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História da expansão urbana

Quinta da Boa Vista no Rio de Janeiro, ontem e hoje.

 

Silvestre Gorgulho

 

Para entender a expansão urbana, fui visitar a Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Queria entender um pouquinho como nasceu esse Parque Municipal, em São Cristóvão, bairro da cidade que foi capital do Brasil e em 1808 recebeu a Corte de D. João VI. É bom lembrar: até 1815, o Brasil foi tão-somente uma colônia de Portugal. Daquele ano em diante, até 1822, quando seria proclamada nossa independência, passamos a carregar o título de Reino Unido a Portugal e Algarves. “Essa mudança de status esteve intimamente relacionada à mudança da Corte lusitana para o Brasil e ao Congresso de Viena. Com a chegada da família real no Brasil criara-se uma situação invertida: o príncipe regente de Portugal, d. João VI, reinava sobre os domínios lusitanos não a partir da metrópole, mas, sim, da colônia. Mas com a elevação do Brasil à condição de reino unido, d. João passou a atender pelo título de “Príncipe Regente de Portugal, Brasil e Algarves, daquém e dalém mar em África, senhor da Guiné, e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia”.

 

A história da Quinta da Boa Vista é interessantíssima. Tudo começou com uma fazenda dos padres Jesuítas, no século 16. Com a expulsão dos Jesuítas, em 1759, a área foi toda desmembrada e ocupada por particulares.

Em 1800, o comerciante e traficante de escravos português Elias Antônio Lopes construiu um casarão sobre a colina, que tinha uma boa e bela vista para a Baia de Guanabara.

O casarão foi doado à Família Real, em 1808, quando da vinda da Corte de d. João VI para o Brasil. A área era alagadiça e de difícil acesso, mas foi aos poucos aterrada e ocupada. Hoje a Quinta da Boa Vista funciona como um parque abrigando o Jardim Zoológico, Museu Nacional, guardando ainda características dos jardins do paisagista francês Auguste Glaziou.

 

GRANDE REFORMA

O arquiteto inglês John Johnston, foi o encarregado da reforma na Quinta da Boa Vista. Além da reforma do paço, ele instalou um portão monumental na entrada, presente de casamento do general Hugh Percy, 2° Duque de Northumberland. Atualmente, o objeto histórico está na entrada principal do zoológico da Quinta da Boa Vista.

 

É interessante notar a semelhança entre a Quinta da Boa Vista nesse período pós reforma com o Palácio da Ajuda, em Lisboa. A obra portuguesa ficou inacabada devido a invasão dos franceses e fuga da Família Real para o Brasil. Quinta da Boa Vista: Palácio da Ajuda (em cima) e Quinta da Boa Vista (embaixo) têm várias semelhanças entre si

 

Em 1822, após a Independência do Brasil, a Quinta da Boa Vista passou por outra reforma significativa. Dessa vez, o projeto do Paço Imperial foi do arquiteto português Manuel da Costa (1822-1826), que posteriormente foi substituído pelo francês Pedro José Pézerát (1826-1831), creditado como autor do projeto do estilo neoclássico da Quinta da Boa Vista.

 

Quinta da Boa Vista em torno de 1840 a 1853: gravura de Karl Robert Barton von Planitz

 

A Quinta da Boa Vista foi residência da família real até a Proclamação da República, em 1889. Por isso, Dom Pedro II também deu seus pitacos em reformas na Quinta da Boa Vista, principalmente no que diz respeito ao paisagismo. O Imperador contratou os serviços do francês Auguste François Marie Glaziou, que realizou um trabalho que pode ser visto até hoje, como a Alameda das Sapucaias, pontes, cascatas e lagos. É bom lembrar que o paisagista Auguste Glaziou foi o primeiro a projetar o Lago Paranoá, em Brasília, quando esteve na região acompanhando a segunda Missão Louis Cruls, em 1904).

 

OCUPAÇÃO DA ÁREA E A EVOLUÇÃO URBANA

Mas melhor do que falar sobre a Quinta da Boa Vista, é ver em sequência de desenhos e fotos a evolução e expansão urbana sobre a área até os dias de hoje. Vale a pena conferir.

A primeira imagem é de 1808, quando a família imperial chega ao Brasil. A segunda imagem é de 1840, já com algumas reformas, pois era a residência oficial da família Imperial.

A terceira imagem é de 1920 e, a terceira, de 1950 quando já havia sido construído o estádio do Maracanã para a Copa do Mundo de 1950. A quarta imagem, para melhor comparação, é de 1808, como D. João VI a encontrou. A última foto é recente (2008) e todas elas obedecem o mesmo enquadramento.

Esta é a imagem da Quinta da Boa Vista, em 1808, quando Dom João VI chega ao Rio de Janeiro.

Esta segunda imagem é de 1840, já como residência oficial da família Imperial.

A terceira imagem é de 1920.

Esta quarta imagem é de 1950 quando a região estava urbanizada. Dom Pedro II salvou a Quinta da Boa Vista com o projeto paisagístico de Auguste Glaziou que fez o grande parque urbano.

A quinta imagem é de 2008, uma foto abrangente do bairro de São Cristovão que tem pega toda a Quinta da Boa Vista com seus 155 mil metros quadrados.

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Motoclubes e similares são reconhecidos por relevante interesse social e cultural

Lei originada na Câmara Legislativa prevê promoção de eventos, proteção dos direitos dos motociclistas e criação de programas de educação, entre outros

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Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

Justificativa da proposta aponta que os motoclubes oferecem benefícios sociais e culturais como a promoção da amizade, segurança no trânsito e outros

A Lei do Distrito Federal nº 7.910, sancionada em 16 de junho de 2026, reconhece as atividades de motoclubes, moto grupos, moto car clube e similares como forma de expressão cultural, lazer e convívio social. Para o autor da norma, deputado Martins Machado (Republicanos), os grupos não apenas reúnem pessoas com interesses comuns, mas também contribuem para a construção de uma identidade cultural específica, que deve ser valorizada e respeitada.

O projeto de lei justifica que os motoclubes e moto grupos oferecem uma série de benefícios sociais e culturais significativos, como a promoção da amizade, apoio mútuo, segurança no trânsito e ações beneficentes entre os motociclistas. Além disso, preservam a história, celebram a liberdade e influenciam a sociedade por meio de sua cultura e estilo de vida.

A legislação prevê a promoção de eventos relacionados ao motociclismo e ao automobilismo; a proteção dos direitos dos motociclistas, incluindo a liberdade de expressão e associação; a criação de programas de educação e conscientização sobre as atividades; a ampliação da quantidade de espaços adequados para a realização de eventos; e o fortalecimento, a promoção e a difusão das práticas.

Beatriz Negreiros (sob a supervisão de Ivan Iunes)

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ENQUANTO HOUVER BRASIL

HAVERÁ PELÉ

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Não há como não falar da COPA do Mundo de 2026. Foram 48 seleções e 1.100 atletas disputando o torneio de esporte mais importante do Planeta.
Espetáculo de emoções, de mídia, de BETs, de patriotadas, de fanatismo, de alegrias, de teatro e de marketing. Tudo isso, junto misturado, dá o chamamos, hoje, de paixão pelo Futebol.
Vi e li todos os jornais desta segunda-fera. Em fotos, estilos e críticas, mais ou menos o óbvio. Tostão, magistral no campo da bola e no campo das letras, deixou sua opinião: “Os grandes problemas do País se estendem ao futebol… Nas últimas décadas e em variados governos, o Brasil tem sido incompetente… O mesmo acontece no futebol”.
Vi, também, pelas crônicas e reportagens que os atuais deuses do futebol (Messi, Mbapé, Cristiano Ronaldo) vão deixando seus pódiuns. Novos deuses virão… E, como sempre, chegarão as novas comparações. Ele ou Pelé?
Vi também, e gostei, da crônica de Gustavo Poli, em O Globo: “Perdoa, Rei Edson Arantes do Nascimento”-
Pois é, ano que vem – outubro de 2027 – serão 50 anos que Pelé se aposentou no campo… Sim, há quase meio século Pelé deixou de jogar. E hoje, Pelé está há mais de três anos em outro patamar. Mesmo assim, tenho certeza, continuará sendo alvo de comparações: – QUEM FOI MAIOR?
Penso comigo: enquanto houver Brasil, haverá Pelé.
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Nova lei estabelece projeção de informações sobre pontos turísticos em Brasília nas salas de cinema

As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e serem projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show

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Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília

 

Legislação visa explorar o potencial turístico e cultural do Distrito Federal

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promulgou a Lei nº 7.868, de 6 de maio de 2026, de autoria da deputada Jaqueline Silva (MDB), após o veto ao projeto de lei original pelo ex-governador Ibaneis Rocha. A nova lei institui a obrigatoriedade da exibição de informações sobre pontos turísticos de Brasília nas telas de cinema no DF.

Originalmente PL nº 2.279/2021, a justificativa do projeto é a promoção do turismo como fonte inesgotável de renda, emprego, desenvolvimento econômico e cultural. O cinema deverá ser utilizado como meio ímpar de divulgação de atrações pela sua abrangência e diversidade de público.

Segundo Jaqueline Silva, o fomento ao turismo traz um cenário benéfico de geração de empregos e o surgimento de profissionais capacitados em diversas áreas, abrindo espaço para bacharéis em turismo e hotelaria, profissionais da gastronomia, transporte turístico, idiomas, comércios diversos e artesanatos.

As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e ser projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show.  A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec) fornecerá todas as informações que serão projetadas.

Beatriz Negreiros (sob a supervisão de Ivan Iunes)

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