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José Aparecido de Oliveira

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ZÉ APARECIDO DE OLIVEIRA


Lições e segredos de um mestre


Por SILVESTRE GORGULHOPara alguns, José Aparecido de Oliveira era o “curriculum vitae” de Conceição do Mato Dentro, a cidade mineira que o viu nascer. Para outros, uma máquina de fazer amigos.


Só sei que ele era arrojado, generoso e controvertido. Muitas vezes nos dava muita alegria e outras vezes nos fazia perder a paciência. Tinha carisma, prestígio e amigos.


E que lições e segredos nos deixou esse Zé Aparecido de Oliveira, que foi deputado federal, secretário de Estado, fundador do Ministério da Cultura, Embaixador e Governador de Brasília?


Que lições e segredos nos deixou essa figura quase mítica da vida política brasileira; alguém que conseguiu reunir em torno de si tantos e tão qualificados homens públicos, intelectuais, jornalistas, gente do povo, estadistas e poetas?


De onde veio a força desse que, do interior de Minas, comandou decisivamente as eleições presidenciais de 1960, a primeira e única vitória da UDN no Brasil?


Para o próprio Zé Aparecido, não existiam nem lições, nem segredos. Apenas uma realidade: “Viver é construir a Pátria e fazer amigos. Viver bem é ser perseverante na arte de conservar amigos”.


Mas, ao contrário do que pensava, há muitas lições e segredos em sua vida.


Lições e segredos de perseverança, autoconfiança, ousadia, liderança, protestos e uso da autoridade. Lições e segredos de tolerância e solidariedade…  


Convivi com José Aparecido de Oliveira desde os meus tempos de faculdade. Fazia estágio no Banco de Minas Gerais, cujo presidente – José Cabral – era muito seu amigo e correligionário.


E, nesses 40 anos de convivência, identifiquei 10 lições e segredos da sua arte de viver. O decálogo Zé Aparecido.


 


Primeira lição – O SOLIDÁRIO


Aparecido gostava mesmo de gente e de mais nada. Bebia mal e comia pior. Fumava sem prazer, tinha horror a futebol e detestava praia. Mas quando se tratava de fazer amigos, de assumir compromissos por outras pessoas, de resolver problemas dos outros… era único.


SEGREDO: Aparecido aprendeu a não endossar sua fama de avalista. Mas muito humano, era ele próprio um cheque ao portador.


 


Segunda lição – A LEALDADE


Aparecido era um misto de águia e anjo. Enxergava longe, era intransigente com seus objetivos. Sabia manejar toda sua artilharia, todos os recursos à altura de suas mãos para construir pontes, articulações e ganhar posições. Sempre pela conquista do coração das pessoas.


SEGREDO: Aparecido nunca cobrou ou permitiu que lhe pagassem o bem praticado. Sua força era a gratuidade de sua moeda. Recebeu, está recebido. Deu, está dado… e vamos em frente.


 


Terceira lição – O POLÊMICO


Aparecido tinha a arte da boa polêmica. Afetuoso, adorava porém uma controvérsia. Se alguém criticava algum amigo seu, nascia ali uma ruidosa polêmica. A mesma polêmica rondava sua maneira de administrar. Como governador de Brasília, provocou uma verdadeira tempestade sobre o Lago ao abrir uma ciclovia, ao criar acesso para sua margem e ao derrubar cercas-verdes para construir calçadas. Sim, no Lago Sul – o bairro mais nobre de Brasília – não havia calçadas. A desprivatização do Lago Paranoá mexeu com a República e com o interesse dos poderosos.


SEGREDO: Estava sempre pronto a expor as virtudes dos condenados e humildes e, na mesma proporção, expunha os defeitos de quem era exaltado e poderoso. Como governador de Brasília, acabou com privilégios e deu exemplos de dedicação ao trabalho. Entregava-se de corpo e alma à missão a ele confiada. Exemplo: mesmo ligado politicamente a Minas e sem pretensão de ser candidato em Brasília, fez questão de transferir para o Distrito Federal seu título de eleitor.


 


Quarta lição – O JORNALISTA


Aos 19 anos era editor da Rádio Inconfidência, em Belo Horizonte. Passou ainda pelo Diário do Comércio, Correio do Dia e Correio da Manhã.


O jornalista José Aparecido foi o primeiro a denunciar a prática do “mensalão” aos políticos. Em 1953, tornou público a primeira tentativa organizada de influência maciça do poder econômico na formação do poder político, ao lançar o livro “Inquérito do Banco do Brasil”. O livro denunciou empréstimos irregulares favorecendo políticos e empresários ligados ao governo. Em 1962, eleito deputado federal, comandou a CPI do IBAD – o estranho e misterioso Instituto Brasileiro de Ação Democrática que financiava, com recursos ninguém sabe de onde, a eleição de deputados.


SEGREDO: de tanto lidar com o fato político e de lutar pela moralização política, acabou abraçando o exercício da política. De chefe de gabinete do prefeito Celso Melo Azevedo, de Belo Horizonte, aos 24 anos, Aparecido escalou vários postos para ser, aos 30 anos, secretário particular do Presidente da República, Jânio Quadros. Aos 33 anos era deputado federal e, aos 35 anos, seu nome saiu na primeira lista de cassados pela Revolução de 64.


 


Quinta lição – CORAGEM E LIDERANÇA


Marcou posição perante a História do País: ele foi a única vítima de atos institucionais da Revolução a protestar judicialmente contra a cassação do mandato e dos direitos políticos. Pela voz de seu advogado Heráclito Fontoura Sobral Pinto – outra legenda mineira de lutas memoráveis – argüiu o absolutismo instaurado no Brasil em 1964.


SEGREDO: Impedido de exercer a vida pública, Aparecido teve sua carreira amputada. Mas seu poder de liderança era exercido em qualquer circunstância. Iniciou, então, uma campanha ferrenha em favor dos valores culturais de Minas Gerais.




Sexta lição – A MINEIRIDADE


Político cassado, ostracismo posto. Mas pelas tramas do destino, mesmo sem os direitos políticos, ele permaneceu no Brasil e acabou ampliando sua atividade pública. Depois de defender a própria honra com protesto formal, continuou a desafiar, dentro da cautela mineira, o poder dominante. A partir do Rio de Janeiro e de Minas liderou várias campanhas pela volta à Democracia e amplificou seu grito de alerta em defesa do patrimônio material e imaterial brasileiros.


SEGREDO: A revolução de março de 1964 cortou-lhe a carreira, mas não o privou dos amigos e nem de sua liderança. Participava da vida nacional com instrumentos vários como campanhas de cidadania e apoio à mídia alternativa, cujo exemplo mais claro foi O Pasquim. Até seu próprio aniversário, em 17 de fevereiro, sempre comemorado em Conceição do Mato Dentro, virou marca de peregrinação política, de encontros e de tomadas de posição. A cassação o impediu de ser naturalmente governador de Minas Gerais, mas as circunstâncias o fizeram governador do Distrito Federal.




Sétima lição – O ADMINISTRADOR


Tinha vocação para vida pública, mas uma verdadeira aversão à burocracia. Tenho certeza de que a demissão do gerúndio, pelo governador José Roberto Arruda, foi um ato inspirado por Zé Aparecido. Foi o primeiro governador a criar uma Secretaria de Meio Ambiente, que entregou ao ambientalista Paulo Nogueira Neto. Criou também o Arquivo Público do DF e fez o primeiro tombamento cultural: ao lado de Afonso Arinos de Melo Franco Filho, sobrinho-neto do escritor de “Buriti Perdido”, tombou uma palmeira buriti, na Praça do Buriti.


SEGREDO: administrava pelo método confuso, cheio de gente em volta. Ouvia mil palpites, mas era um obstinado: queria resultados. Com a moral de um governante de mãos limpas, pôde convocar a iniciativa privada para construção de monumentos públicos. Estão todos aí: Panteão da Pátria, Teatro Amador, Espaço Oscar Niemeyer, Espaço Lúcio Costa, Casa do Cantador da Ceilândia, Museu da Memória dos Povos Indígenas, Jardim Botânico de Brasília etc.




Oitava lição –  O DETERMINADO


Ao ser convidado pelo presidente José Sarney para ser governador de Brasília, Aparecido me chamou e disse: “- Silvestre, preciso de duas coisas: quero você como meu secretário de Comunicação e que me faça, com urgência, um relatório sucinto e honesto sobre o ‘Caso Mário Eugênio’. Crime misterioso não terá mais lugar em Brasília”. Fiz o relatório. O jornalista Mário Eugênio havia sido assassinado em 11 de novembro de 1984. E ninguém conseguia elucidar o crime. Em 27 de julho, portanto, dois meses após assumir o governo, eu soltava uma nota oficial elucidando o caso. Era a prova de sua autoridade contra o autoritarismo. O crime havia sido cometido por militares.


SEGREDO: a determinação de Aparecido, a transparência de suas ações e a volta da democracia fizeram valer a verdade. Foi feita justiça sobre um dos mais bárbaros crimes de Brasília.


 Nona lição – AUTORIDADE MORAL


Em 1961, no auge de seus 30 anos, era secretário particular e íntimo do Presidente Jânio Quadros. Depois, já deputado federal, ocupou três secretarias de Estado de outro amigo, o governador de Minas, Magalhães Pinto. Em ambas funções, Aparecido sofreu um revés e nos deixou lições. Por mais arguto que sejamos, por mais amigos que conquistamos, por melhores informações que possamos ter, a vida pode nos pregar peças. Com Aparecido também foi assim. É um verdadeiro mistério que, como principal assessor do Presidente Jânio Quadros, ele tenha sido surpreendido com sua renúncia. É também um mistério que, como super-secretário do governador Magalhães Pinto, outra vez foi surpreendido pelo golpe de 1964, que tinha Magalhães como líder político da Revolução.


Nem seu trânsito direto com o poder e nem sua habilidade e acesso à oposição conseguiram evitar os dois golpes fatais sobre a fragilizada democracia brasileira. Talvez pudesse ter mudado o curso da História, mas nem dissuadiu, nem aderiu e nem articulou para evitar tanto a renúncia como o golpe. A lição? O ser humano pode ser anjo, pode ser demônio, pode ser águia e pode ser até visionário. Mas não pode tudo. Não pode ser Deus.


SEGREDO: a autoridade moral de Aparecido evitou que tanto Jânio como Magalhães Pinto segredassem a ele seus verdadeiros planos. E, assim, Zé Aparecido foi engolido pela História, que prosseguiu seu fluxo. Como era para ser…


 Décima lição – O VISIONÁRIO


Para Aparecido, o impossível era algo que podia demorar um pouco mais para acontecer. Mas acontecia. Aos trancos e barrancos caminhava em direção à utopia. Como em sua luta para transformar uma cidade de 27 anos em Patrimônio Cultural da Humanidade. Quando divulgou seu projeto, foi chamado de lunático, fora da realidade. Como ousar querer o carimbo de eternidade para uma cidade de apenas 27 anos? Que soberba era esta de equiparar uma cidade de 20 anos com as Romas de 20 séculos? Plantou a idéia. Dia 7 de dezembro, quando a Unesco divulgou o resultado, eu próprio entreguei a ele um bilhete enviado pelo então senador Darcy Ribeiro: “Zé, você fincou uma lança na lua!”.


 SEGREDO: ao comprar uma idéia, Aparecido conseguia defendê-la e colocava todos os seus amigos para jogar na mesma direção. Assim foi com o projeto para criar a Comunidade de Língua Portuguesa, com o de fazer Brasília Patrimônio Cultural da Humanidade e com tantos outros sonhos impossíveis. Estava sempre envolvendo no mesmo esforço um mutirão de amigos como Oscar Niemeyer, José Sarney, Itamar Franco, o líder Mário Soares, o filósofo Agostinho da Silva, Josué Montello, Lúcio Costa, Austregésilo de Athayde, Cláudio Abramo, Hélio Fernandes, Osvaldo Peralva, Carlos Castelo Branco, Antônio Maria, Tom Jobim, Vinicius, Gerardo Mello Mourão, Alçada Baptista, Júlio Pomar, José Carlos de Vasconcelos, Lauro Moreira, Luís Fonseca, Amélia Mingas, Raul Solnado, Ziraldo, Millôr Fernandes, Jaguar, Henfil, Sebastião Nery, Villas-Bôas Correa, Mauro Santayana, Fernando Sabino, Rubem Braga, Otto Lara Resende, Paulo Francis, o historiador Hélio Silva, Ângelo Osvaldo, Fernanda Montenegro, Antônio Houaiss, Adolfo Block, Carlos Alberto Xavier, Paulo Tarso Flecha de Lima, Toninho Drumond e tantos outros. Aparecido era um verdadeiro amálgama que unia artistas, políticos, intelectuais e ambientalistas na direção de suas utopias.


Onde estiver – ao lado de JK e dos artistas construtores – José Aparecido de Oliveira sabe que livrou Brasília da sanha da especulação imobiliária. Preservou o projeto original de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer.


Só mesmo um Zé Aparecido, que não ligava para o impossível, poderia plantar a união dos povos de Língua Portuguesa. Poderia plantar uma comunidade lusófona. Poderia plantar uma cidade-capital mais importante em futuro do que em passado.


Obrigado, Zé Aparecido, por ter plantado tantos sonhos.
Você colheu o amanhã.



Última foto de Zé Aparecido, antes de se internar para a cirurgia, tirada por sua filha Maria Cecília, no seu apartamento da Rua da Caraça, BH: Na foto: Silvestre Gorgulho, Maria Leonor, Eleonora Santa Rosa, secretária de Cultura de Minas, e Aparecido.


 

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MARINA SILVA É ELEITA “AMBIENTALISTA DO ANO”

A ministra encantou o público presente ontem, no auditório lotado da CDL- BH, na maior premiação ambiental do Brasil

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14º Prêmio Hugo Werneck

 

Na noite dessa terça-feira (02/04), foi realizada a entrega do 14º Prêmio Hugo Werneck de Meio Ambiente e Sustentabilidade, com a participação da Ministra Marina Silva em sua primeira viagem oficial ao Estado. A ministra – eleita pela Revista Nature uma das 10 personalidades mais influentes do planeta para a ciência – recebeu o prêmio de “Ambientalista do Ano”. Ao todo, foram 15 premiados com projetos e iniciativas que se destacam pela diversidade de ações alinhadas com a temática desta edição “Pensar globalmente, agir localmente”.

O Brasil pode ser uma potência que vai ajudar a resolver o problema da segurança alimentar do mundo desde que em base sustentável, com a agricultura de baixo carbono. Podemos ser uma grande alternativa em termos energéticos desde que a gente mantenha o rumo certo em proteger, inclusive, nossas florestas, senão nossa matriz energética corre grande risco porque ela é na maior parte de hidroeletricidade. Nós podemos ser o país da reindustrialização verde, da sociobiodiversidade”, destacou a ministra durante o evento.

Segundo o coordenador do Prêmio, o jornalista e ambientalista Hiram Firmino, o objetivo maior do prêmio é reunir de maneira apartidária, as autoridades e personalidades do mundo ambiental, político e empresarial em torno das mudanças climáticas. O Prêmio Hugo Werneck se tornou uma referência nacional, como o “Oscar da Ecologia” brasileira. Acumula mais de mil inscrições e indicações recebidas, e mais de 170 vencedores e homenageados até hoje. A premiação destaca empresas, governos, pessoas, cidadãos, ONGs, instituições, políticos e personalidades que mais se dedicam à causa hoje universal em defesa do planeta e de sua humanidade, vide a realidade das mudanças climáticas.

homenageado especial desta edição foi Santos Dumont e seu desconhecido protagonismo na luta ambiental. O mineiro patrono da aviação não somente inventou o avião. Ele também foi percursor do ecoturismo. A sua atuação em prol desta atividade fez o Brasil se notabilizar mundialmente na preservação, hoje autossustentável, das Cataratas do Iguaçu.

Criado em 2010, o prêmio homenageia o ambientalista mineiro Hugo Werneck (1919-2008), um dos precursores da consciência ecológica na América Latina. O ambientalista foi o fundador do Centro para a Conservação da Natureza e defensor da criação de importantes áreas verdes de Minas Gerais, como a RPPM Mata do Jambreiro e os parques Nacional da Serra do Cipó e Estadual do Rio Doce.

Conheça os premiados

O troféu de “Melhor Exemplo em Iniciativa Individual” foi entregue pela deputada federal Duda Salabert para a ativista mirim, Júlia Bonitese, de apenas 11 anos de idade. Aluna do Colégio Santo Agostinho em Belo Horizonte, Júlia comanda o projeto Pequenos Protetores do Planeta e faz publicações para crianças, com dicas, lições e até desafios sobre como tornar o meio ambiente mais preservado.  Ela foi mencionada como uma das ativistas ambientais mais novas do país em uma live do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Um hotel que oferece abrigo aos insetos polinizadores durante todo ano foi a iniciativa premiada na categoria “Melhor Exemplo em Fauna”, vinda de uma montadora de automóveis em São Caetano do Sul, no interior paulista. O projeto da General Motors criou hotéis montados com partes de automóveis e materiais reciclados da produção para abrigar insetos polinizadores, importantes agentes do equilíbrio do ecossistema.

O prêmio de “Melhor Exemplo em Educação Ambiental” foi entregue para a Eco Rede Comunitária de Desenvolvimento Socioambiental, a Eco Rede Cidade de Deus. Há mais de 12 anos, a luta encabeçada pela Ong socioambiental, já apresenta resultados concretos estando presente no projeto político-pedagógico de 28 espaços escolares públicos e já tornou-se reconhecida em sete países.

O vencedor na categoria “Melhor Exemplo em Biodiversidade” veio do interior pernambucano, trata-se do Programa de Biodiversidae Jeep da Stellantis South Smerica, cuja proposta é replantar e trazer de volta a Mata Atlântica que existia antes da degradação ambiental causada pela monocultura dos canaviais. A empresa já plantou mais de 150 mil mudas de 295 espécies, incluindo 27 ameaçadas de extinção.

O “Destaque Municipal” desta edição foi para a cidade de Guarujá que, desde de 2022, vem passando por uma grande mudança socioambiental. Tudo isso por causa da instituição de uma lei – a chamada “Lei do Programa Reciclou Ganhou!” que garantiu a continuidade política do projeto local. A ação, pioneira no Brasil, também capacitou seus colaboradores como agentes ambientais.

O projeto vencedor na categoria “Melhor Exemplo em ESG” vem do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte – BH Airport que já não queima mais 201 mil litros por ano de óleo diesel no solo. O Projeto de Descarbonização vem provando que é possível e econômico diminuir o gás carbônico que o setor elimina nos céus do planeta. Com as devidas providências que tomou, somente em 2023, o BH Airport deixou de emitir 563 toneladas de Co2 na atmosfera e colecionam prêmios.

Vem de Uberlândia o “Melhor Exemplo em Saneamento” na forma de um documentário online intitulado: “Sustentabilidade, Desafios de Todos”. Idealizado pelo diretor do Departamento Municipal de Água e Esgoto de Uberlândia (DMAE), Renato Rezende. Não à toa, Uberlândia tornou-se hoje a 5ª cidade brasileira cuja população pode contar com 100% de água e esgotos tratados.

Também é de Uberlândia o “Melhor Exemplo em Água”. Trata-se de um programa que através do DMAE recupera e protege as Áreas de Preservação Permanente (Apps). A iniciativa “Quanto vale a sombra de um Buriti?” é responsável por mais de meio milhão de novas árvores do cerrado, plantadas e monitoradas desde 2008. Produzindo assim, não somente água, mas segurança hídrica para o futuro local e global da sua população.

O prêmio de “Melhor Exemplo de Empresa Parceira em Inovação” foi para a Boston Metal do Brasil, subsidiária integral da Boston Metal, sediada nos Estados Unidos, cuja missão é descarbonizar a produção de aço e transformar a maneira como os metais são feitos sem poluir o planeta.

Na categoria “Mobilização Social”, o premiado foi o geógrafo e articulista político, Mário Mantovani, um dos mais respeitados personagens da história ambiental brasileira. Ele foi fundador e diretor de mobilização social da Fundação SOS Mata Atlântica durante 31 anos e é o atual diretor da fundação florestal do Estado de São Paulo.

Com o projeto Raízes do Vale a Aperam Bioenergia foi a vencedora na categoria “Melhor Empresa”. Um projeto alinhado com o segundo objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU – Fome Zero e Agricultura Sustentável – que está impactando o Vale do Jequitinhonha, propiciando o cultivo de diversas culturas agrícolas de agricultura familiar nas áreas produtivas da empresa.

Fundador do Ibiti Projeto, uma experiência socioambiental que acontece ao redor do parque Estadual do Ibitipoca, na Zona da Mata mineira, Renato Machado ganhou o prêmio de “Melhor Empresário em Ecoturismo”. Tudo começou em 1984, quando ele comprou uma fazenda e, além de uma sofisticada pousada rural, também transformou a área colada ao Parque Estadual em uma reserva ambiental privada. Desde então, passou a comprar e investir em mais terras ameaçadas. O resultado foi a criação de um cinturão verde que hoje protege e contém o avanço da degradação no entorno do parque. A área total adquirida e preservada pelo empresário já é quatro vezes maior que a deste seu vizinho natural, o Parque Estadual do Ibitipoca.

O “Melhor Exemplo em Amor à Natureza” foi para o lado artístico-cultural do Ibiti Projeto. Trata-se de uma galeria de arte a céu aberto, que virou um cartão de visitas internacional, por hospedar uma exposição descomunal: uma ‘big family’, instalada pela artista norte-americana Karem Cusolito. São sete esculturas gigantes e humanizadas que tornou o Ibiti Projeto mais conhecido mundo a fora, por sua pegada ampla e sustentável.

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Liderança Sustentável na Era Digital: Perfis Inspiradores de Cristal Muniz, Marcela Rodrigues e Fe Cortez

Explorando as Jornadas Pessoais e Impactos Globais das Maiores Influenciadoras de Sustentabilidade Online

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Nos dias atuais, em que a conscientização ambiental se tornou uma prioridade para a humanidade, a presença de influenciadores desempenha um papel crucial na disseminação de práticas e estilos de vida sustentáveis. Entre esses líderes de opinião, três figuras se destacam de maneira excepcional por seu compromisso inabalável com a sustentabilidade: Cristal Muniz, Marcela Rodrigues e Fe Cortez. Em uma entrevista exclusiva concedida à revista Quem, no âmbito do projeto “Um Só Planeta”, essas influenciadoras compartilharam suas histórias pessoais e revelaram como se interessaram pelo tema e o aplicam em seu dia a dia.

Cristal Muniz: A Defensora Apaixonada da Vida Verde

Cristal Muniz, uma defensora apaixonada da vida verde e fundadora do movimento “Vida Sustentável para Todos”, revelou à Quem como sua infância no interior a despertou para a importância da preservação ambiental. “Crescer em um ambiente rural me ensinou a valorizar os recursos naturais e a entender a interdependência entre o homem e a natureza”, compartilhou Cristal. Sua jornada para se tornar uma influenciadora de sustentabilidade começou com pequenos passos em direção a uma vida mais ecoconsciente. Por meio de suas plataformas de mídia social, ela inspira milhões de seguidores a adotar práticas diárias que promovam um estilo de vida sustentável, desde o consumo consciente até a reciclagem e o apoio a iniciativas locais de preservação ambiental.

Marcela Rodrigues: A Visionária das Cidades Verdes do Futuro

Marcela Rodrigues, uma visionária no campo da urbanização sustentável e cofundadora da ONG “Cidades Verdes do Futuro”, revelou em sua entrevista como sua formação em arquitetura a impulsionou a explorar soluções criativas para tornar as cidades mais amigas do meio ambiente. “A arquitetura oferece uma oportunidade ímpar de repensar a maneira como construímos nossas comunidades, considerando os impactos ambientais a longo prazo”, compartilhou Marcela. Sua missão é promover a criação de espaços urbanos que sejam ecologicamente responsáveis, energeticamente eficientes e socialmente inclusivos. Por meio de campanhas educacionais e projetos de reurbanização, ela espera catalisar uma mudança positiva nas cidades do mundo todo, abrindo caminho para um futuro mais sustentável.

Fe Cortez: A Defensora Incansável da Moda Ética e Sustentável

Fe Cortez, uma defensora incansável da moda ética e sustentável e criadora da plataforma “Moda Consciente”, revelou como sua paixão pela moda a levou a questionar as práticas insustentáveis da indústria. “A moda tem um impacto enorme no meio ambiente e nas comunidades produtoras em todo o mundo. Precisamos repensar radicalmente a maneira como consumimos e produzimos roupas”, afirmou Fe. Ela usa sua plataforma online para educar os consumidores sobre as práticas de produção sustentável e promover marcas que priorizam a transparência e a ética em toda a cadeia de suprimentos. Seu objetivo é criar uma consciência coletiva em torno da importância de optar por opções de moda responsáveis, que não comprometam o bem-estar humano e ambiental.

Essas três influenciadoras exemplares, Cristal Muniz, Marcela Rodrigues e Fe Cortez, estão moldando o cenário da sustentabilidade digital e inspirando uma nova geração de defensores do meio ambiente. Seus esforços coletivos são um lembrete poderoso de que a preservação do nosso planeta é responsabilidade de todos, e cada ação individual pode contribuir para um futuro mais sustentável e próspero para as gerações vindouras.

 

 

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ADEUS, ORLANDO BRITO

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O céu de Brasília amanheceu lindo, azul e com muita luz.
Mas nossos corações acordaram tristes, meio sem rumo e repassando um filme de saudades ao relembrar a figura serena, solidária, tranquila, genial e amiga de Orlando Brito.
Que você vá em paz, amigo Britinho.
Seu legado, sua história e seu rico acervo fotográfico e editorial sobre a História recente do Brasil e de Brasília está eternizado.
Nossa mesa dos almoços das sextas-feiras, que já teve um vazio imenso com a despedida do arquiteto Carlos Magalhães da Silveira, em junho do ano passado, agora sofre um outro esvaziamento pela passagem de Orlando Brito.
Num espaço de semana, o fotojornalismo brasileiro fica mais pobre, meio sem graça e nossos olhares reclamam as imagens fantásticas que brotavam das lentes Orlando Brito e Dida Sampaio.
Muito triste!
Orlando deixou livros, causos e histórias. Seu mais recente livro é CORPO E ALMA. Deixou ainda: PERFIL DO PODER (1982), SENHORAS E SENHORES (1992), PODER, GLÓRIA E SOLIDÃO (2002) e ILUMINADA CAPITAL (2003).
Adeus, Orlando Brito. Siga em paz!
FOTO:
Da direita para a esquerda:
Orlando Brito, Paulo Castelo Branco, Silvestre Gorgulho, Lucas Antunes, Cláudio Gontijo, Carlos Magalhães da Silveira, Denise Rothemburg, Reginaldo Oscar de Castro e Austen Branco. Fora da foto, porque chegou mais tarde, a secretária Helvia Paranaguá.
Pode ser uma imagem de 6 pessoas, pessoas sentadas e ao ar livre
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