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Covid-19 e a saúde mental do estudante: a pandemia silenciosa

Por Christophe Aniel, Chefe Global de Mobilidade Estudantil Internacional do Grupo Allianz Partners

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Após quase dois anos de desafios e aprendizagem à distância devido ao COVID-19, o novo ano letivo começa com um renovado sentimento de otimismo. A taxa de vacinação na Europa atingiu um marco importante de 70%, um passo crucial para garantir o retorno seguro das aulas presenciais. Juntamente com outras medidas de proteção, esta será nossa melhor defesa contra novas restrições no ensino superior.

À medida que as fronteiras internacionais se abrem, também estamos vendo o retorno da mobilidade estudantil internacional. O renascimento do setor está sendo alimentado pela demanda reprimida de estudantes que colocaram seus planos de estudos internacionais em espera por um tempo e agora estão ansiosos para desfrutar de uma experiência de imersão no exterior com todos os benefícios culturais, acadêmicos e sociais que isso acarreta.

Embora o vírus não tenha diminuído o desejo de estudar no exterior, a pandemia está transformando a forma como os alunos planejam e se preparam nestes tempos incertos. Antes de embarcar em uma viagem de estudos no exterior, os alunos querem se certificar de que estão preparados para o ressurgimento do vírus com cobertura de saúde abrangente, consultas de telemedicina e uma variedade de apoios de bem-estar. É claro que, além da ameaça de bloqueios futuros, os alunos que procuram estudar no exterior estão preocupados com sua saúde geral e bem-estar.

Também estou muito atento aos impactos contínuos do COVID-19 na saúde mental de estudantes universitários. Embora essa tenha sido uma preocupação crescente para administradores de faculdades, a pandemia do COVID-19 exacerbou os problemas de saúde mental entre as populações de estudantes vulneráveis. 46% da geração Z (idades entre 18-25) estão preocupados em sofrer de problemas de saúde mental (estresse, depressão e esgotamento), de acordo com nossa última pesquisa* que teve como objetivo lançar luz sobre a saúde mental dos jovens no contexto de a pandemia.

No início da pandemia, quando os bloqueios foram impostos em todo o mundo, os estudantes universitários relataram que se sentiam deprimidos, isolados, estressados, ansiosos e desinteressados. Esta imagem sombria do estado mental dos jovens vai contra a noção popular de que “a faculdade são os melhores quatro anos da sua vida”. Em circunstâncias normais, o caminho do ensino superior está repleto de oportunidades; conhecer novas pessoas, participar de clubes e sociedades, buscar o crescimento pessoal e alcançar objetivos acadêmicos. No entanto, também pode ser uma fonte de enorme estresse e ansiedade.

Para muitos alunos, o retorno ao “normal” é um ajuste de vida que requer apoios adicionais. Alguns foram afetados negativamente por experiências traumáticas, como luto, isolamento social, perda de rotina, bem como aumento do custo de vida e incerteza sobre seu futuro. À luz dos efeitos persistentes do COVID-19 no bem-estar mental dos alunos, é importante que os alunos tenham acesso a tratamento precoce e apoio psicológico adaptado às suas necessidades, seja apoio entre pares, módulos online de saúde mental ou presencial, com aconselhamento face a face. Os serviços de apoio à saúde mental podem ser ainda mais importantes para os alunos que estudam no exterior, que não têm acesso às suas redes de apoio habituais.

Outro dado interessante de nossa pesquisa mostrou que 55% da Geração Z (idades de 18-25) tem alto interesse em usar soluções digitais de saúde mental, com 29% da Geração Z relatando já ter usado serviços de e-terapia (incluindo 15% antes a pandemia). Outros 27% confirmaram que pensariam em usar a e-terapia no futuro. Isso sublinha a importância de fornecer apoios de saúde mental em formatos diversos e acessíveis que reduzam as barreiras à procura de ajuda.

Uma das maneiras pelas quais os jovens estão assumindo o controle proativo de sua saúde é usando tecnologias vestíveis e inteligentes para monitorar uma variedade de indicadores de saúde. Embora esses dispositivos sejam usados predominantemente para monitorar atividades físicas e frequência cardíaca, há uma expectativa clara entre os consumidores de que mais recursos estarão disponíveis em seus dispositivos conectados no futuro – nossa pesquisa mostra que 29% da Geração Z usaria um dispositivo vestível para monitorar seu estado emocional.

Ao promover uma cultura de bem-estar mental e emocional no ensino superior, garantimos que todos os alunos tenham acesso aos apoios de que precisam para prosperar, causamos um impacto positivo na qualidade de vida dos alunos e retemos alunos que podem estar em risco de desistência.

Esperançosamente, esta pandemia servirá como um alerta para enfrentar a escala da crise de saúde mental no setor de ensino superior. Este ano, mais do que qualquer outro, precisamos garantir que o bem-estar do aluno seja colocado no centro da questão.

* Customer Lab Research – pesquisa do segundo trimestre de 2021 com 11 mil consumidores no México, Tailândia, Suíça, Áustria e Cingapura e incluindo questões relacionadas aos novos comportamentos emergentes do COVID.

 

 

 

 

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EQUINÓCIO DE PRIMAVERA, TEMPO DE SEMEAR

Evaristo de Miranda – Doutor em Agronomia e Pesquisador da Embrapa

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Chegou o equinócio de primavera, 22 de setembro. Será o fim do inverno e da estação seca, tanto aqui, como no Peru, Namíbia, Moçambique ou Timor. O clima em regiões tropicais é um relógio: chove no verão e o auge da seca é sempre no inverno. Ele não é caótico, nem é essa incerteza toda apregoada por alguns.
Se nos trópicos, o máximo das chuvas é sempre no verão, em climas temperados é o contrário: chove no inverno. O povoador português trouxe a expressão “inverno”, como sinônimo do tempo das chuvas. No Nordeste e em outras regiões, quando os agricultores falam do “inverno”, da estação chuvosa, eles estão falando do verão.
Mesmo nos cenários mais catastróficos, projetados por “especialistas” sobre o futuro do clima no planeta, ninguém chegou a ponto de sugerir mudanças no regime das chuvas ou nas estações. A dinâmica física da atmosfera é colocada em ação por quantidades colossais de energia solar e sua absorção, principalmente, pelos oceanos.
A Terra tem quatro estações pelo fato do seu eixo de rotação ser inclinado 23 graus e 27 minutos em relação ao plano eclíptico, o de sua translação em torno do Sol, e se manter paralelo a si mesmo ao longo do ano. Se o eixo de rotação fosse perpendicular, não haveria estações. Apenas um gradiente de calor entre o equador e os polos.
Em 22 de setembro, equinócio, faça chuva ou faça sol, o dia durará 12 horas. A noite também. No Brasil, Europa, Austrália, Japão, Canadá e Polo Sul. Em todo o planeta. Equinócio: do latim _aequinoctĭu_, igualdade de dias e noites.
Todo dia, o sol nasce a Leste e se põe a Oeste. No equinócio, ele nasce no Leste. Ele marca exatamente no horizonte o ponto cardeal Leste. E se põe no ponto cardeal Oeste. Bom para calibrar bússolas! E para observar da janela e marcar esses dois pontos de referência no horizonte: Leste e Oeste.
No dia do equinócio, o sol a pino traça no solo a linha do Equador. Postes não terão sombra ao meio dia na região equatorial, como em Macapá. Ali será possível ver o disco solar no fundo de um poço ao meio dia, algo impossível em Santa Catarina ou Rio Grande do Sul, onde o sol nunca vai a pino. Por seis meses, desde o equinócio de outono, ele esteve a pino em várias localidades da zona tropical do hemisfério Norte. O sol deslocou-se para o Trópico de Câncer e agora retornou ao Equador. Do equinócio de primavera em diante, ele se deslocará para o Sul até o solstício de verão no final de dezembro, perto do Natal.
O dia da árvore, da Polícia Florestal e do fazendeiro antecederam o do equinócio de primavera. Lembram o tempo de plantar árvores, em cidades e fazendas. É comum plantios em campanhas escolares, municipais e empresariais no Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho). Data importada. No hemisfério boreal, lá no Norte, é primavera. Faz sentido plantar árvores. Aqui não. As mudas sofrem com secas e queimadas. Poucas sobrevivem. Pode-se plantar árvores o ano todo. Na primavera, chuvas e luz ajudam.
A beleza dos ciclos celestes está no trabalho rural, ao cultivar a terra no ritmo da natureza. Com a entrada na primavera, chegam as chuvas. Os produtores, como sempre, preparam máquinas, sementes e planejam. Olham para o céu, para as nuvens, semeiam e têm esperança. O Brasil se prepara para plantar a maior safra de grãos de sua história. Quem sabe serão produzidas, pela primeira vez, 300 milhões de toneladas de grãos. _Deus ajuda, quem cedo madruga.
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ENERGIA LIMPA: MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE E CVM DISCUTEM MERCADO REGULADO DE CARBONO

Ministro Joaquim Leite: “A regulamentação do mercado de carbono nacional é a mais moderna do mundo, com a possibilidade de registrar a pegada de carbono dos produtos e atividades.”

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O Sebrae Nacional em Brasília patrocinou um encontro para discutir as oportunidades de negócios para as micro e pequenas empresas no setor de energia. O painel ‘Mercados Renováveis’, sobre o Mercado Regulado de Carbono, contou com a participação do ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, e do presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Pedro Nascimento. Leite ressaltou que o Brasil já fez a transição para energia limpa, com predominância das fontes hidráulica, solar e eólica.

 

Joaquim Leite, ministro do Meio Ambiente, lembrou que o Brasil bateu recorde na geração de energia eólica, de 21 Gigawatts de capacidade instalada. Explicou que a ampliação dos parques depende de pequenos projetos, já que a produção é descentralizada. “Nós já temos uma Itaipu instalada de energia solar no Brasil e a energia solar brasileira superou o gás natural”, pontuou o ministro.

Outra aposta para energia limpa lembrada pelo ministro é a produção de biogás e biometano por meio de resíduos que hoje são descartados. Segundo ele, o potencial de produção dessa energia supera em quatro vezes o que o país recebe por meio do gasoduto Brasil-Bolívia. Entre os incentivos para esse setor está a redução de imposto e a criação de um crédito de metano.

O Brasil tem ainda um potencial imenso para produzir energia eólica em alto mar, chamada de ‘off shore’. Segundo o ministro, o país conta com uma costa marítima de 11 mil km, com vento constante e sem tempestade, o que cria a possibilidade de produzir 700 megawatts de energia e exportar para o mundo.

 

MERCADO DE CARBONO

O ministro Joaquim Leite destacou que a regulamentação do mercado de carbono nacional é a mais moderna do mundo, com a possibilidade de registrar a pegada de carbono dos produtos e atividades, carbono de vegetação nativa e a fixação de carbono no solo.

O presidente da CVM, destacou a importância de tratar a agenda ambiental alinhada com a agenda econômica. “Por meio do mercado de capitais, a CVM é capaz de dar efetividade a importantes políticas públicas da Agenda Verde, reconhecendo – por exemplo – os Ativos Ambientais de Vegetação Nativa, os Créditos de Carbono e os Créditos de Metano como ativos e produtos financeiros, que podem ser objeto de investimentos por companhias, fundos de investimento e outros agentes de mercado. A ideia é trazer segurança jurídica e previsibilidade para que os emissores e investidores, de forma geral, invistam em tais produtos e possam contabilizá-los com a certeza que receberão a avaliação correta”, afirmou João Pedro Nascimento.

 

 

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O PLANO DE AÇÃO NACIONAL CAVERNAS

Iniciativa estabelece estratégias de conservação para o patrimônio espeleológico e 169 espécies ameaçadas de extinção constantes da Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção

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Caverna de Januária, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu – Foto: Maurício Andrade

 

O ICMBio acaba de publicar o Plano de Ação que estabelece estratégias prioritárias para conservação do patrimônio espeleológico e para 169 espécies ameaçadas de extinção. A portaria n. 646, aprova o Plano de Ação Nacional para Conservação do Patrimônio Espeleológico Brasileiro (PAN Cavernas do Brasil), que contempla 169 táxons nacionalmente ameaçados de extinção, estabelecendo seu objetivo geral, objetivos específicos, prazo de execução, formas de implementação, supervisão e revisão.

LISTA NACIONAL

O PAN-Cavernas obedece uma classificação das cavernas por categoria. A saber:

  • Apenas uma caverna classificada na categoria CR(PEX) (Criticamente em Perigo – Provavelmente Extinta)
  • 75 classificadas na categoria CR (Criticamente em Perigo)
  • 50 na categoria EN (Em Perigo) e
  • 43 na categoria VU (Vulnerável).

 

Segundo o ICMBio, o território brasileiro é composto por extensas áreas propícias à ocorrência de cavernas. Até hoje foram identificadas pouco mais de 22 mil cavidades, no entanto cerca de 30% dos registros não têm suas ocorrências validadas e outros 10% ou não dispõem de dados referentes à localização geoespacial ou apresentam informações errôneas, tendo em vista que a coleta e sistematização geralmente são precárias.

A conservação do patrimônio espeleológico envolve o conjunto de elementos bióticos e abióticos, socioeconômicos e histórico-culturais, subterrâneos ou superficiais, representados pelas cavidades naturais subterrâneas ou a essas associadas.

O PAN Cavernas do Brasil possui quatro objetivos específicos e 44 ações, que visam prevenir, reduzir e mitigar os impactos e danos antrópicos sobre o patrimônio espeleológico brasileiro, espécies e ambientes associados, em cinco anos.

Maurício de Andrade, servidor do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (ICMBio/Cecav), será responsável pela coordenação do PAN, com supervisão da Diretoria de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade (Dibio).

O presidente do ICMBio também instituiu o Grupo de Assessoramento Técnico (GAT) do PAN Cavernas do Brasil pela portaria 645.

O Grupo tem a atribuição de acompanhar a implementação e realizar monitorias e avaliações do PAN. Os Planos de Ação Nacionais (PANs) são instrumentos de gestão, construídos de forma participativa, com o objetivo de ordenar e priorizar medidas para a conservação da biodiversidade e seus ambientes naturais, com um prazo definido.

 

 

 

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