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Brasil é referência no campo da energia limpa e renovável

Com 48% de fontes renováveis na matriz energética, o Brasil trabalha para ampliar a produção de energia renovável e sustentável

 

O Brasil tem buscado ampliar as formas alternativas de geração de energia elétrica, para além da fonte hidráulica. E as fontes de energia como a eólica, a solar e da biomassa já estão sendo colocadas em prática, o que posiciona o Brasil num seleto grupo de vanguarda mundial na produção de energia renovável e sustentável. O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Paulo Cesar Domingues, detalhou esse trabalho.

O secretário citou que o Brasil tem 48% de fontes renováveis na matriz energética enquanto o resto do mundo tem apenas 14%. E relatou que o processo de transição do Brasil para o uso de fontes de energia renováveis não é recente e já conta uma longa trajetória.

Como é a matriz energética do Brasil atualmente?

A matriz energética brasileira é uma das mais renováveis entre todos os países com as grandes economias mundiais, 48% da nossa matriz é renovável. Para você ter uma ideia, a média mundial é de 14% e se compararmos com os países mais desenvolvidos, por exemplo, os países que fazem parte da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico], essa participação é ainda menor, é 11%. E o que significa 48% de renováveis na matriz? Significa que toda a energia produzida e consumida no Brasil é originária de fontes energéticas renováveis, como o sol, o vento, a água e a biomassa. E se analisarmos agora a matriz de energia elétrica, a renovabilidade da nossa matriz é ainda maior. Em 2020, terminamos o ano com 85% da nossa matriz renovável, enquanto a média mundial é de apenas 28%. Isso demonstra a importância da nossa matriz e nos deixa orgulhosos como brasileiros de ter uma matriz tão renovável.

O Presidente Jair Bolsonaro citou, na 76ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, esse dado da matriz elétrica renovável.

Sim, o Brasil é conhecido mundialmente no campo da energia limpa e renovável. É por isso que a Organização das Nações Unidas escolheu o Brasil como um dos países líderes no tema Transição energética para uma economia de baixo carbono, no diálogo de alto nível das Nações Unidas sobre energia.

Podemos dizer, com certeza, que o Brasil é um protagonista nessa questão da energia limpa e renovável?

Sim, o Brasil tem grandes recursos naturais que podem ser utilizados para o atendimento das demandas energéticas brasileiras. Temos um potencial enorme de energia, solar, eólica, um potencial hidráulico ainda não totalmente aproveitado. Então, o Brasil é grande referência e é respeitado no mundo todo com essa potencialidade e também de novas tecnologias que estão surgindo. O Brasil pode ser um grande produtor, consumidor e exportador energético para o mundo todo nesse processo de transição energética mundial.

Falando um pouco da dependência que o Brasil ainda tem em relação à fonte hidráulica para se produzir energia elétrica. O que vem sendo planejado para termos mais variabilidade e não ficarmos tão dependentes da fonte hidráulica, principalmente por conta dessa questão da escassez hídrica que se repete?

O Brasil ainda tem uma dependência muito grande da fonte hidrelétrica, que está se reduzindo ao longo dos tempos. Para se ter uma ideia, há 20 anos, 85% de toda a energia elétrica gerada no Brasil era originária da fonte hídrica. Hoje em dia, são 65% e 20% complementado por outras fontes. E por que isso tem acontecido? Primeiro pela dificuldade na implantação de novos projetos hidrelétricos no país e os projetos que são implantados são projetos de pequeno porte. E outro fator é que esses projetos, além de pequenos, têm uma capacidade de armazenamento de água muito pequena, são os projetos que chamamos de fio d’água. Eles não permitem armazenar água nos períodos de chuvas, de cheia do rio, para utilização nos períodos secos.

Essa é a característica das usinas a fio d’água, elas são muito dependentes do regime hidrológico. Então, num período de escassez hídrica como estamos vivendo agora, as usinas a fio d’água vão ter uma geração muito pequena. Se tivesse reservatórios de acumulação elas poderiam acumular água, como tínhamos no passado reservatório capazes de acumular água para vários períodos de seca.

Por isso que o planejamento é estratégico justamente para diversificar essa geração de energia elétrica no país?

Isso, por nossa sorte, como temos muitos recursos naturais no Brasil, quando começamos a perder a capacidade das hidrelétricas no atendimento às demandas de energia elétrica no Brasil surgiram outras fontes também renováveis e competitivas. Primeiro a bioenergia, a biomassa que foi muito importante na década de 80, além de produzir o etanol, que é importante para o setor automotivo, começou-se também a queimar o bagaço da cana para produção de energia elétrica. E depois tivemos a energia eólica e, mais recentemente, a energia solar. Então, são três fontes, a biomassa, a energia eólica e a energia solar.

Mas tem um problema, a energia eólica e a solar são fontes intermitentes, elas não são contínuas, não tem a geração contínua de energia. E a biomassa é fonte sazonal, tem os períodos de safra que tem a biomassa e outro período não, por isso que é importante complementar com outras fontes, principalmente a geração termelétrica. O Brasil tem um potencial muito grande de gás natural agora no pré-sal, então, o que estamos fazendo é usando o gás natural como complementar nesses períodos de baixa hidraulicidade e intermitência das fontes renováveis. Então, o que fazemos no ministério é a diversificação da matriz, tentar diversificar ao máximo para não ficar totalmente dependente da fonte hidráulica.

Vamos falar um pouquinho de cada uma dessas fontes de energia. O Brasil tem muito sol, como está a energia solar?

A energia solar é a que mais cresce no Brasil. Por estar situado próximo a linha do Equador, o Brasil tem excelentes níveis de insolação e de irradiação solar, então, com o desenvolvimento tecnológico das placas solares, dos equipamentos solares, isso proporcionou a redução dos custos.

Para se ter uma ideia, no mês de agosto, o Brasil alcançou 10 gigawatts de capacidade instalada. O que significa isso? Isso significa 70% da capacidade instalada de Itaipu que é maior usina hidrelétrica das Américas e a segunda maior do mundo. E em poucos anos já alcançamos essa capacidade. Para se ter uma ideia, nos últimos três anos o crescimento da energia solar foi de 200% da energia solar centralizada e de 2000% da energia solar distribuída. E o que é isso? A energia solar centralizada são aquelas grandes usinas solares, aquelas fazendas solares enormes e a distribuída são aqueles painéis de energia solar colocados em telhados de residências, de comércios, indústrias.

Então, já temos cerca de 10 gigawatts e a expectativa é que nos próximos dez anos aumente quatro vezes ou até mais essa capacidade. A expectativa de investimento é de R $100 bilhões somente na energia solar, é cerca de 28% do todo o investimento no setor elétrico brasileiro apenas destinado à energia solar.

Falamos da fonte hidráulica, da fonte solar, agora vamos falar da energia eólica. Como está o desenvolvimento dessa outra possibilidade de produção de energia elétrica no Brasil?

Nossos ventos são constantes, variam muito pouco de direção, então são considerados um dos melhores ventos do mundo para instalação de usinas eólicas. Nossa capacidade instalada já é 11% de toda a capacidade já instalada no Brasil. Em pouco tempo já atingimos, em termos de capacidade instalada em energia eólica, cerca de 19 gigawatts e a expectativa é dobrar a capacidade nos próximos dez anos, tamanho é interesse dos investidores.

O Nordeste tem 80%, 82% de toda a capacidade instalada no Brasil e tem o maior potencial. Hoje tem mais de 700 usinas eólicas instaladas no Brasil e sem contar que temos um potencial enorme para usinas eólicas offshore, em alto mar. O custo é mais alto que a onshore, mas isso tem se reduzido ao longo do tempo. Hoje, a usina eólica offshore já consegue ser competitiva com algumas fontes que usamos, ela já consegue competir com a termelétrica a gás natural. Já somos o 7° maior produtor de energia eólica do mundo caminhando para, nos próximos cinco anos, sermos o 5° maior. Sem aproveitar a eólica offshore que tem um potencial enorme. Ela pode ser implantada em praticamente toda a costa do Brasil, na região Nordeste ela tem um potencial maior.

E ainda temos a energia da biomassa. Como está esse panorama no Brasil?

Falei que 48% da nossa matriz energética é renovável, a bioenergia representa 27%, sendo que 19% são produtos originários na cana, que nenhum país do mundo tem isso na matriz nessa quantidade tão alta.

O Brasil tem uma expertise acumulada em bioenergia muito grande, exportamos tecnologia. Em termos de geração de energia elétrica, quase 10% da nossa energia é produzida por resíduos da cana.

Temos um horizonte não só do biodiesel, biocombustível, estamos usando muita geração termelétrica com biocombustível. Isso está sendo comum nos sistemas isolados da Amazônia que tradicionalmente usava o diesel para localidades remotas onde não chega a energia elétrica. Temos muito avanço nessa área de biocombustíveis no Brasil, não só na geração de energia elétrica, mas no setor de transporte.

Temos um grande potencial de biogás e biometano, usando a torta de filtro e a vinhaça, que também são resíduos da cana, para utilização como biogás e biocombustível. Hoje é um percentual ainda muito pequeno da nossa matriz e, então, temos um potencial enorme para aproveitar, não só para geração de energia elétrica, mas também no uso do setor transporte. Inclusive o biometano pode até ser injetado dentro das redes de gasoduto e mistura com o gás natural.

O senhor comentou no início sobre a transição das economias para o baixo carbono. Existe uma expectativa que os hidrocarbonetos, petróleo, vão diminuindo gradativamente e, provavelmente, no decorrer desse século, em algum momento não teremos hidrocarbonetos como temos atualmente. Como o Brasil está nesse processo?

Temos 48% de energia renovável na nossa matriz, enquanto o mundo é 14%, então, já estamos bem melhor que a média mundial. Esse processo de transição no Brasil não começou agora, ele veio desde o início do século passado quando adotamos a hidreletricidade para atender nosso processo produtivo. Depois veio, na década de 70, o proálcool que, para enfrentar a crise do petróleo, passamos a utilizar o etanol da cana-de-açúcar em substituição da gasolina. O motivo era econômico, na época, mas teve um impacto ambiental enorme. Depois tivemos vários programas de incentivos a fontes renováveis. Temos ainda 52% da nossa matriz fóssil, então precisamos avançar.

No Ministério de Minas e Energia temos o RenovaBio, a política nacional de biocombustíveis que tem meta de descarbonização da matriz de transporte. Hoje, dois terços de toda a energia fóssil produzida no Brasil é originária do transporte e da indústria. Precisamos descarbonizar esses dois setores para aumentar nossa transição energética. Tem um combustível que o mundo todo está falando como o combustível do futuro para atender essa demanda de energia elétrica limpa e renovável que é o hidrogênio. E o Brasil tem um potencial imenso de produção de hidrogênio verde.

O hidrogênio para ser verde tem que ser produzido da eletrólise da água, da quebra da molécula da água do hidrogênio e do oxigênio que você separa, e para fazer essa eletrólise se gasta energia, e muita energia. Quando para fazer essa quebra da energia se usa uma energia renovável, como a solar, isso se chama hidrogênio verde.

Recentemente, o Conselho Nacional de Política Energética aprovou as diretrizes do programa nacional do hidrogênio no Brasil. Defendemos, além do hidrogênio verde, outras formas de produção como o hidrogênio azul que é produzido com gás natural. Você vai fazer essa eletrólise da água usando o potencial de gás natural que temos no nosso pré-sal.

O Brasil tem vários recursos naturais que podem produzir o hidrogênio, então, podemos ser um grande produtor, consumidor e exportador dessa tecnologia. Várias empresas nacionais e multinacionais já estão querendo implantar projetos no Brasil e esperamos que no médio prazo, na faixa de uns cinco anos, esses projetos possam ser competitivos. Eles são eletrointensivos, consomem muita energia, então precisamos reduzir o custo dessa tecnologia para que eles possam ser comercializados.

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Rolê Cultural promove “Dia de Rolê” especial no CCBB Brasília

Em clima de férias, o Rolê Cultural – CCBB Educativo amplia a experiência do público com o Dia de Rolê: Grafite no CCBB, que convida o grafiteiro surdo Odrus para criar, junto com o público, um mural coletivo em três encontros performáticos. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados pelo site ingressos.ccbb.com.br ou presencialmente na bilheteria do CCBB Brasília.

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O evento acontece em 12, 13 e 14/12 sempre das 15h30 às 18h30 e leva a linguagem da arte urbana para a área externa do centro cultural. Em uma oficina performática conduzida por Odrus, o público acompanha e participa da criação de um mural coletivo e interativo. Ao longo de três dias, crianças, jovens e adultos podem experimentar técnicas de grafite com tinta spray atóxica à base de água, aprender truques diretamente com o artista e vivenciar o grafite como expressão de presença, escuta e ocupação poética do espaço público.

O Dia de Rolê integra a programação gratuita de férias do Rolê Cultural – CCBB Educativo, com atividades pensadas para famílias, grupos de amigos e visitantes de diferentes idades, sujeitas à lotação dos espaços. O projeto é patrocinado pelo Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

Sobre o CCBB Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.

 Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances.

 Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas.

 Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

 Acessibilidade
A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília, de quinta-feira a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta do vídeo de divulgação exibido no interior do veículo.

Horários da van – De quinta a domingo: Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h | CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30.

Programação:

Dia de Rolê: Grafite no CCBB

O Rolê Cultural recebe o grafiteiro surdo Odrus para uma oficina performática de grafite. Nessa ação que mistura diferentes linguagens artísticas, o público é convidado a assistir e participar da criação de um mural coletivo e interativo. Ao longo de três dias, os participantes poderão experimentar técnicas e truques da arte urbana com tinta spray atóxica à base de água, aprendendo diretamente com o artista enquanto contribuem para a composição da obra.
Data: 12, 13 e 14/12 sempre das 15h30 às 18h30

Duração: 3h
Classificação: A partir de 6 anos

Ponto de encontro: Área externa

 

Serviço:

Rolê Cultural – Educativo do Centro Cultural Banco do Brasil

Centro Cultural Banco do Brasil – Distrito Federal

Endereço: SCES Trecho 2 – Brasília/DF  Tel.: 61 3108-7600

Programação completa em ccbb.com.br/brasilia/programacao/ccbb-educativo 

Ingressos: ingressos.ccbb.com.br     
Agendamento para grupos e escolas: conecta.mediato.art.br

Acesso: gratuito

Classificação Indicativa: livre

CCBB Brasília

Aberto de terça a domingo, das 9h às 21h.

SCES Trecho 2 – Brasília/DF

Tel: (61) 3108-7600

E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Site/ bb.com.br/cultura

Instagram/ccbbbrasilia

Tiktok/@ccbbcultura

Youtube/ Bancodobrasil

Fonte: Camila Maxi

Foto: Tati Reis.

 

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Os protagonistas de Brasília são homenageados no Prêmio JK

Evento do Correio Braziliense celebra talentos de várias áreas e eterniza o legado cultural de Guilherme Reis.

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Os vencedores da primeira edição do Prêmio JK, promovido pelo Correio Braziliense, serão anunciados amanhã. A premiação destaca personalidades que contribuem para o desenvolvimento da capital em áreas como esporte, direito e justiça, saúde e gestão pública. Na categoria In Memoriam, o homenageado é o ator, diretor, produtor e ex-secretário de Cultura Guilherme Reis, que morreu em setembro, aos 70 anos.

A cerimônia será realizada nesta terça-feira (9/12), às 19h, no auditório do Tribunal de Contas da União (TCU). Os premiados foram escolhidos por uma comissão formada por jornalistas do Correio, profissionais que acompanham de perto o cotidiano da cidade e identificam, com olhar crítico, quem realmente ajuda a construir Brasília.

Uma homenagem ao fundador da capital

O nome do prêmio celebra o legado do ex-presidente Juscelino Kubitschek, idealizador de Brasília e responsável por transformar em realidade o sonho da nova capital. Assim como JK fez o país olhar para o futuro, o Correio Braziliense também faz parte dessa história: ambos completaram 65 anos em abril. Em 2024, os Diários Associados comemoraram ainda o centenário do grupo criado por Assis Chateaubriand.

Movido por paixão e dedicação ao teatro

Homenageado na categoria In Memoriam, Guilherme Reis deixou uma marca profunda no cenário cultural do Distrito Federal. Diretor do Teatro Dulcina de Moraes, atuou tanto na vanguarda teatral quanto no desenvolvimento de eventos culturais que se tornaram referência para Brasília.

Sua esposa por 20 anos, Carmem Moretzsohn, 63, emociona-se ao recordar o companheiro:
“Generoso, afetuoso, com uma empatia rara e um humor inabalável.”
Ela lembra que Guilherme era movido por uma paixão incondicional pelo teatro e dominava todas as funções da cena.
“Se faltasse alguém, ele mesmo resolvia. Era ator, diretor, iluminador, cenógrafo, figurinista e, sobretudo, um grande produtor. Estar presente neste prêmio o deixaria profundamente feliz.”

Melina Sales dos Santos, 46, atriz e arte-educadora, casada com o filho de Guilherme, também guarda lembranças afetivas.
“Era um avô muito generoso para a Zilah, sempre presente com carinho, brincadeiras e memórias inesquecíveis. Somos muito gratos por essa convivência.”

Uma tradição que nasce

A primeira edição do Prêmio JK marca o início de uma nova tradição do Correio Braziliense, que pretende transformar o evento em parte fixa do calendário cultural e institucional do Distrito Federal — assim como outras iniciativas históricas do jornal.

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AS ÁRVORES LUNARES

As sementes que orbitaram a Lua são hoje árvores em Brasília e outras cidades. O plantio das mudas ocorreu há 45 anos e as arvores já estão na segunda geração.

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A Apollo 14, operada pelos astronautas Alan Shepard, Edgar Mitchell e Stuart Roosa, fez a terceira missão lunar da NASA. A nave espacial decolou no final da tarde de 31 de janeiro de 1971 e retornou em 9 de fevereiro.  A missão foi tão especial que rende frutos até hoje por um experimento científico inédito: a expedição levou para o espaço 500 sementes de árvores de várias espécies, que deram 14 voltas na lua. No retorno à Terra, as sementes foram plantadas, germinadas e renderam mudas que foram distribuídas nos Estados Unidos e em alguns países amigos. O objetivo era estudar a ação da microgravidade sobre as plantas. No Brasil, quatro cidades receberam mudas: Brasília, Rio de Janeiro e, no Rio Grande do Sul, Santa Rosa e Cambará do Sul.

 

Na volta à Terra, as sementes foram plantadas e germinaram em uma unidade do Serviço Florestal no estado do Mississippi. Renderam 450 mudas. Como parte das comemorações do bicentenário dos Estados Unidos, as mudas foram distribuídas por vários locais, entre 1975 e 1976. Para a NASA, a árvore representa a ligação da cidade com a história da exploração espacial e a união entre ciência, meio ambiente e inovação.

No Brasil, segundo a Agência Espacial norte-americana, quatro localidades receberam mudas da Árvore da Lua:
1) Brasília, na sede do Ibama, onde existe um bosque, foi plantado um carvalho canadense ‘Liquidambar styraciflua’, conhecido popularmente como liquidâmbar), em 14 de dezembro de 1980.

2) Outra, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

3) No Parque de Exposições de Santa Rosa, noroeste do Rio Grande do Sul, foi plantada uma muda de plátano (Platanus occidentalis) como atração pela 5ª Feira Nacional da Soja em agosto de 1981. O evento foi celebrado para comemorar os 50 anos de Santa Rosa.

4) Outra sequoia foi plantada em Cambará do Sul, nos Campos de Cima da Serra, em 26 de setembro de 1982, na Praça Central São José.

Apollo 14: as árvores da lua e os cosmonautas Suart Roosa, Alan Shepard e Edgar Mitchel (foto: NASA)

 

A HISTÓRIA

O experimento científico foi realizado em conjunto entre o Serviço Florestal dos Estados Unidos e a NASA, com o objetivo de estudar a ação da microgravidade sobre as plantas. O Serviço Florestal dos EUA indicou Stuart Roosa para comandar o projeto e selecionou as sementes de cinco espécies para o experimento. Stuart Roosa levou as sementes em seu kit pessoal e ficou com ele enquanto orbitou a Lua.

As sementes que orbitaram o satélite natural da Terra durante o voo tripulado foram germinadas e plantadas em solo terrestre. O experimento recebeu o nome de árvores lunares ou árvores-da-lua, mas ficou claro que não houve germinação ou plantio na superfície lunar.

Na volta à Terra, as sementes germinaram em uma unidade do Serviço Florestal no estado do Mississippi. Elas renderam 450 mudas.

Além de uma árvore plantada no jardim da Casa Branca, em Washington-DC, a maioria das mudas seguiu para capitais estaduais dos Estados Unidos, para instituições de pesquisas espaciais e, até onde se sabe, para alguns países amigos, como o Brasil, Inglaterra, Suíça e Japão.

 

 

BRASÍLIA – Há 45 anos, em 14 de dezembro de 1980, autoridades da Embaixada dos Estados Unidos, do  Ibama e do Ministério do Meio Ambiente plantaram a ‘Liquidambar styraciflua’, conhecida como Árvore da Lua.

 

Placa que lembra o plantio do carvalho canadense – liquidâmbar – em 14 de dezembro de 1980. (foto: Silvestre Gorgulho)

 

BRASÍLIA – A muda de um carvalho canadense – liquidâmbar  – é hoje uma árvore frondosa. Foto de Silvestre Gorgulho em 04 de novembro de 2025.

 

 

 

A ARVORE DA LUA EM SANTA ROSA-RS

A árvore lunar de Santa Rosa serve não apenas como um marco de curiosidade científica, mas também como um símbolo de esperança, perseverança e inovação, associando a cidade a uma parte da história da humanidade. Além disso, ela se tornou um ponto de interesse para moradores e visitantes que se fascinam com o legado da exploração espacial dos Estados Unidos e seu impacto no mundo inteiro.

 

Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, foi uma das cidades brasileiras agraciadas com uma dessas árvores lunares. A espécie plantada na cidade é um *plátano* (Platanus occidentalis), que é uma das cinco variedades levadas ao espaço. Essa árvore foi plantada em um local público, e sua presença simboliza a ligação de Santa Rosa com um evento histórico significativo: a exploração espacial.

 

Placa que lembra o plantio da Árvore da Lua, em Santa Rosa (RS)  em 13 de agosto de 1981, com a presença do presidente João Baptista Figueiredo.

 

A árvore lunar de Santa Rosa serve não apenas como um marco de curiosidade científica, mas também como um símbolo de esperança, perseverança e inovação, associando a cidade a uma parte da história da humanidade. Além disso, ela se tornou um ponto de interesse para moradores e visitantes que se fascinam com o legado da exploração espacial dos Estados Unidos e seu impacto no mundo inteiro.

 

A sequoia plantada em Cambará do Sul, em 1982, entre dois cambarás, na Praça São José, consta na lista da NASA.

 

 

SEGUNDA GERAÇÃO DA ÁRVORE DA LUA

Detalhe interessante é que uma segunda geração da sequoia lunar foi doada à Prefeitura de Caxias do Sul. Essa muda é derivada de árvore cultivada em Santa Rosa na década de 1980 e passou por um período de adaptação antes de ser plantada no Jardim Botânico Armando Alexandre Biazus, de Caxias do Sul-RS.

Segundo engenheiro agrônomo Ramon Sirtoli, da SEMMA, a muda com cerca de 30cm de altura foi obtida por meio do processo de multiplicação a partir da planta-mãe. “Antes de ir para o Jardim Botânico, a muda foi levada para o Horto Municipal, em Ana Rech, onde passou por um período de adaptação, em estufa, para ter condições favoráveis para o desenvolvimento ser mais rápido”.

 

FUNDAÇÃO MOON TREE

 

Natural de Durango, Colorado, o norte-americano Stuart Roosa nasceu em 16 de agosto de 1933. Ele trabalhou para o Serviço Florestal dos EUA no início dos anos 1950, combatendo incêndios e, mais tarde, juntou-se à Força Aérea dos EEUU e se tornou um piloto de teste. A Nasa selecionou Roosa para o curso de formação de astronauta de 1966. Ele começou a carreira na Nasa como integrante da equipe de apoio da Apollo 9. Após a missão em que ele levou as sementes à órbita da Lua, Roosa foi piloto reserva de comando das Apollos 16 e 17.

Hoje existe uma entidade, a Fundação Moon Tree, que é dirigida pela filha de Roosa, Rosemary, com o objetivo de mapear e plantar mais árvores da Lua em regiões ao redor do mundo. A fundação patrocina e realiza cerimônias para plantar novas árvores, com sementes produzidas pela geração original de árvores que cresceram a partir das sementes carregadas pelo seu pai Stuart Roosa.

 

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