Segundo o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, esse resultado está ligado a um conjunto de ações adotadas na segurança pública do DF. “Hoje temos mais policiais nas ruas, atuação diária nas regiões administrativas, trabalho direcionado no combate às manchas criminais, uso de ferramentas como o DF 360 e participação intensiva da comunidade por meio dos Conselhos Comunitários de Segurança. Existe todo um ecossistema que contribuiu para essa redução”, afirmou o chefe da pasta durante a assinatura da ordem de serviço para construção da nova Policlínica da Polícia Civil (PCDF), nesta sexta-feira (15).
Reportagens
Obras públicas impulsionam emprego e renda no DF
Desde o início desta gestão, investimentos em reformas e novas construções tiveram papel importante no fomento à economia e na geração de trabalho para a população
Adriana Izel, da Agência Brasília | Edição: Claudio Fernandes
O Governo do Distrito Federal (GDF) acumula 1,6 mil obras desde o início desta gestão. Reformas e novas construções integram a lista de melhorias. Ao todo, foram mais de R$ 3,5 bilhões aplicados em obras de infraestrutura, saúde, educação, mobilidade e segurança pública. Investimento esse que vai além dos serviços básicos, gerando emprego e renda para a capital federal.
“Fomentando a construção civil, você gera emprego e renda e melhora a qualidade de vida dos cidadãos da cidade”Ciro de Avelar, economista
“Fomentando a construção civil, você gera emprego e renda e melhora a qualidade de vida dos cidadãos da cidade”, avalia o economista Ciro de Avelar, da GWX Investimentos. O presidente do Conselho de Economia (Corecon-DF), César Augusto Bergo, concorda. “As despesas com urbanismo e habitação apresentam um fator positivo. São ferramentas importantes para a dinamização da economia local. Isso aumenta o emprego, faz acréscimo na renda e acarreta em um fator positivo para o crescimento econômico”, explica.
O casal Frederico Antônio de Brito e Margarida Joana de Brito trabalha há 12 anos na Feira Permanente da M Norte, em Taguatinga, e viu a rotina mudar após o equipamento público ser reformado pela Novacap. O investimento de R$ 300 mil do GDF já vem dando frutos para os comerciantes.
“Essa reforma foi muito boa para a feira e para nós, porque passou a ter uma circulação de pessoas que não vinham antes, o que nos fez vender mais”, destaca Frederico. Ele estima um aumento de 30% nas vendas depois da reforma.
“Buscava um local em que pudesse vender melhor. Eu tinha vindo na feira (Permanente da M Norte) no ano passado depois da reforma e fiquei apaixonada. Minhas vendas melhoraram muito aqui. Tenho atraído mais clientes. Já vendo 70% a mais do que vendia em casa”Analina Fonseca de Carvalho, comerciante
Quem também obteve melhorias nos resultados foi a comerciante Analina Fonseca de Carvalho Gomes, 43 anos. Durante a pandemia, ela empreendeu vendendo perfumes e cremes até que decidiu abrir uma loja fixa na Feira Permanente da M Norte.
“Buscava um local em que pudesse vender melhor. Eu tinha vindo na feira no ano passado depois da reforma e fiquei apaixonada. Minhas vendas melhoraram muito aqui. Tenho atraído mais clientes. Já vendo 70% a mais do que vendia em casa”, conta. O sucesso é tanto que ela sonha lançar uma filial em outra feira do DF. “Quero ajudar outras mulheres, quem sabe empregar uma delas”, completa.
Daniel Eustáquio da Silva sempre trabalhou vendendo peixes. Em abril deste ano, inaugurou uma peixaria na feira da M Norte e tem visto o negócio – antes administrado na casa do sócio – se expandir e consolidar. Se no passado apenas ele e o amigo trabalhavam com a atividade, agora ele gera mais quatro empregos com o box em Taguatinga.

“A ideia de levar a peixaria para a feira veio porque era algo que não tinha aqui. Aproveitamos a oportunidade. A venda tem sido muito boa. Vendemos muito na Semana Santa. Hoje temos quatro pessoas trabalhando aqui”, revela o comerciante.
A reforma do equipamento público integra um programa da Novacap para recuperar 38 feiras em todo o DF com investimento de R$ 30 milhões. “O grande problema das feiras – e ainda é porque estamos concluindo as obras – é o abandono em que se encontravam, com instalações deterioradas. Em condições de impedir que as famílias frequentassem. Na medida que elas se restabelecem, você cria um ambiente favorável para ser frequentado e provoca de imediato a melhoria da atividade comercial”, destaca o presidente da Novacap, Fernando Leite.
Comércio aquecido
Após muitos anos de abandono, a avenida W3 Sul passou por uma reforma entregue em dezembro do ano passado. Foram investidos R$ 21,7 milhões, contemplando a melhoria do sistema viário, estacionamentos, paisagismo e troca da iluminação, além de gerar cerca de 800 empregos.
Os serviços foram financiados pela Agência de Desenvolvimento (Terracap) em trabalho conjunto com as secretarias de Obras, Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) e de Governo (Segov), Novacap, Companhia Energética de Brasília (CEB) e Departamento de Trânsito do DF (Detran).
“Essa gestão colocou em marcha diversas obras grandiosas e complexas, há anos engavetadas, graças à habilidade do governo de lidar com esses bastidores e executar com eficiência as obras até sua conclusão e entrega”, destaca o secretário de Obras, Luciano Carvalho.
Sócio-criador do Infinu, complexo colaborativo, gastronômico, cultural e econômico na 506 Sul, Miguel Galvão celebra a reforma feita na avenida e destaca a importância para a área comercial. “A gente tem que saber dar os méritos quando eles acontecem. Sou morador da W3 há 12 anos e posso falar que nunca uma gestão priorizou a avenida como agora. A gente agradece bastante”, afirma.
“Essa parte de recuperação de calçadas e da limpeza [da W3] foi muito importante, porque deixa mais prático para o consumidor final. Foi um empurrão muito válido. Os lugares são mais seguros se têm vida. Se o comerciante está indo bem, ele cuida da fachada, da calçada. A nossa defesa é de que o processo de revitalização não fique só na mudança visual, mas também nos conceitos”, completa. Para ele, é preciso pensar hoje como serão os próximos 62 anos da W3 Sul, que tem uma veia comercial e cultural a depender da localidade.
Com bastante movimento, o Infinu conta com 17 estabelecimentos, entre restaurantes, lojas de roupa e estúdio de tatuagem, além de 30 empresas diferentes participando da loja colaborativa. Na W3 Sul desde 2020, espaço comercial participa do projeto Adote Uma Praça, coordenado pela secretaria de Projetos Especiais (Sepe), em que a área pública foi recuperada pelos responsáveis pelo empreendimento comercial.
Reportagens
Vladimir Sacchetta, jornalista e pesquisador, morre aos 75 anos
Dedicou-se a projetos da memória cultural e política brasileiras
Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil
Morreu nesta sexta-feira (15) o jornalista, produtor cultural, pesquisador e escritor Vladimir Sacchetta, aos 75 anos.

Sacchetta registrou as greves operárias do ABC, a memória do movimento operário e de revolucionários brasileiros, como Olga Benário. Colaborou em duas obras premiadas com o Jabuti: a obra póstuma de Florestan Fernandes e Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia, que escreveu em coautoria com Carmen Lúcia Azevedo e Márcia Camargos.
Sacchetta dedicou seus últimos anos a projetos de documentação e memória, como o Memorial da Democracia, do Instituto Lula; registros da Imprensa Alternativa, junto ao Instituto Vladimir Herzog, além de trabalhos sobre cultura brasileira.
“Vladimir Sacchetta dedicou sua trajetória à preservação da memória cultural e política brasileira, construindo um trabalho fundamental para o registro das lutas democráticas, da resistência à ditadura militar e da defesa intransigente da liberdade de expressão”, diz, em nota, o Instituto Vladimir Herzog.
Foi um dos fundadores da Sociedade dos Observadores de Saci, dedicada a valorização da cultura nacional. Também foi conselheiro do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), no qual participou ativamente até poucos dias atrás.
“O Cemap perde um conselheiro brilhante; o Brasil perde um de seus maiores guardiões da memória”, diz o Cemap, em nota.
Sacchetta deixa dois filhos e neto.
O velório será realizado neste sábado (16) na Barra Funda, na capital paulista.
Reportagens
Brasília é a capital mais segura do país, com redução histórica do número de homicídios
Resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer no primeiro trimestre de 2026; índice coloca o Distrito Federal na primeira posição nacional em segurança relacionada a crimes letais
Por
Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares
O Distrito Federal alcançou a primeira colocação nacional nos indicadores de crimes letais no primeiro trimestre de 2026. O resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer por 100 mil habitantes, metodologia baseada em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento colocou o DF na liderança tanto entre as unidades da Federação quanto entre as capitais brasileiras com a menor taxa do país.
Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação. Santa Catarina aparece logo atrás, com 5,63. Entre as capitais, Brasília alcançou índice de 5,61 e liderou o ranking nacional, seguida por Curitiba (10,05) e Campo Grande (10,39).
Durante o evento, Patury explicou que o resultado não considera apenas os homicídios registrados. O levantamento também inclui os chamados casos de mortes a esclarecer — situações em que ainda não foi definida a causa da morte. “Temos 42 homicídios no DF e zero a esclarecer. Nós sabemos o nome e sobrenome de cada caso. Estávamos em segundo lugar, no primeiro trimestre agora de 2026, e agora alcançamos o primeiro lugar. Passamos Santa Catarina e Florianópolis”, destacou.
Mais segurança pública
A redução dos crimes letais acompanha outros indicadores positivos da segurança pública. Os roubos no transporte coletivo do DF caíram 52% em 2025. Ao longo do ano, foram registrados 111 casos, contra 230 em 2024.
Além disso, 15 regiões administrativas não tiveram nenhuma ocorrência, segundo dados do 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Os números mostram o avanço das ações de segurança e das mudanças adotadas no sistema de transporte, que têm contribuído para reduzir os crimes e aumentar a segurança da população.
Reportagens
Comissão Geral debate transporte escolar no Distrito Federal
Iniciativa é da deputada Paula Belmonte, que apresentará diagnóstico sobre a área com foco em desafios, gestão e qualidade do serviço
Foto: Tony Winston / Agência Brasília
Por iniciativa da deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza, nesta quinta-feira (14), às 15h, uma comissão geral para debater o transporte escolar no Distrito Federal. O encontro reunirá parlamentares, representantes do poder público, especialistas e a sociedade civil para apresentação e discussão de um diagnóstico técnico sobre o funcionamento do serviço no DF.
O estudo foi solicitado pelo gabinete da parlamentar e elaborado pela Consultoria Técnico-Legislativa da CLDF (Conofis). O relatório analisa o transporte escolar entre os anos de 2021 e 2025, abordando aspectos relacionados à qualidade dos veículos, organização das rotas, gestão do serviço e percepção de estudantes, familiares e profissionais envolvidos.
De acordo com o levantamento, foram identificados desafios que impactam diretamente o cotidiano dos estudantes, como atrasos, interrupções no atendimento, condições da frota e dificuldades de acesso, especialmente em regiões rurais. O diagnóstico também aponta entraves relacionados à utilização de processos predominantemente manuais e à ausência de padronização tecnológica entre as unidades escolares.
A análise destaca ainda que fatores como as condições das vias e a falta de infraestrutura adequada nos pontos de embarque podem comprometer a frequência escolar e o acesso dos alunos à educação. A comissão geral busca ampliar a participação social na discussão, reunindo gestores públicos, trabalhadores do setor, pais, estudantes e demais interessados na construção de propostas para o aperfeiçoamento da política pública.

Segundo a deputada Paula Belmonte, o debate é fundamental para garantir avanços no atendimento aos estudantes da rede pública. “Estamos falando de um serviço essencial, que garante o acesso e a permanência dos nossos estudantes na escola. Esse diagnóstico é um passo importante para corrigir falhas e avançar com responsabilidade”, afirmou a parlamentar.
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