GDF Presente reforma calçadas e faz limpeza nas proximidades de igrejas
Serviços estão focados em áreas públicas ao redor de paróquias localizadas no Setor Oeste do Gama, Vila Telebrasília, Vila Planalto e Asa Sul, além da Praça do Cruzeiro
Carolina Caraballo, da Agência Brasília | Edição: Rosualdo Rodrigues
As vias públicas que circundam a Paróquia Nossa Senhora da Paz, no Setor Oeste do Gama, estão passando por manutenção. O GDF Presente iniciou o serviço nesta sexta-feira (24), com a ajuda da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) – só no primeiro dia de trabalho, foram usadas nove toneladas de massa asfáltica. As calçadas e meio-fios nas imediações da igreja também estão em reforma.
Só no primeiro dia de trabalho, foram usadas nove toneladas de massa asfáltica para melhorar as vias próximas à Paróquia Nossa Senhora da Paz | Foto: GDF Presente
“Como os acessos a templos religiosos são espaços de grande mobilidade, a má conservação das vias adjacentes traz muitos transtornos”, avalia a chefe da Divisão de Manutenção de Vias (Dimav) da Novacap, Walquiria Marra Rodrigues. “Estamos com uma equipe de nove funcionários recuperando o asfalto – os trabalhos serão concluídos na próxima semana.”
A Paróquia Nossa Senhora da Paz não é a única a ser beneficiada pelas ações do GDF Presente. Nos últimos dois meses, o governo levou melhorias para as imediações de diversos templos religiosos. Os cuidados chegaram à Capela São Pedro Nolasco, na Vila Telebrasília; à Igreja Evangélica Entre as Nações, na Vila Planalto; à Capela São José do Ribamar, na Asa Sul; e à Assembleia de Deus Manancial da Vida, na Vila Telebrasília, entre outras.
Limpeza de áreas públicas
Nas redondezas da Capela Nossa Senhora de Fátima (307 Sul), uma ação de limpeza recolheu 28 toneladas de lixo verde e entulho. “Contamos com dez internos da Secretaria de Administração Penitenciária (Seape) e oito colaboradores do Departamento de Parques e Jardins [DPJ] da Novacap para realizar o serviço“, afirma o coordenador do Polo Central III, Alexandro César. “O passeio público em volta da Igrejinha também foi todo higienizado.”
Para a aposentada Guaraciaba Nunes, 78 anos, é uma felicidade diária ver a região ao redor da capela tão bem cuidada. “Faz anos que caminho por aqui com meu marido todas as manhãs. Observamos de perto as melhorias feitas nas redondezas na Igrejinha”, comenta a moradora da 308 Sul. “As calçadas estão muito limpas, a grama está rastelada… Ficou muito agradável andar por aqui”.
A operação de limpeza do GDF Presente também passou pela Paróquia Nossa Senhora da Saúde (702 Norte) – cerca de 24 toneladas de entulho foram retiradas das imediações do local. “Temos um espaço muito arborizado na área pública ao redor da igreja. A quantidade de folhas no chão era enorme”, afirma o padre Rafael Souza dos Santos. “Na seca, havia um grande risco de incêndio, enquanto na época da chuva o alagamento era certo. A limpeza foi muito importante.”
Na região da Paróquia de Nazaré, placas de concreto danificadas foram substituídas e a Novacap cuidou da manutenção das vias adjacentes | Foto: GDF Presente
Calçamento mais seguro
O trabalho feito nas imediações da Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, localizada no início do Lago Sul, não envolveu limpeza. Lá, o problema era outro: um passeio público em péssimo estado de conservação. As placas de concreto danificadas foram substituídas e a Novacap cuidou da manutenção das vias adjacentes.
As melhorias tiveram um significado especial para a aposentada Telma Mara Dias, 70 anos. Frequentadora da Nossa Senhora de Nazaré há mais de dez anos, ela levou um tombo feio na calçada em frente à paróquia. “Estava tudo quebrado, era difícil caminhar por ali”, relembra. “Fiquei muito realizada quando arrumaram o passeio. A gente nunca tinha tido uma assistência como essa do governo.”
As vias adjacentes à Praça do Cruzeiro também passaram por manutenção. Além disso, dez internos da Seape e 20 funcionários do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) cuidaram da capinagem, da limpeza e até da pintura da grande cruz que caracteriza o ponto turístico. Ao todo, seis toneladas de entulhos foram retirados do local.
Matheus Crobelatti* – Estagiário da Agência Brasil
Estudar no exterior é a vontade de muitas pessoas ao longo da vida. Cursar a graduação em outro país permite não só acessar ambientes de excelência acadêmica global, mas também construir conexões culturais. Mas se o processo de aprovação já apresenta desafios robustos, fica ainda mais difícil ter os recursos necessários para permanecer nesses espaços.
É com base nessa percepção que o Fundo Baobá – instituição social que busca promover a equidade racial – criou o programa Black STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática). A iniciativa selecionou três estudantes negros para receberem a bolsa de R$ 42 mil destinada à permanência no exterior. Eles embarcam em setembro para cursar a graduação.
Esta semana, a instituição deu boas-vindas aos três estudantes aprovados no programa:
Caio Ramos vai estudar Design, no Dubai Institute of Design and Innovation (Didi), nos Emirados Árabes Unidos;
Quezia Fernanda cursará Engenharia Elétrica, na Universidade de Jaén, na Espanha;
João Vitor será aluno de Ciência da Computação, na Northwestern University, nos Estados Unidos.
Estudantes João, Caio e Quezia foram selecionados para bolsa de R$ 42 mil, destinada à permanência no exterior – Foto: Thalita Guimarães
Design
Caio Ramos, de 23 anos, é morador de Irajá, cidade do Rio de Janeiro. O estudante escolheu estudar em Didi, após se encantar pela cidade de Dubai, em uma viagem em família.
Antes da aprovação, Caio passou por severos desafios acadêmicos e familiares. Durante a pandemia de covid-19, em 2020, o estudante ficou sem aulas durante um ano inteiro, porque sua escola não tinha estrutura para fornecer aulas online.
No mesmo ano, o pai de Caio começou a apresentar sintomas de Alzheimer e Parkinson. Com o avanço das doenças degenerativas, ele teve que parar de trabalhar.
Sem recursos financeiros para contratar um cuidador e diante do alto custo dos remédios, Caio precisou começar a trabalhar em 2022 para ajudar no sustento da casa.
Essa nova rotina prejudicou a entrada no ensino superior. Apesar das dificuldades, ele conta que busca não se limitar. Essa determinação é o impulso para procurar alternativas internacionais.
“Estar no Black STEM é uma vitória minha, mas eu sei também que é uma vitória das pessoas que vão se identificar comigo e que passam pelas mesmas coisas”, destacou Caio.
Engenharia
A estudante Quezia Fernanda nasceu em Rio das Ostras, também no estado do Rio de Janeiro. A jovem de 19 anos cursou o ensino médio técnico em automação industrial no Instituto Federal Fluminense.
Foi por meio de uma parceria entre o instituto e a Faculdade de Jaén, na Espanha, que a jovem teve acesso à informação sobre a existência de uma bolsa de estudos no exterior, permitindo-lhe perseguir um sonho que antes considerava distante.
Durante bate-papo no evento de boas-vindas, com a jornalista Adriana Couto, ela contou sobre a motivação em cursar Engenharia Elétrica.
“Vindo de Macaé, capital do petróleo no Brasil, sei bem como a área da energia é fundamental. Vi na engenharia elétrica possibilidade de iniciar um estudo e futuramente quero poder me aprofundar na área sustentável,” explicou Quezia.
Computação
O terceiro estudante contemplado pela bolsa é João Vitor, da cidade de Cruz das Almas, na Bahia. Desde a infância, ele conta ter facilidade com computação e interesse pela manutenção de computadores. Essa afinidade foi consolidada quando ingressou no Instituto Federal para cursar informática.
O jovem cresceu no Recôncavo Baiano, o que lhe permitiu conviver de perto com lideranças negras e comunidades quilombolas. A decisão de estudar na Northwestern University ocorreu quando ele descobriu que a instituição contava com Jean, um estudante brasileiro de origem quilombola.
“Por ter tanta proximidade com as comunidades quilombolas, tenho um carinho enorme por aquelas lideranças que me ajudaram, que me aconselharam e que abriram as portas para mim”, ressalta João Victor.
Permanência
Além do valor destinado para custear moradia, transporte, alimentação e material acadêmico, o programa fornece mentorias de carreira, workshops, conexões com lideranças negras e acompanhamento psicológico.
O diretor-executivo do Fundo Baobá, Giovanni Harvey, explicou que oferecer rede de apoio e de suporte é extremamente importante para a permanência dos estudantes em outros países.
“Você tem aluno que saiu da Bahia, de Fortaleza e para longe da família. Há solidão e questões de saúde mental, que aparecem bastante entre os mais jovens. Não é somente dar o dinheiro. Tem que oferecer rede de apoio, de suporte.”
Segundo ele, a iniciativa busca criar condições para despertar em pessoas negras a crença de que é possível alcançar e ocupar espaços de destaque.
*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior
O Distrito Federal recebe, entre agosto e outubro, o Circuito Paroquial do Distrito Federal, iniciativa voltada para o fortalecimento do turismo religioso e a valorização das festividades tradicionais de matriz católica. Realizado em sete localidades, o projeto descentraliza o fluxo turístico e amplia a movimentação de visitantes e a geração de renda em diferentes regiões administrativas.
A programação teve início em agosto, com duas festas realizadas no mesmo fim de semana: na Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição, em Taguatinga, entre os dias 7 e 9 de agosto; e na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Ceilândia, nos dias 8 e 9 de agosto.
O circuito segue com outras cinco festividades programadas até outubro:
Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Samambaia: 14 a 16 de agosto;
Paróquia Nossa Senhora das Lágrimas, em Vicente Pires: 12 e 13 de setembro;
Paróquia São José, em Samambaia: 11 a 13 de setembro;
Paróquia São Pedro e São Paulo, em Taguatinga: 19 e 20 de setembro;
Paróquia João Paulo II, no Jardins Mangueiral: 10 e 11 de outubro.
A expectativa do projeto é reunir cerca de 5 mil pessoas por edição, alcançando aproximadamente 35 mil visitantes ao longo de todo o circuito. Além das celebrações religiosas, as festividades contam com apresentações de bandas regionais, barracas gastronômicas, espaços de convivência e estrutura preparada para receber o público com segurança e acessibilidade.
O circuito fortalece o turismo religioso, a economia criativa e o empreendedorismo local
O circuito também contribui para o fortalecimento da economia criativa e do empreendedorismo local, a partir da contratação de bandas regionais e da participação de comerciantes e empreendedores responsáveis pelas barracas de alimentação e serviços, contribuindo para a geração de trabalho e renda durante os eventos.
Outro objetivo é incentivar o deslocamento de moradores de diferentes regiões do Distrito Federal e do Entorno motivados pela fé, devoção e interesse pelas manifestações culturais e religiosas. Dessa forma, o projeto contribuiu para ampliar a circulação de pessoas pelo território e estimular o consumo de produtos e serviços nas comunidades que recebem as festividades.
Já está no ar a 211ª edição do programa Giro Distrital, com o resumo da semana na Câmara Legislativa e reportagens que aprofudam os temas discutidos na Casa de Leis do Distrito Federal.
Nesta edição:
1) De volta ao Plenário! Deputados distritais abrem trabalhos do segundo semestre com pronunciamentos;
2) Tarifa Zero: projeto aprovado na CLDF amplia possibilidade de uso do passe livre estudantil;
3) Arte plural: diversidade de estilos é destaque da nova exposição em cartaz na CLDF;
4) Natureza em foco: reportagem especial explica por que a CLDF reconheceu a Fercal como patrimônio do ecoturismo;
5) Os destaques da semana na Câmara Legislativa.
O Giro Distrital é um programa da TV Câmara Distrital, com transmissão todo domingo às 12h nos canais 9.3 (aberto), 11 (Claro) e 9 (Vivo), com reprises ao longo da semana.