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RIO AMAZONAS E SEUS AFLUENTES

E AS BELEZAS DE UM DOS RIOS SAGRADOS DOS MUNDURUKUS

 

Em 2007, Peru e Brasil oficializaram a nascente do rio Amazonas. Em 2009, o INPE publicou um trabalho de medição comparativa do comprimento do rio Amazonas e do rio Nilo. O rio Nilo, na África, até então era considerado o maior rio do Mundo. Com a descoberta das novas nascentes, na Cordilheira dos Andes, na encosta do Nevado Mismi, no Peru, o rio Amazonas passa a ter 6.992,06 Km de extensão. O rio Nilo tem 140 quilômetros a menos.

 

RIO AMAZONAS: CURIOSIDADES

  • O rio Amazonas é o maior rio do mundo em volume de água e o maior rio do mundo em extensão.
  • O rio Amazonas recebe vários nomes em seu curso no Peru, até receber o nome de Solimões, no município de Tabatinga-AM. Quando encontra o rio Negro, próximo a Manaus, recebe o nome de rio Amazonas.
  • O rio Amazonas atravessa os estados do Amazonas e do Pará até chegar a sua foz, com 300 km de largura, no grande Delta do Amazonas, entre os estados do Amapá e Pará.
  • De Benjamin Constant (Brasil) até a foz (3.165 km) o rio Amazonas tem um desnível de apenas 82 metros.
  • A bacia Amazônica abrange uma área com mais de 7 milhões de quilômetros quadrados, sendo a maior bacia hidrográfica do mundo. É maior do que estes 10 países juntos: Alemanha, Argentina, Espanha, França, Holanda, Itália, Japão, Portugal, México e Inglaterra (7.087.139 km2).

O rio Amazonas possui aproximadamente 1.100 afluentes.

Principais afluentes na margem esquerda: rios Negro, Iça, Japurá,  Trombetas, Jari etc.

Principais afluentes na margem direita: rios Javari, Purus, Madeira, Xingu e Tapajós etc.

 

 

O RIO SAGRADO DO TAPAJÓS

 

O rio Tapajós é formado pela confluência do rio Teles Pires com o rio Juruena, em Barra de São Manuel na fronteira entre Pará e Mato Grosso, e percorre uma extensão de aproximadamente 800 km até desaguar no Amazonas.  Quando combinado com o Rio Juruena, o Tapajós tem aproximadamente 1.900 km de comprimento.
– Possui águas de coloração esverdeada, azulada ou cristalina, dependendo da região.

 

AFLUENTES do TAPAJÓS – Os principais rios afluentes do Tapajós são: Jamanxim, Crepori, Juruena, Arapiuns, Curucu e rio das Tropas.

O nome do rio faz referência aos índios tapajós. O Tapajós é considerado um rio sagrado para os índios Mundurukus.

Praia do Pajuçara, Praia do Carapanari, Ponta do Jutuba, Praia do Itapari, Praia da Ponta de Pedras, Ponta do Cururu, a Ilha do Amor, Ponta do Muretá, Praia do Pindobal, Praia do Cajutuba, Praia do Aramanari e Praia do Maguari. Todas localizadas no Rio Tapajós. Vale dizer que o Rio Arapiuns, afluente do Tapajós, também oferece praias paradisíacas para os turistas.

PASSEIOS E VISITAS

Além das praias, o Rio Tapajós reserva passeios como a visita à Floresta Nacional do Tapajós, o Canal do Jari, o encontro das águas com o Rio Amazonas e visitas às tradicionais comunidades ribeirinhas, que dão ainda mais brilho para a viagem.

É muito rico os trabalhos de artesanato desenvolvidos pelas comunidades. São bolsas, animais entalhados em madeira, bolas e acessórios feitos de látex, palha e sementes. As praias e vilarejos exibem um cenário exuberante pela sua tranquilidade, ótimo para tomar banho e descansar. Até o príncipe Charles, da Inglaterra, fez essa viagem em 2009.

Os operadores de turismo costumam escolher a praia de Icuxi, na areia sob o luar, para oferecer a gastronomia paraense à base de peixe fresco com sal e limão, regado a caipirinha ou suco de frutas. Um banquete conhecido como Piracaia (pira = peixe e caia = brasa). O costume foi criado pelos pescadores. É sempre realizado à noite e as grelhas da churrasqueira são de bambus ou cipós da região.

 

O luau numa praia solitária entre a Ponta de Areia e Caracaraí é uma oportunidade de apreciar a Piracaia ((pira = peixe e caia = brasa) costume herdado dos pescadores.

 

Os operadores de turismo costumam escolher a praia de Icuxi, na areia sob o luar, para oferecer a gastronomia paraense à base de peixe fresco com sal e limão, regado a caipirinha ou suco de frutas. Um banquete conhecido como Piracaia (pira = peixe e caia = brasa). O costume foi criado pelos pescadores. É sempre realizado à noite e as grelhas da churrasqueira são de bambus ou cipós da região.

 

FENÔMENO DA POROROCA

 

O fenômeno da Pororoca consiste na formação de ondas provenientes do encontro violento das águas do rio com o oceano Atlântico. Acontece no mês de em outubro, quando nível do rio está baixo e a maré alta. Hoje existe até um projeto que prevê incentivo ao turismo quando da formação da Pororoca, que é um fenômeno perigoso, mas a entrada e saída das pororocas estão dominadas pelas comunidades ribeirinhas.

 

 

 

 

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Nova lei estabelece projeção de informações sobre pontos turísticos em Brasília nas salas de cinema

As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e serem projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show

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Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília

 

Legislação visa explorar o potencial turístico e cultural do Distrito Federal

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promulgou a Lei nº 7.868, de 6 de maio de 2026, de autoria da deputada Jaqueline Silva (MDB), após o veto ao projeto de lei original pelo ex-governador Ibaneis Rocha. A nova lei institui a obrigatoriedade da exibição de informações sobre pontos turísticos de Brasília nas telas de cinema no DF.

Originalmente PL nº 2.279/2021, a justificativa do projeto é a promoção do turismo como fonte inesgotável de renda, emprego, desenvolvimento econômico e cultural. O cinema deverá ser utilizado como meio ímpar de divulgação de atrações pela sua abrangência e diversidade de público.

Segundo Jaqueline Silva, o fomento ao turismo traz um cenário benéfico de geração de empregos e o surgimento de profissionais capacitados em diversas áreas, abrindo espaço para bacharéis em turismo e hotelaria, profissionais da gastronomia, transporte turístico, idiomas, comércios diversos e artesanatos.

As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e ser projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show.  A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec) fornecerá todas as informações que serão projetadas.

Beatriz Negreiros (sob a supervisão de Ivan Iunes)

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Assim nasceu

BRASILIA

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Pela primeira vez, graças a JK, levou-se um Planejamento urbanístico sério. Mesmo com todo rigor de um plano diretor, depois de 67 anos, houve desvirtuamentos… afinal, isso aqui é Brasil.
Vale a pena assistir a este vídeo

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A CIÊNCIA BUSCA UM FUTURO PARA A ARAUCÁRIA

Técnica inovadora de enxertia, desenvolvida pela Embrapa e por pesquisadores da UFPR e da UEPG, reduz o tempo para produção

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DIA DE SÃO JOÃO E DO PINHÃO

 

O Dia Nacional da Araucária é celebrado em 24 de junho. A data foi instituída em 2005 por decreto presidencial para conscientizar sobre a preservação do Pinheiro-do-Paraná (Araucária angustifólia), árvore típica do Sul do Brasil. Paradoxo: leis criadas para protegê-la acabaram por ameaçar sua própria existência. Transformaram-na em uma árvore sem valor econômico e, muitas vezes, num incômodo para os produtores rurais. Agora, uma técnica inovadora de enxertia, desenvolvida pela Embrapa e por pesquisadores da UFPR e da UEPG, reduz o tempo até o início da produção e torna rentável o plantio de florestas produtoras de pinhão.

 

A araucária é um fóssil vivo, cujos ancestrais remontam a cerca de 200 milhões de anos. Com até 50 metros de altura, a árvore possui um tronco reto e em forma de cilindro, com ótimo rendimento em madeira. As sementes ficam agrupadas em pinhas nas árvores fêmeas. Maduras, as pinhas podem pesar até cinco quilos. O pinhão é a base de diversos pratos regionais.

A araucária serve de abrigo e fornece alimento para aves, como a gralha-azul, a maritaca, o papagaio-de-peito-roxo e o papagaio-charão, e mamíferos como cotias, serelepes, ouriços, catetos etc. Esses animais contribuem, de diversas formas, com sua disseminação natural.

 

DIA DE SÃO JOÃO E DO PINHÃO

A escolha do dia não foi por acaso. O dia 24 de junho, associado à festa de São João, coincide com o período de queda e colheita do pinhão, ingrediente essencial da culinária das festas juninas no Sul.
Ao plantar um pinhão, o agricultor não sabe se a futura árvore produzirá pinhas (fêmea) ou será uma árvore masculina, produtora apenas de pólen. É uma enorme limitação ao plantio de florestas para produzir pinhões.
A araucária é uma espécie de árvore quase exclusivamente brasileira. É encontrada com abundância nas serras e regiões mais altas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Ela também ocorre em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, em áreas mais restritas, com destaque para a região da Mantiqueira, além de pequenos trechos da Argentina e do Paraguai. As matas nativas de araucária possuíam árvores enormes, com mais de cinco metros de diâmetro e cerca de vinte metros de circunferência.

 

ORIGEM DO NOME LONDRINA

Em 1924, o grupo inglês Paraná Plantations Ltd. criou a Companhia de Terras Norte do Paraná, após a doação de 500.000 alqueires de terra pelo governo republicano. A empresa focou na colonização e transformou, com lucros substanciais, grandes extensões de mata em projetos imobiliários e agrícolas. A própria Londrina recebeu esse nome em homenagem à origem inglesa dos empreendedores (London).

 

A redução das matas de araucária inspirou uma legislação ambientalista de proteção total da árvore no final do século XX.

A derrubada das matas de araucária para a produção e exportação de madeira no Paraná foi resultado direto desse modelo de colonização e da expansão ferroviária. Assim como a fratricida Guerra do Contestado. As ferrovias viabilizaram a exploração madeireira em larga escala e a posterior expansão cafeeira no norte do Paraná.
A redução das matas de araucária inspirou uma legislação ambientalista de proteção total da árvore no final do século XX. A ideia de ‘responsabilidade coletiva na conservação dos recursos naturais’, difundida pelo ambientalismo urbano, transfere o ônus e a responsabilidade para o produtor rural, sob severas ameaças e sanções. Essas políticas terminaram por desestimular o plantio da araucária pelos produtores com receio de não poder utilizá-las economicamente, sobretudo a madeira, e levaram à erradicação crônica de jovens plantas em meio às pastagens. As matas seguiram declinando. A exploração extrativista do pinhão permaneceu marginal.

 

ARAUCÁRIA: ENXERTIA

COM PLANTAS FÊMEAS

Agora, o plantio e a exploração da araucária podem se tornar uma opção rentável para a agricultura. O professor Flávio Zanette (UFPR) e o engenheiro florestal Ivar Wendling (EMBRAPA) desenvolveram uma técnica revolucionária: a enxertia com plantas fêmeas de araucária. A técnica garante a produção precoce de pinhões (seis anos em vez de quinze), em plantios homogêneos e rentáveis para exploração florestal e agrícola, e já desperta o interesse de agricultores do Paraná e de outros estados.

 

O professor Flávio Zanette, da Universidade Federal do Paraná, explica que para a enxertia é necessário um pedaço de pinheiro pronto para ser enxertado. As mudas aptas para receber o enxerto devem ter pelo menos dois anos de idade.

A araucária pode ser integrada às pastagens e contribuir tanto para a preservação da espécie quanto para a recuperação de áreas degradadas. A conservação torna-se mais robusta quando a espécie possui valor econômico e é incorporada aos sistemas produtivos.
Com a produção crescente e segura de pinhões, toda uma indústria agroalimentar poderá se desenvolver. Além do amido, o pinhão contém minerais essenciais à saúde humana, como cálcio, ferro, fósforo, manganês e magnésio. Será possível atender a indústria e o consumidor com a farinha de pinhão, um produto sem glúten, sem lactose, de baixos teores de sódio e gordura e fonte de fibra alimentar.
A data nacional da araucária é um convite à reflexão sobre a necessidade de a legislação ambiental ser compatibilizada com as realidades econômicas e sociais. A ciência ofereceu uma alternativa ao extrativismo e ao impasse regulatório. Ao devolver valor econômico à araucária, a enxertia abre caminho para o plantio de florestas produtivas, a recuperação de áreas degradadas, a geração de renda e a conservação dos ecossistemas associados. A melhor proteção para uma espécie, do Sul à Amazônia, não é transformá-la em intocável. É fazer dela uma riqueza viva e cultivada.

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