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Supertomógrafo é inaugurado no Hospital de Base

PET-CT, equipamento de mais de R$ 5,6 milhões que ficou sete anos encaixotado, revoluciona tratamento de câncer

 

HÉDIO FERREIRA JÚNIOR, DA AGÊNCIA BRASÍLIA | EDIÇÃO: CHICO NETO

“Com base na qualidade das imagens, os médicos poderão apresentar diagnósticos altamente precisos sobre tumores cancerígenos, doenças do coração, processos infecciosos ou problemas neurológicos dos pacientes”Rodrigo Guimarães Furtado, chefe do Núcleo de Medicina Nuclear do HB

Foram sete anos na caixa e um em montagem. Depois de tanta espera, o Governo do Distrito Federal (GDF) colocou à disposição de pacientes da rede pública de saúde em tratamento de câncer o supertomógrafo PET-CT. Com moderna tecnologia, o equipamento produz, em poucos minutos, imagens digitalizadas em alta definição de todo o organismo humano, identificando lesões com tumores ou áreas de aumento do metabolismo.

Instalado no novo Núcleo de Medicina Nuclear do Hospital de Base (HB), o tomógrafo já está pronto para funcionar e foi entregue pelo governador Ibaneis Rocha. O aparelho, que teve seu processo de instalação destravado pela atual gestão do governo, revoluciona o tratamento de pacientes com câncer no DF.

Após a devida adequação do hospital, novo aparelho já pode ser utilizado | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

“É um equipamento de alta tecnologia e trará mais precisão ao diagnóstico das doenças no Distrito Federal”, avalia o governador Ibaneis. “Vai ajudar cada vez mais na cura das pessoas doentes, o que é o nosso objetivo primordial.”

Esse é o primeiro PET-CT instalado na rede de saúde pública do GDF. Voltado, inicialmente, a pacientes em tratamento oncológico, o tomógrafo permitirá a realização de 10 a 12 exames por dia, cerca de 50 por semana e pelo menos 2,6 mil ao ano. “É uma conquista que qualifica e dá mais eficácia à linha de tratamento oncológico do DF”, comemora o superintendente do Hospital de Base, Paulo Giovanni Cortez.

Com instalações remanescentes da década de 1970, o Núcleo de Medicina Nuclear foi todo reformado, inclusive para receber o novo PET scan. Além da modernização do espaço, foram construídas duas salas para exames de cintilografia no tratamento de pacientes com câncer e outras doenças, como problemas cardiológicos.

“Com base na qualidade das imagens, os médicos poderão apresentar diagnósticos altamente precisos sobre tumores cancerígenos, doenças do coração, processos infecciosos ou problemas neurológicos dos pacientes, direcionando de forma mais precisa o tratamento e controle da doença”, explica o chefe do Núcleo de Medicina Nuclear, Rodrigo Guimarães Furtado.

Coube ao governador Ibaneis Rocha, no fim de 2019, determinar o desencaixotamento e dar a devida funcionalidade ao tomógrafo

O que é o PET-CT

O PET-CT é um exame que revela, com alta precisão, alterações metabólicas nas áreas da cardiologia, infectologia, neurologia e, principalmente, oncologia. Nesse caso, o exame é solicitado para avaliação de metástases e estágio da doença, fornecendo aos médicos subsídios para direcionar e avaliar o tratamento dado ao paciente.

O nome do equipamento é a junção das siglas de dois tipos de tecnologias usadas para a produção de imagens de alta resolução: a Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET) e a Tomografia Computadorizada (CT).

Antes mesmo de ser inaugurado, o PET-CT já faz parte da história da saúde pública do Distrito Federal e do Hospital de Base. O equipamento foi adquirido, em 2013, por US$ 1 milhão (mais de R$ 5,6 milhões, em valores atuais). Houve, porém, um erro de planejamento, pois o hospital não havia sido preparado para receber a gigantesca aparelhagem, que pesa mais de cinco toneladas.

À época, a única solução foi deixá-lo como havia sido entregue: embalado em dezenas de enormes caixas. E assim o aparelho passou as duas últimas gestões armazenado em caixotes espalhados pelos corredores do Hospital de Base. Coube ao governador Ibaneis Rocha, no fim de 2019, determinar o desencaixotamento e dar a devida funcionalidade ao tomógrafo.

O secretário de Saúde, Manoel Pafiadache, foi superintendente do Hospital de Base e um dos que trabalharam para que o equipamento saísse das caixas e virasse uma realidade de atendimento da saúde pública do DF. “Além de levar melhores condições de tratamento para o paciente, tem economia também no tratamento e é o único do setor público”, pontua o gestor.

 

 

 

 

 

 

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11º Festival Brasília de Cultura Popular vai até sábado (28)

Depois de oito anos, a programação volta à cidade com apresentações de artistas locais e nacionais no Clube do Choro

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Catarina Lima, da Agência Brasília | Edição: Claudio Fernandes

 

A 11ª edição do Festival Brasília de Cultura Popular começou nesta quarta-feira (25) e vai até sábado (28) no Clube do Choro. Ao todo, serão 11 apresentações durante os quatro dias de programação. Além das tradicionais atrações locais, como Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro, Tereza Lopes, Orquestra Alada e Chinelo de Couro, renomados artistas nacionais, como Alessandra Leão (PE), Mestre Sapopemba (PB) e Mestre Nico (PE), participam da programação.

A  compositora, cantora e percussionista pernambucana Alessandra Leão se apresentará nesta sexta-feira (27) no Festival Brasília de Cultura Popular | Foto: José de Holanda/Divulgação

O festival é uma celebração da cultura popular. Além dos espetáculos de música e dança, serão formados grupos de discussão para tratar do evento e aproximar artistas, produtores e público.

A última edição do projeto ocorreu em 2015, no Centro Tradicional de Invenção Popular, na sede do grupo Seu Estrelo. Segundo Danielle Freitas, coordenadora geral do evento, a retomada do festival é essencial para a manutenção e difusão da cultura popular do DF. “A retomada do festival tem como tema a Refestança. Queremos fortalecer a importância da celebração”, explicou Danielle. O evento recebeu R$ 200 mil do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) para sua execução. Estão envolvidas na realização do projeto 200 pessoas.

O grupo cultural Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro fecha a programação do festival no Clube do Choro, à meia-noite de sábado para domingo | Foto: Mike Sena/Divulgação

“É uma emoção muito grande poder voltar depois de tanto tempo com este festejo que é um símbolo para a cultura do DF. A existência de nossa brasilidade só é possível por causa das festas populares e dessa gente que faz cultura para a alma e não somente para o mercado”, destaca a coordenadora.

Uma das principais atrações do evento é o Calango Voador, uma das figuras mais significativas da mitologia do Cerrado. O réptil alado traz consigo um espetáculo de bonecos gigantes, personagens e figuras em pernas de pau e acrobacias circenses.

Uma das principais atrações do evento é o Calango Voador, uma das figuras mais significativas da mitologia do Cerrado | Foto: Raissa Azeredo/Divulgação

Confira programação completa:
Quarta-feira (25)
9h: Oficina de percussão com Larissa Umaytá;
15h: Oficina de Canto Ancestral com Maryta de Humahuaca;
19h às 21h: Espaço Eco das Tradições com Maryta Hamuhuaca (ARG), Mestre Manoelzinho Salustiano (PE), Danielle Freitas (DF) e Pedro Vasconcellos – diretor dos Comitês de Cultura (Minc).

Quinta-feira (26)
15h: Oficina de Canto Ancestral com Maryta de Humahuaca;
19h às 21h: Espaço Eco das Tradições com Ialorixá Mãe Baiana de Oyá (DF), Tico Magalhães (DF), deputado distrital Fábio Félix e deputado distrital Gabriel Magno.

Sexta-feira (27)
14h: Oficina de dança com Mestre Nico (PE);
19h: Apresentação do Mamulengo Fuzuê (DF);
20h: Sambadeiras de Roda (DF);
21h30: Tereza Lopes (DF);
22h45: Alessandra Leão (PE) e Mestre Sapopemba (AL);
0h: Chegada do Calango Voador com a Orquestra Alada Trovão da Mata (DF).

Sábado (28)
19h: Apresentação Mamulengo Presepada (DF);
20h: Kirá (DF);
21h30: Congadas do Moçambique Santa Efigênia (MG);
22h45: Chinelo de Couro (DF);
0h: Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro (DF) com participação de Mestre Nico (PE) e Gabriel Paes (DF).

 

 

 

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Festival Bonecos de Todo Mundo tem inscrições abertas até amanhã (27)

Podem participar desta quinta edição grupos e artistas ligados a esse gênero teatral ou de animação

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Catarina Lima, da Agência Brasília I Edição: Débora Cronemberger

 

Estão abertas até esta sexta-feira (27) as inscrições para a 5ª edição do Bonecos de Todo Mundo, festival que será realizado de 13 a 26 de março no Centro Cultural do Sesi, em Taguatinga, e também no Taguaparque. O formulário de inscrição está disponível nas redes sociais do evento, @bonecosdetodomundo.

A programação inclui espetáculos, oficinas, shows musicais e grupos de discussão, tendo como tema os mitos do cerrado e da construção de Brasília. O projeto é financiado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) com o valor de R$ 797,2 mil. As apresentações do Bonecos de Todo Mundo serão de quinta a sábado, no Sesi e domingo no Taguaparque. A divulgação dos projetos selecionados será feita em 3 de fevereiro, nas redes sociais do festival.

De acordo com a produtora do evento, Clara Nugale, o festival sempre acontece em Taguatinga e o público é eclético, com muitas crianças e adultos. “Nosso público é o que consome arte”, explicou. A maioria das apresentações são de classificação livre. “Geralmente são histórias do cotidiano, cujos personagens são uma família”, descreveu Clara.

O teatro popular de bonecos é uma brincadeira milenar, presente nos cinco continentes. Cada forma de brincar possui suas peculiaridades e elas convergem em diversas semelhanças. Em muitos países, essa forma de expressão é oficialmente reconhecida como patrimônio cultural. No Brasil, o reconhecimento veio em 2015, quando o Teatro Popular de Bonecos do Nordeste, também chamado mamulengo, foi registrado como patrimônio imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Serviço

5º Bonecos de Todo Mundo – Chamamento para grupos teatrais do DF
Inscrições: até sexta-feira (27), por meio de formulário ou no Instagram do projeto.

 

 

 

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Incêndio na Boate Kiss: 10 anos de tristeza e impunidade

Tragédia com 242 mortos comoveu o país

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incêndio na boate Kiss completa dez anos nesta sexta-feira (27). A tragédia provocou a morte de 242 pessoas, mais de 600 feridos e comove o país até hoje, sem nenhum réu responsabilizado. 

O drama começou por volta de três horas da manhã do dia 27 de janeiro de 2013, quando o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, acendeu um objeto pirotécnico dentro da boate, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

A espuma do teto foi atingida por fagulhas e começou a queimar. A fumaça tóxica fazia as pessoas desmaiarem em segundos. O local estava superlotado, não tinha equipamentos para combater o fogo, nem saídas de emergência suficientes. Morreram pessoas que não conseguiram sair e outras que tinham saído, mas voltaram para ajudar.

O delegado regional de Santa Maria, Sandro Luiz Mainers, contou que o pânico se instalou quando a fumaça se espalhou e a luz caiu. As pessoas não sabiam como fugir.

“E isso fez com que algumas pessoas enganadas por duas placas luminosas que estavam sobre os banheiros da boate corressem na direção dos banheiros e não na direção da porta. Então, houve um fluxo e um contrafluxo. Algumas corriam para o banheiro e outras tentavam correr na direção da porta de entrada. Isso fez com que muitas pessoas morressem porque algumas acabaram sendo derrubadas, algumas caíram”, relatou.

Além da falta de sinalização, quem tentava sair esbarrava nos guarda corpos que serviam para direcionar as pessoas ao caixa da boate, disse o delegado. “E os guarda corpos foram determinantes até porque nós encontramos corpos caídos sobre esses guarda corpos”, afirmou.

Relato

O jornalista Dilan Araújo atuou na cobertura para as rádios da EBC, quando o incêndio aconteceu. Ele disse que os familiares iam a um ginásio da cidade para procurar por informações e fazer o reconhecimento das vítimas.

“E, por isso, de tempos em tempos, a gente ouvia os gritos desconsolados, né? Rompendo aquela atmosfera de silêncio e de tensão, outros familiares tentando consolar aqueles que se encontravam numa emoção. De desespero maior. E tinha também a angústia daqueles que ainda estavam sem notícias”, finalizou.

Edição: Kleber Sampaio

 

 

 

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