosado.

Se somados, os kits de tratamento instalados desde 2017, no projeto de parceria com a Seagri, aos que foram colocados até dezembro de 2021, 412 sistemas de saneamento foram instalados graças às iniciativas da Seagri e da Emater.

Como funciona

As fossas ecológicas que estão sendo instaladas no meio rural pela Emater fazem um tipo de tratamento dos dejetos da cozinha e do banheiro. A água suja passa por mais de um processo de filtragem e chega ao final com pelo menos 80% do resíduo tratado. Em alguns modelos, a eficácia do tratamento chega a 95%. O restante, o próprio meio ambiente consegue absorver sem risco de contaminação.

Um dos beneficiados pelo Programa de Saneamento Rural da Emater, o trabalhador rural Ênio Tomas de Aquino, de 62 anos, comemora a instalação. Ele estava preocupado com a água que, em Vargem Bonita, é muito rasa, o que a deixa vulnerável a contaminações. “Vai melhorar nossa saúde e também do meio ambiente, porque nosso planeta está precisando que a gente cuide dele”, afirma.

Critérios para programa

Como a Emater atua de maneira supletiva atendendo as propriedades rurais que necessitam, é feita uma seleção prévia das famílias. Cada escritório analisa individualmente os casos antes de definir quais terão os equipamentos instalados.

Entre os critérios, estão enquadrar-se como família de baixa renda e comercializar alimentos em programas de compra institucional. Também são levados em conta os produtos cultivados. Hortaliças, por exemplo, são mais suscetíveis à contaminação do solo, por isso acabam sendo priorizadas.

*Com informações da Emater

 

 

 

 

 

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Governo Federal finalizou mais de 60 obras para segurança hídrica e investiu R$ 1,1 bilhão em 2021

Jornada das Águas, conclusão da última etapa do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco e do Ramal do Agreste, além da proposição de um novo Marco Hídrico para o setor, estão entre as grandes realizações da área no ano passado

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SEGURANÇA HÍDRICA

 

Governo Federal finalizou mais de 60 obras para segurança hídrica e investiu R$ 1,1 bilhão em 2021

Esses recursos vão possibilitar o início, a retomada ou a realização de estudos e projetos de 17 obras hídricas, de irrigação e de saneamento na região do Semiárido, além de garantir a continuidade de empreendimentos em execução – Foto: MDR

 

 

Garantir a segurança hídrica para a população que convive com a seca tem sido uma das prioridades do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Por isso, durante todo o ano de 2021, a Pasta não deixou faltar recursos para a área e investiu mais de R$ 1,1 bilhão para obras e projetos no setor.

Os investimentos garantiram a conclusão de 61 obras e projetos que vão ampliar a oferta de água e beneficiar cerca de 14,5 milhões de pessoas, principalmente no Nordeste. Desse total, 50 estão situados na região.

Nesse contexto, o Governo Federal inaugurou o último trecho do canal do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco, concluindo as últimas obras físicas necessárias para garantir o caminho das águas dos dois Eixos (Leste e Norte). A conclusão era aguardada pela população há 13 anos. Outro grande empreendimento hídrico concluído em 2021 foi o Trecho IV do Canal do Sertão Alagoano.

Além disso, o Ministério do Desenvolvimento Regional iniciou a construção do Ramal do Apodi (RN) e iniciou a elaboração de projetos e estudos, tais como Projeto Seridó, Canal do Sertão Baiano, Canal do Xingó, Ramal do Salgado, Adutora do Agreste Potiguar, transposição de bacias no Piauí e Maranhão.

 

 

 

 

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