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Educação no Campo atende quase 25 mil estudantes em 80 escolas

Aspectos culturais, econômicos, ciclos de produção, condições climáticas e tradições da comunidade camponesa são assuntos abordados nas unidades escolares da modalidade

 

Agência Brasília* I Edição: Débora Cronemberger

 

Contato com a natureza, ar puro, trilhas ecológicas e vivências a partir do que é ensinado em livros. Essa é a proposta que a Educação no Campo, modalidade da Educação Básica, oferece a crianças, adolescentes e adultos em regiões distantes das áreas urbanas no Distrito Federal. As ações integram o dia a dia das salas de aula dos quase 25 mil estudantes de 80 unidades escolares no DF.

Na Educação no Campo, a rede pública faz adequações na organização curricular e pedagógica para atender as necessidades dos que frequentam as escolas do campo. Aspectos culturais, econômicos, ciclos de produção, condições climáticas e tradições da comunidade camponesa são exemplos dos assuntos abordados nas escolas da modalidade, divididas em 10 coordenações regionais de ensino.

A Escola Classe Monjolo, localizada na área rural de Planaltina, é uma das unidades do campo da rede pública do DF. Lá, 107 estudantes estão matriculados no ensino fundamental e na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Eles participam de ações como trilhas ecológicas e projetos ligados a sustentabilidade e cultura.

“Plantamos sonhos na vida dos estudantes do campo. Mostramos que por meio da educação eles podem conquistar muitos objetivos. Eles têm a oportunidade de enxergar várias possibilidades a partir das pequenas riquezas que envolvem a comunidade em que vivem. Nossa atuação acaba indo além dos muros da escola”, revela Vânia Braga, diretora da Escola Classe Monjolo.

 

Isabella Gomes e Emanuel de Sousa são estudantes da Educação no Campo

A estudante Isabella Gomes, 10 anos, relembra algumas das experiências vividas na Escola Classe Monjolo. “Tive oportunidade de conhecer mais sobre a fauna e a flora na trilha-aula que fizemos. Também visitamos a Estação Ecológica Águas Emendadas, onde aprendi várias questões de geografia. Gosto muito da minha escola. Acho aqui completo e divertido”, conta a menina, que cursa o 5º ano do ensino fundamental e tem planos de fazer faculdade de medicina.

A horta é um dos ambientes que o estudante do 5º ano Emanuel de Sousa, 9 anos, mais se identifica na EC Monjolo. O local tem temperos e hortaliças, plantados pelos alunos, que são utilizados na alimentação escolar. “Gosto muito da escola, das amizades e da comida feita aqui”, destaca o aluno, que sonha em ser cozinheiro.

Alfabeto Monjolo

As unidades escolares do campo da rede pública trabalham com a Proposta Didática para Construção de Inventário Social, Histórico e Cultural das Escolas do Campo. A ideia é mostrar que cada uma delas é parte integrante da comunidade. O objetivo é que o estudante seja protagonista do processo. Ao observar as características singulares do local onde vive, ele reflete sobre as formas de organização, identidade cultural e relação de pertencimento à comunidade.

O projeto Alfabeto Monjolo também faz parte dessa proposta ao utilizar aspectos do cotidiano das crianças da EC Monjolo para ajudar na alfabetização. “Usamos elementos familiares que têm valor para eles e a partir daí fazemos associações e relações para ampliar o vocabulário e conhecimento das crianças”, destaca a professora Lucilei Coimbra.

*Com informações da Secretaria de Educação do DF

 

 

 

 

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Vladimir Sacchetta, jornalista e pesquisador, morre aos 75 anos

Dedicou-se a projetos da memória cultural e política brasileiras

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Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil

 

Morreu nesta sexta-feira (15) o jornalista, produtor cultural, pesquisador e escritor Vladimir Sacchetta, aos 75 anos.

Sacchetta registrou as greves operárias do ABC, a memória do movimento operário e de revolucionários brasileiros, como Olga Benário. Colaborou em duas obras premiadas com o Jabuti: a obra póstuma de Florestan Fernandes e Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia, que escreveu em coautoria com Carmen Lúcia Azevedo e Márcia Camargos.

Sacchetta dedicou seus últimos anos a projetos de documentação e memória, como o Memorial da Democracia, do Instituto Lula; registros da Imprensa Alternativa, junto ao Instituto Vladimir Herzog, além de trabalhos sobre cultura brasileira.

“Vladimir Sacchetta dedicou sua trajetória à preservação da memória cultural e política brasileira, construindo um trabalho fundamental para o registro das lutas democráticas, da resistência à ditadura militar e da defesa intransigente da liberdade de expressão”, diz, em nota, o Instituto Vladimir Herzog.

Foi um dos fundadores da Sociedade dos Observadores de Saci, dedicada a valorização da cultura nacional. Também foi conselheiro do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), no qual participou ativamente até poucos dias atrás.

“O Cemap perde um conselheiro brilhante; o Brasil perde um de seus maiores guardiões da memória”, diz o Cemap, em nota.

Sacchetta deixa dois filhos e neto.

O velório será realizado neste sábado (16) na Barra Funda, na capital paulista.

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Brasília é a capital mais segura do país, com redução histórica do número de homicídios

Resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer no primeiro trimestre de 2026; índice coloca o Distrito Federal na primeira posição nacional em segurança relacionada a crimes letais

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Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares

O Distrito Federal alcançou a primeira colocação nacional nos indicadores de crimes letais no primeiro trimestre de 2026. O resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer por 100 mil habitantes, metodologia baseada em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento colocou o DF na liderança tanto entre as unidades da Federação quanto entre as capitais brasileiras com a menor taxa do país.

Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação. Santa Catarina aparece logo atrás, com 5,63. Entre as capitais, Brasília alcançou índice de 5,61 e liderou o ranking nacional, seguida por Curitiba (10,05) e Campo Grande (10,39).

Segundo o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, esse resultado está ligado a um conjunto de ações adotadas na segurança pública do DF. “Hoje temos mais policiais nas ruas, atuação diária nas regiões administrativas, trabalho direcionado no combate às manchas criminais, uso de ferramentas como o DF 360 e participação intensiva da comunidade por meio dos Conselhos Comunitários de Segurança. Existe todo um ecossistema que contribuiu para essa redução”, afirmou o chefe da pasta durante a assinatura da ordem de serviço para construção da nova Policlínica da Polícia Civil (PCDF), nesta sexta-feira (15).

 

Durante o evento, Patury explicou que o resultado não considera apenas os homicídios registrados. O levantamento também inclui os chamados casos de mortes a esclarecer — situações em que ainda não foi definida a causa da morte. “Temos 42 homicídios no DF e zero a esclarecer. Nós sabemos o nome e sobrenome de cada caso. Estávamos em segundo lugar, no primeiro trimestre agora de 2026, e agora alcançamos o primeiro lugar. Passamos Santa Catarina e Florianópolis”, destacou.

Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Mais segurança pública

A redução dos crimes letais acompanha outros indicadores positivos da segurança pública. Os roubos no transporte coletivo do DF caíram 52% em 2025. Ao longo do ano, foram registrados 111 casos, contra 230 em 2024.

Além disso, 15 regiões administrativas não tiveram nenhuma ocorrência, segundo dados do 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Os números mostram o avanço das ações de segurança e das mudanças adotadas no sistema de transporte, que têm contribuído para reduzir os crimes e aumentar a segurança da população.

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Comissão Geral debate transporte escolar no Distrito Federal

Iniciativa é da deputada Paula Belmonte, que apresentará diagnóstico sobre a área com foco em desafios, gestão e qualidade do serviço

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Foto: Tony Winston / Agência Brasília

 

Por iniciativa da deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza, nesta quinta-feira (14), às 15h, uma comissão geral para debater o transporte escolar no Distrito Federal. O encontro reunirá parlamentares, representantes do poder público, especialistas e a sociedade civil para apresentação e discussão de um diagnóstico técnico sobre o funcionamento do serviço no DF.

O estudo foi solicitado pelo gabinete da parlamentar e elaborado pela Consultoria Técnico-Legislativa da CLDF (Conofis). O relatório analisa o transporte escolar entre os anos de 2021 e 2025, abordando aspectos relacionados à qualidade dos veículos, organização das rotas, gestão do serviço e percepção de estudantes, familiares e profissionais envolvidos.

De acordo com o levantamento, foram identificados desafios que impactam diretamente o cotidiano dos estudantes, como atrasos, interrupções no atendimento, condições da frota e dificuldades de acesso, especialmente em regiões rurais. O diagnóstico também aponta entraves relacionados à utilização de processos predominantemente manuais e à ausência de padronização tecnológica entre as unidades escolares.

A análise destaca ainda que fatores como as condições das vias e a falta de infraestrutura adequada nos pontos de embarque podem comprometer a frequência escolar e o acesso dos alunos à educação.  A comissão geral busca ampliar a participação social na discussão, reunindo gestores públicos, trabalhadores do setor, pais, estudantes e demais interessados na construção de propostas para o aperfeiçoamento da política pública.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

 

Segundo a deputada Paula Belmonte, o debate é fundamental para garantir avanços no atendimento aos estudantes da rede pública. “Estamos falando de um serviço essencial, que garante o acesso e a permanência dos nossos estudantes na escola. Esse diagnóstico é um passo importante para corrigir falhas e avançar com responsabilidade”, afirmou a parlamentar.

Acompanhe:

 

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