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O amor à natureza precisa ser nutrido na infância

Livro “O Canto da Serra” transmite às crianças a importância de respeitar o meio ambiente

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Você certamente já ouviu a frase “educação vem de berço”. Esta é uma máxima tão popularizada quanto verdadeira e aplica-se perfeitamente também à educação ambiental. Com o livro infantil O Canto da Serra, da autora cearense Anna Oliveira, os pequeninos aprenderão de uma forma encantadora o que é sustentabilidade.

A obra conta a história de Sara, uma menina com oito anos de idade. Guiada por um canto hipnótico, ela vai subindo a Serra de Guaiaúba, no Ceará, até o encontro com misteriosas bolinhas coloridas que a apresentam a um mundo desconhecido em meio à natureza.

“As gotas de chuva caíam das árvores proporcionando uma sinfonia para os animais. Rouxinóis apressados para fazer o ninho passavam, pica-paus bicando as árvores, e as lavadeiras lindas, em preto e branco, com todo o seu charme. O colorido e a cantoria dos pássaros envolviam a Serra de Guaiúba como um manto”.
(O Canto da Serra, p. 10)

O Canto da Serra é uma ótima forma de ajudar as crianças a desenvolverem um vínculo com o meio ambiente e observarem o mundo que as rodeia, ensinando-as a cuidar do planeta. A incrível experiência de Sara quando criança refletirá em suas atitudes e escolhas durante toda a vida. Uma rica lição para transmitir às novas gerações. O livro é coroado ainda pelas lindas ilustrações de Hidaru Mei.

Ficha técnica

Título: O Canto da Serra
Autor: Anna Oliveira
Editora: Ases da Literatura – Selo Asinha
ISBN-10: ‎6589952949
ISBN-13: ‎978-6589952947
Dimensões: 14 x 0.28 x 21.01 cm
Páginas: 46
Preço: R$ 39,90
Onde encontrar: Amazon

Sobre a autora

Anna Oliveira é natural de Fortaleza, Ceará. É diretora de Núcleo de Monitoramento Cultural e Educacional. Quando criança, na escola primária, sua redação foi escolhida como a melhor do colégio. O amor de sua avó materna despertou na autora o gosto pela literatura. Ficava na fazenda “Capão do Maxixe” a ler literatura de cordel para Dona Maria Leonarda Brito. Também é autora de “Meu Mineiro amor e outros contos”. Acompanhe o trabalho de Anna no Instagram.

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Onde a onça bebe água?

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Você sabia que em nossa rica Morada Nova de Minas podemos encontrar uma área protegida, com mata nativa preservada e animais típicos do cerrado? É isso mesmo! No livro “Onde a Onça Bebe Água – Lá na Morada” você encontra a história da Estação Ecológica de Pirapitinga, uma importante unidade de conservação de nossa região que guarda espécies importantes de plantas e animais.

A obra é destinada aos estudantes, professores, moradoras dos arredores e todas as pessoas que se interessarem pela temática ambiental, especialmente às residentes no município e que pretendem conhecer e cuidar do local onde vivem!

O livro é uma iniciativa de Moradenses, realizada por equipe interdisciplinar de forma gratuita e voluntária. Vale a pena conferir! O exemplar está disponível em formato digital e pode ser encontrado na biografia do instagram @lanamorada

 

Link do Livro

https://www.canva.com/design/DAE-1-gtsz4/wmvmpFTlEyK6-Q73qUrf0Q/view?utm_content=DAE-1-gtsz4&utm_campaign=designshare&utm_medium=link&utm_source=viewer

 

 

 

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CATULO DA PAIXÃO CEARENSE, CAUBY, MARLENE DIETRICH E OS HINOS NACIONAIS

Vale a pena ouvir ‘Luar do Sertão’ na voz de O ANJO AZUL, Marlene Dietrich:

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O Brasil tem seu Hino Nacional, por sinal, maravilhoso. Tão maravilhoso que na véspera do jogo Brasil x Inglaterra, na Copa do Japão, em 2002, o jornal inglês The Garden fez um editorial assim: – Inglaterra e Brasil é o jogo da Copa, Uma final antecipada. Mas se o leitor não gosta de futebol, pode acordar de madrugada pelo menos para ouvir o Hino Nacional Brasileiro, uma das peças mais lindas da música universal”.
Pois bem, o Brasil tem seu belo Hino. Mas também tem outras músicas consideradas verdadeiros hinos nacionais, como Aquarela do Brasil (Ari Barroso) e Luar do Sertão (Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco).
Duas coisas:
1) Catulo, o Poeta do Sertão, não era cearense. Nasceu em São Luiz, portanto maranhense. O Cearense era sobrenome de família e não artístico.
2) ‘Luar do Sertão’ teve cerca de 900 gravações de artistas e duplas de todos portes: de Luiz Gonzaga, Bethânia, , Milton Nascimento, Elba Ramalho, Chitãozinho & Xororó etc etc e até Marlene Dietrich, a atriz alemã, que gravou quando esteve no Rio de Janeiro em 1959. Aprendeu a música com Cauby Peixoto, com quem fez dueto num show assistido até pelo presidente JK.
Vale a pena ouvir ‘Luar do Sertão’ na voz de O ANJO AZUL, Marlene Dietrich:
https://www.youtube.com/watch?v=TW0PKhIvLz0

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Podcast influencia crianças a adotarem hábitos sustentáveis para a preservação do planeta

Conteúdos entretêm e estimulam a mobilização de novas gerações

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Kaiala é uma menina atenta aos pequenos detalhes ao seu redor: joaninhas, formigas operárias, conchas do mar e grãos de areia. Sua mãe, Gigi, lhe ensinou que os adultos são tão apressados que não conseguem reparar na aparente pequenez do que faz parte da natureza e do que é invisível aos nossos olhos. Este é o início de “Somos a Mãe Terra”, uma das histórias do podcast “Contos da Capivara”, que tem como objetivo inspirar crianças e seus familiares a adotarem práticas sustentáveis.

Escrita pela educadora Kiusam de Oliveira, a história retrata a profunda conexão entre os seres humanos e a natureza e conta com o apoio do grupo de pesquisa Laroyê. “Você é filha da Terra e dela é matéria”, explica Gigi à filha, fazendo-a refletir sobre outros elementos naturais, como o vento, a água e o fogo. Com uma linguagem simples e envolvente, Kiusam mostra às crianças que todos esses elementos e seres possuem uma função dentro do universo, incentivando os pequenos a contemplá-los e valorizá-los.

Idealizado pelo Verdes Marias, movimento de três irmãs que buscam inspirar pessoas a ingressarem numa vida mais saudável, e pela produtora Poétika, o “Contos da Capivara” possui oito histórias de autores brasileiros de livros infantis, como Kiusam de Oliveira, Claudia Vasconcellos, Marcelo Maluf, Julia Medeiros, Carú Ricardo e Ciro Campos e Thara Alves.

São narrativas indicadas para crianças acima de quatro anos e que abordam aspectos variados da temática da preservação ambiental: lixo, mudanças climáticas, desmatamento e a importância do cuidado com a água estão entre elas. Todos os episódios possuem o apoio técnico de organizações como o Greenpeace, Famílias pelo Clima, Sea Shepherd, Instituto Ipê, Menos 1 lixo, entre outras, e contam com a Clara, a Capivara, que traz dicas de microrrevoluções de como as famílias podem levar uma vida mais sustentável.

Contação de histórias potencializa aprendizado

De acordo com uma pesquisa realizada pela plataforma Cupom Válido, com dados da Statista e do IBOPE, o Brasil é o terceiro país que mais consome podcasts no mundo e só fica atrás da Suécia e da Irlanda. Mais de 30 milhões de brasileiros ouvem podcasts e o formato tem atraído um público em busca de conteúdos mais diversos e qualificados. A ferramenta não chama a atenção apenas de adultos, mas também do público infantil, já que a contação de histórias transmite conteúdos educativos de uma maneira instigante, divertida e leve. As crianças desenvolvem a imaginação e a escuta e retêm a atenção no momento presente enquanto têm acesso a novos aprendizados importantes para sua formação.

“Dentro de uma visão negro-referenciada e considerando a África como o berço da humanidade, a narração de histórias foi a primeira via de acesso à informação e às trocas. Era o momento de as pessoas estarem em roda, olho no olho, frente a frente. Educar as crianças a partir da narração adequada aos temas desejados é essencial”, afirma a escritora Kiusam.

A ferramenta mantém as crianças distantes do excesso de exposição à televisão e a outras telas, que podem causar uma série de prejuízos físicos, cognitivos e comportamentais. Alguns deles são dificuldade de aprendizagem e de interação social, baixa concentração, estímulo da agressividade e problemas oculares. Outra questão refere-se à relação formada entre os dispositivos eletrônicos e as crianças.

Enquanto as telas colocam os menores em uma posição passiva – na qual eles clicam e recebem conteúdos instantaneamente – o podcast faz o contrário e encoraja o fortalecimento de suas habilidades. “Percebemos que esse poderia ser um caminho muito interessante, as crianças absorvem o conteúdo de uma forma agradável. Na televisão, a informação está totalmente pronta, isso distancia as pessoas de um raciocínio, elas ficam hipnotizadas. No podcast, as crianças entram num nível de concentração para visualizar as histórias nas suas mentes”, explica Flávio Nina, sócio do “Contos da Capivara”.

Microrrevoluções

O “Contos da Capivara” não se limita a denunciar os problemas socioambientais, pelo contrário: seu intuito é oferecer soluções propositivas, incentivando o desenvolvimento de hábitos mais saudáveis para o planeta. Ao final de cada episódio, a Capivara cita pequenas ações que podem ser feitas no dia a dia e que fazem a diferença para o meio ambiente. Elas são denominadas microrrevoluções e incluem um vasto leque de opções como reciclar embalagens, reduzir o consumo e usar produtos menos nocivos ao meio ambiente. No episódio “Somos a Mãe Terra”, os ouvintes são convidados a tirar os sapatos e pisar no solo para se conectarem mais à natureza. Em seguida, a Capivara propõe que as crianças brinquem com as folhas que caem durante o outono e façam uma arte com elas para que se lembrem que o meio ambiente é também o seu lar.

A filha mais velha de Flávio é uma das ouvintes do podcast e sempre traz questões relacionadas à preservação do planeta para a família: “Acabamos sempre nos engajando nas pesquisas dela, como os brinquedos de sucata [referência ao episódio Bricabraque]. Minha filha sempre pergunta sobre reciclagem e quer transformar sucatas em brinquedos. As microrrevoluções podem parecer até despretensiosas e ingênuas, mas a soma delas pode causar muito impacto e inspirar as pessoas a ter atitudes parecidas. Elas são muito simples e podem incluir brincar ao ar livre, ir a parques nacionais e a reservas. Ficamos tão condicionados a ir ao shopping e comprar algo em uma loja, mas a experiência para a criança pode ser algo como correr na grama, precisamos expandir o que é o brincar”.

O engajamento infantil no assunto é perceptível. Mariana Moraes, uma das irmãs do Verdes Marias, conta sobre o retorno que recebe das crianças que acompanham o “Contos da Capivara”: “recebemos relatos de crianças do Brasil todo, contando como tem brincado com sucata, que adoraram a história da rafa garrafa (sobre plástico no oceano), que tem feito as microrrevoluções em casa. Recebemos o vídeo de uma criança de 3 anos cantando a música de abertura, a mãe nos contou que ela quer aprender a tocar violão para tocar a música!”.

Para Kiusam, os podcasts são ferramentas interessantes de escuta e calmaria que permitem que o público infantil imagine cada ação e possibilidade trazidas pela história. “Foi muito importante participar disso. ‘Somos a Mãe Terra’ é muito visceral dentro do campo teórico que tenho trabalhado (a pedagogia eco ancestral), que considera que somos seres ecológicos, que a natureza não está fora de nós, mas dentro de nós. Compartilhar essa história que estava guardada há algum tempo foi marcante”, conta.

Empoderamento

As palavras utilizadas pela escritora não provocam apenas encantamento, mas também empoderamento. “Uma característica da minha carreira é o empoderamento de crianças, jovens e adultos. Para mim, as crianças precisam se sentir protagonistas da vida, entendo que quando o bebê está no útero materno, esse bebê já é capturado pelas questões sociais que envolvem a todos. Nossa sociedade ainda enxerga a criança de uma forma muito atrasada, como se ela fosse uma folha em branco, como pensavam nos séculos 17, 18 e 19. Rapidamente, a criança acaba reproduzindo falas, posturas e comportamentos vistos e ouvidos como exemplares dentro da própria casa e isso a gente acompanha em sala de aula”, ressalta.

Durante os 35 anos em que atuou como educadora, Kiusam notou que os bebês reproduzem falas e comportamentos de pessoas próximas a eles. Por isso, o exemplo dentro de casa é imprescindível para ensinar as novas gerações a serem mais conscientes. “Nossa educação é pautada em modelos eurocêntricos e, nesse sentido, o individualismo prevalece. As crianças aprendem a ser individualistas desde muito cedo e isso em nada facilita a possibilidade que elas têm de construir um mundo melhor. Para fazer isso, elas precisam entender o conceito de coletividade e não de seletividade. Para que ocorra um empoderamento de verdade, ele precisa ser associado a uma série de virtudes e valores que têm sido desmerecidos pela sociedade brasileira como um todo. O podcast traz questões fundamentais para a possibilidade de reconstrução das infâncias brasileiras e para o empoderamento das crianças brasileiras”, conclui.

“Contos da Capivara” está disponível no Spotify, Anchor e outros dispositivos

Quem quiser acompanhar a série “Contos da Capivara”, pode acessar pelo Spotify (https://spoti.fi/3Lh0v4i) , pelo Anchor (Contos Da Capivara • Um podcast na Anchor) ou pelo seu tocador preferido. O conteúdo é gratuito e pode ser escutado diversas vezes, sem moderação. Mais informações, acesse www.verdesmarias.eco.br.

Sobre o Verdes Marias

O Verdes Marias é um movimento de três irmãs, chamadas Mariana Moraes, Maria Carolina Moraes e Maria Clara Moraes, que buscam inspirar pessoas a ingressarem numa vida mais sustentável, por meio de microrrevoluções em suas vidas. Ele é baseado nos eixos “Por menos lixo, mais orgânicos e uma vida mais consciente”, que tem se proposto a testar iniciativas, projetos, produtos, alimentos e experiências mais sustentáveis e compartilhar suas descobertas. O projeto começou porque Mariana começou a propor desafios para que suas irmãs aos poucos adotassem práticas mais sustentáveis em suas vidas. Amigos e familiares gostaram da ideia e também se interessavam em saber por onde começar quando querem “mudar o mundo”, e com isso surgiu o projeto.  Elas tem mais de 300 mil seguidores no Tiktok, além de uma presença forma nas outras redes sociais.

Sobre a Poétika

A Poétika é uma produtora cultural com foco em cinema e teatro. Flávio Ermírio, sócio, é diretor, produtor, dramaturgo, com passagens por núcleos de formação como NYU, ESPA Primary Stages e Yale University. Dirigiu dois curta metragens premiados internacionalmente e trabalha com direção de projetos e supervisão artística para desenvolvimentos de novos projetos – e aqui, ele assina a direção artística. Este projeto foi desenvolvido com a produção executiva de Nina Valentini – empreendedora social, mobilizadora de pessoas e recursos para causas urgentes e relevantes. Nina foi premiada pela Folha de S.Paulo e pelo Trip Transformadores pelo seu trabalho à frente do Movimento Arredondar. Atualmente, é consultora de organizações de impacto. www.poetika.com.br.

 

 

 

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