Ian Ferraz, da Agência Brasília | Edição: Claudio Fernandes
Da reconstrução do viaduto do Eixão à construção do viaduto do Sudoeste, da reforma da W3 Sul e das tesourinhas à reabertura da Torre de TV, Brasília entrou num eixo de crescimento e desenvolvimento com investimentos de mais de meio bilhão de reais. Neste aniversário de 62 anos da capital, a Agência Brasília listou 62 obras feitas pela atual gestão que demonstram o carinho com a cidade.
“Brasília passou muitos anos no esquecimento. O que nós temos nos empenhado é em devolver essa cidade para a população, trazendo obras como a da W3 Sul, do Setor de Rádio e TV Sul, os viadutos, a reforma das tesourinhas e também na parte cultural, com o MAB (Museu de Arte de Brasília) e a Concha Acústica. Não se recupera uma década de abandono em poucos anos, mas trabalhamos para que Brasília cresça e receba o carinho que ela e a sua população merecem”, afirma o governador Ibaneis Rocha.
O total investido nas 62 obras soma os recursos aplicados pelo Governo do Distrito Federal (GDF) e da iniciativa privada, incluindo as ações feitas por meio do programa Adote uma Praça.
Na área da infraestrutura e da mobilidade, por exemplo, o GDF reconstruiu o viaduto que desabou no Eixão, trazendo novos tempos para a capital. Reformou a Galeria dos Estados, as tesourinhas, os viadutos da N2, entregou duas estações de metrô – uma na 106 Sul e outra na 110 Sul -, entregou a Avenida W9, no Noroeste, e reformou toda a pavimentação da Estrada Parque Indústrias Gráficas (Epig). A reforma da W3 Sul também marca a virada e a transformação de Brasília.
A Torre de TV teve o mezanino e o mirante reabertos para visitação: além desses pontos, a fonte e a Feira da Torre foram reformadas | Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília
A cultura também ganhou fôlego após anos de abandono. O MAB foi devolvido à população. O Cine Brasília e a Concha Acústica foram reformados, assim como o Museu e a Biblioteca Nacional, o Memorial dos Povos Indígenas e o Espaço Oscar Niemeyer.
Reforma de viadutos na via N2: construídos na época em que Brasília começou a ser erguida, nunca haviam recebido qualquer manutenção | Foto: Paulo H Carvalho / Agência Brasília
Saúde
Na saúde, embora o DF tenha concentrado as ações em outras regiões administrativas, Brasília também recebeu atenção. Inaugurou uma Clínica da Mulher, na Asa Sul, um posto-base do Samu, na Asa Norte, e entregou o Núcleo de Medicina Nuclear do Hospital de Base (Pet-CT), aguardado há anos. A cereja do bolo está em construção: o Hospital Oncológico, onde já foram feitos o canteiro de obras, ligações provisórias, terraplanagem e supressão vegetal.
Aguardado há anos, o Núcleo de Medicina Nuclear do Hospital de Base (Pet-CT) foi entregue na atual gestão do GDF | Foto: Paulo H Carvalho / Agência Brasília
Turismo, esporte e lazer
O turismo, o esporte e o lazer também atingiram outro patamar. Brasília passou a receber eventos e um cuidado maior com a concessão da ArenaPlex, formada pelo Estádio Mané Garrincha, o ginásio Nilson Nelson e Complexo Aquático Cláudio Coutinho.
Quadras do Parque da Cidade foram reformadas, assim como o Parque Burle Marx, no Noroeste, passou a receber infraestrutura. A Praça do Povo, no Setor Comercial Sul, se tornou um ambiente propício para a prática de skate, e muitos parquinhos, quadras esportivas e outros equipamentos públicos foram reformados pelo programa RenovaDF.
A Torre de TV foi reaberta, trazendo vida novamente a um dos principais cartões-postais da cidade.
Reformada pelo programa RenovaDF, a Praça do Povo, no Setor Comercial Sul, se tornou um ambiente propício para a prática de skate | Foto: Renato Alves / Agência Brasília
Mais obras
Colégios emblemáticos, como o Caseb e o Centro de Ensino Fundamental (CEF) 01 da Vila Planalto, foram reformados, sendo que o último foi devolvido após uma espera de 30 anos. O Colégio Militar Tiradentes ganhou uma nova sede, mais ampla e com mais estrutura.
Por fim, na segurança pública, o GDF reformou a Delegacia da Mulher, na 204/205 Sul, e também a Divisão de Operações Aéreas, localizada no Setor de Garagens Oficiais Norte.
Muitas outras obras foram e estão sendo feitas em Brasília, mas as listadas acima mostram o comprometimento do governo em deixar Brasília como ela merece e com um futuro promissor por muitos anos.
Cerca de 100 alunos de escolas públicas da região do Alto da Independência, em Petrópolis, estão participando de um projeto educacional que busca estimular a ação e a cooperação de crianças e adolescentes em suas comunidades.
O projeto conta com três frentes principais: educação ambiental; leitura e escrita; e estímulo criativo.
A iniciativa se baseia na autonomia dos estudantes para pensar e desenvolver ações práticas com o auxílio de professores. A primeira fase do projeto, que teve início no dia 10 de março, é voltada para três turmas. A expectativa é que o projeto alcance até 1,8 mil alunos.
O idealizador da iniciativa, Victor Prado, enxerga no programa uma oportunidade de ampliar a perspectiva dos jovens sobre temas normalmente estigmatizados.
“Sustentabilidade não é custo, é oportunidade, assim como os games. Mas, antes de tudo, é fundamental que os estudantes se enxerguem como capazes e saibam comunicar suas ideias, daí a importância da leitura e da escrita diante das ferramentas digitais”, disse.
Prado conta que o projeto surgiu a partir de anos de atuação com escolas públicas, sem perder de vista discussões atuais sobre tecnologia na educação.
O idealizador da iniciativa, Victor Prado, enxerga no programa uma oportunidade de ampliar a perspectiva dos jovens sobre temas normalmente estigmatizados. Foto: Divulgação/Leia Brasil
Atividades
A primeira parte do projeto é o Desafio Verde, plano de educação ambiental que aposta em oficinas, dinâmicas colaborativas e mobilização comunitária para transformar os estudantes em protagonistas de soluções socioambientais no território.
A segunda parte, Vozes do Alto, voltado à leitura, escrita e produção de conteúdo, convida os jovens a observar o lugar onde vivem e transformar experiências locais em narrativas autorais.
Já a última, Arquitetura de Games, apresenta os jogos como linguagem cultural, campo tecnológico e porta de entrada para temas como criatividade, design, trabalho em equipe e caminho profissional.
Criador de conteúdo sobre games há mais dez anos no YouTube e residente do Alto da Independência, Samuel Barros é professor do projeto e um dos responsáveis pelo “Torneio Intercolegial de Games”. Ele conta que o engajamento dos alunos foi uma grata surpresa.
“No princípio, eu pensei que apenas o projeto de games seria o que mais despertaria interesse dos alunos, porém, os três projetos foram muito bem recebidos”, disse.
“Apesar de darmos recompensas para os projetos mais criativos apresentados, nós percebemos que o interesse deles pelo projeto está muito além de quererem receber algo em troca. Isso foi uma das coisas que mais me chamou atenção”, completou.
Duas escolas fazem parte da iniciativa, a Escola Municipal Alto Independência e o Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Santos Dumont. Segundo Victor Prado, a intenção é abrir novas turmas ainda na próxima semana por conta da demanda dos alunos.
Iniciativa aposta no protagonismo social em escolas de Petrópolis. Foto: Divulgação/Leia Brasil
Participação estudantil
Uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2025 revelou que quatro em cada dez estudantes brasileiros apontam que as aulas práticas são necessárias para uma “escola do futuro”.
De acordo com 41% dos alunos do 6º e 7º ano, e 39% dos alunos de 8º e 9º, elas são tão importantes quanto práticas esportivas. Destaque também para as atividades que envolvem tecnologia e mídias digitais.
Os dados integram o Relatório Nacional da Semana da Escuta das Adolescências nas Escolas, que reúne a visão de 2,3 milhões de jovens de todos os estados e é realizado pelo MEC, em parceria com o Itaú Social, o Consed e a Undime.
*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia.
Selecionado para participar de programa na Suíça, professor de escola pública do DF é recepcionado com festa na volta
Felipe Lemos, que leciona física no Centro Educacional do Lago (CEL), foi conhecer o maior acelerador de partículas do mundo; experiência deve estimular alunos e outros docentes
Fernando Jordão, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira
Famosa pelos Alpes, chocolates e relógios, a Suíça também é lar de muito conhecimento e tecnologia. É no pequeno país europeu que está o maior acelerador de partículas do planeta, o Grande Colisor de Hádrons (LHC), na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern). E um professor da rede pública do Distrito Federal teve a chance de conhecê-lo pessoalmente. Felipe Lemos, que leciona física no Centro Educacional do Lago (CEL), no Lago Sul, foi escolhido para representar o DF em um programa que levou docentes de todo o país para o Cern. Nesta quarta-feira (29), ele retornou à escola com uma recepção especial.
“O Cern é um sonho dos físicos, é talvez o laboratório mais avançado do mundo. Eu me inscrevi, deu certo e foi muito interessante, porque a gente se aprofundou no funcionamento do acelerador de partículas. Então, eu tive a oportunidade de estudar mais a fundo um tema que é parte do currículo, física de partículas, mas que ainda é pouco divulgado no ensino médio, pouco discutido”, contou Felipe Lemos.
Segundo o professor, a experiência vai contribuir para o dia a dia em sala de aula, não apenas nos conhecimentos sobre física, mas na ideia de que, estudando, é possível chegar longe. “Acho que fica como um exemplo de que o estudo e a ciência podem te levar a lugares que talvez você nem imaginou”, afirmou.
Os estudantes já captaram essa percepção. “Tenho aula com o professor Felipe desde o meu 1º ano, e ele sempre foi um professor que focou em nos ensinar algo muito além da física. Então, sempre foi algo que ajudou a nos formar como cidadãos, como alunos, e com certeza essa bagagem internacional vai agregar pontos inimagináveis para o CEL. Quando a gente volta do exterior, e eu sei por experiência própria, a gente volta muito mais evoluído”, apontou Giovanna Borba, 17 anos, aluna do 3º ano, que participou da primeira edição do programa Pontes para o Mundo.
“Saber que um professor foi [para o exterior] me motiva muito. Se ele foi, significa que a gente pode conseguir também. Ele pode explicar o que a gente precisa saber, porque tem muita gente que fica insegura sobre ir, mas ele nos traz essa segurança por já ter ido”, emendou Ana Clara Rodrigues, 16, estudante do 1º ano que sonha participar do Pontes para o Mundo.
Felipe Lemos: “Acho que fica como um exemplo de que o estudo, a ciência podem te levar a lugares que talvez você nem imaginou”
E a experiência de Felipe Lemos pode ainda ser um estímulo para outros docentes. “A gente é uma escola bilíngue, então tem essa valorização de experiências internacionais, e dentro do Brasil também. Então, só a possibilidade de ele ir já foi uma coisa que inspirou os professores a ficarem de olho em programas, em editais”, ressaltou o diretor do CEL, Vitor Rios.
“Para nós, é motivo de muito orgulho, porque a gente vê um professor nosso, da rede pública, que está procurando, que está buscando se qualificar e ter experiências que aprofundem o seu conhecimento. É uma oportunidade, inclusive, para a gente estimular outros profissionais. Quando um professor se habilita, a gente tem certeza de que isso vai repercutir, que vai voltar nas nossas escolas”, arrematou a secretária de Educação, Iêdes Braga.
Militares, durante cerimônia no Comando Militar do Planalto: papel fundamental na garantia da ordem constitucional
A Câmara Legislativa promove, na próxima segunda-feira (4), sessão solene em comemoração ao 66° aniversário do Comando Militar do Planalto (CMP) e da 11ª Região Militar. De autoria do deputado Jorge Vianna (DEM), o evento ocorrerá no plenário da Casa, a partir das 14h30, e será transmitido ao vivo pela TV Câmara Distrital.
Para Jorge Vianna (foto), o CMP tem desempenhado “papel fundamental na garantia da ordem constitucional, na defesa das instituições democráticas e na proteção dos Poderes da União, sendo merecedor do reconhecimento solene desta Casa Legislativa”.
Ainda de acordo com o parlamentar, a trajetória do CMP é indissociável da própria história de Brasília: “Seu embrião foi um aquartelamento de madeira erguido em 1958, próximo ao Palácio da Alvorada, que passou a dotar a nova Capital de contingente militar capaz de atender às demandas de segurança e defesa do governo federal em implantação no Planalto Central. Em 25 de abril de 1960, apenas quatro dias após a inauguração de Brasília, foi criado o Comando Militar de Brasília e 11ª Região Militar, precursor direto do atual CMP”.
Carlos Gandra/Agência CLDF
História
No final da década de 1950, com a transferência da Capital Federal para Brasília, tornou-se necessária a presença do Exército no Planalto Central para garantir a segurança do governo federal. Em 1958, um aquartelamento provisório próximo ao Palácio da Alvorada sediou a primeira Organização Militar na nova Capital, dando origem ao atual Comando Militar do Planalto (CMP).
Em 1960, foi criado o Comando Militar de Brasília e a 11ª Região Militar (11ª RM), com jurisdição sobre o Distrito Federal, Goiás e o Triângulo Mineiro. Em 1969, foi instituído o CMP, com sede em Brasília.
Com a criação do Estado do Tocantins, em 1988, a área de responsabilidade do CMP foi ampliada. Em 1994, a 11ª RM tornou-se novamente autônoma. Em 2013, com a criação do Comando Militar do Norte, houve nova reorganização das áreas de atuação, mantendo-se o atual arranjo.