Reportagens

Cine Brasília recebe mostra de cinema latino-americano e caribenho

5ª Mostra de Cinema Latino-Americano e Caribenho começa nesta quinta-feira, no Cine Brasília, com entrada gratuita, em mostra marcada pela diversidade de temas e abordagens

 

(crédito: Gaya Filmes/Globo Play)

 

Na pulsão de uma mudança que “pede para outra realidade emergir”, como assinala a embaixadora de Barbados, Tonika Sealy-Thompson, a 5ª Mostra de Cinema Latino-Americano e Caribenho chega, a partir de hoje (4/8), ao Cine Brasília (EQS 106/7). Ela vem embalada aos moldes dos anos 1960, que “eram para todo mundo”, como ressalta Tonika: a mostra de 19 filmes terá entrada franca.  E, junto com a diversidade de temas, traz muita representatividade de assinaturas criativas. “No quinto ano do evento, mas com dois anos de pandemia, estamos apenas começando: é necessário ‘beber e comer da cultura’ que não é muito disponível — e Brasília pode virar um centro desta cultura”, ressalta a embaixadora.

No primeiro dia da mostra no Cine Brasília, as atenções se voltam para outra embaixadora: a escritora Laura Esquivel, destacada como representante do México, no âmbito diplomático. Às 18h30, será mostrado o longa Como água para chocolate, criado por Alfonso Arau, há 30 anos, a partir de obra de Esquivel. “Toda a América Latina deveria ter orgulho deste filme”, ressalta Tonika, ao tratar da obra que mistura romance, responsabilidade familiar e gastronomia. O filme teve indicações ao Globo de Ouro e ao Bafta, além de  vencer prêmios como Ariel (o mais importante do México, em nove categorias) e o Kikito (do Festival de Gramado, em três categorias).

A importância de se ter noção do que sejam os países hispânicos e perceber aproximações para além das geográficas são fatores sublinhados por Eduardo Cousin, chefe de chancelaria da Embaixada de Equador, país presente nos festejos. “O conhecimento das nossas realidades através da cinematografia é fundamental. No futuro, podemos pensar em ações de cooperação e de integração de produtores cinematográficos”, destaca Cousin, ciente da aproximação “muito atrativa, pelo carinho e admiração gerados pelo Brasil”.

O vigário (a ser apresentado, às 18h30 de 10/8), de Tito Jara H., marca sua estreia na América Latina, dentro da mostra, depois de ser exibido em festival indiano. Comercialmente, será exibido nos mercados europeus, norte-americano e brasileiro, em 2023. “O filme fala de um homem que surpreende as pessoas, sendo um religioso falso e se aproveita de uma menina que tem capacidades especiais, pronta para realizar espécies de milagres. A reflexão do longa é a de que muitas pessoas acreditam mais nas mentiras do que nas verdades, como não deixa de ocorrer na política também”, comenta Eduardo Cousin, que completa com a percepção de que “Equador, Colômbia e Caribe também têm muita parte da população crente na ideia de que ações transcorridas no céu são influentes, e que podem tocar suas vidas”.

Admiração e respeito 

Na busca por relação mais intensa com o Brasil, que segue tendo a popularidade associada às telenovelas e ao futebol, espectadores estrangeiros terão acesso ao retrato, em cinema, de uma mulher forte: Pureza, interpretada por Dira Paes, em fita de Renato Barbieri (atração do dia 13 de agosto, às 18h30). Pureza, em realidade contemporânea, lutou pela libertação de pessoas exploradas em situações análogas às da escravidão. A favor da visibilidade de obras femininas, a embaixadora Tonika Sealy-Thompson dimensiona que metade dos filmes têm cineastas mulheres no comando. Autoproclamada “servidora do processo” e facilitadora da circulação das obras pelo Brasil, Tonika vem do país insular comandado pela primeira-ministra do partido trabalhista Mia Amor Mottley, que, como ela assinala, “perturba a ordem global”.

A mostra de cinema no Cine Brasília contempla, entre outros, o documentário Sonhos de Panamá, da diretora Alison Saunders-Franklyn, que destrinça parte do processo de exploração de raças imersas em estruturas de poder. “Barbadianos foram importantes na construção do Canal do Panamá. O suor, o sangue e as lágrimas deles estão investidos nessa conexão de países e comércio”, observa Tonika. Na defesa do meio ambiente, a mostra destaca As mulheres do Wangki, produção da nicaraguense Rossana Lacayo. No filme, há registro da luta de mulheres indígenas por preservação de dados ancestrais e por debelar uma sociedade machista.

No processo da expansão cultural da rede de países, Tonika Sealy-Thompson ressalta que Barbados cabe no Brasil 19 mil vezes, mas que sempre, no encontro de culturas, ecoa como princípio a igualdade. “As indústrias criativas são importantes comercialmente, no âmbito da América-Latina e Caribe. No começo de 2023, vamos organizar um evento relacionado ao tema, com possibilidade de parcerias e de coproduções. Fico emocionada com a ideia de ver diretores e produtores se conhecerem — há conteúdos fantásticos em termos de potencial. A capacidade produtora do Brasil é excelente”, conclui.

 

5ª Mostra de Cinema Latino-Americano e Caribenho

Cine Brasília – (EQD 106/107), com entrada franca.

Hoje (4/8), às 18h30, Como água para chocolate (México), de Alfonso Arau.

Amanhã (5/8), às 18h, Sonho Florianópolis (Argentina), de Ana Katz. Às 20h30, Avenidas (Uruguai), de Daniela Sparanza.

Sábado (6/8), às 15h30, Cachimba (Chile), de Sílvio Caiozzi. Às 18h30, Ruth (Portugal), de Antônio Pinhão Botelho.

Domingo (7/8), às 15h30, Viagem a Tombuctú (Peru), de Carmen Rossana Diaz Costa. Às 18h30, A palavra de Pablo (El Salvador), de Arturo Menéndes.

Dia 8, às 18h30, Donaire e esplendor (Panamá), de Arturo Montenegro. Às 21h, O apóstolo (Espanha), de Fernando Cartizo.

Dia 9, às 18h30, Joana Azurdy: guerrilheira da pátria grande (Bolívia), de Jorge Sanjinés. Às 20h30, Matar um morto (Paraguai), de Hugo Giménez.

Dia 10, às 18h30, O vigário (Equador), de Tito Jara H.. Às 21h, De olhos fechados (Costa Rica), de Hernan Jimenez.

Dia 11, às 18h30, Cavaleiros do paraíso (Colômbia), de Thalía Osório Cardona. Às 20h30, Sonhos de Panamá (Barbados), de Alison Sauders.

Dia 12, às 18h30, As mulheres do Wangki (Nicarágua), de Rossana Lacayo. Às 20h30, De María África a María Montez (República Dominicana), de Jesús Reyes Mota.

Dia 13, às 15h30, Inocência (Cuba), de Alejandro Gil Álvarez. Às 18h30, Pureza (Brasil), de Renato Barbieri.

 

 

 

 

Continue Lendo
Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Reportagens

Fim de semana com festivais de música, feira, teatro e exposições

Os eventos são realizados com apoio e incentivo das secretarias de Turismo (Setur-DF) e de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF)

Publicado

em

 

Por Catarina Loiola, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

 

Lazer e diversão serão palavras-chave no fim de semana brasiliense. A programação cultural começa nesta sexta-feira (12), com o Festival BrasilArte, no gramado do Eixo Cultural Ibero-americano. Haverá apresentações musicais, espetáculos de teatro circense, dança, maracatu e forró. A festa continua no sábado (13) com mais shows e oficinas de circo para crianças. Gratuito, o evento contará com intérpretes de Libras e área reservada para pessoas com deficiência física.

No Centro Tradicional de Invenção Cultural, na Asa Sul, Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro marcam presença na Festa da Abrição | Foto: Divulgação

De acordo com Ester Braga, diretora da Abèbè Produções e uma das idealizadoras do projeto, a terceira edição do festival visa reunir a cultura das cinco regiões do país em homenagem à capital federal, que completa 64 anos neste mês. “Brasília é um agregador das expressões culturais do país, e a cultura brasileira é isso – diversidade e pluralidade”, afirma. “A nossa pauta é a preservação dessa cultura popular, que está presente desde a criação da capital federal”.

Veja, abaixo, a programação.

Sexta-feira (12)

→ 17h – Teatro (Delírio Circense)
→ 19h – Momento Black Charme
→ 20h – Orquestra Alada Trovão da Mata (Seu Estrelo)
→ 20h30 – Forró de Vitrola com Cacai Nunes
→ 21h30 – Samba Urgente
→ 23h – Bloco Eduardo e Mônica

Sábado (13)

→ 16h – Teatro (Delírio Circense)
→ 17h – Tambores do Amanhecer (maracatu)
→ 18h – Jah Live
→ 19h – Sensação Paraense (carimbó)
→ 20h – Coração Gaúcho
→ 21h – Forró de Vitrola
→ 22h – Ara Ketu

A seguir, veja outras atrações deste final de semana, promovidas com apoio e incentivo das secretarias de Turismo (Setur-DF) e de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF).

Feira da Goiaba

Geleia, xaropes e muitos outros derivados da goiaba, além da própria fruta in natura, podem ser apreciados pela população na 9ª edição da Feira da Goiaba, na Associação Rural e Cultural de Alexandre de Gusmão (Arcag), em Brazlândia. O segundo fim de semana de evento terá shows com Di Paulo & Paullino, Leo Magalhães e Os Barões da Pisadinha, a partir das 18h. Os portões abrem às 9h30, e as apresentações começam às 18h.

‌Estarão presentes 37 agricultores que trabalham e comercializam a goiaba e derivados, como polpas, sucos, doces e compotas. Na última safra anual, nos 300 hectares de plantações de goiaba, o DF teve uma colheita de cerca de 700 mil toneladas da fruta. Também haverá 30 estandes comercializando plantas ornamentais, como orquídeas, bromélias, cactos e suculentas, além de hortaliças e frutíferas cultivadas na região.

Música no parque

O Taguaparque recebe o ExpoTagua neste final de semana, uma feira que une música, dança, artesanato e gastronomia. Para participar, é necessário doar 2 kg de alimento não perecível.

Nesta sexta, os portões abrem às 19h, com apresentações dos grupos Boka de Sergipe e Forró du Cerrado. No sábado, os portões abrem às 12h. Às 20h, sobem ao palco Iago Mura, Arthur e Matheus e Mariana Tolledal. No domingo, a diversão será comandada por Fábio Felipe, Banda Trooop! e Doze por Oito, a partir das 12h.

Festejo tradicional

Siba e a Fuloresta são atrações no sábado, em espetáculo que pede como ingresso a doação de 1 kg de alimento não perecível | Foto: Divulgação/ José de Holanda

Recentemente reconhecido como patrimônio cultural imaterial do DF, o grupo Seu Estrelo e o Fuá do Terreira promove a Festa de Abrição neste sábado, às 19h, no Centro Tradicional de Invenção Cultural, na 813 Sul. A celebração é uma homenagem a Sereia Laiá, uma das figuras sagradas do Mito do Calango Voador,  história que fundamenta a manifestação cultural de Seu Estrelo. Haverá apresentações da Orquestra Alada Trovão da Mata, do coletivo As Sambadeiras de Roda e do grupo Siba e a Fuloresta, além da tradicional sambada do Grupo Seu Estrelo. Para participar, basta levar 1 kg de alimento não perecível (exceto sal).

Teatro, exposições e comédia

A mostra ‘Corpo Expandido’, na Galeria Rubem Valentim, apresenta trabalhos de 15 artistas | Foto: Divulgação

Localizado na 508 Sul, o Espaço Cultural Renato Russo (ERCC) é um reduto da arte brasiliense. Neste final de semana, o espetáculo Espelho Confessionário volta a preencher os palcos da sala Marco Antônio Guimarães. No sábado, a sessão será às 20h e, no domingo, às 19h. A obra mostra o destino de uma freira e uma prostituta, diante de um espelho comum de dois lados. O ingresso deve ser adquirido pelo Sympla e custa R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada). A classificação indicativa é livre.

No sábado, o grupo Cia de Comédia 100 Punch sobe aos palcos do Teatro de Bolso com um show de stand-up comedy. O ingresso custa R$ 20 e deve ser adquirido pelo Sympla. Já no domingo, o mesmo palco será ocupado pelo projeto Verso CineClube, com a exibição do longa Neste mundo, do diretor Michael Winterbottom, sobre a trajetória de jovens refugiados na Inglaterra. Esse é um dos quatro filmes que serão compartilhados com o público até o dia 28 deste mês, sempre aos domingos, às 16h.

Além disso, segue em cartaz a exposição Modos de Mergulho: Livre, Autônomo e Profundo, da artista Marina Saback, na Galeria Parangolé. As obras combinam uma diversidade de técnicas como óleo sobre tela e aquarelas, além de projetos em tecido, miçangas e acrílico. A mostra fica em cartaz até 19 de abril, aberta para visitação de terça a domingo, das 10h às 22h.

Também é possível conhecer as obras de 15 artistas na exposição Corpo Expandido, em cartaz até 27 de maio na Galeria Rubem Valentim. As peças exploram os conceitos de corpo, espaço e tempo, convidando o público a refletir sobre a complexidade da corporeidade e suas  manifestações.

Pílulas de cultura

Neste sábado, o Complexo Cultural de Samambaia recebe o espetáculo Severino e Silva, com duas sessões – às 16h e às 19h. A peça traz elementos da poesia de João Cabral de Melo Neto e a arte de Portinari, mergulhando nas raízes e na essência do povo nordestino. A entrada é gratuita.

Na Biblioteca Pública de Ceilândia, haverá contação de histórias para crianças, no sábado, a partir das 9h30. Mais tarde, o público pode aproveitar o Baile da Caixa d’Água, das 21h às 3h. A festa ocorre na Praça do Cidadão, em frente ao Jovem de Expressão, e traz artistas locais, como Hate RCT, Gabiru, Lamak, DJ Negritah e DJ LaBonita.

No Plano Piloto, o Museu de Arte de Brasília (MAB) também oferece atividades para os brasilienses. No sábado, haverá oficina para crianças às 10h30, visita mediada às 15h e oficina de sumotori, para crianças de até 4 anos, às 16h30. No domingo, os pequenos podem participar de encontros sobre arte abstrata e pintura em nanquim às 10h30 e às 16h30. Às 15h, ocorre uma visita mediada sobre arquitetura patrimonial. Toda a programação é gratuita, não sendo necessário fazer inscrição prévia.

 

 

Continue Lendo

Reportagens

Câmara e Banco Central lançam moeda comemorativa dos 200 anos da primeira Constituição do Brasil

Constituição de 1824 foi outorgada pelo imperador dom Pedro I

Publicado

em

 

Moeda comemorativa dos 200 anos da Constituição de 1824

A Câmara dos Deputados e o Banco Central lançaram nesta quinta-feira (11) a moeda comemorativa dos 200 anos da primeira Constituição do Brasil (1824), destinada a colecionadores.

A moeda tem o valor de face de R$ 5,00 e pode ser comprada no site da Casa da Moeda. O valor é R$ 440,00.

O coordenador da comissão especial curadora encarregada das comemorações dos 200 anos da Câmara dos Deputados, deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), afirmou que a primeira Constituição Brasileira, outorgada em 1824 pelo imperador dom Pedro I, foi um símbolo de nossa autonomia e soberania perante o mundo.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

O lançamento faz parte das ações que vêm sendo desenvolvidas desde 2017 pelos 200 anos da Câmara dos Deputados, que se completarão em 2026. Embora as duas casas legislativas tenham sido criadas quando a Constituição entrou em vigor, foi só em 1826 que a Câmara e o Senado foram instalados e começaram a legislar.

Andrada afirmou que, além de representar nossa soberania, a Constituição de 1824 trouxe princípios modernos como a liberdade de expressão.

“É dela que nasce o Poder Legislativo. Essa é a importância: o Poder Legislativo como o poder do povo são 200 anos que a Constituição brasileira cria essa representação da sociedade”, afirma.

Mario Agra / Câmara dos Deputados
Câmara e Banco Central lançam moeda comemorativa pelos 200 anos da Constituição de 1824. Diretora de Relacionamento e Cidadania e Supervisão de Conduta do Banco Central, Carolina Barros. Dep. Lafayette de Andrada(REPUBLICANOS - MG). Diretor de Administração do Banco Central do Brasil, Rodrigo Alves Teixeira
Lafayette de Andrada mostra a moeda em evento no Salão Nobre da Câmara

O diretor administrativo do Banco Central, Rodrigo Alves Teixeira, afirmou que a moeda marca um evento que comemora uma data histórica. Segundo Teixeira, a Constituição de 1824 marcou um tempo para a nação brasileira que passou a ser regida por um mesmo arcabouço legal.

“O Banco Central tem, entre suas responsabilidades, emitir moedas comemorativas de fatos importantes do País, para que se torne perene e para homenagear, ao mesmo tempo, as duas câmaras do Poder Legislativo e a Constituição que lhe deu origem”, afirmou Teixeira.

 

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira

Fonte: Agência Câmara de Notícias

 

 

Continue Lendo

Reportagens

Escola de Música de Brasília comemora 60 anos com promessa de reforma

Foto: Isis Dantas/ gabinete Dayse Amarilio

Publicado

em

 

O Teatro Levino de Alcântara foi palco, na noite dessa quarta-feira (10), de sessão solene da Câmara Legislativa em homenagem aos 60 anos da Escola de Música de Brasília (EBM), completados no último 11 de março. Orquestrada pela deputada Dayse Amarilio (PSB), a solenidade teve como plateia alunos, professores, músicos e autoridades. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, ganhou os holofotes ao assumir compromisso com a reforma da instituição.

“Resgatei o processo físico da reforma da Escola de Música e iremos atualizar o projeto, que tem um custo estimado de R$ 13 milhões”, informou a chefe da pasta responsável pela instituição. Ao se comprometer a tirar do papel a antiga promessa de reforma, Paranaguá assegurou: “Já estamos colocando no plano de obra para 2024, e esse vai ser um ano para levantar o recurso e atualizar o projeto. Vai vir a reforma”.

Durante a homenagem, a autora da iniciativa, que é enfermeira, disse acreditar que a música é uma aliada na prevenção do adoecimento e na promoção da saúde. Além disso, Dayse Amarilio falou do potencial da música para “conectar as pessoas” e “transformar o ambiente”.

“Me sinto extremamente honrada de estar neste solo sagrado, que é palco de grandes histórias e de nomes que formaram ícones da nossa música. A EBM é considerada uma das melhores em educação musical e profissional da América Latina, está entre as mais conceituadas do mundo”, destacou a parlamentar.

Também presente na solenidade, o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Cláudio Abrantes, afirmou que a Escola de Música é o “celeiro” e a “terra vermelha” de onde saíram grandes talentos. Ele ainda frisou a importância da figura do maestro Levino de Alcântara, idealizador da instituição.

Abrantes aproveitou a comemoração para dar uma outra boa notícia para a música do DF: a elaboração de edital de concurso para a Orquestra Sinfônica de Brasília. Segundo o secretário, a expectativa é soltar o edital no segundo semestre deste ano. Há dez anos sem um concurso, a Orquestra completou 45 anos este mês, tendo sido homenageada em sessão solene da CLDF nessa segunda-feira (8).

Madrigal, Orquestra de Cordas, Banda Sinfônica e BigBand foram as atrações da comemoração do primeiro sexagenário da Escola de Música. Nesses 60 anos, por lá passaram artistas como os cantores Ney Matogrosso e Cássia Eller, o bandolinista Hamilton de Holanda, o guitarrista Lula Galvão, o contrabaixista Jorge Helder e o violonista Jaime Ernest Dias.

*Com informações da assessoria de comunicação da deputada Dayse Amarilio

Denise Caputo – Agência CLDF

 

 

Continue Lendo

Reportagens

SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
Brasília/DF
rodrigogorgulho@hotmail.com
(61) 98442-1010