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PARQUE DA SERRA DA CAPIVARA

Serra da Capivara ganha caminhão 4×4 para combate aos incêndios florestais

 

Em 2020, o presidente Jair Bolsonaro visitou o sítio arqueológico da Pedra Furada, com desenhos rupestres que registram a presença do homem pré-histórico no continente americano há cerca de 48 mil anos. Bolsonaro também visitou o Museu da Natureza, que faz parte do complexo do Parque da Serra da Capivara, que conta a história do território desde a época dos dinossauros até os dias atuais.

 

 

A novidade faz parte das entregas de 15 veículos que começaram ainda em 2021. As entregas de 2022, do governo federal, para as Unidades de Conservação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) já começaram. O Parque Nacional da Serra da Capivara acaba de receber o primeiro caminhão Auto Bomba Tanque Florestal (ABTF) da unidade. Somados a esse veículo, o ICMBio já investiu mais de R$ 8,5 milhões na aquisição e entrega de sete ABTF.

 

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SERRA DA CAPIVARA: monumento natural da humanidade

SERRA DA CAPIVARA É RECONHECIDA COMO UM DOS ROTEIROS TURÍSTICOS MAIS IMPORTANTES DO MUNDO

The New York Times: “Arte e arqueologia num parque remoto do Brasil, onde os visitantes podem ajudar a preservar”.

 

Conhecido por abrigar um dos mais ricos patrimônios arqueológicos do mundo, o Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, ganhou mais um título para colocar na estante: a unidade de conservação é a única brasileira a constar numa seleta lista feita pelo The New York Times, um dos veículos de comunicação mais importantes do mundo, de destinos turísticos em 2022.

 

A matéria destaca a relevância arqueológica da Serra da Capivara – afinal, por lá estão os fósseis dos primeiros homens a habitar as Américas –, também das paisagens e belezas cênicas da Caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro. “O que distingue este parque nacional de inúmeras outras paisagens brasileiras de tirar o fôlego são os restos arqueológicos e artísticos de humanos antigos, que muitos pesquisadores acreditam ter chegado há mais de 20 mil anos”, diz o jornal, em matéria assinada pela jornalista Seth Kugel.

A visitação no Parque está retomando ritmos normais, com visitantes de todo o Brasil e do mundo. Apesar da pandemia, o ICMBio investiu em infraestrutura, como novos atrativos, banheiros e, recentemente, uma escada de 60 metros de altura que proporcionam um acesso mais seguro, rápido e, ainda, garante ao passeio uma vista magnífica.

“Depois de longas conversas com o correspondente da NYTimes, falando do nosso Parque, da gestão, dos trabalhos e pesquisas, estamos na lista dos mais importantes roteiros turísticos do mundo”, vibra a chefe da unidade, Marian Rodrigues.

 

OUTROS DESTAQUES

O Parque divide a lista com outros representantes de peso, como o Parque Nacional de Saguaro (Arizona), nos Estados Unidos; a Reserva da Biosfera de Dana, na Jordânia; a Floresta Nacional de El Yunque, em Porto Rico; o Parque Nacional de Chimanimani, em Moçambique; o Parque de Iberá, na Argentina; o Parque Nacional de Cerro Castillo, no Chile; o Parque Nacional de Elijio Panti, em Belize, além de destinos urbanos, como Kyoto, no Japão; o Queens, em Nova York e Humboldt, no Kansas.

 

 PRESIDENTE BOLSONARO VISITOU

PARQUE DA SERRA DA CAPIVARA EM 2020

 

TREINAMENTO DA EQUIPE

 

Além da entrega técnica, a Unidade de Conservação também contou com o treinamento das equipes de brigadistas para a operação do caminhão, customizado para atender as necessidades do Instituto. O modelo auto bomba tem capacidade para sete mil litros e bomba extra para operar mata adentro. Também, o veículo possui tração 4×4, com mangotes laterais e possibilidade de extensão de mangueira, e esguicho-canhão para ataque rápido desde a beira da estrada, o que permite a distância segura do fogo e a mantem a integridade dos brigadistas.

“É uma aquisição memorável, já que estamos situados em uma região isolada e com grandes dificuldades no período mais crítico de incêndios. Certamente esse veículo será um aliado de peso no combate aos incêndios florestais, um aliado do parque”, comemora a chefe da UC, Marian Helen Rodrigues.

O Auto Bomba Tanque Florestal também vai auxiliar a equipe do parque e outras unidades de conservação federais na confecção de aceiros e outras medidas de prevenção aos incêndios. Os caminhões foram entregues aos Parques Nacionais da Tijuca (1), Restinga de Jurubatiba (1) e de Brasília (1). Um veículo do modelo foi destinado às Reservas Biológicas de Poço das Antas e União e mais um à Estação Ecológica Mico-Leão-Preto. O Núcleo de Gestão Integrada Carajás e a Brigada Nacional Welington Peres também receberam um veículo auto bomba, cada um.

 

O veículo possui tração 4×4. O modelo auto bomba tem capacidade para sete mil litros e bomba extra para operar mata adentro. A novidade faz parte das entregas de 15 veículos que começaram ainda em 2021. (foto: Joaquim Neto)

 

 

 

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ADEUS A PEDRO NEHRING O PAISAGISTA DE INHOTIM

Referência do paisagismo tropical, Nehring deixa um legado na beleza das paisagens.

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Tudo que o paisagista Pedro Nehring tocava virava flor. Se era terra, virava jardim. Se era gente, virava amizade. Aos 67 anos, em 13 de janeiro, faleceu o paisagista Pedro Nehring, um dos idealizadores do paisagismo do Inhotim, em Brumadinho-MG, e um dos mais respeitados paisagistas tropicais, com referência internacional. Seu último trabalho em Inhotim foi o “Jardim Sombra e Água Fresca”. Pedro Nehring (1955-2023) é conhecido nacional e internacionalmente como referência em paisagismo tropical contemporâneo. Ele foi figura central na construção da coleção botânica do Inhotim, uma das mais importantes do mundo, e de muitos outros jardins espalhados por várias partes do Brasil.

 

Autodidata, Pedro Henrique Nehring Cesar nasceu em Teresópolis, RJ, em 25 de maio de 1955, em uma família de paisagistas: seu irmão e seu pai também praticavam a arte da jardinagem. Em constante expansão, o Jardim Botânico do Inhotim tem muitas obras de Nehring, mas seu último trabalho é o jardim ‘Sombra e Água Fresca’, resultado de um processo criativo de quase dez anos. Construído em uma antiga área de pastagem de 32 mil m², o maior jardim temático do Inhotim é carregado de elementos que simbolizam o trabalho de Nehring: paisagens repletas de história permeadas por momentos de descanso e de fruição, árvores frutíferas, além de uma potente vocação para a educação ambiental.

 

 

Jardins de Pedro Nehring, um artista do paisagismo tropical.  

 

JARDIM VEREDAS

Complexo e diverso, outro jardim assinado por Pedro Nehring é o Jardim Veredas – reflexo do desenvolvimento prático de Nehring, que afirmava que é preciso entrar na mata para entender o paisagismo. Equilibrando o rigor da forma e a impermanência da natureza, Pedro buscava compreender e, principalmente, refletir os ciclos do ano na materialização dos seus projetos. O Jardim Veredas, e todos os seus projetos no Inhotim, são frutos de observações periódicas, conhecimento ímpar sobre os ciclos das plantas e de percepção do tempo da natureza.

 

 

Na véspera de seu falecimento, o paisagista Pedro Nehring esteve no ‘Viveiro Educador’, coração do Jardim Botânico de Inhotim, em reunião sobre os próximos trabalhos em áreas que serão abertas ao público no futuro. Estava descontraído, despediu-se das equipes com alegria.

 

 

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Para o paisagista Pedro Nehring é preciso entrar na mata para entender o paisagismo e, assim, equilibrar o rigor da forma e a impermanência da natureza: “Há que se compreender e refletir os ciclos das plantas e a percepção do tempo”.

 

 

O INSTITUTO INHOTIM

Encontro entre natureza e arte

 

 

Vista aérea de Inhotim

 

 

Sede de um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil e considerado o maior museu a céu aberto do mundo, Inhotim é um parque de escultura, jardim botânico e museu situado no município de Brumadinho-MG, a 60 km de Belo Horizonte. Hoje é uma RPPN – Reserva Particular de Patrimônio Natural, tem 145,37 hectares com domínio de Mata Atlântica com enclaves de Cerrado. A instituição surgiu em 2004 para abrigar a coleção de arte modernista do empresário Bernardo Paz, então casado com a artista plástica carioca Adriana Varejão. Todo acervo está hoje em Inhotim, que recebeu ao longo do tempo muitas outras obras de arte, jardins, galerias, exposições e shows musicais.

 

SAIBA MAIS:

Endereço: Rua B, 20 – Fazenda Inhotim, Brumadinho – MG, 35460-000

Telefone: (031) 3571-9700

https://www.inhotim.org.br/

 

 

 

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Lá se foram 135 anos.

m 31 de janeiro de 1888, aos 73 anos, falecia em Turim, na Itália, São João Bosco. Vale uma homenagem em poesia ao Sonhador de Brasília.

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Sonhar é bom. E um dia eu sonhei com o maravilhoso Santuário do Bosco, um dos mais lindos templos do Brasil. Ao acordar fiz esta poesia.
O projeto do Santuário é do arquiteto mineiro Carlos Alberto Naves.
SONHO DE DOM BOSCO
Brasília tem força e magia
No bojo de sua história.
Antes de ser concebida
Já era cantada em glória
Por leis e também por sonhos
Antes mesmo da vitória!
A Capital era a meta
De um povo sonhador
E de um grande profeta
Que lá de longe, em Turim,
Qual um toque de clarim
Ecoou à terra inteira
Que no Planalto Central
Seria uma cidade erguida
Para ser a Capital
Desta nação brasileira.
E o santo construtor
Ganhou dois grandes presentes
Além de uma bela Ermida
Um Santuário de luz
A espargir energia
Pelos vitrais furta-cor
Mística que irradia
Mistérios que nos conduz.
Brasília é como uma flor
Que germinou no Cerrado
Bem em forma de cruz.
Meta síntese da campanha
De JK Presidente
Brasília é como um farol
De brilho iridescente
Redescobriu o Brasil
E num país continente
Ocupou o interior
E a alma de sua gente.
Minha prosa é oração
Uma mensagem sentida
Guarde-a no coração
E faça dela guarida
Pois um sonho realizado
É graça que vem do céu
Para abençoar a vida
Nesta Terra Prometida
Que vê jorrar leite e mel.
Silvestre Gorgulho
PS: a foto é de um grande fotógrafo paulista, um amigo que eu admiro muito pela competência e sensibilidade de seu trabalho: FÁBIO COLOMBINI. Seus livros são verdadeiras obras de arte. Tem vários livros publicados. Fabio Colombini é um artista da fotografia, especializado em natureza.
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OS YANOMAMIS PEDEM SOCORRO

Aumento do garimpo ilegal nas terras indígenas levou à tragédia sanitária

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O povo Yanomami, outrora longe dos ‘homens brancos’ eram felizes na Floresta Amazônica. Atualmente, enfrentam a ameaça da destruição pela intensa presença de garimpeiros ilegais. A verdade é que uma combinação de crise na gestão da saúde no território Yanomami e o aumento do garimpo ilegal nas terras indígenas levou à tragédia sanitária.

 

A terra Yanomami tem 9,6 milhões de hectares entre os estados de Amazonas e Roraima. É uma das populações mais isoladas do país, e a região é rica em minérios sobretudo o ouro. Segundo pesquisa da Fiocruz, em 4 % da população analisada havia concentrações acima de 6 microgramas de mercúrio por grama de cabelo, considerado o limite de tolerância biológica do corpo humano a essa substância.

 

HISTÓRICO – Os Yanomamis são de recente contato e não têm a memória coletiva imunológica como a da maior parte da população das cidades. A circulação maior de pessoas de fora acabou provocando uma profusão de viroses. Os riscos com a saúde da população indígena só aumentaram.

Com tantas questões de saúde, não há força de trabalho nas aldeias para manter as atividades de pesca, caça e cultivo das roças, enquanto, os jovens indígenas são aliciados por garimpeiros com armas, bebidas e até drogas.

A chegada do COVID também contribuiu, como explica pesquisador Estêvão Benfica Senra: “Ainda que o pai da família estivesse trabalhando, se a criança tem malária, duas, três vezes ao ano, mais COVID, fica muito complicado. A quantidade de crianças que morrem por doenças evitáveis é uma coisa absurda, impossível de se ver em outros lugares do mundo”.

 

 

ETNIA YANOMAMI

A etnia Yanomami é a sétima maior etnia indígena brasileira, com 15 mil pessoas distribuídas em 255 aldeias relacionadas entre si em maior ou menor grau. A noroeste de Roraima, estão situadas 197 aldeias que somam 9 506 pessoas e, a norte do Amazonas, estão situadas 58 aldeias que somam 6 510 pessoas.

Agora, no início de 2023, o governo federal divulgou que cerca de 570 crianças Yanomamis (entre um a quatro anos) morreram em razão do avanço do garimpo ilegal. Entre as causas das mortes estão a desnutrição, a pneumonia e a diarreia. Em 20 de janeiro último, o Ministério da Saúde declarou emergência de saúde pública para combater à desassistência sanitária das populações Yanomamis. O governo federal também estabeleceu um Comitê de Coordenação Nacional com o objetivo de discutir e adotar medidas para articulação entre os poderes para prestar atendimento aos indígenas.

 

 

 

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