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Lençóis Maranhenses

O Parque dos Lençóis é um convite à contemplação e à aventura. Vale conhecer, mas é importante respeitar.

 

Mais do que uma aventura, visitar e mergulhar nas cristalinas águas das mais de 25 mil lagoas formadas no Parque dos Lençóis Maranhenses é uma dádiva ao corpo e à mente. Beleza para encantar os olhos e contemplação a perder de vista. As dunas e as lagoas de águas fazem dos Lençóis Maranhenses um ecossistema único no mundo. Criado em 2 de junho de 1981, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses tem uma área de 155 mil hectares, dos quais 90 mil são constituídos de dunas livres e lagoas. O Parque – inserido no bioma Cerrado, é composto de restinga, mangues, campos de dunas e costa oceânica – está na divisa de três municípios: Barreirinhas, Santo Amaro e Primeira Cruz.

 

O Parque dos Lençóis Maranhenses é um convite à contemplação.

 

 

O importante é preservar para que outras gerações possam também admirar o cenário deslumbrante do Parque dos Lençóis Maranhenses

 

PASSAPORTE PARA AVENTURA

RECADOS AOS VISITANTES DOS LENÇÓIS

A poluição visual também é uma agressão ambiental. Não se pode entrar motorizado na área dos Lençóis. Quando os carros sobem as dunas. Elas começam a desestabilizar, descompactar e como que a diluir. Aí, de duna vira morro e de morro vai virar uma planície. O importante é preservar para que outras gerações possam também admirar o cenário deslumbrante do Parque dos Lençóis Maranhenses. Cinco recados importantes:

1 – LIXO – A primeira coisa é o lixo. Tudo o que se leva deve ser trazido de volta. É importante lembrar que venta muito nas dunas. Então qualquer saco plástico, guardanapo, papel, se ficar solto, com o vento vai tudo parar muito longe e aí tem que sair correndo para pegar. É bom guardar tudo bem próximo de si, de preferência numa bolsa.

2 – SILÊNCIO – A segunda coisa é o silêncio. Qualquer tipo de algazarra, festa, música alta deve-se deixar para fazer à noite em Barreirinhas. O silêncio é importante porque permite se admirar e contemplar melhor a beleza dos Lençóis. Poluição sonora não combina com natureza.

3 – PROTEÇÃO SOLAR – A terceira recomendação é se proteger do sol. Quem não tiver um guarda-sol, deve abusar do protetor solar e ficar mais dentro d’água.

4 – SEGURANÇA – “O quarto recado é importante para sua segurança: não dispersem muito do grupo, principalmente as crianças, porque o ambiente das dunas é muito parecido. Há casos de gente que se perdeu e demorou muito para ser encontrada.

5 – PRESERVAÇÃO – A última coisa é parar os carros na entrada dos Lençóis. Os guias já têm essa preocupação. O motivo é cênico. Quem vai contemplar os Lençóis não quer ficar vendo toyotas, hilux e quadriciclos por toda parte.

 

CARACTERÍSTICAS DOS LENÇÓIS MARANHENSES

Na porta de entrada dos Lençóis, ficam estacionadas as toyotas e hilux com tração nas quatro rodas. Os visitantes têm que adentrar a área das lagoas e dunas a pé. Existe uma escadaria que facilita a subida.

 

Uma escadaria de madeira dá acesso às lagoas e possibilita a visão de uma paisagem deslumbrante do ecossistema que envolve todo o Parque Nacional dos Lençóis.

 

Depois de deixar o transporte especial na entrada do Parque, pode-se caminhar um ou dois quilômetros, numa areia bem fresca, nunca é quente para o sol que se apresenta. Aí surgem as dunas e lagoas. Cada lagoa é um oásis. Para o corpo e para os olhos. É beleza que bate na retina e fixa no coração. Há milhares destes oásis nos Lençóis: lagoa do Peixe, lagoa da Esperança, lagoa da Lua, lagoa Bonita, lagoa Azul e mais uma 20 mil sem nome. O fato é que todas elas são azuis e bonitas.

Uma característica dos Lençóis: as lagoas maiores permanecem cheias por mais tempo. As menores vão secando com o tempo, voltando a encher no início das chuvas, em março. Mas o curioso é que as dunas vão mudando de lugar. A visão é marcada pelo contraste entre dunas e lagoas. O vento se encarrega de levar e trazer a areia, de fazer e desfazer dunas e de mudar o cenário de tempos em tempos.

Outra característica interessante é que num lugar aparentemente desértico, deveria haver pouca diversidade biológica. Mas é só aparentemente. Além de diversas espécies de tartarugas-marinhas, existe uma rica fauna microscópica que cumpre papel fundamental na alimentação e reprodução de animais e aves. A região mais próxima da costa abriga aves migratórias e animais ameaçados de extinção, como a tartaruga marinha gigante.

LOCALIZAÇÃO

O Parque está localizado na costa semiárida no norte do estado do Maranhão, a 370 km da capital São Luís. O acesso pode ser feito por via terrestre pela BR-135; por via marítima, entrando no canal do Rio Preguiças em Atins; e por via fluvial, a partir de Barreirinhas, através do Rio Preguiças.

Por via terrestre, saindo de São Luís, percorre-se 58 km até Rosário, e depois seguir mais 22 km até Morros e 162 Km até Barreirinhas, cruzando o trevo para Humberto de Campos.

É possível ainda seguir em avião de São Luís para Barreirinhas, que recebe voos fretados que saem da capital, mas apenas para aeronaves de pequeno porte. De avião bimotor e monomotor, a partir de São Luís, chega-se a Barreirinhas em 50 minutos, em média.

RIO PREGUIÇAS, AS BELEZAS 

DE UM RIO QUE PARECE LAGO
Preguiçosamente as águas do rio Preguiças chegam 

ao mar por entre dunas e manguezais

Barreirinhas é o portal do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. O nome Barreirinhas surgiu em função de muitas barreiras e dunas existentes na área. Aos visitantes, além dos Lençóis, há algo tão belo para se apreciar: o rio Preguiças, que é o mais importante da região. O Preguiças nasce no povoado de Barra da Campineira, município de Anapurus, e percorre 120 km até sua foz, entre Caburé e Atins.

De Barreirinhas até o mar, o rio preguiçosamente serpenteia por 42 km, quando em linha reta são apenas 16 km. Tranquilo, caudaloso e muito bonito, o Preguiças apresenta uma dúvida à primeira vista: para que lado ele corre? É rio ou lago? Na verdade, quando a maré do mar sobe, o rio Preguiças chega até recuar.

O fato é que margeando dunas e manguezais, o rio Preguiças tem uma bela mata ciliar. A nova rodovia (250 km) que liga São Luís a Barreirinhas facilitou muito o acesso ao Portal dos Lençóis. Antes do asfalto, eram oito horas de uma dura viagem. Hoje são no máximo três horas de uma viagem tranquila.

A rodovia trouxe investimentos, aumentou o turismo e está provocando uma verdadeira revolução na cidade. O crescimento é da noite para o dia. O adensamento urbano, a questão do saneamento e disposição final do lixo, a construção de muitas casas de veraneio e de pousadas à beira do rio acaba por ser preocupante. Se tudo isto não obedecer uma ordenação efetiva, com certeza problemas sérios virão e vão colocar em risco o ambiente e a vida do Preguiças.

CABURÉ E A FOZ DO PREGUIÇAS

Ao desaguar no Oceano Atlântico, o rio Preguiças se abre em braços de praias onde tem alguns povoados: do lado esquerdo, está Mandacaru, onde tem o Farol de 45 metros de altura, construído em 1944, para direcionar a navegação em Atins.

 

Farol de Mandacaru, com 45 metros de altura, é um dos principais monumentos históricos de Barreirinhas e proporciona visão panorâmica do litoral maranhense.

 

À margem direita, estão os povoados de Alazão, São Domingos, Vassouras e Caburé. Em Caburé, entre as praias do rio Preguiças e as praias do Atlântico, numa distância que não passa de 800 metros, estão estabelecidas várias pousadas e restaurantes.

Outra coisa interessante, é que à esquerda do rio Preguiças está o Parque dos Grandes Lençóis e à direita o chamado Pequenos Lençóis. Não fosse o rio, com sua vegetação, seus manguezais e sua história, não haveria esta separação.

 

MANGUEZAIS – Por falar em manguezais, vale destacar os três tipos de mangues: o vermelho (Rhizophora mangle) que os ribeirinhos utilizam muito para retirar uma tinta vermelha para colorir seus artesanatos; o mangue-branco (Laguncularia racemosa) e mangues-siriuba (Avicencia tomentosa).

 

BARREIRINHAS, UMA CIDADE EM EBULIÇÃO

Onde ficar e como contratar guias para passeios

 

O Porto Preguiças Resort é o mais recomendado hotel de Barreirinhas, às margens do rio Preguiças, a 15 quilômetros do Parque dos Lençóis.

 

Barreirinhas tem hoje muitas pousadas de luxo, pousadas simples e bons restaurantes. Também boas agências e operadores de turismo para orientar nos passeios. Nada como uma busca no Google.

PARA SABER MAIS – Recomendo o Porto Preguiças Resort, construído pelo empresário paulista Sérgio Dória, fica bem às margens do rio Preguiças. Possui três belas piscinas, a principal com 700m2 de espelho d’água, imitando uma lagoa natural dos Lençóis e, acredite, com fundo de areia. Além de heliporto, tem academia de ginástica, sala de jogos e quadra poliesportiva. O restaurante é excepcional. É a melhor pousada de Barreirinhas. Na própria recepção tem uma operadora de passeios.
Fone: (98) 3349-6050 – (98) 98117-9942 – (98) 98787-2002

 

 

 

 

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O papel do brincar na regulação emocional das crianças

Como as brincadeiras ajudam a desenvolver autocontrole, empatia e equilíbrio emocional desde a infância

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Por Alcie Simão  

Brincar é muito mais do que passar o tempo ou gastar energia. Para a criança, a brincadeira é uma linguagem essencial — uma forma de compreender o mundo, expressar sentimentos e aprender a lidar com frustrações, medos, alegrias e desafios. Em um cotidiano cada vez mais acelerado, reconhecer o valor do brincar livre e guiado é fundamental para o desenvolvimento emocional saudável.

Brincar é sentir, experimentar e elaborar

Durante as brincadeiras, as crianças simulam situações da vida real: cuidam de bonecos, encenam conflitos, inventam aventuras, criam regras e negociam papéis. Tudo isso funciona como um “laboratório emocional”, onde elas podem experimentar sentimentos em um ambiente seguro.

Quando uma criança finge ser médica, super-heroína ou professora, por exemplo, está também elaborando experiências vividas, tentando compreender o que sentiu e ensaiando novas respostas para o futuro. Esse processo ajuda a organizar emoções internas que, muitas vezes, ainda não conseguem ser expressas em palavras.

Regulação emocional começa no corpo

Correr, pular, dançar, construir, desmontar, desenhar e modelar massinha são atividades que envolvem o corpo e os sentidos. Esse movimento é essencial para liberar tensões, reduzir ansiedade e ajudar a criança a se acalmar depois de momentos intensos.

Brincadeiras físicas contribuem para:

  • descarregar estresse acumulado;
  • aumentar a consciência corporal;
  • favorecer o autocontrole;
  • melhorar a capacidade de foco após a atividade.

Já as brincadeiras mais tranquilas, como quebra-cabeças, jogos de encaixe ou leitura compartilhada, ajudam a desacelerar e encontrar estados de calma e concentração.

Aprender a lidar com frustrações e conflitos

Nem toda brincadeira é fácil — e isso é ótimo. Perder um jogo, esperar a vez, seguir regras ou negociar com amigos são experiências que desafiam emocionalmente a criança. Com apoio adulto, esses momentos se tornam oportunidades valiosas de aprendizado.

Ao vivenciar pequenas frustrações no brincar, a criança desenvolve:

  • tolerância ao erro;
  • persistência;
  • flexibilidade;
  • capacidade de resolver problemas;
  • empatia.

Essas competências formam a base da autorregulação emocional, habilidade que será usada por toda a vida.

O papel dos adultos: presença sem controle excessivo

Pais, cuidadores e educadores têm um papel importante nesse processo. Não é necessário dirigir cada brincadeira — muitas vezes, observar e estar disponível já é suficiente. Quando a criança convida o adulto para participar, entrar no jogo com curiosidade e respeito fortalece o vínculo e amplia a segurança emocional.

Algumas atitudes que ajudam:

  • validar sentimentos (“parece que você ficou frustrado, quer tentar de novo?”);
  • evitar resolver tudo imediatamente;
  • estimular a nomeação das emoções;
  • oferecer tempo e espaço para brincar livremente;
  • reduzir distrações como telas durante esses momentos.

Brincar também é construir vínculo

Quando adultos brincam com crianças, criam-se conexões afetivas profundas. Esse tempo compartilhado transmite a mensagem: “você é importante”, “eu estou aqui”, “seus sentimentos importam”. A segurança emocional gerada nessas interações fortalece a autoestima e facilita que a criança procure ajuda quando estiver sobrecarregada.

Um direito e uma necessidade

Mais do que lazer, o brincar é uma necessidade básica da infância. Ele sustenta o desenvolvimento emocional, social e cognitivo, ajudando a criança a crescer mais confiante, resiliente e preparada para lidar com as próprias emoções.

Em meio a agendas cheias e estímulos digitais constantes, reservar tempo diário para brincar — dentro ou fora de casa, com ou sem brinquedos estruturados — é investir diretamente na saúde emocional das crianças.

Porque, no fundo, toda grande aprendizagem emocional começa em algo simples: uma brincadeira.

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O BRASIL DE JK

HÁ 70 ANOS JUSCELINO TOMAVA POSSE NA PRESIDÊNCIA

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“Lutei dia e noite para dar nova dimensão ao nosso País.

Quis que, da minha administração, não se pudesse dizer,

sem pecar contra a verdade, que o Brasil crescia nas horas noturnas,

enquanto o Governo dormia. Não!

O Governo não dormiu, em minhas mãos.”

Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira

 

Em 526 anos de Brasil, há datas a celebrar e há datas para esquecer. Felizmente, as datas para celebrar são maioria. Duas delas, por exemplo, moldaram este País por serem mais significativas e funcionarem como um divisor de águas do Brasil como Nação. Ambas as datas, separadas por 148 anos, aconteceram no mês de janeiro. A chegada da família real ao Brasil, em 22 de janeiro de 1808 e a posse do presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, em 31 de janeiro de 1956.

A vinda da corte para o Brasil foi uma manobra do príncipe regente, D. João, para garantir que Portugal continuasse independente, quando foi ameaçado de invasão por Napoleão Bonaparte. A principal consequência foi a declaração do Reino Unido do Brasil, Portugal e Algarves. O Brasil deixou de ser colônia, o que provocou uma série de transformações geopolíticas.

A permanência da família real foi decisiva para manter a unificação e grandiosidade do território nacional, a possibilidade de o país inteiro falar a Língua Portuguesa, além de outros ganhos concretos como a abertura dos portos para as nações amigas e a criação de entidades essenciais: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Real Fábrica de Pólvora, Imprensa Oficial e Banco do Brasil.

Em 31 de janeiro de 1956, 134 anos depois da Independência, vem a segunda data que transformou o Brasil em todas as dimensões: cultural, industrial, econômica e politica: a posse do presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira.

Não foi fácil a chegada de JK ao Palácio do Catete. Ainda governador de Minas, Juscelino deixou claro sua intenção de disputar a Presidência da República pelo PSD.

Houve muitas tratativas de lideranças nacionais e até de militares para demover JK de sua intenção. O próprio presidente da República, Café Filho (vice de Getúlio Vargas) e o governador de Pernambuco, Etelvino Lins, se articularam para evitar a candidatura de JK.

Pior: até seu padrinho político, o ex-governador de Minas, Benedito Valadares, temeroso de que o crescimento de JK lhe roubasse influência no Estado, não mediu esforços, nos bastidores, contra a candidatura.

Em dezembro de 1954, militares de alta patente levaram ao então presidente Café Filho um documento em defesa da candidatura única à Presidência. Sem JK, evidentemente.

O presidente Café Filho – que tomou a iniciativa de ler o texto no programa ‘A Voz do Brasil’, ainda procurou demover JK, com o argumento de que as Forças Armadas não aprovavam a sua pretensão.

JK começou a ganhar a eleição ali. Não se deixando intimidar, confirmou sua candidatura e mandou um recado curto e grosso para o presidente Café Filho. Sua frase virou seu lema de vida: “DEUS POUPOU-ME O SENTIMENTO DO MEDO”.

E foi com este sentimento que JK plantou sua candidatura em 10 de fevereiro de 1955, para colher nas urnas, em 3 de outubro, 3.077.411 votos, ou 36% do total.

Não foi fácil. No dia primeiro de novembro, o coronel Jurandir de Bizarria Mamede, discursando no enterro do general Canrobert Pereira da Costa, sugere golpe militar para impedir a posse de JK e do vice João Goulart.

Em 11 de novembro de 1955, para garantir a posse de JK, antes de deixar o Ministério da Guerra, o Marechal Lott põe os tanques nas ruas e dá o “Golpe da Legalidade”. Carlos Luz, então presidente da República – com o afastamento de Café Filho – é deposto e nove dias depois, em 20 de novembro, o Congresso Nacional aprova o impedimento de Café Filho e elege Nereu Ramos presidente. O senador catarinense assume o governo até a posse de JK.

Há 70 anos, em 31 de janeiro de 1956, JK toma posse e pede ao Congresso a abolição do estado de sítio. No dia seguinte, põe fim à censura à imprensa.

JK, a seu modo, sacudiu a vida administrativa, política e cultural do Brasil. Seu governo plantou hidroelétricas, plantou estradas, plantou bom humor e plantou compromissos: cumpriu todas as 31 metas prometidas durante sua campanha à Presidência. JK plantou indústria automobilística e plantou magnanimidade, perdoando revoltosos e inimigos políticos. JK plantou Brasília.

Ao interiorizar o desenvolvimento com a construção da nova Capital, o Centro-Oeste foi ocupado de todas as formas. Onde não se produzia um grão de soja em 1960, ficou responsável por 49,3% da produção nacional. A soja avançou sobre novas fronteiras e levou junto a cultura do milho. A produção de milho na região – antes de Brasília – era inferior a 9%. Atualmente representa 54,36% da safra nacional. Essas duas culturas levaram uma promissora cultura empreendedora em outros setores: pecuária, frutas, café, arroz, feijão, trigo. Centenas de pequenos povoados nasceram no vazio do Cerrado e transformaram-se, nestes últimos 70 anos, em cidades de pequeno, médio e grande porte com excelentes índices de IDH.

Na Era JK, o Brasil colheu efervescência cultural. O Brasil colheu a primeira Copa do Mundo, colheu Bossa Nova, Cinema Novo. Colheu alegria! O povo brasileiro colheu o sentimento de que é capaz de construir o que parece impossível.

JK plantou Democracia. E o Brasil colheu Paz!

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Casa Perini convida público a viver a colheita da uva

Experiência de enoturismo inclui pisa tradicional, degustações e programação especial em fevereiro

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A vinícola Casa Perini realiza, aos finais de semana de fevereiro, a Saga da Uva — uma experiência de enoturismo que convida o público a participar dos rituais tradicionais da colheita. Com duração aproximada de três horas, das 10h às 13h, a atividade acontece em grupos de até 35 pessoas por edição.

A proposta leva os visitantes ao coração dos parreirais para vivenciar cada etapa do processo: da colheita manual das uvas à clássica pisa com os pés, passando por degustações de rótulos especiais e um momento gastronômico inspirado nas tradições da imigração italiana. O cenário entre as videiras completa a imersão sensorial e aproxima o público da rotina da safra.

Aberta a todas as idades, a atividade recebe famílias com crianças e também visitantes acompanhados de animais de estimação. Pessoas com mobilidade reduzida podem participar, observando apenas a presença de trechos em estrada de chão no percurso.

Os ingressos custam R$ 550 para adultos, R$ 220 para crianças e jovens de cinco a 17 anos, enquanto menores de cinco anos têm entrada gratuita. Cada participante recebe chapéu e avental personalizados como lembrança da vivência. Em caso de chuva, a programação poderá ser transferida para o dia seguinte ou para outro final de semana, conforme as condições climáticas.

Para grupos, empresas ou turmas fechadas, a vinícola oferece a possibilidade de reservas exclusivas mediante agendamento prévio e pagamento antecipado.

De acordo com Franco Onzi Perini, presidente do Conselho de Administração da Casa Perini, o diferencial da iniciativa está na experiência completa e na conexão emocional criada com os participantes. “Na Saga da Uva, promovemos uma imersão no tradicional ritual da colheita praticado por nossos antepassados. As pessoas vivenciam a colheita e a pisa das uvas em meio aos parreirais, harmonizando o momento com vinhos, espumantes e gastronomia típica dos tempos da imigração italiana”, afirma.

As próximas datas da Saga da Uva estão marcadas para 7, 15, 21, 22 e 28 de fevereiro, conforme disponibilidade de ingressos. Informações e reservas podem ser obtidas pelo WhatsApp (54) 99176-8172 ou pelo site Wine Locals.

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