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Em boa hora: foi criado o Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de Sustentabilidade (CBPS)
A criação do Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de Sustentabilidade (CBPS) foi aprovada nesta quinta-feira, 9 de junho, pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC).
A função principal do CBPS será normatizar, por meio de Pronunciamentos Técnicos, à divulgação das práticas de sustentabilidade empresarial, algo que ficou recentemente conhecido como ESG (Environmental, Social and Governance) ou ASG (Ambiental, Social e Governança) na tradução para o português.
O novo Comitê vai interagir com o International Sustainability Standards Board (ISSB), cuja criação foi anunciada pela Fundação IFRS na COP26, realizada em Glasgow em novembro do ano passado.
O objetivo do ISSB será emitir normas globais a serem aplicadas ao redor do mundo. O CBPS, por sua vez, será o normatizador brasileiro responsável justamente por incorporar as normas globais emitidas pelo ISSB no ordenamento pátrio.
Esse formato de normatização, onde um órgão local é responsável pela incorporação de regras internacionais no cenário nacional, não é novidade no Brasil. De fato, para fins da normatização das divulgações das práticas de sustentabilidade empresarial, o formato seguirá o mesmo atualmente utilizadono âmbito de normas contábeis destinadas à elaboração de demonstrações financeiras. Nessa seara, é o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) o órgão responsável por revisar e adaptar as normas contábeis, chamadas de IFRSs, emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB).
A expectativa, portanto, é que esse formato de normatização que deu certo no Brasil – permitindo que desde de 2010 as normas brasileiras de contabilidade estejam convergentes com as normas internacionais adotadas por mais de 120 países ao redor do mundo – seja replicado no âmbitos das divulgações sobre sustentabilidade empresarial.
O CBPS será composto por dois representantes das entidades fundadoras do CPC: ABRASCA, APIMEC BRASIL, B3, CFC, IBRACON E FIPECAFI, e ainda deverá receber indicações de entidades representativas de investidores do mercado de capitais. O CBPS terá 14 membros e quatro coordenadorias, nos moldes consolidados pelo CPC.
A criação do CBPS tem o apoio da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), do Banco Central do Brasil (BCB) e da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC). Serão justamente esses órgãos reguladores, além de outros, os responsáveis por transformar os Pronunciamentos do CBPS em Resoluções, Deliberações etc. aplicáveis as entidades reguladas. De fato, o CBPS não terá poder de enforcement – seja para exigir, fiscalizar ou punir – aqueles que não apliquem adequadamente suas normas. Tal função caberá aos reguladores locais interessados em exigir divulgações sobre sustentabilidade empresarial em linha com as normas internacionais sobre o tema.
Ressalte-se que já existem duas normas colocadas em audiência pública pelo ISSB, uma que estabelece os requisitos gerais de divulgação relacionados à sustentabilidade e o outraque especifica os requisitos de divulgação relacionadas ao clima.
A normatização e a regulação da divulgação de informações ESG é muito bem-vinda. Apesar de não ser algo novo, o tema da sustentabilidade empresarial tem ganhado a atenção das empresas, do mercado e da sociedade como um todo nos últimos anos. Contudo, parte dos agentes tem adotado uma postura bastante cética sobre as divulgações realizadas pelas empresas. Isso ocorre principalmente em razão de prática conhecida como “greenwashing”, uma espécie de maquiagem verde na qual a empresa se promove como sendo sustentável – mas a prática empresarial efetiva é muito distinta do discurso.
Neste contexto, a normatização sobre o tema – acompanhada de processos de revisão e auditoria para garantir a fidedignidade da informação – ajudará o mercado a separar o “ESG Real” do “ESG Fake”.
Fundamental igualmente serão as iniciativas educacionais sobre sustentabilidade. Os profissionais envolvidos – de executivos responsáveis pela preparação das divulgações aos analistas responsáveis pela avaliação das empresas – precisarão, necessariamente, sertreinados para este novo paradigma informacional.
Os bancos escolares tradicionais não preparam os profissionais para esse desafio. Por outro lado, a educação dos nossos filhos e netos seguramente levará em conta essa nova demanda da sociedade e do mercado como um todo. Afinal a tendência é secular e o ESG veio para ficar. Vem em boa hora, portanto, a criação do ISSB e do CPBS no cenário brasileiro.
*Artigo de Fernando Dal-Ri Murcia: professor e diretor da FIPECAFI Projetos, professor do Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais da Universidade de São Paulo – FEA/USP e Doutor em Contabilidade e Controladoria pela USP. É colunista do Denarius (Boletim Econômico Financeiro da FIPECAFI Projetos).
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Concerto do Ano Cultural Brasil-China lota Teatro Poupex, em Brasília
Apresentação reuniu músicos chineses e brasileiros em espetáculo que marcou o início das celebrações culturais entre os dois países
A Camerata da Orquestra Sinfônica Nacional da China realizou uma apresentação especial ao lado da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, no Teatro Poupex Cultural, em Brasília, na noite desta terça-feira (7). O concerto integra a programação do Ano Cultural Brasil–China, iniciativa oficial dos governos dos dois países para fortalecer o intercâmbio cultural e institucional.
O evento reuniu autoridades, diplomatas, militares e convidados. Entre os presentes estavam o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao; o secretário-executivo adjunto do Ministério da Cultura, Cassius da Rosa; e o secretário de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Laudemar Aguiar. Representaram o Ibrachina o presidente Thomas Law e a diretora administrativa e financeira Ana Ou Law.
Também participaram o senador Jaques Wagner; o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Herman Benjamin; o ministro do Superior Tribunal Militar, general Anísio de Oliveira Jr.; o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Inácio Arruda; e a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Kátia Schweickardt.
A apresentação, que lotou o teatro, foi dividida em duas partes: a primeira sob regência da maestrina chinesa Jiang Huan e a segunda conduzida pelo maestro Cláudio Cohen. No palco, músicos da Camerata da CNSO, com destaque para o violinista Yao Liang, se uniram aos instrumentistas brasileiros em um repertório que mesclou obras clássicas dos dois países. O programa incluiu desde peças brasileiras consagradas, como “Aquarela do Brasil” e “Trenzinho Caipira”, até composições tradicionais chinesas, como “Dança da Serpente Dourada” e “Os Amantes Borboleta”.
Início das ações do Ano Cultural Brasil–China
De acordo com o embaixador Zhu Qingqiao, o concerto em Brasília representa “a primeira atividade de destaque do Ano Cultural Brasil–China”. “As relações China–Brasil também são uma história de intercâmbio cultural e aproximação entre os povos. Hoje, a serenidade da música chinesa se encontra com a vitalidade do ritmo brasileiro, revelando a beleza de cada cultura e a harmonia entre elas”, afirmou.
O presidente do Ibrachina, Thomas Law, destacou a importância do evento para o fortalecimento das relações bilaterais. “É um superevento, com grandes artistas vindos da China executando músicas brasileiras e obras chinesas conhecidas. Essa interação é um marco nas relações diplomáticas e culturais entre os dois países em 2026, o Ano Cultural Brasil–China”, declarou.
Para o maestro Cláudio Cohen, a união entre músicos brasileiros e chineses simboliza a força da cultura como ferramenta de integração. “As culturas de China e Brasil se uniram pela música, como uma forma potente de aproximação entre os povos”, afirmou.
Já o embaixador Laudemar Aguiar ressaltou o papel estratégico da cultura nas relações internacionais. “A cultura é dimensão essencial da cooperação internacional e instrumento para o fortalecimento das relações entre os países”, disse. Segundo Cassius da Rosa, a iniciativa reforça a importância da cultura na agenda bilateral. “Essa celebração é um símbolo vivo da parceria estratégica entre Brasil e China, mostrando que a cultura ocupa espaço prioritário nessa relação”, destacou.
Intercâmbio cultural
A iniciativa promove o intercâmbio cultural entre Brasil e China, reunindo músicos reconhecidos em um concerto que une repertórios e tradições distintas. A Camerata apresentou obras marcantes da música chinesa e emocionou o público presente no Teatro Poupex Cultural.
O evento foi organizado pelo Ministério da Cultura e Turismo da China, Embaixada da China no Brasil, Instituto Guimarães Rosa, Ministério das Relações Exteriores, Ministério do Turismo e Ministério da Cultura do Brasil. A realização contou com STNS, Ibrachina e Orquestra Sinfônica Nacional da China, com apoio do Teatro Poupex Cultural.
Sobre o Ibrachina
Fundado em 2018 pelo Dr. Thomas Law, advogado, o Ibrachina é um Instituto sociocultural que tem como finalidade promover a integração entre as culturas e os povos do Brasil, China e de países que falam a língua portuguesa. O Ibrachina atua em parceria com universidades, entidades e associações, além de fazer parte das Frentes Parlamentares Brasil/China, BRICS, criadas pela Câmara dos Deputados, e de Cooperação Política Cultural entre Brasil, China, Coreia e Japão, da Câmara Municipal de São Paulo.
Fonte: Agência Pub
ABRIL E MAIO – As datas estabelecidas pela Assembleia Geral da ONU para serem comemoradas em todos os países para que todos os povos façam uma reflexão sobre preservação, desenvolvimento e cultura. Instituído pela Organização das Nações Unidas, o Dia Mundial de Conscientização do Autismo é lembrado neste dia 2 de abril. A ONU aponta que, em todo o mundo, em torno de 70 milhões de pessoas têm o transtorno do espectro autista (TEA). Cerca de 2 milhões estão no Brasil. A existência da campanha se dá, principalmente, pela necessidade de conscientização sobre as más concepções que socialmente se têm sobre o transtorno, o que resulta em posturas preconceituosas com esse público.
DIA 19 DE ABRIL – DIA DO ÍNDIO
MÊS DE ABRIL
2 DE ABRIL
Dia Mundial de Conscientização sobre Autismo.
4 DE ABRIL
Dia Internacional de Informação sobre o perigo das minas e de assistência para as atividades relativas às minas terrestres.
5 DE ABRIL
Dia Internacional da Consciência.
6 DE ABRIL
Dia Internacional do Deporto para o Desenvolvimento da Paz.
7 DE ABRIL
Dia Mundial da Saúde – OMS
Dia Internacional de Reflexão sobre o Genocídio de 1994 contra os Tutsis na Rwanda.
12 DE ABRIL
Dia Internacional dos Voos Espaciais Tripulados.
14 DE ABRIL
Dia Mundial da Doença de Chagas.
19 DE ABRIL
Dia do Índio (no Brasil)
21 DE ABRIL
Dia Mundial da Criatividade e Inovação.
22 DE ABRIL
Dia Internacional da Mãe Terra.
23 DE ABRIL
Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor.
24 DE ABRIL
Dia Internacional do Pluralismo e da Diplomacia para a Paz.
25 DE ABRIL
Dia Mundial do Paludismo (OMS) – Dia Internacional do Delegado.
26 DE ABRIL
Dia Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).
Dia Internacional de Recordação do Desastre de Chernobyl.
28 DE ABRIL
Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho.
30 DE ABRIL
MÊS DE MAIO
2 DE MAIO
3 DE MAIO
Dia Mundial da Liberdade da Imprensa.
Dia Mundial das Aves Migratórias (PNUMA)
8-9 DE MAIO
Jornada de Lembranças e Reconciliações em Honra de quem perdeu a vida na Segunda Guerra Mundial.
15 DE MAIO
Dia Internacional das Famílias.
16 DE MAIO
Dia Internacional da Convivência na Paz.
17 DE MAIO
Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação.
20 DE MAIO
21 DE MAIO
Dia Mundial da Diversidade Cultural para ol Diálogo e o Desenvolvimento.
22 DE MAIO
Dia Internacional da Diversidade Biológica.
23 DE MAIO
Dia Internacional para a Erradicação da Fístula Obstétrica.
26 DE MAIO
Dia da Lua Cheia (Dia do plenilúnio).
29 DE MAIO
Dia Internacional da Paz Pessoal das Nações Unidas.
31 DE MAIO
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PIAUÍ GANHA MAIS UM LIVRO DE ARTE
Parque Nacional Serra das Confusões terá destaque em nova publicação fotográfica assinada por André Pessoa
A Serra das Confusões faz jus ao nome. Deu confusão no passado, quando vaqueiros e exploradores antigos tinham dificuldades em se localizarem e navegarem pela região de matas e formações rochosas. Eles se perdiam, com frequência, pela paisagem de labirintos e pelas cores mutáveis das pedras sob o sol. A confusão do passado se repetiu no presente quando ambientalistas e líderes preservacionistas lutaram para proteger as belezas e biodiversidade da região. Considerada a maior unidade de conservação do Nordeste brasileiro, e a maior reserva natural do Bioma da Caatinga, o Parque Nacional Serra das Confusões, na região de Caracol, ganhará ainda em 2026, um livro de arte ilustrado por magníficas imagens assinadas pelo jornalista pernambucano André Pessoa.

O Parque Nacional da Serra das Confusões, localizado no sudoeste do estado do Piauí, é a maior unidade de conservação da Caatinga no Nordeste, situado a cerca de 620 km de Teresina. Abrange diversos municípios como Caracol (principal acesso), Bom Jesus, Canto do Buriti e Santa Luz.

Um tesouro natural. Em 2006, a USP realizou uma pesquisa no Parque Nacional Serra das Confusões, no limite com a Serra Vermelha. Os estudos realizados por 14 pesquisadores concluíram que a região abriga a fauna de um ecótono, incluindo até mesmo elementos das dunas do rio São Francisco e da fauna amazônica. Em termo de biodiversidade o estudo apontou tratar-se de “caráter único”. Foram registradas 221 espécies de aves, 58 de mamíferos, 43 de répteis, 16 de anfíbios, perfazendo um total de 338 espécies de vertebrados.
Com 33 anos no Piauí, André Pessoa é o autor dos livros “A Natureza do Piauí”, lançado em 2014; “Caatinga Selvagem”, publicado em 2015; “Olhais”, que retrata o Corredor Ecológico Capivara – Confusões, de 2021; “Piauí – Terra Querida”, de 2023; e o mais recente deles, “Serra da Capivara”, de 2026, ainda em fase de lançamentos nacionais com eventos já realizados em São Raimundo Nonato, São Paulo e Rio de Janeiro.
Segundo André Pessoa, “a ideia é lançar a obra ‘Serra das Confusões – Um parque nacional como protagonista do desenvolvimento do município de Caracol’, em setembro desse ano, durante os festejos em homenagem ao padroeiro do município”.
O jornalista e fotógrafo André Pessoa teve papel central na criação do Parque Nacional Serra das Confusões, em 1998, após levar, com a ajuda do deputado federal José Francisco Paes Landim, as imagens da área para Brasília e convencer as autoridades a criar, já naquela época, a maior unidade de conservação do Semiárido brasileiro com área de inacreditáveis 523 mil hectares.

A Serra das Confusões é um imenso patrimônio natural, com áreas desconhecidas até mesmo dos mateiros e guardas florestais mais experientes. A região esconde uma outra riqueza tão importante quanto enigmática para a ciência: nos abrigos rochosos do parque descobre-se, a cada expedição científica, sítios arqueológicos repletos de grafismos rupestres. (Fotos: André Pessoa)
SERRA VERMELHA
Na década de 2010, o parque foi ampliado em mais 300 mil hectares com trechos anexados da região da vizinha Serra Vermelha, que vinha sendo ameaçada pela indústria carvoeira. A campanha em defesa da Serra Vermelha foi outro embate ambiental, liderado no Piauí por André Pessoa, em parceria com a jornalista Tânia Martins, de Teresina.
No início da campanha, a ideia seria criar uma nova unidade de conservação que se chamaria Parque Nacional Serra Vermelha, no entanto, uma série de políticos ficaram totalmente contra a criação de mais um parque no Piauí e, através de um acordo entre o Governo do Piauí e o Governo Federal, uma grande área selvagem da Serra Vermelha terminou sendo anexada ao Parque Nacional Serra das Confusões, que passou a contar com 823 mil hectares. Hoje é um dos maiores parques do Brasil. A Folha do Meio Ambiente participou ativamente deste movimento com entrevistas e reportagens buscando defender e preservar as maravilhas visuais e a biodiversidade de toda região, expostas à ganância de caçadores, exploração da mata com a produção de carvão e plantadores de soja.
O novo livro conta um pouco dessa história com textos da repórter Tânia Martins, da historiadora Claudete Dias, além de vários outros convidados entre pesquisadores e ambientalistas brasileiros.

No passado, o governo do Piauí facilitava a destruição da área, concedendo licenças ambientais para projetos como o Energia Verde, da empresa JB Carbon, que pretendia transformar em carvão 114 mil hectares de floresta. De tão danoso o projeto, o Ministério do Meio Ambiente e a Justiça Federal paralisaram a produção em 2006.
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