Artigos

16 DE MARÇO DE 1957 – Há 65 anos PRIMEIRO MILAGRE DE BRASÍLIA.

 

O SANTO DO DIA: LUCIO COSTA.

 

Aprendi com Guimarães Rosa que “quando nada acontece, há um milagre que não estamos vendo”.
Em 16 de Março de 1957 houve um milagre.
Por incrível que pareça, nesse dia começou a desaparecer as fronteiras que impediam que o mar conhecesse o sertão e o sertão conhecesse o mar.
Em março de 1957, começou a ser construído um novo Brasil pelo Planalto Central.
Foi o ano do encontro geográfico do Brasil litorâneo, onde estavam as benesses, com o Brasil real, onde tudo era longe, tudo era para ser conquistado e tudo era sonhos.
Dois Brasis se uniram. Dois corpos passaram a ser um. E o Brasil foi salvo pela ousadia, pela garra, pela oportunidade, pela determinação e pelo entusiasmo cívico de Juscelino Kubitschek de Oliveira.
JK conclamou o melhor da inteligência nacional e os mais forte candangos para dar a LARGADA de um novo País.
11 de MARÇO de 1957
Às 18 horas encerra-se o prazo de inscrição do concurso para escolha do projeto do Plano Piloto de Brasília. São entregues 26 projetos.
12 de MARÇO DE 1957
É instalada a Comissão Julgadora, sob a presidência de Israel Pinheiro. Oscar Niemeyer, arquiteto Paulo Antunes Ribeiro (IAB) e eng. Luiz Hildebrando Horta Barbosa, (Clube de Engenharia). São três consultores internacionais: Willian Holford, André Sive e Stamo Papadaki. Israel Pinheiro e Oscar Niemeyer comandam os trabalhos, secretariados por Erasmo Martins Pedro.
14 de MARÇO
Impasse entre os membros da comissão julgadora do projeto Brasília. Paulo Antunes, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil, recusa-se a votar num dos 10 projetos pré-escolhidos. Argumenta que Lucio Costa fez uma idéia e não um projeto. Sugere um outro projeto, o número 11. Israel Pinheiro, presidente da comissão, sugere que Paulo Antunes faça um relatório em separado. Antunes apresenta outra solução: o tapetão, ou seja, a composição de uma equipe formada pelos autores dos dez projetos previamente selecionados (mais o número 11) para elaboração de um novo projeto para Brasília. Oscar Niemeyer não aceita e a comissão recusa a sugestão do IAB.
16 de MARÇO
É anunciado o projeto de Lucio Costa como vencedor do concurso para construção de Brasília. Lucio Costa adota um conceito simples e universal do encontro de dois eixos. Segundo Oscar Niemeyer, o projeto de Lucio foi o vencedor, não pelo seu detalhamento, e sofisticação, mas pela original e fantástica concepção urbanística.
Era o único que tinha inventividade.
FOTOS:
1) OS RISCOS – Os esboços deixados pelo doutor Lucio Costa.
2) Esboço e projeto que o Inventor de Brasília fez para a Torre de Televisão, plantada no Eixo Monumental.
3) O engenheiro Augusto Guimarães Filho – olhos e voz de Lucio Costa na construção de Brasília – me mostra o livro que deixou escrito, mas ainda não foi publicado. O livro conta a saga da construção em 1.112 dias.
4) Projeto do Plano Piloto que ganhou o concurso. Viva Lucio Costa!

Artigos

SEBASTIÃO NERY

SAUDADES

Publicado

em

Por

 

Vi hoje um video produzido pela Câmara Municipal de Jaguaquara-BA, terra natal do Tião Nery, que me trouxe lembranças queridas e uma saudade imensa do meu amigo.
Como eu gostava de viajar nos livros, nas palavras e nos causos do NERY. Sobretudo na companhia dele e da Bia. Ainda bem que viajamos muito por este mundo a fora. Até nas montanhas dos Pintos Negreiros, lá perto de São Lourenço, um distrito de Maria da Fé (na Mantiqueira) nós formos. Rodamos a Amazônia, Chapada dos Veadeiros, Líbia, Marvão, a Europa, Líbia, França e Bahia… Fomos juntos, pelo menos, quatro vezes ao Pantanal.
Ganhamos um PRÊMIO ESSO juntos… Uma história fantástica que ocupa cinco páginas (pag.414) de seu livro “A NUVEM – 50 Anos de História do Brasil”.
Mas vamos ao vídeo, um bom resumo da vida desse `Guerrilheiro das palavras`.
Continue Lendo

Artigos

EMILIANO PEREIRA BOTELHO

(1948-2026)

Publicado

em

Por

 

O Brasil perdeu ontem à noite (11/08) um cidadão empreendedor, dedicado e que deixa um legado incomensurável para a agricultura tropical: EMILIANO PEREIRA BOTELHO.
Paracatu perdeu um filho ilustre e eu perdi um amigo, inclusive, que escreveu a abertura do meu livro “DE CASACA E CHUTEIRAS – JK-BRASÍLIA-PELÉ – A Era dos Grandes dribles na Política, Cultura e História”.
Nesse livro, Emiliano, como presidente da CAMPO – Companhia de Promoção Agrícola, escreveu sobre o Planalto Central e a história da revolução verde-amerela do Cerrado, focando na chegada dos japoneses das famílias Kanegae, Hayakawa, Ogawa, Ikeda e Okudi para desbravar a região do Distrito Federal.
Como jogador de futebol, amante da boa música e torcedor do Cruzeiro, EMILIANO BOTELHO tinha seu lado alegre e festeiro. Como profissional da agropecuária, deixa uma história de empreendedorismo: logo depois de ser o superintendente e, depois, presidente da Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu, a Coopervap, presidiu por mais de 30 anos a CAMPO – Companhia de Promoção Agrícola, ligada ao Programa de Cooperação Nipo-Brasileiro para o Desenvolvimento dos Cerrados, o Prodecer.
FOTOS
1) Emiliano Botelho quando foi homenageado pela Casa de Cultura e pela Prefeitura Municipal de Paracatu como Personalidade que fez e faz diferença na região.
2) Emiliano, o Ministro Alysson Paolinelli e o primeiro presidente da CAMPO, Paulo Afonso Romano.
3) Emiliano e sua paixão pelo Cruzeiro, que hoje no jogo com o Flamengo bem podia fazer um minuto de silêncio em sua Memória.
Continue Lendo

Artigos

UnB tem finalistas no Prêmio Jabuti Acadêmico 2026

Obras dos docentes Edileuza Penha, Gabriele Cornelli e Elimar Pinheiro concorrem nas áreas de Artes; Tradução; e Ciências Agrárias e Ciências Ambientais. Premiação ocorre em 11 de agosto, em São Paulo

Publicado

em

Por

 

Continue Lendo

Reportagens

SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
Brasília/DF
rodrigogorgulho@hotmail.com
(61) 98442-1010