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‘VAMOS FAZER O SAMBÓDROMO MAIS BONITO DO PAÍS’

Secretário de Cultura e Economia Criativa faz balanço da gestão e destaca iniciativas que valorizam as atividades culturais no DF

 

Agência Brasília* | Edição: Chico Neto

 

As ações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec), de 2019 a 2022, honraram os compromissos feitos no início da gestão. O Museu de Arte de Brasília (MAB) foi reaberto após 14 anos sem funcionamento e outros equipamentos culturais foram completamente reformados. E tudo isso frente ao enorme obstáculo com a pandemia da covid-19. A Secec lançou editais emergenciais e adaptou-se à realidade que permitia apenas o contato virtual. A pasta fez, ainda, a gestão da Lei Aldir Blanc, por meio da qual executou praticamente 100% dos R$ 3 bilhões destinados a ajudar artistas, coletivos e empresas atuantes no setor. Em entrevista à Agência Brasília, o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues, à frente da pasta desde dezembro de 2019 e reconduzido nesta gestão, fala sobre as realizações e desafios da pasta. Acompanhe, abaixo.

 

AGÊNCIA BRASÍLIA – Um dos importantes destaques desta gestão foi o sucesso do FAC, maior fomento à cultura de todo o país em 2021. O Meu Primeiro FAC foi a grande novidade, ao disponibilizar o recurso a quem nunca antes havia acessado o fundo. Quais foram os maiores desafios desse processo?

Bartolomeu Rodrigues –  O FAC [Fundo de Apoio à Cultura] estava atendendo de uma forma limitada, era um fundo para poucos. E nós adotamos [o esquema] de descentralizar o fundo para permitir que setores que nunca antes tinham acesso a recursos do Estado para cultura pudessem ter esse instrumento a seu favor. Nesse sentido, nós adotamos uma política de inclusão, fazendo com que segmentos antes marginalizados tivessem acesso ao FAC. Nós praticamente triplicamos o número de cadastros de entes e agentes culturais [Ceac] e incluímos setores como 60 +, para artistas com mais de 60 anos, que hoje estão de volta ao mercado graças a esse investimento. Então, o FAC tem sido um verdadeiro instrumento de investimento, e esse dinheiro está retornando ao DF de forma muito visível.

O secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues, comemora a volta presencial do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro | Foto: Divulgação/Secec

AB – Qual a expectativa para o carnaval 2023?

BR – O carnaval, este sim, foi fortemente impactado pela pandemia, por ser um evento de contato. Enquanto durou essa interrupção necessária, tivemos um estreito contato com os realizadores aqui no DF. Por trás dessa festa há uma intensa cadeia de atividades econômicas, desde o ambulante até os grandes palcos que recebem os artistas. As escolas de samba vêm sofrendo bem antes da pandemia; estão completando agora dez anos sem desfile. A gente tem que considerar que elas vão muito além das suas apresentações durante o carnaval, prestando um verdadeiro serviço social à comunidade. É uma rede tão ampla que envolve desde a costureira até o passista.

“Vamos realizar um carnaval diferenciado, em dois momentos: o carnaval na época do carnaval e, no aniversário de Brasília, com destaque para as escolas de samba”

Então, a gente deu uma atenção especial às escolas de samba, desde 2021. Nós instituímos o projeto Escola de Carnaval assim que vislumbramos a possibilidade do retorno do evento. Fizemos um investimento de quase R$ 5 milhões em editais de chamamento público, fora o FAC. Então, este ano, vamos realizar um carnaval diferenciado, em dois momentos: o carnaval na época do carnaval e, no aniversário de Brasília, com destaque para as escolas de samba, permitindo que elas possam desfilar, competir mesmo. Vamos fazer no Eixo Cultural Ibero-americano o sambódromo mais bonito do país, para que se faça um desfile de gala, para que o carnaval das escolas de samba ressurja como uma fênix.

AB -Mesmo com o transtorno da pandemia, a Secec garantiu que o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro não fosse interrompido, o que só aconteceu nos anos de chumbo da ditadura. O que ficou de ensinamento dos anos de evento virtual e o que se pode esperar das próximas edições?

BR – Uma coisa que nós podemos dizer é que nós não deixamos o Festival de Cinema sofrer mais do que o setor do audiovisual já vinha sofrendo com a pandemia. Fizemos o festival de forma virtual, o que foi uma grande lição, porque descobrimos uma forma de fazer com que ele se tornasse nacional. Tivemos a frustração de não ter o tapete vermelho do Cine Brasília, mas, ao mesmo tempo, foi uma oportunidade para que fosse visto de ponta a ponta do país, alcançando uma audiência recorde. Chegamos a 2022 com o mercado aquecido no Distrito Federal, com quase R$ 70 milhões investidos em aportes diretos do FAC. E, para coroar, tivemos um Festival de Brasília com uma festa belíssima que matou a saudade de muita gente. Mas nós chegamos ao final desse festival concluindo que é preciso dar mais condições para que o festival seja mais competitivo, para que volte a ser o “festival dos festivais”. Então, a partir de janeiro, já vamos trabalhar no festival que será realizado entre setembro e dezembro de 2023.

 

AB – Após um ano de processo licitatório, as obras da Sala Martins Pena, do Teatro Nacional Claudio Santoro, enfim, começaram. A sensação é de dever cumprido?

BR – O Teatro Nacional é a prioridade número um, dois e três desta gestão. Agora, nós não estamos mais falando em projetos de reforma, como uma coisa ainda a ser alcançada, mas de uma obra que já foi iniciada e que vai ser marcante para a cultura do país. E será a grande obra da cultura, porque é uma ação que transcende Brasília: o Teatro Nacional é um símbolo da cultura nacional! Nós estamos vivendo novos tempos, de renovação no segmento cultural e de transformação nas políticas públicas da cultura, e nós queremos materializar esse tempo de esperança trazendo de volta o Teatro Nacional como grande palco da cultura brasileira.

*Colaboração: Assessoria da Secretaria de Cultura e Economia Criativa

 

 

 

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Let’s Wine Brasília reúne mais de 80 rótulos em festival de vinhos com taça exclusiva inclusa

Evento acontece no dia 25 de julho, no The Club Beach Tennis, na Asa Sul, e combina degustações, gastronomia e música em um dos espaços mais procurados da capital.

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O festival Let’s Wine Brasília está de volta com uma proposta que une vinho, gastronomia e um ambiente descontraído para quem deseja aproveitar o inverno brasiliense. A próxima edição será realizada no dia 25 de julho, das 18h às 23h, no The Club Beach Tennis, na SGAS 608 Sul, reunindo mais de 80 rótulos nacionais e importados, além de opções gastronômicas assinadas pelo restaurante Vila 5.

Promovido pelo selo Festivais Boa Mesa, o evento aposta em uma experiência leve e acessível, aproximando o universo do vinho de diferentes públicos. A ideia é transformar o tradicional happy hour em uma noite de degustação ao ar livre, em um espaço conhecido pela prática de beach tennis e pelos encontros entre amigos.

Mais de 80 rótulos para degustação

Os visitantes poderão escolher entre uma ampla seleção de vinhos cuidadosamente selecionados, incluindo rótulos brasileiros e importados de diversas regiões produtoras.

Os vinhos estarão disponíveis em taças, com preços a partir de R$ 18, permitindo que o público experimente diferentes estilos durante a noite. Também haverá venda de garrafas com condições promocionais exclusivas para o evento.

A programação foi pensada tanto para apreciadores experientes quanto para quem deseja conhecer novos sabores em um ambiente descontraído.

Gastronomia assinada pelo Vila 5

Para acompanhar os vinhos, a área gastronômica contará com um cardápio desenvolvido pelo restaurante Vila 5, que preparou opções de finger foods, tábuas de frios e petiscos ideais para harmonização.

O menu foi elaborado para valorizar diferentes estilos de vinho, desde espumantes e brancos refrescantes até tintos mais encorpados, típicos da estação.

O clima do inverno favorece a experiência

Julho é um dos meses mais agradáveis para eventos ao ar livre em Brasília. As temperaturas mais amenas durante a noite criam o cenário ideal para degustar vinhos, especialmente tintos e espumantes.

Enquanto o pôr do sol convida ao consumo de brancos e rosés, a queda da temperatura ao longo da noite favorece rótulos mais intensos, tornando a experiência ainda mais agradável.

Espaço une esporte, lazer e convivência

O The Club Beach Tennis, localizado na Asa Sul, tornou-se um dos principais pontos de encontro da capital para quem busca lazer, esporte e eventos gastronômicos. Sua estrutura ao ar livre oferece um ambiente confortável e descontraído, perfeito para encontros entre casais, grupos de amigos e apreciadores da cultura do vinho.

Ingressos incluem taça exclusiva

Os ingressos para o festival estão no primeiro lote, com valor de R$ 35, e dão direito a uma taça personalizada e exclusiva do Let’s Wine.

As vagas são limitadas e a organização informa que não haverá venda de ingressos na entrada. As compras devem ser realizadas antecipadamente pela plataforma Sympla.

Serviço

Let’s Wine Brasília – Edição The Club Beach Tennis

  • Data: 25 de julho de 2026 (sábado)
  • Horário: das 18h às 23h
  • Local: The Club Beach Tennis
  • Endereço: SGAS 608 Sul, ao lado do Colégio Marista João Paulo II (Maristinha), atrás da ACM, Brasília (DF)
  • Ingresso: R$ 35 (1º lote)
  • Incluso: uma taça personalizada e exclusiva do evento
  • Vendas: antecipadas pela plataforma Sympla
  • Classificação: evento exclusivo para maiores de 18 anos.
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Controle sobre as próprias informações é a base da soberania contemporânea, afirma presidente do IBGE

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

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Pochmann: IBGE produz informações para fortalecer a democracia

“Na sociedade contemporânea, os dados constituem a verdadeira soberania nacional, mas somente se as informações forem utilizadas para construir inteligência pública. E essa é a vocação histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”, disse o presidente do órgão, Marcio Pochmann, nesta sexta-feira (3), durante sessão solene no plenário da Câmara dos Deputados em homenagem aos 90 anos da instituição.

Pochmann ressaltou ainda que, durante dois séculos, a riqueza das nações foi medida pela capacidade de controlar fronteiras, defender territórios, preservar recursos naturais ou transformar matéria-prima em bens industriais. Hoje, no entanto, esse cenário mudou, principalmente com o surgimento de tecnologias como a inteligência artificial.

“No século 21, soberania significa também produzir conhecimento sobre a própria sociedade. Significa dominar tecnologias estratégicas, desenvolver inteligência artificial comprometida com o interesse público, assegurar que os dados produzidos por milhões de brasileiros fortaleçam o desenvolvimento nacional e a democracia”, enumerou.

Estatísticas confiáveis
Uma das autoras do pedido de realização da homenagem ao IBGE, a deputada Luizianne Lins (Rede-CE), ressaltou que não existe democracia sem estatísticas confiáveis.

A parlamentar lembrou que são os dados produzidos pelo instituto sobre a população brasileira e suas condições de vida que orientam a formulação de políticas públicas e determinam, por exemplo, as transferências de recursos da União para estados e municípios.

Importância
A deputada Erika Kokay (PT-DF), que presidiu a sessão, também destacou a importância do instituto na formulação de estratégias para mudar essa realidade.

“O IBGE nos mostra um Brasil profundo, um Brasil que foi em grande medida invisibilizado, e desnuda as suas próprias desigualdades”, disse Erika. “O IBGE ajuda a explicitar esse Brasil real para que, a partir daí, nós possamos construir os mecanismos necessários para superar as nossas desigualdades e os nossos desafios. Portanto, o IBGE é absolutamente fundamental para a construção da democracia”, acrescentou.

Números do IBGE
Atualmente, de acordo com Luiziane Lins, a instituição tem 11 mil servidores em 27 superintendências estaduais e mais de 560 agências municipais. A deputada acrescenta que, somente em 2026, o IBGE deve produzir e divulgar 269 pesquisas sobre o Brasil e os brasileiros.

 

Reportagem – Maria Neves
Edição – Ana Chalub

 

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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Partido político é passível de controle por lavagem de dinheiro, aprova CSP

Projeto teve voto favorável da relatora, Ivete da Silveira (no telão)
Edilson Rodrigues/Agência Senado

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Partidos políticos poderão ter que se submeter às normas de controle de lavagem de dinheiro dispostas na legislação. A medida está prevista em projeto de lei aprovado nesta terça-feira (7) na Comissão de Segurança Pública (CSP) e busca reforçar a fiscalização sobre doações, contribuições e demais receitas partidárias.

O PL 4.636/2020 altera a Lei de Lavagem de Dinheiro para submeter partidos e suas respectivas fundações às obrigações legais de prevenção e controle desse tipo de crime. Com a mudança, as legendas passam a integrar a lista de pessoas e entidades obrigadas a adotar mecanismos de controle de operações financeiras e de identificação de movimentações suspeitas.

A proposta, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e de outros senadores, recebeu parecer favorável da senadora Ivete da Silveira (MDB-SC). Como foi aprovada em decisão final na CAE, seguirá para a Câmara dos Deputados, se não houver recurso para votação em Plenário.

Alessandro Vieira afirma que o projeto visa responsabilizar os partidos quando for comprovado benefício decorrente da lavagem de dinheiro. De acordo com o autor, os debates sobre “lavagem de dinheiro eleitoral” se intensificaram após a Operação Lava Jato, que, segundo ele, revelou “relações obscuras entre empresas e políticos”.

A relatora argumenta que partidos políticos ocupam papel central na ligação entre sociedade e Estado; por isso, a sujeição das agremiações a controles mais rigorosos pode reforçar a integridade do ambiente eleitoral e reduzir espaços para a entrada de recursos ilícitos na atividade política.

— A medida proposta tende a fortalecer a confiança da sociedade nas instituições representativas, ao sinalizar que estruturas partidárias se submetem a padrões mais elevados de conformidade e de responsabilidade na gestão de recursos — afirma Ivete.

Unidos Contra a Corrupção

Na justificativa do projeto, Alessandro Vieira afirma que a proposta foi inspirada na iniciativa Unidos Contra a Corrupção, movimento que reúne representantes de diferentes setores da sociedade em defesa da adoção de práticas de transparência e integridade no combate à corrupção.

Entre os objetivos da mobilização, está estimular a adesão de agentes políticos às Novas Medidas contra a Corrupção, conjunto de 70 propostas legislativas voltadas ao fortalecimento dos mecanismos de prevenção e controle da corrupção. Segundo o senador, o PL 4.636/2020 foi elaborado com base em uma das propostas do pacote.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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