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Mulher no Campo realizou mais de 7 mil atendimentos

Em reunião com lideranças, Secretaria da Mulher faz balanço das ações realizadas em 2021 e planeja atividades para o ano que vem

 

AGÊNCIA BRASÍLIA* | EDIÇÃO: RENATA LU

Com o objetivo de apresentar o balanço das ações realizadas em 2021 e o plano de ações para 2022 voltadas para a comunidade que vive na zona rural, a Secretaria da Mulher promoveu a 5ª Reunião do Fórum Distrital Permanente das Mulheres do Campo e Cerrado de 2021. O encontro reuniu mulheres que estão à frente de associações, redes e conselhos ligados a movimentos de luta pela terra, além de representantes de diversos órgãos do Governo do Distrito Federal.

A secretária da Mulher, Ericka Filippelli, explicou que este órgão colegiado é a porta de entrada para uma relação mais estreita entre o governo e a população do campo: “A ideia do Fórum é ouvir as demandas de mulheres que vivem na zona rural do DF. Assim, juntas, nós podemos formular propostas de políticas voltadas à promoção dos direitos das trabalhadoras do campo e do cerrado e garantir mais acesso aos nossos serviços”.

A secretária ainda destacou que foi durante as reuniões do Fórum, a partir das demandas das representantes, que foi criado o projeto “Ação Mulher no Campo”, que une os esforços de diversos órgãos do Governo do Distrito Federal e de parceiros não governamentais com a proposta de facilitar o acesso da população a diversos serviços públicos, como saúde, trabalho e direitos sociais.

“Juntas, nós podemos formular propostas de políticas voltadas à promoção dos direitos das trabalhadoras do campo e do cerrado e garantir mais acesso aos nossos serviços”Ericka Filippelli, secretária da Mulher

Desde junho, o projeto visitou 11 pontos do DF, como o Acampamento Marielle Franco, em São Sebastião; a Comunidade Rural Fazenda Larga, em Planaltina; o Assentamento Chapadinha, em Sobradinho, e a Colônia Agrícola 26 de setembro, da Estrutural. No total, foram realizados 7.235 atendimentos em comunidades do campo.

Produtora de doces, compotas, geleias e licores, Teresinha Maria de Araújo, cresceu vendo a mãe produzir geleias e licores artesanais para animar os forrós que o pai, sanfoneiro, ofereceria na roça para os operários que ajudavam na construção de Brasília. Ela aprendeu as receitas e os segredos de família e, depois de casada, começou comercializar os produtos de receitas caseiras.

 

Teresinha de Araújo está satisfeita com os avanços na parceria entre o governo e a sociedade civil: “pela primeira vez eu vejo nossas necessidades atendidas” | Foto: Divulgação/SMDF

Dona Teresinha é uma das representantes da comunidade rural no Fórum organizado para ser a voz dessas mulheres que vivem no campo. Ela divide sua alegria ao perceber os avanços realizados na parceria entre governo e sociedade civil: “Estou há 40 anos nessa luta e, pela primeira vez, eu vejo que as nossas necessidades estão sendo atendidas, que estamos ganhando visibilidade e espaço para expor nossas demandas e para participar da criação de políticas que nos atendam”.

Entre as prioridades definidas durante a reunião para o próximo ano, está a proteção e a prevenção da violência de gênero contra a mulher do campo que, muitas vezes, desconhece seus direitos ou os caminhos de pedir ajuda. Para tanto, foi criada a Comissão de Enfrentamento à Violência, com representantes das Secretarias da Mulher, de Desenvolvimento Social, de Segurança Pública, da Saúde e de Educação.

“Para 2022, uma das nossas metas é fortalecer a proteção das mulheres, e, com esta comissão, estabelecer um fluxo para prevenção e para o atendimento de uma situação violência na área rural. Identificamos que é uma demanda presente, que acontece, e muitas vezes a vítima não sabe a quem procurar e pedir ajuda”, reforça a subsecretária de Promoção das Mulheres, da SMDF, Fernanda Falcomer.

Saiba mais

O Fórum Distrital Permanente das Mulheres do Campo e Cerrado é um órgão colegiado vinculado à Secretaria de Estado da Mulher do Distrito Federal, que foi criado pelo Decreto nº Nº 34.922, de 4 de dezembro de 2013 e alterado pelo decreto nº 40.220, de 31 de outubro de 2019, e tem sua organização sob a coordenação da Diretoria de Mulheres Rurais (Dimur) da Secretaria da Mulher.

No dia 27 de setembro de 2021, foi publicado o decreto 42.532, com atualização da composição do órgão, incluindo a Secretaria de Estado de Governo do Distrito Federal, a Defesa Civil do Distrito Federal e a Secretaria de Estado de Turismo do Distrito Federal.

Estiveram presentes à reunião de hoje, representantes do Instituto Nacional de Colonização Reforma Agrária (Incra); da Defesa Civil; da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus); Secretaria de Saúde (Ses); Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes); Secretaria de Educação; Secretaria de Turismo (Setur); Secretaria de Agricultura; Secretaria de Segurança Pública (SSP) e Secretaria de Governo (Segov).

Anote na agenda

As próximas visitas do projeto “Ação Mulher do Campo” já estão agendadas! Confira as datas e participe!
Assentamento 10 de Junho, Recanto das Emas

Dia 26 de novembro
Hora: 9h às 13h

Incra 9, Ceilândia
Dia 3 de dezembro
Hora: 9h às 13h

PARTICIPE!
A agenda de ações da Unidade Móvel da SMDF está aberta. Caso tenha interesse em receber a nossa equipe, envie um e-mail para: dimur@mulher.df.gov.br

 

*Com informações da SMDF

 

 

 

 

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11º Festival Brasília de Cultura Popular vai até sábado (28)

Depois de oito anos, a programação volta à cidade com apresentações de artistas locais e nacionais no Clube do Choro

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Catarina Lima, da Agência Brasília | Edição: Claudio Fernandes

 

A 11ª edição do Festival Brasília de Cultura Popular começou nesta quarta-feira (25) e vai até sábado (28) no Clube do Choro. Ao todo, serão 11 apresentações durante os quatro dias de programação. Além das tradicionais atrações locais, como Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro, Tereza Lopes, Orquestra Alada e Chinelo de Couro, renomados artistas nacionais, como Alessandra Leão (PE), Mestre Sapopemba (PB) e Mestre Nico (PE), participam da programação.

A  compositora, cantora e percussionista pernambucana Alessandra Leão se apresentará nesta sexta-feira (27) no Festival Brasília de Cultura Popular | Foto: José de Holanda/Divulgação

O festival é uma celebração da cultura popular. Além dos espetáculos de música e dança, serão formados grupos de discussão para tratar do evento e aproximar artistas, produtores e público.

A última edição do projeto ocorreu em 2015, no Centro Tradicional de Invenção Popular, na sede do grupo Seu Estrelo. Segundo Danielle Freitas, coordenadora geral do evento, a retomada do festival é essencial para a manutenção e difusão da cultura popular do DF. “A retomada do festival tem como tema a Refestança. Queremos fortalecer a importância da celebração”, explicou Danielle. O evento recebeu R$ 200 mil do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) para sua execução. Estão envolvidas na realização do projeto 200 pessoas.

O grupo cultural Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro fecha a programação do festival no Clube do Choro, à meia-noite de sábado para domingo | Foto: Mike Sena/Divulgação

“É uma emoção muito grande poder voltar depois de tanto tempo com este festejo que é um símbolo para a cultura do DF. A existência de nossa brasilidade só é possível por causa das festas populares e dessa gente que faz cultura para a alma e não somente para o mercado”, destaca a coordenadora.

Uma das principais atrações do evento é o Calango Voador, uma das figuras mais significativas da mitologia do Cerrado. O réptil alado traz consigo um espetáculo de bonecos gigantes, personagens e figuras em pernas de pau e acrobacias circenses.

Uma das principais atrações do evento é o Calango Voador, uma das figuras mais significativas da mitologia do Cerrado | Foto: Raissa Azeredo/Divulgação

Confira programação completa:
Quarta-feira (25)
9h: Oficina de percussão com Larissa Umaytá;
15h: Oficina de Canto Ancestral com Maryta de Humahuaca;
19h às 21h: Espaço Eco das Tradições com Maryta Hamuhuaca (ARG), Mestre Manoelzinho Salustiano (PE), Danielle Freitas (DF) e Pedro Vasconcellos – diretor dos Comitês de Cultura (Minc).

Quinta-feira (26)
15h: Oficina de Canto Ancestral com Maryta de Humahuaca;
19h às 21h: Espaço Eco das Tradições com Ialorixá Mãe Baiana de Oyá (DF), Tico Magalhães (DF), deputado distrital Fábio Félix e deputado distrital Gabriel Magno.

Sexta-feira (27)
14h: Oficina de dança com Mestre Nico (PE);
19h: Apresentação do Mamulengo Fuzuê (DF);
20h: Sambadeiras de Roda (DF);
21h30: Tereza Lopes (DF);
22h45: Alessandra Leão (PE) e Mestre Sapopemba (AL);
0h: Chegada do Calango Voador com a Orquestra Alada Trovão da Mata (DF).

Sábado (28)
19h: Apresentação Mamulengo Presepada (DF);
20h: Kirá (DF);
21h30: Congadas do Moçambique Santa Efigênia (MG);
22h45: Chinelo de Couro (DF);
0h: Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro (DF) com participação de Mestre Nico (PE) e Gabriel Paes (DF).

 

 

 

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Festival Bonecos de Todo Mundo tem inscrições abertas até amanhã (27)

Podem participar desta quinta edição grupos e artistas ligados a esse gênero teatral ou de animação

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Catarina Lima, da Agência Brasília I Edição: Débora Cronemberger

 

Estão abertas até esta sexta-feira (27) as inscrições para a 5ª edição do Bonecos de Todo Mundo, festival que será realizado de 13 a 26 de março no Centro Cultural do Sesi, em Taguatinga, e também no Taguaparque. O formulário de inscrição está disponível nas redes sociais do evento, @bonecosdetodomundo.

A programação inclui espetáculos, oficinas, shows musicais e grupos de discussão, tendo como tema os mitos do cerrado e da construção de Brasília. O projeto é financiado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) com o valor de R$ 797,2 mil. As apresentações do Bonecos de Todo Mundo serão de quinta a sábado, no Sesi e domingo no Taguaparque. A divulgação dos projetos selecionados será feita em 3 de fevereiro, nas redes sociais do festival.

De acordo com a produtora do evento, Clara Nugale, o festival sempre acontece em Taguatinga e o público é eclético, com muitas crianças e adultos. “Nosso público é o que consome arte”, explicou. A maioria das apresentações são de classificação livre. “Geralmente são histórias do cotidiano, cujos personagens são uma família”, descreveu Clara.

O teatro popular de bonecos é uma brincadeira milenar, presente nos cinco continentes. Cada forma de brincar possui suas peculiaridades e elas convergem em diversas semelhanças. Em muitos países, essa forma de expressão é oficialmente reconhecida como patrimônio cultural. No Brasil, o reconhecimento veio em 2015, quando o Teatro Popular de Bonecos do Nordeste, também chamado mamulengo, foi registrado como patrimônio imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Serviço

5º Bonecos de Todo Mundo – Chamamento para grupos teatrais do DF
Inscrições: até sexta-feira (27), por meio de formulário ou no Instagram do projeto.

 

 

 

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Incêndio na Boate Kiss: 10 anos de tristeza e impunidade

Tragédia com 242 mortos comoveu o país

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incêndio na boate Kiss completa dez anos nesta sexta-feira (27). A tragédia provocou a morte de 242 pessoas, mais de 600 feridos e comove o país até hoje, sem nenhum réu responsabilizado. 

O drama começou por volta de três horas da manhã do dia 27 de janeiro de 2013, quando o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, acendeu um objeto pirotécnico dentro da boate, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

A espuma do teto foi atingida por fagulhas e começou a queimar. A fumaça tóxica fazia as pessoas desmaiarem em segundos. O local estava superlotado, não tinha equipamentos para combater o fogo, nem saídas de emergência suficientes. Morreram pessoas que não conseguiram sair e outras que tinham saído, mas voltaram para ajudar.

O delegado regional de Santa Maria, Sandro Luiz Mainers, contou que o pânico se instalou quando a fumaça se espalhou e a luz caiu. As pessoas não sabiam como fugir.

“E isso fez com que algumas pessoas enganadas por duas placas luminosas que estavam sobre os banheiros da boate corressem na direção dos banheiros e não na direção da porta. Então, houve um fluxo e um contrafluxo. Algumas corriam para o banheiro e outras tentavam correr na direção da porta de entrada. Isso fez com que muitas pessoas morressem porque algumas acabaram sendo derrubadas, algumas caíram”, relatou.

Além da falta de sinalização, quem tentava sair esbarrava nos guarda corpos que serviam para direcionar as pessoas ao caixa da boate, disse o delegado. “E os guarda corpos foram determinantes até porque nós encontramos corpos caídos sobre esses guarda corpos”, afirmou.

Relato

O jornalista Dilan Araújo atuou na cobertura para as rádios da EBC, quando o incêndio aconteceu. Ele disse que os familiares iam a um ginásio da cidade para procurar por informações e fazer o reconhecimento das vítimas.

“E, por isso, de tempos em tempos, a gente ouvia os gritos desconsolados, né? Rompendo aquela atmosfera de silêncio e de tensão, outros familiares tentando consolar aqueles que se encontravam numa emoção. De desespero maior. E tinha também a angústia daqueles que ainda estavam sem notícias”, finalizou.

Edição: Kleber Sampaio

 

 

 

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