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Interventor federal divulga relatório sobre os atos antidemocráticos no DF

O documento foi apresentado nesta sexta-feira (27), quatro dias antes do término da intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal

 

Adriana Izel, da Agência Brasília | Edição: Saulo Moreno

 

A quatro dias do fim da intervenção na segurança pública do Distrito Federal, o interventor Ricardo Cappelli divulgou o relatório sobre os atos antidemocráticos na Esplanada dos Ministérios durante coletiva de imprensa, nesta sexta-feira (27), no Centro Integrado de Operações de Brasília, na Secretaria de Segurança Pública (SSP).

O documento traz informações acerca da invasão e depredação do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF), bem como a conduta das forças de segurança em relação aos ataques.

Divulgado após 19 dias do início da intervenção federal, o documento será disponibilizado publicamente para auxiliar nas investigações em curso. Além disso, marca a transição do comando da segurança pública do DF, já que a intervenção termina em 31 de janeiro.

“Nós iniciamos o processo de transição. As nossas principais missões eram restabelecer a linha de comando e estabilizar a segurança pública no Distrito Federal. Conseguimos consolidar a linha de comando com apoio de uma equipe valorosa”, afirma o interventor federal, Ricardo Cappelli.

O secretário-executivo do Ministério da Justiça aproveitou para destacar a decisão da governadora em exercício Celina de Leão de antecipar a nomeação do novo secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar. O delegado da Polícia Federal foi nomeado em decreto publicado na edição extra do Diário Oficial do DF (DODF) de 26 de janeiro.

“As investigações seguirão seu curso. Quero reforçar que é uma atividade prioritária para que possamos esclarecer esse fato. Aproveito para reforçar minha confiança nas instituições, as polícias Civil e, especialmente, Militar”Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública

“Quero fazer um registro que, ao longo desse processo de intervenção, nós contamos com apoio e colaboração integral da governadora em exercício Celina Leão. A governadora corretamente decidiu antecipar o anúncio do secretário de Segurança Pública para que a gente possa fazer o fim da intervenção e o início dos trabalhos do secretário Sandro Avelar na mais absoluta harmonia e estabilidade”, destaca o interventor.

Também presente na coletiva de imprensa, Sandro Avelar fez questão de enfatizar a continuidade do trabalho de apuração dos fatos durante a retomada da gestão. “As investigações seguirão seu curso. Quero reforçar que é uma atividade prioritária para que possamos esclarecer esse fato. Aproveito para reforçar minha confiança nas instituições, as polícias Civil e, especialmente, Militar”, revela.

Documento

Durante a apresentação do documento, Ricardo Cappelli elencou alguns pontos do relatório. O primeiro deles foi a confirmação da centralidade dos acampamentos no QG, no Setor Militar Urbano (SMU), como “centro de construção de planos contra a democracia”. De acordo com o interventor, as polícias Civil e Militar tentaram fazer incursões no local com operações que foram registradas e canceladas a pedido do Exército.

“Logo após a posse, há uma redução do acampamento. As investigações vão dizer se foi uma tática. No dia seguinte à posse, há um processo de desmobilização, mas nos dias 6 e 7, ele explode novamente. Em todos esses eventos, esses elementos saíam do acampamento, praticavam atos e depois regressavam para dentro do Setor Militar Urbano”, conta Cappelli.

Segundo o interventor, um relatório foi feito pela inteligência da SSP-DF e entregue ao gabinete do então secretário Anderson Torres, no dia 6. Nele, haveria a informação do perigo de invasão de prédios públicos durante os atos. No entanto, ainda de acordo com Cappelli, o relatório não gerou um plano operacional e nem ordens de serviço, procedimentos comuns em eventos desta magnitude. O interventor também destacou a ausência de comando e o número insuficiente de homens das forças.

Além disso, a investigação da intervenção aponta uma ação organizada dos manifestantes antidemocráticos. “Uma ação organizada e profissional, com pessoas com radiocomunicadores. Todos se levantam ao mesmo tempo. Há um movimento coordenado”, diz.

Ricardo Cappelli também lembrou que toda a equipe nomeada por Anderson Torres foi exonerada. Segundo ele, retornaram aos cargos os profissionais que estavam anteriormente na pasta e que participaram do plano de segurança da posse presidencial em 1º de janeiro de 2023, sob comando do então secretário Júlio Danilo.

No período de intervenção, seis coronéis que estavam em posições de comando também foram exonerados, assim como seis processos administrativos foram abertos pela Corregedoria da Polícia Militar para apurar responsabilidades.

 

 

 

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Cine Brasília fará exibição especial de reabertura no dia 22 de abril

Na data em que celebra 60 anos de história, espaço tradicional da cultura brasiliense terá filme sobre JK na telona

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Por Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader

 

No marco dos 60 anos de história do Cine Brasília e em meio às comemorações do 64º aniversário da capital, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF) traz uma grande novidade para os amantes do cinema. No dia 22 de abril, às 11h, o Cine Brasília reabrirá as portas com uma sessão especial, apresentando pela primeira vez nas telonas o longa-metragem JK – O Reinventor do Brasil.

O Cine Brasília será reentregue à população | Foto: Lúcio Bernardo Jr/ Agência Brasília

Produzido pela TV Cultura, o filme resgata e celebra a vida e o legado do ex-presidente Juscelino Kubitschek, responsável pela fundação da jovem capital brasileira. Narrado no estilo podcast, o documentário integra um projeto amplo da emissora dedicado ao ex-presidente, incluindo exposições e uma fotobiografia com imagens inéditas de Juscelino, figura central na história do Brasil como o fundador de Brasília e líder do país entre 1956 e 1961.

Além da exibição do filme, os visitantes do Cine Brasília poderão visitar a exposição e a fotobiografia exclusiva do ex-presidente. O evento marca não apenas a reabertura do Cine Brasília, mas também oferece aos brasilienses uma oportunidade única de explorar a trajetória inspiradora de JK e sua influência no cenário político e cultural do país.

*Com informações da Secec

 

 

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TV Câmara Distrital leva aos brasilienses o melhor da música instrumental

Lançado no dia do aniversário de Brasília, o programa será um tributo aos músicos locais. A estreia será com o Duo Mandrágora.

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Foto: Reprodução/ TV Câmara Distrital

A partir deste domingo – 21 de abril –, a TV Câmara Distrital levará ao ar o programa “Brasília Instrumental”, série de pocket shows que apresentará, a cada edição, músicos do DF em performances exclusivas. A estreia será com o Duo Mandrágora, que traz, como convidada especial, a percursionista Bety Vinyl.

Formado pelos violonistas Daniel Sarkis e Jorge Brasil, o dueto tem uma trajetória de mais de duas décadas, com temporadas em cidades brasileiras e de outros países. Na estreia do “Brasília Instrumental”, os músicos vão tocar composições autorais: “Sideral” (Brasil); “Paralelo 31” (Sarkis e Brasil); “Espiral” (Sarkis e Brasil), além de “Pega mata e come”, também da dupla.

O programa vai ao ar sempre às 21h30 de domingo e, a cada semana, será lançado um novo episódio, com duração de 30 minutos. Haverá reprises diárias – segunda, quarta e sexta, às 18h30; terças e quintas, 23h; e aos sábados, com início às 14h50.

Próximas atrações

Depois do Duo Mandrágora, será a vez do teclado de José Carrera e do contrabaixo de Paulo Dantas (28/4); de Oswaldo Amorim e Paulo André Tavares (5/5), contrabaixo e guitarra, respectivamente; Félix Junior, com seu violão 7 cordas (12/5); da gaita de Pablo Fagundes e do violão de Marcus Moraes (19/5); e da apresentação de Reco do Bandolim acompanhado do Grupo Choro Livre (26/5).

A TV Câmara Distrital é acessada pelo canal 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 9 da Vivo. Também está disponível no YouTube.https://www.youtube.com/channel/UCq1lyhE02Q9I0x8gBDM9lOQ

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Programa “Brasília Instrumental”
Duo Mandrágora e Bety Vinyl
TV Câmara Distrital
Domingo (21/4), às 21h30 (com reprises)

Agência CLDF

 

 

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Anvisa discute nesta sexta regulamentação de cigarro eletrônico

Fabricação e comercialização são proibidas no país desde 2009

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A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute nesta sexta-feira (19) a regulamentação de cigarros eletrônicos no Brasil. A reunião estava prevista para a última quarta-feira (17), mas foi adiada por causa de problemas técnicos e operacionais identificados no canal oficial de transmissão da agência no YouTube.

Desde 2009, uma resolução da agência proíbe a fabricação, comercialização, importação e propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar, popularmente conhecidos como vape. No ano passado, a diretoria colegiada aprovou, por unanimidade, relatório técnico que indicava a necessidade de se manter a proibição dos dispositivos e a adoção de medidas adicionais para coibir o comércio irregular, como ações de fiscalização e campanhas educativas.

Entenda

Os dispositivos eletrônicos para fumar são também conhecidos como cigarros eletrônicos, vape, pod, e-cigarette, e-ciggy, e-pipe, e-cigar e heat not burn (tabaco aquecido). Embora a comercialização no Brasil seja proibida, eles podem ser encontrados em diversos estabelecimentos comerciais e o consumo, sobretudo entre os jovens, tem aumentado.

Desde 2003, quando foram criados, os equipamentos passaram por diversas mudanças: produtos descartáveis ou de uso único; produtos recarregáveis com refis líquidos (que contém, em sua maioria, propilenoglicol, glicerina, nicotina e flavorizantes), em sistema aberto ou fechado; produtos de tabaco aquecido, que possuem dispositivo eletrônico onde se acopla um refil com tabaco; sistema pods, que contém sais de nicotina e outras substâncias diluídas em líquido e se assemelham a pen drives, entre outros.

Consulta pública

Em dezembro, a Anvisa abriu consulta pública para que interessados pudessem participar do debate sobre a situação de dispositivos eletrônicos para fumar no Brasil, “com argumentos científicos e relatos relevantes relacionados ao tema”. A proposta de resolução colocada em discussão pela agência foi a de manutenção da proibição já existente. A consulta foi encerrada em fevereiro. Pouco antes do prazo ser encerrado, a Anvisa havia recebido 7.677 contribuições sobre o tema.

Perigo à saúde

Com aroma e sabor agradáveis, os cigarros eletrônicos chegaram ao mercado com a promessa de serem menos agressivos que o cigarro comum. Entretanto, a Associação Médica Brasileira (AMB) alerta que a maioria absoluta dos vapes contém nicotina – droga psicoativa responsável pela dependência e que, ao ser inalada, chega ao cérebro entre sete e 19 segundos, liberando substâncias químicas que trazem sensação imediata de prazer.

De acordo com a entidade, nos cigarros eletrônicos, a nicotina se apresenta sob a forma líquida, com forte poder aditivo, ao lado de solventes (propilenoglicol ou glicerol), água, flavorizantes (cerca de 16 mil tipos), aromatizantes e substâncias destinadas a produzir um vapor mais suave, para facilitar a tragada e a absorção pelo trato respiratório. “Foram identificadas centenas de substâncias nos aerossóis, sendo muitas delas tóxicas e cancerígenas.”

Ainda segundo a AMB, o uso de cigarro eletrônico foi associado como fator independente para asma, além de aumentar a rigidez arterial em voluntários saudáveis, sendo um risco para infarto agudo do miocárdio, da mesma forma que os cigarros tradicionais. Em estudos de laboratório, o cigarro eletrônico se mostrou carcinógeno para pulmão e bexiga.

Surto de doença pulmonar

Entre agosto de 2019 e fevereiro de 2020, foi registrado um surto de doença pulmonar em usuários de cigarros eletrônicos. Apenas nos Estados Unidos, foram notificados quase 3 mil casos e 68 mortes confirmadas.

Congresso Nacional

Além do debate no âmbito da Anvisa, tramita no Senado o Projeto de Lei (PL) 5008/2023, de autoria da senadora Soraya Thronicke, que permite a produção, importação, exportação e o consumo dos cigarros eletrônicos no Brasil.

Jovens

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019, 22,6% dos estudantes de 13 a 17 anos no país disseram já ter experimentado cigarro pelo menos uma vez na vida, enquanto 26,9% já experimentaram narguilé e 16,8%, o cigarro eletrônico.

O estudo ouviu adolescentes de 13 a 17 anos que frequentavam do 7º ano do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio das redes pública e privada.

Controle do tabaco

O Brasil é reconhecido internacionalmente por sua política de controle do tabaco. Em julho de 2019, tornou-se o segundo país a implementar integralmente todas as medidas previstas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no intuito de reduzir o consumo do tabaco e proteger as pessoas das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs).

Edição: Graça Adjuto

ebc

 

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