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Praça da Ciência, em Ceilândia, oferece brinquedos que divertem e ensinam

O espaço na QNN 13 é o primeiro construído no DF a partir de uma parceria entre GDF e governo federal

 

Adriana Izel, da Agência Brasília | Edição: Claudio Fernandes

 

Ceilândia se tornou, nesta segunda-feira (12), a primeira região administrativa do Distrito Federal a contar com o projeto da Praça da Ciência. O equipamento público e gratuito, localizado na QNN 13, consiste num parque com seis brinquedos que funcionam a partir dos princípios das ciências naturais, unindo ludicidade e aprendizado.

Com investimento de R$ 254 mil, o espaço foi inaugurado durante cerimônia na manhã desta segunda com a presença de autoridades do GDF e do governo federal, além de estudantes de Sobradinho e de Ceilândia. A iniciativa surgiu de um convênio entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).

“Essa é uma parceria muito legal porque está viabilizando uma praça que aproxima o jovem da ciência, porque costuma ser doloroso para o estudante aprender. Mas aqui ele aprende ciência na prática”, destaca o diretor de Promoção e Difusão da Ciência do MCTI, Daniel Lavouras.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Elísio Luz, contou que esse é o início de uma parceria que deve dar mais frutos. “A parceria foi firmada no início do ano; o ministério tem como objetivo distribuir a Praça da Ciência, e essa é a primeira em Brasília. A gente também deve participar do edital para buscar outras praças para Brasília”, anuncia.

Para o titular da pasta, a criação do espaço estimula a educação de forma inovadora para os jovens do DF. “É um equipamento diferenciado porque traz uma forma lúdica de ensino com a experiência do brinquedo”, acrescentou.

Além de ter participado do convênio, a Secti investiu ao incluir o programa Wi-fi Social no local, permitindo que os usuários da praça possam acessar a internet enquanto utilizam o equipamento público. “O wi-fi aqui é fundamental. A primeira situação é permitir que as crianças tenham uma interação com a internet. A segunda é que nós temos, para esses equipamentos, o material didático eletrônico. O Wi-fi Social vai permitir que as crianças possam acessá-lo e entender o que cada brinquedo oferece”, explicou.

Presente à solenidade, o secretário da Pessoa com Deficiência, Flávio Santos, comemorou a primeira unidade da praça. “Hoje é um dia de festa. A gente sabe da importância que traz uma ferramenta como essa para as crianças e os adolescentes e também para a comunidade se desenvolver”, disse.

Lúdico e educativo

Com a abertura, a comunidade escolar do DF e os visitantes da Biblioteca Pública Carlos Drummond de Andrade – onde fica a praça – poderão usufruir e aprender no espaço. A visitação para as escolas será feita mediante agendamento. O espaço é aberto para todas as regionais de ensino.

O jovem Erick Luan de Jesus Sousa, 12 anos, foi um dos estudantes que conheceu a Praça da Ciência após a inauguração. Estudante do CEF 2 de Ceilândia, ele testou várias vezes a alavanca, brinquedo em que uma pessoa fica sentada em uma cadeira enquanto outra pessoa tenta levantá-la. A dificuldade aumenta ou diminui de acordo com a proporção de esticamento, princípio estudado pelo matemático Arquimedes.

“Achei muito massa. Fui na alavanca e também na concha acústica”, contou. Para ele, o espaço vai tornar o cotidiano de estudo mais instigante. “Acho que é muito interessante, e fica mais fácil de aprender”, comentou.

Quem também testou as ferramentas da praça foi Matheus Alexandre, 16 anos, que estuda no Colégio Cívico Militar CED 3 de Sobradinho. Com os amigos, ele aproveitou a concha acústica, brinquedo com duas partes ovais em que é possível se comunicar através das ondas sonoras, mesmo a distância.

“Nunca tinha visto uma praça assim, achei bem interessante. Acho que fica mais fácil de aprender as teorias da ciência. Espero que meu colégio possa nos trazer para uma aula aqui”, avaliou.

Ocupação do espaço

A Praça da Ciência fica no terreno onde está a Biblioteca Pública Carlos Drummond de Andrade, próximo a uma creche pública, ao espaço cultural da cidade, a uma quadra de esporte e ao metrô. É mais um equipamento público que ajuda na ocupação do espaço.

“O lançamento dessa praça é de suma importância para Ceilândia, uma vez que esse setor aqui, há alguns anos, era totalmente esquecido. A Praça da Ciência vai trazer mais uma opção para as crianças e os adolescentes da região”, avalia o administrador de Ceilândia, Cláudio Ferreira Domingues.

Além de Ceilândia, outra área que deve se beneficiar da praça é o Sol Nascente/Pôr do Sol. O administrador regional, Antonio José da Silva, lembrou da construção e celebrou o lançamento: “É um prazer fazer parte, porque vi a luta de cada um dos colegas. Essa praça vai contribuir bastante. É inovação e conquista para as nossas crianças”.

 

 

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Lei regula licenciamento de eventos no DF e estabelece normas de segurança

GDF estipula medidas para assegurar cumprimento de regras de controle às atividades recreativas, culturais, esportivas, religiosas e outras que impactam, por exemplo, o trânsito, a segurança pública e o meio ambiente

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Por ‌Ian Ferraz, da Agência Brasília | Edição: Débora Cronemberger

 

O Governo do Distrito Federal (GDF) estabeleceu novas diretrizes para o licenciamento e realização de eventos na capital. Com a publicação da Lei nº 7.541/2024 no Diário Oficial do DF (DODF) desta segunda-feira (22), o Poder Executivo determina a adoção de medidas que permitam maior controle e segurança durante atividades recreativas, culturais, religiosas, esportivas e outras que impactem o sistema viário e a segurança pública.

A lei prevê que os eventos em espaços públicos ou privados devem requerer licenciamento prévio e assegurar o cumprimento de normas ambientais, urbanísticas, sanitárias e de segurança contra incêndios. Além disso, a norma define categorias de eventos conforme o número de participantes e o potencial de risco, variando desde pequenos encontros até grandes celebrações que envolvam milhares de pessoas.

A lei não impacta celebrações de cunho estritamente familiar, desde que não ultrapassem 200 pessoas e nem afetem negativamente o sistema viário ou a segurança pública. Todos os detalhes podem ser conferidos neste link.

A Lei nº 7.541/2024 determina a adoção de medidas que permitam maior controle e segurança durante atividades religiosas, recreativas, culturais, esportivas e outras que impactem o sistema viário e a segurança pública | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Regras e multas

O texto também estipula que os eventos devem obedecer aos seguintes princípios: proteção ao meio ambiente; respeito às normas urbanísticas; promoção do turismo; preservação do patrimônio histórico e cultural de Brasília; proteção à criança e ao adolescente; e respeito aos limites sonoros permitidos.

Já o processo para obtenção da licença de eventos inclui a apresentação de documentos específicos, como laudos técnicos e planos de segurança elaborados por profissionais capacitados. Também cabe ao responsável pelo evento garantir a limpeza do local após o término da atividade.

Pela lei, são considerados pequenos os eventos com até mil pessoas, médio (1.001 a 5 mil pessoas), grande (5.001 a 15 mil pessoas), super (15.001 a 30 mil pessoas) e mega (acima de 30 mil pessoas).

Além disso, a lei prevê que infrações como o descumprimento da legislação ambiental, do Estatuto da Criança e do Adolescente, a falsificação de documentos e o desacato a agentes públicos, entre outros, podem resultar em multas que variam de R$ 10 mil a R$ 500 mil.

 

 

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Inscrições para o Prouni começam nesta terça-feira

São oferecidas 243.850 bolsas, diz MEC

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As inscrições para o processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) do segundo semestre de 2024 começam nesta terça-feira. Os interessados terão até sexta-feira (26) para participar do processo seletivo. Para isso, basta acessar o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior e concorrer a uma das 243.850 bolsas oferecidas nesta edição.

As inscrições são gratuitas, e a previsão é que os resultados da 1ª e 2ª chamadas sejam anunciados nos dias 31 de julho e 20 de agosto, respectivamente. O prazo para manifestação de interesse na lista de espera vai do dia 9 ao dia 10 de setembro; e o resultado da lista de espera sairá em 13 de setembro.

“Para participar do processo seletivo, é necessário que o candidato tenha participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nas edições de 2022 ou 2023, obtendo nota mínima de 450 pontos na média das cinco provas e nota acima de zero na redação”, informa o Ministério da Educação (MEC).

É também necessário que o candidato se enquadre nos critérios socioeconômicos – incluindo renda familiar per capita que não exceda um salário-mínimo e meio para bolsas integrais e três salários-mínimos para bolsas parciais – e esteja cadastrado no login Único do governo federal que pode ser feito no portal gov.br.

“No momento da inscrição, é preciso: informar endereço de e-mail e número de telefone válidos; preencher dados cadastrais próprios e referentes ao grupo familiar; e selecionar, por ordem de preferência, até duas opções de instituição, local de oferta, curso, turno, tipo de bolsa e modalidade de concorrência dentre as disponíveis, conforme a renda familiar bruta mensal per capita do candidato e a adequação aos critérios da Portaria Normativa MEC nº 1, de 2015”, explicou MEC.

Segundo o ministério, a escolha pelos cursos e instituições pode ser feita por ordem de preferência. Informações mais detalhadas sobre oferta de bolsas (curso, turno, instituição e local de oferta) podem ser acessadas na página do Prouni.

Edição: Aécio Amado

ebc

 

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Lei distrital cria Semana do Consumidor Brasiliense

Norma visa conscientizar cidadão sobre risco de superendividamento e estabelece regras para convênios públicos

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Foto: Carlos Gandra/Agência CLDF

A nova Lei é de autoria do deputado Chico Vigilante, que é presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da CLDF

A partir de hoje (16), entra em vigor a Lei nº 7.525/2024, que trata da prevenção e combate ao superendividamento do consumidor no Distrito Federal. De autoria do deputado Chico Vigilante (PT), a norma foi publicada no Diário Oficial do DF de hoje, após a sanção do governador na última segunda. A norma institui a Semana do Consumidor Brasiliense, a ser realizada de 14 a 21 de março.

Superendividamento ocorre quando o consumidor não consegue pagar a totalidade das dívidas sem comprometer a renda mínima necessária para sobreviver. As atividades de prevenção e combate determinadas pela lei buscam informar quanto ao risco de superendividamento; conscientizar o consumidor sobre seus direitos, deveres e responsabilidades; bem como divulgar que a concessão de crédito deve ser feita de forma transparente e responsável.

A Lei ainda determina que no caso de convênio entre unidade de recursos humanos de secretaria, órgão ou poder público e instituições fornecedoras de crédito, as taxas devem assumir a forma de Custo Efetivo Total (CET) — que incluiu não só a taxa de juros, mas todos os encargos e despesas que incidam sobre a operação.

Além disso, a nova lei prevê que o Poder Executivo, por meio do Instituto de Defesa do Consumidor (Procon/DF), possa firmar convênios com o Ministério Público, Defensoria Pública e Tribunal de Justiça, assim como parcerias com instituições financeiras e empresas, com foco em: racionalização dos custos de sanar endividamentos e propostas de plano de pagamentos e de renegociação de dívidas.

Conheça a íntegra da lei:  

Daniela Reis – Agência CLDF

 

 

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