Segundo o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, esse resultado está ligado a um conjunto de ações adotadas na segurança pública do DF. “Hoje temos mais policiais nas ruas, atuação diária nas regiões administrativas, trabalho direcionado no combate às manchas criminais, uso de ferramentas como o DF 360 e participação intensiva da comunidade por meio dos Conselhos Comunitários de Segurança. Existe todo um ecossistema que contribuiu para essa redução”, afirmou o chefe da pasta durante a assinatura da ordem de serviço para construção da nova Policlínica da Polícia Civil (PCDF), nesta sexta-feira (15).
Reportagens
Um local tranquilo para estudar? Visite uma biblioteca pública
DF tem pelo menos 15 espaços abertos sob protocolos rígidos de combate à pandemia. Confira os endereços
As bibliotecas públicas do DF vão, aos poucos, abrindo as portas e garantindo aquele espaço de leitura e sossego aos brasilienses. Após um longo período de pandemia do coronavírus, 15 das 26 bibliotecas espalhadas por várias regiões administrativas da capital voltaram a receber os frequentadores em seus espaços (veja a lista ao final).
Entre elas, está a Biblioteca Carlos Drummond de Andrade, em Ceilândia Norte. Após um ano e cinco meses fechada, a biblioteca reabriu em setembro para satisfação da servidora pública Rafaela Moreira, 32. ‘Figurinha fácil’ por lá desde os tempos em que estudava para o concurso da Polícia Penal, a moça revela que sentiu muita falta do espaço.
“Gosto muito do ambiente de lá, pra mim é mágico. É lá onde me concentro, tenho paz, e fiz muitas amizades”, diz. “Neste período de isolamento social, minha produção diminuiu muito, li bem menos. Fiquei mais na televisão, o que não é bom”, confessa Rafaela. Após se tornar policial, ela usa a biblioteca para ler materiais da profissão e um pouco de literatura.
A unidade de Ceilândia é uma das mais bem estruturadas do DF. São cerca de 60 mil livros no acervo, segundo a coordenadora Pollyanna Souza. Salas de leitura, 15 computadores com internet disponível, copa para refeições e, recentemente, passou a oferecer o Wi-Fi Social, internet móvel gratuita colocada em locais de grande circulação pela Secretaria de Ciência e Tecnologia.
Segundo a professora Pollyanna, a falta de contato com o público foi muito prejudicial. “Foi um período em que não pudemos ofertar aquilo que a gente tem de melhor: um ambiente acolhedor, de informação, organizado para a leitura, pesquisa”, aponta.

A servidora pública Rafaela Moreira na Biblioteca Carlos Drummond de Andrade, em Ceilândia Norte
“Aqui recebemos estudantes, pessoas com necessidades especiais, pessoas em situação de rua. É um público muito diversificado”, comenta. Apenas a disponibilização de conteúdos online e alguns projetos nas redes sociais funcionaram até o início de setembro.
Como uma forma de prevenção à covid-19, os usuários passam por aferição de temperatura, devem usar máscaras e limpar os pés em tapetes sanitizantes. A principal medida, no entanto, é a proibição do acesso dos usuários ao acervo. Apenas um funcionário, com luvas de proteção, manuseia os livros antes de entregá-los ao leitor. Assim que são devolvidos, os livros passam por quarentena de 10 dias antes de retornar às estantes.
Biblioteca Nacional também voltou
A Biblioteca Nacional de Brasília (BNB), no Eixo Monumental, voltou a receber o público no final de setembro. Com 60% de sua capacidade liberada, a jovem biblioteca, vizinha do Museu Nacional, também segue as regras sanitárias usadas em Ceilândia. Além disso, a visita deve ser marcada via agendamento no site Minha Agenda Virtual.
“Temos vagas em um período que vai das 9h às 14h, e em outro das 14h às 19h. Enquanto um grupo sai, o outro entra”, explica o diretor substituto da BNB, Daniel Portela. “É algo que foi pensado com muita calma pela equipe técnica para garantir a segurança dos usuários e diminuir risco de contaminação”, acrescenta.
O espaço cultural trouxe como novidade, em seu retorno, a criação de uma audioteca. Voltado para deficientes visuais, o conteúdo reúne cerca de 130 livros gravados, a maioria de literatura, que pode ser apreciado por lá ou levado por empréstimo. São todos no formato MP3, de fácil acesso em computadores.
Algumas unidades, como as da Estrutural e do Itapoã, estão em reforma. Outras ainda se preparam para retornar ao convívio coletivo. Mas, em geral, já são muitas as opções para quem quer se concentrar no estudo ou absorver um punhado de cultura nesses espaços públicos.
Bibliotecas abertas no Distrito Federal
- Biblioteca Nacional de Brasília (Eixo Monumental)
Funcionamento: Segunda a sexta, das 9h às 19h; sábado e domingo, das 8h30 às 13h30
- Biblioteca Pública de Águas Claras
Funcionamento: Segunda a sexta, das 8h às 18h
- Biblioteca Pública da Candangolândia
Funcionamento: Segunda a sexta, das 8h às 18h
- Biblioteca Braille Dorina Nowill (Taguatinga)
Funcionamento: Segunda a sexta, das 8h às 17h (atendimento feito após agendamento)
- Biblioteca Pública do Gama
Funcionamento: Segunda a sexta, 8h às 18; Sábados das 8hh às 12h
- Biblioteca Pública do Guará
Funcionamento: Segunda a sexta, das 8h às 18h
- Biblioteca Pública do Núcleo Bandeirante
Funcionamento: Segunda a sexta das 8h20 às 22h; sábados de 8h20 às 18h; domingos de 8h20 às 13h
- Biblioteca Pública do Paranoá
Funcionamento: Segunda a sexta, das 8h às 18h
- Biblioteca Pública do Recanto das Emas (Quadra 805)
Funcionamento: Segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h
- Biblioteca Pública do Riacho Fundo
Funcionamento: Segunda a sexta, das 8h às 12h
- Biblioteca Pública de Santa Maria Norte
Funcionamento: Segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h
- Biblioteca Pública de Santa Maria Sul
Funcionamento: Segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h
- Biblioteca Pública de Sobradinho
Funcionamento: Segunda a sexta das 8h30 às 22h; sábado das 8h às 12h
- Biblioteca Pública de Sobradinho II
Funcionamento: Segunda a sexta das 8h às 22h; sábado das 8h às 18h
- Biblioteca Pública de Ceilândia Carlos Drummond de Andrade
Funcionamento: Segunda a sexta das 8h às 22h; sábado das 8h às 12h
Reportagens
Vladimir Sacchetta, jornalista e pesquisador, morre aos 75 anos
Dedicou-se a projetos da memória cultural e política brasileiras
Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil
Morreu nesta sexta-feira (15) o jornalista, produtor cultural, pesquisador e escritor Vladimir Sacchetta, aos 75 anos.

Sacchetta registrou as greves operárias do ABC, a memória do movimento operário e de revolucionários brasileiros, como Olga Benário. Colaborou em duas obras premiadas com o Jabuti: a obra póstuma de Florestan Fernandes e Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia, que escreveu em coautoria com Carmen Lúcia Azevedo e Márcia Camargos.
Sacchetta dedicou seus últimos anos a projetos de documentação e memória, como o Memorial da Democracia, do Instituto Lula; registros da Imprensa Alternativa, junto ao Instituto Vladimir Herzog, além de trabalhos sobre cultura brasileira.
“Vladimir Sacchetta dedicou sua trajetória à preservação da memória cultural e política brasileira, construindo um trabalho fundamental para o registro das lutas democráticas, da resistência à ditadura militar e da defesa intransigente da liberdade de expressão”, diz, em nota, o Instituto Vladimir Herzog.
Foi um dos fundadores da Sociedade dos Observadores de Saci, dedicada a valorização da cultura nacional. Também foi conselheiro do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), no qual participou ativamente até poucos dias atrás.
“O Cemap perde um conselheiro brilhante; o Brasil perde um de seus maiores guardiões da memória”, diz o Cemap, em nota.
Sacchetta deixa dois filhos e neto.
O velório será realizado neste sábado (16) na Barra Funda, na capital paulista.
Reportagens
Brasília é a capital mais segura do país, com redução histórica do número de homicídios
Resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer no primeiro trimestre de 2026; índice coloca o Distrito Federal na primeira posição nacional em segurança relacionada a crimes letais
Por
Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares
O Distrito Federal alcançou a primeira colocação nacional nos indicadores de crimes letais no primeiro trimestre de 2026. O resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer por 100 mil habitantes, metodologia baseada em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento colocou o DF na liderança tanto entre as unidades da Federação quanto entre as capitais brasileiras com a menor taxa do país.
Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação. Santa Catarina aparece logo atrás, com 5,63. Entre as capitais, Brasília alcançou índice de 5,61 e liderou o ranking nacional, seguida por Curitiba (10,05) e Campo Grande (10,39).
Durante o evento, Patury explicou que o resultado não considera apenas os homicídios registrados. O levantamento também inclui os chamados casos de mortes a esclarecer — situações em que ainda não foi definida a causa da morte. “Temos 42 homicídios no DF e zero a esclarecer. Nós sabemos o nome e sobrenome de cada caso. Estávamos em segundo lugar, no primeiro trimestre agora de 2026, e agora alcançamos o primeiro lugar. Passamos Santa Catarina e Florianópolis”, destacou.
Mais segurança pública
A redução dos crimes letais acompanha outros indicadores positivos da segurança pública. Os roubos no transporte coletivo do DF caíram 52% em 2025. Ao longo do ano, foram registrados 111 casos, contra 230 em 2024.
Além disso, 15 regiões administrativas não tiveram nenhuma ocorrência, segundo dados do 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Os números mostram o avanço das ações de segurança e das mudanças adotadas no sistema de transporte, que têm contribuído para reduzir os crimes e aumentar a segurança da população.
Reportagens
Comissão Geral debate transporte escolar no Distrito Federal
Iniciativa é da deputada Paula Belmonte, que apresentará diagnóstico sobre a área com foco em desafios, gestão e qualidade do serviço
Foto: Tony Winston / Agência Brasília
Por iniciativa da deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza, nesta quinta-feira (14), às 15h, uma comissão geral para debater o transporte escolar no Distrito Federal. O encontro reunirá parlamentares, representantes do poder público, especialistas e a sociedade civil para apresentação e discussão de um diagnóstico técnico sobre o funcionamento do serviço no DF.
O estudo foi solicitado pelo gabinete da parlamentar e elaborado pela Consultoria Técnico-Legislativa da CLDF (Conofis). O relatório analisa o transporte escolar entre os anos de 2021 e 2025, abordando aspectos relacionados à qualidade dos veículos, organização das rotas, gestão do serviço e percepção de estudantes, familiares e profissionais envolvidos.
De acordo com o levantamento, foram identificados desafios que impactam diretamente o cotidiano dos estudantes, como atrasos, interrupções no atendimento, condições da frota e dificuldades de acesso, especialmente em regiões rurais. O diagnóstico também aponta entraves relacionados à utilização de processos predominantemente manuais e à ausência de padronização tecnológica entre as unidades escolares.
A análise destaca ainda que fatores como as condições das vias e a falta de infraestrutura adequada nos pontos de embarque podem comprometer a frequência escolar e o acesso dos alunos à educação. A comissão geral busca ampliar a participação social na discussão, reunindo gestores públicos, trabalhadores do setor, pais, estudantes e demais interessados na construção de propostas para o aperfeiçoamento da política pública.

Segundo a deputada Paula Belmonte, o debate é fundamental para garantir avanços no atendimento aos estudantes da rede pública. “Estamos falando de um serviço essencial, que garante o acesso e a permanência dos nossos estudantes na escola. Esse diagnóstico é um passo importante para corrigir falhas e avançar com responsabilidade”, afirmou a parlamentar.
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