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Maior uso de cloro na pandemia aquece setor de plásticos anticorrosão
Brasil fabrica equipamentos como válvulas, sistemas de medição e controle adequados para processos de produção de hipoclorito de sódio
A exigência por eficiência sanitária na pandemia trouxe a necessidade de ampliação no uso de produtos como o cloro e a água sanitária, capazes de eliminar microrganismos. E como são substâncias altamente agressivas, apenas determinados equipamentos podem ser usados em contato com esses fluidos.
O crescimento nas vendas foi sentido tanto por indústrias para tratamento de água que utilizam o cloro, como a De Nora, quanto por fábricas de válvulas e sistemas de medição e controle, como a GEMÜ do Brasil.
“O crescimento nas vendas desde o início da pandemia foi de 30%”, conta Valderi Souza, responsável pela Engenharia e Assistência Técnica da De Nora, empresa italiana que está há 30 anos no Brasil. A multinacional conta com o fornecimento de sistemas de tratamento de água para plataformas de petróleo offshore que utilizam hipoclorito de sódio para evitar o crescimento de algas dentro da tubulação.
“É crucial termos segurança antivazamento e anticorrosão em todo o sistema, e com isso os produtos que instalamos devem ser resistentes à corrosão”, explica.
Entenda as vantagens do plástico contra vazamentos
Visto que o hipoclorito é altamente corrosivo e um oxidante muito forte, o metal não é indicado nesses casos, e sim o plástico. “Pela compatibilidade, quando o fluido corrosivo entra em contato com os equipamentos, eles não sofrem ataque químico”, conta o engenheiro.
Isso porque as características químicas e físicas dos diferentes fluidos operados em cada planta industrial exigem materiais específicos para os dutos e equipamentos com os quais terão contato. Para essa escolha, devem ser consideradas as condições de temperatura e pressão, com corpo da válvula e medidores de vazão construída em material plástico: PVC, PoliPropileno (PP) ou PVDF (fluoreto de polivinilideno).
Cada equipamento traz uma gama de aplicações – um aguenta temperaturas mais altas, outro, determinado produto químico etc. “Em geral, os plásticos têm um peso baixo devido à densidade reduzida, são apropriados para a produção seriada, exigem poucas etapas de operação, vêm em cores variáveis, o que pode auxiliar na identificação de maquinário, possuem resistência à tração e elasticidade contra rupturas, bom comportamento interior de elasticidade e deformação, boas propriedades antifricção e alta resistência química”, explica o gerente geral de vendas da área industrial da GEMÜ do Brasil, Mateus Souza. A empresa fornece esse tipo de equipamento há 40 anos, com planta em São José dos Pinhais (PR).
Outras tubulações que exigem o plástico por conta do cloro são os sistemas de piscina, estações de tratamento de água que realizam a dosagem do cloro, além de locais onde é utilizado o ácido sulfúrico.
GEMÜ é multinacional que atua em 50 países
O Grupo GEMÜ desenvolve válvulas, sistemas de medição e controle para líquidos, vapores e gases. No caso das soluções para aplicações estéreis, a empresa é líder mundial de mercado. Em 2020, registrou um faturamento acima de 330 milhões de euros, e conta atualmente com mais de 2 mil funcionários em todo o mundo. A GEMÜ atua em mais de 50 países, em todos os continentes.
Sobre a GEMÜ – A filial da multinacional alemã criada por Fritz Müller na década de 1960 disponibiliza ao mercado brasileiro válvulas de extrema eficiência e qualidade. A planta situada em São José dos Pinhais (PR), que conta com 100 colaboradores e completa 40 anos em 2021, produz válvulas e acessórios para o tratamento de água e efluentes em indústrias de todas as áreas, como siderurgia, fertilizantes e setor automobilístico, bem como para integrar sistemas de geração de energia. Na área de PFB (farmacêutica, alimentícia e biotecnologia), a GEMÜ é líder mundial e vende para toda a América Latina produtos de alta precisão, com atendimento local, além de consultoria com profissionais capazes de orientar na escolha da melhor solução em válvulas para cada aplicação. Mais informações: www.gemue.com.br.
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NASCIMENTO DO LAGO PARANOÁ
O Lago Paranoá foi idealizado muito antes da construção de Brasília, tendo sua primeira proposta formalizada pelo botânico e paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, paricipante da segunda Missão Cruls, em 1894.
No seu relatório, Glaziou identificou uma depressão topográfica na região e sugeriu o represamento do rio Paranoá para criar uma bacia de água indispensável ao abastecimento da futura capital.
Glaziou escreveu: “Entre dois grandes chapadões na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe imensa planície em parte sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa (…) É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte – barragem (…) formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”
O projeto do paisagista visava amenizar o clima seco do Planalto Central, garantir o fornecimento hídrico, gerar energia e proporcionar um elemento ornamental e de lazer para a população.
Em 1956, o plano de Glaziou foi incorporado e adaptado pela Novacap para compor o Edital do Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil.
Em março de 1957, quando da abertura do Concurso, todos os 26 projetos constavam a construção do Lago Paranoá, como aconteceu com o projeto vencedor, do urbanista Lucio Costa.

O idealizador do Lago Paranoá foi o paisagista francês Auguste Glaziou, membro integrante da 2ª Missão Cruls. A construção da barragem se inicia em 1957, sob responsabilidade da empresa norte-americana Raymond Concrete Pile of Americas. O constante atraso nas obras fez com que JK mandasse rescindir o contrato com a Raymond e transferisse o comando da construção da barragem para as construtoras Camargo Corrêa, Rabelo, Rodobras, Geotec e Engenharia Civil e Portuária.
DESCRIÇÃO COMPLETA
Essa é a descrição completa feita por Auguste Glaziou, no relatório da Segunda Missão Cruls, em 1894, apontando a solução técnica para a construção do Lago Paranoá:
“Entre os dois grandes chapadões conhecidos na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe uma imensa planície sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa: outrora era um lago devido à junção de diferentes cursos de água formando o Paranoá; o excedente desse lago, atravessando uma depressão do chapadão, acabou com o carrear dos saibros e mesmo das pedras grossas, por abrir nesse ponto uma brecha funda, de paredes quase verticais pela qual se precipitam hoje todas as águas dessas alturas. É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte (barragem) forçosamente a água tomará ao seu lugar primitivo e formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”
Nos anos 1970, ao entrar pela primeira vez na Catedral Metropolitana Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, em Maringá, fiquei muito impressionado. Trata-se de uma das mais altas e belas basílicas da América Latina. Depois, caminhando pelas ruas da cidade, a música “Maringá, Maringá” logo me veio à memória. Cidade e canção parecem feitas uma para a outra, unidas por melodia, harmonia e ritmo. Embora separadas por 15 anos de história, a obra musical do mineiro Joubert de Carvalho e o terceiro maior município do Paraná compartilham a mesma beleza e a mesma alma. Conheça a seguir como essa bonita sintonia moldou o destino urbano e social da cidade e da região.
MARINGÁ: A CIDADE E A CANÇÃO
“Maringá… Maringá”, a melodia, nasceu primeiro, em 1932. Quinze anos depois, em 10 de maio de 1947, era fundado o município paranaense. A obra-prima de Joubert Gontijo de Carvalho (1907–1977) surgiu após um diálogo marcante com o ex-governador da Paraíba, José Américo de Almeida, então ministro da Viação e Obras Públicas de Getúlio Vargas e autor do clássico literário “A Bagaceira” (1928). Quem fez a aproximação de José Américo de Almeida com o compositor foi Rui Carneiro (1906-1977), então oficial do gabinete do Ministério da Aviação, natural de Pombal, uma cidade centenária ao norte da Paraíba.
Rui Carneiro era jornalista e advogado, mais tarde foi deputado federal e senador pela Paraíba. Carneiro e José Américo relataram ao compositor o sofrimento do povo nordestino com a seca severa. E deram, como exemplo, a cidade de Ingá, no agreste da Paraíba, a 100km de João Pessoa. Inspirado pelo relato, Joubert de Carvalho (mineiro de Uberaba) que já colecionava sucessos na voz de Carmen Miranda, como “Taí – Eu fiz tudo prá você gostar de mim”, criou uma personagem retirante fictícia chamada Maria. Da junção de “Maria de Ingá” surgiu o neologismo que batizou a música romântica e nostálgica. Mal sabia o compositor que aquele sucesso estrondoso seria o nome, 15 anos mais tarde, de uma das cidades mais prósperas do Sul do país e, ainda, lhe daria o nome de uma importante rua.

MARINGÁ: MODELO DE GESTÃO
Visão de presente e de futuro. Maringá saiu na frente, no Brasil, trazendo a sociedade civil organizada para participar no planejamento econômico sustentável da administração da cidade. Com o objetivo de propor ações efetivas para garantir o desenvolvimento sustentável de toda a região geoeconômica, proporcionando qualidade de vida e condições dignas aos cidadãos, em gestão compartilhada com o poder público, Maringá criou em 1996, o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá – CODEM. O órgão nasceu com o Movimento Repensando Maringá. No cinquentenário de Maringá, em 1997, houve a posse dos primeiros conselheiro.
Ao longo dos anos, o CODEM não só se consolidou como referência em planejamento socioeconômico sustentável, sempre com a participação ativa da sociedade civil, entidades e lideranças locais, como serviu de exemplo para a criação de órgão similar em muitas cidades brasileiras.
Hoje, mais de 20 cidades brasileiras, inclusive Brasília, usam esse modelo de governança inspirado no modelo pioneiro do CODEM/CODESE de Maringá (PR), com o objetivo de planejar o crescimento urbano e socioeconômico sustentável da região para as próximas décadas.
SAIBA MAIS
Veja duas outras matérias:
1) O batismo e a
cronologia da criação e urbanização.
2) Como o modelo de gestão participativa levou
o município de Maringá a bater recordes
de competitividade e de sustentabilidade.

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