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Carnaval em SP: confira 10 destinos para curtir o feriado no estado

Na capital, litoral ou interior, os paulistas têm diversas opções para cair na folia ou aproveitar os dias de descanso

 

Do Portal do Governo

 

O carnaval está logo aí, mas ainda dá tempo para se planejar e aproveitar a folia em diversas cidades do Estado do São Paulo. Paulistas e turistas de outros estados podem aproveitar opções das mais variadas possíveis, que vão dos grandes desfiles de escolas de samba e blocos de rua da capital, até as praias do litoral ou as marchinhas em cidades do interior.

Para este ano, em todo o Estado de São Paulo, o carnaval deve atrair cerca de 5 milhões de turistas em viagens com pelo menos um pernoite. Além disso, outras 5 milhões de pessoas devem fazer viagens de bate e volta (sem hospedagem). Em termos de gastos estimados dos turistas nos destinos paulistas, isso representa algo em torno de R$ 3 bilhões.

Levantamento da Secretaria de Turismo e Viagens com 122 cidades do Estado de São Paulo mostra que 81% dos municípios esperam índices melhores que os do Carnaval de 2020, o último antes da pandemia, e nenhum deles espera resultados piores. Outros 14% acreditam que a ocupação hoteleira na cidade será igual e 5% informaram que não há fluxo de turistas na cidade durante o Carnaval.

Capital

São Paulo está pronta para o Carnaval e o entusiasmo pela alegria contagiante das batucadas deve reunir, de acordo com a Secretaria Municipal de Cultura, cerca de 14 milhões de pessoas interessadas em participar dos mais de 500 blocos de ruas e bandas espalhadas por diversos bairros da Capital entre os dias 11 e 26 fevereiro.

Além das ruas, avenidas e alamedas, o Carnaval de São Paulo tem outra moradia: o Sambódromo. O local possui capacidade média de público de 30 mil por noite, entre arquibancadas e camarotes. Passarão pelo Sambódromo paulistano 34 escolas: 14 do grupo Especial, 8 do grupo de Acesso 1, e 12 do grupo de Acesso 2. No total são mais de 35 mil pessoas desfilando nos quatro dias de disputa.

São Luiz do Paraitinga

A 174 km de São Paulo, São Luiz do Paraitinga é uma histórica cidade do interior de São Paulo que se transforma no carnaval. Mais de 100 mil turistas visitam a cidade atrás de seus blocos e marchinhas carnavalescas. Suspensas as manifestações por conta da pandemia desde 2020, a volta ao Reinado de Momo é aguardada com emoção. Ali, o carnaval de marchinhas foi reinventado e é destaque na imprensa nacional. Para esse ano, as novidades são uma exposição sobre a história da manifestação cultural na cidade, uma programação voltada ao público infantil (projeto chamado ‘Pequeno Folião’) e um aumento no número de blocos, que passará de 25 para 28 em 2023.

Santos

Maior município do litoral paulista, Santos, a 70 km de São Paulo, já está em ritmo de festa carnavalesca. A expectativa para este ano é que o Carnaval local movimente mais de um milhão de turistas. O desfile das escolas de samba ocorre tradicionalmente uma semana antes, nos dias 10 e 11 de fevereiro na Passarela do Samba Dráuzio da Cruz.  Durante o feriado de Carnaval, será realizada a primeira edição do ‘Carnacentro’, com cinco dias de muita animação para turistas e munícipes que curtem a festa, com as tradicionais bandas de rua.

Votuporanga

O carnaval de Votuporanga, a 520 km de São Paulo, costuma atrair milhares de foliões e promete, para este ano, um carnaval popular. A festa “Carnaval Votu Show 2023” ocorrerá gratuitamente no palco externo do Parque da Cultura nos dias 18, 19, 20 e 21 de fevereiro com nomes da música nacional e artistas locais. Com o slogan ‘Votuporanga, a Terra da Folia”, o evento será promovido com a presença do Rei Momo e da Rainha do Carnaval, concursos para escolha do casal da corte, as melhores fantasias, desfile de bloquinhos e matinês para as crianças. Haverá também uma praça de alimentação com os food trucks e feira de artesanato com produtos temáticos.

Campinas

Campinas, a 83 km de São Paulo, já está preparada para o Reinado de Momo com a volta do Carnaval de Blocos. A Prefeitura da cidade informou que já tem ao menos 65 blocos confirmados para a festa. Serão cerca de 80 desfiles dos blocos pelas ruas da cidade durante o período que começa no pré-Carnaval, no dia 4 de fevereiro, e segue até dia 21 de fevereiro, terça-feira de Carnaval. Para quem pensa em levar seus animais de estimação para socializar, há opções como o “Bloco do Cão” e o tradicional “Bloco do Bob”. A programação conta também com o retorno de blocos tradicionais que passaram alguns anos sem desfilar, como o “Afoxé Ilê Ogum” e o “Reunidos na Hora”. A expectativa da Secretaria da Cultura local é que durante esse período o público total seja de cerca de 100 mil pessoas nas ruas do município.

Olímpia

Conhecida pelos seus parques temáticos, Olímpia, a 435 km de São Paulo, realizará o “CarnaOlímpia 2023” entre os dias 17 e 20 de fevereiro, no estacionamento do parque Thermas dos Laranjais. A entrada para a pista será gratuita para toda a população e visitantes. Durante todos os dias, haverá diversas atrações, como Ana Castela, conhecida como “Boiadeira”, Os Menotti, com os sertanejos César Menotti e Fabiano e o pagode do Grupo Sambalove, e a banda de axé A Zorra, diretamente da Bahia, entre outros. Com aporte da Prefeitura, as festividades de Carnaval terão ainda o tradicional desfile das escolas de samba.

Nazaré Paulista

A 90 km da capital, Nazaré Paulista ganha cores e muita animação com as marchinhas, abadás, confetes e serpentinas pelas ruas, sem contar a Programação do Carnaval de Marchinhas 2023 repleta de atrações, com muita alegria e diversão para todos. O início do Carnaval no centro da cidade será dia 15 (quarta-feira) e seguirá até o dia 21. De quinta (16) a segunda (20), os blocos se apresentarão nas ruas da cidade, como manda a tradição.

Americana

Americana, a 126 km de São Paulo, vai realizar uma série de atividades para comemorar o Carnaval 2023. Com o CarnaSocial, com o Concerto Carnaval Nostalgia para a Terceira Idade e apresentação da Banda Municipal Monsenhor Nazareno Maggi, os foliões irão se divertir muito ao som das marchinhas que marcaram os carnavais de outras épocas. Tudo acontece no Centro Comunitário do Jardim São Paulo. Os turistas terão uma ampla programação de manhã até à noite no Centro da cidade ou na Praia dos Namorados.

Santa Fé do Sul

O carnaval da Estância Turística de Santa Fé do Sul, a 624 km de São Paulo, promete ser um grande evento gratuito do Noroeste Paulista. O “Santa Fé Folia 2023” acontece oficialmente entre os dias 18 a 20 de fevereiro, na Praça Salles Filho. Entre as atrações confirmadas, estão a dupla Pedro Paulo & Alex, o Bonde do Tigrão e Jefferson Moraes e Open Farra. Para a criançada, a diversão será garantida na matinê do “Santa Fé Folia 2023”.

Ilhabela

Invadida por turistas durante o carnaval, Ilhabela, a 207 km de São Paulo, terá muitos blocos de embalo da cidade, shows musicais e baile de rua todas as noites.  A abertura oficial do Carnaval 2023 acontece já no dia 10 e o Rei Momo recebe, simbolicamente, a chave da cidade. Entre os muitos blocos de Ilhabela, destaque para o Banho da Doroteia, que consiste em um desfile com fantasias feitas à base de papel crepom. O desfile tem início na avenida e término no meio do mar. Reza a lenda que quando os adereços são desfeitos, o mar leva também as energias negativas.

*NotaCitado na primeira versão desta reportagem, o carnaval em Tatuí foi cancelado pela prefeitura devido às fortes chuvas que atingiram o município nos últimos dias.

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Capital Lab impulsiona empreendedorismo científico no DF

Programa, que aposta na incubação de startups e formação de novos talentos, será lançado nesta quinta-feira (15) e prevê atender mais de 4 mil pessoas com ações de inovação, capacitação e difusão científica

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Agência Brasília* | Edição: Plácido Fernandes

 

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF), em parceria com o Instituto Bem Estar, lança oficialmente nesta quinta-feira (15) o Programa Capital Lab – Empreendedorismo Científico. O evento de abertura será realizado às 19h, no Lounge da Asbac, reunindo representantes do ecossistema de inovação, instituições de ensino superior, pesquisadores, empreendedores e autoridades do Distrito Federal.

A iniciativa nasce com a proposta de fortalecer a conexão entre universidades, governo, setor produtivo e sociedade civil, transformando conhecimento científico em soluções inovadoras, negócios de base tecnológica e projetos de impacto social.

“Queremos mostrar que inovação não pertence apenas aos laboratórios ou grandes empresas. O Capital Lab foi criado para abrir espaço a ideias transformadoras, conectar talentos e incentivar pessoas de diferentes áreas a desenvolverem projetos capazes de gerar impacto real na sociedade”, destaca o secretário, Rafael Vitorino.

Programa estima mais de 4 mil participantes e, entre outras metas, a incubação de até 20 projetos ou startups científicas | Foto: Divulgação/Secti-DF

O programa prevê o alcance direto estimado de 4.155 participantes em diversas ações voltadas à ciência, tecnologia e empreendedorismo. Entre as metas estão a incubação de até 20 projetos ou startups científicas, implantação de três Laboratórios Universitários, realização de atividades formativas para pelo menos 1.200 participantes, promoção de visitas de difusão científica em escolas públicas, encontros técnicos presenciais, hackathons, mentorias, pitch days e eventos estratégicos com investidores.

Hub de Empreendedorismo Científico 

Além disso, o Capital Lab contará com uma sede no Setor Comercial Sul, que funcionará como Hub de Empreendedorismo Científico para apoio aos projetos incubados. O programa também prevê suporte técnico especializado, consultorias em gestão, comunicação, finanças e modelagem de negócios, além da criação de uma Revista Eletrônica de difusão científica.

A atuação será em diferentes regiões administrativas do DF e da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride), envolvendo estudantes, pesquisadores, startups, instituições acadêmicas, investidores e representantes do setor produtivo.

As inscrições para a chamada pública serão abertas no dia 15 de maio e seguem até o dia 31 de maio, por meio do site oficial do Programa Capital Lab. Os projetos selecionados participarão do Ciclo de Ideação e Pré-incubação, com duração de cinco meses e início previsto para 22 de junho.

A iniciativa reforça o compromisso da Secti-DF com o fortalecimento das políticas públicas de ciência, tecnologia e inovação, ampliando o acesso ao empreendedorismo científico e incentivando a criação de soluções capazes de gerar desenvolvimento econômico, inclusão e transformação social no Distrito Federal.

SERVIÇO
Evento de Abertura do Programa Capital Lab – Empreendedorismo Científico
Data: 15 de maio de 2026
Horário: 19h às 22h
Local: Lounge da Asbac
Inscrições para o programa: de 15 a 31 de maio de 2026, no site oficial do Capital Lab.

*Com informações da Secti-DF

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Mulheres sambistas são homenageadas e pedem valorização dos desfiles de samba do DF

Cerimônia reuniu mulheres à frente de escolas de samba do DF e tratou de desafios, preconceitos e perspectivas de gestões femininas nas agremiações

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Foto: Sara Marques/Agência CLDF

 

Data é comemorada em alusão ao dia do nascimento da compositora, cantora e instrumentista Dona Ivone Lara

Em homenagem ao Dia da Mulher Sambista, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promoveu sessão solene na noite de sexta-feira (8). Ao longo do evento, participantes ressaltaram o papel da mulher na cultura e pediram apoio para os desfiles das escolas de samba do Distrito Federal. 

“Falar das mulheres no samba é falar de resistência”, definiu a deputada distrital Doutora Jane (Republicanos), autora da solenidade. “É lembrar que muitas tiveram que cantar mais alto para serem ouvidas, para ocupar espaços que antes lhes eram negados e transformar dor, luta e preconceito em arte, beleza e emoção”, disse a parlamentar.

>> Confira mais imagens da homenagem

Doutora Jane afirmou que a homenagem representa “um compromisso com a valorização das mulheres da cultura, com mais respeito, mais visibilidade e mais apoio para quem mantém viva a identidade do nosso povo”.

 

 Rainha do Carnaval de Brasília, Laíssa Nayline (Foto: Sara Marques/Agência CLDF)

Para a rainha do Carnaval de Brasília, Laíssa Nayline, “ser uma mulher sambista é carregar um legado. É resistir e, acima de tudo, manter a nossa arte e a nossa cultura viva. Essa homenagem é para todas as mulheres que fizeram o samba acontecer em Brasília, como a nossa saudosa Neide de Paula”.

Mulheres na gestão cultural

A solenidade contou com a participação de mulheres à frente de escolas de samba do DF, que falaram sobre desafios como gestoras. “Em muitos momentos, enfrentei, durante essa gestão, vários episódios de misoginia, em que duvidaram diversas vezes do potencial, não meu apenas, mas de qualquer mulher que estivesse à frente. Então, quem me conhece sabe que a minha pauta é respeito”, disse a presidente do Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Independente do Gama, Edilamar Melo.

O preconceito também foi abordado pela diretora de Carnaval do Grêmio Recreativo Unidos de Vicente Pires, Simone Bezerra: “Eu falo que a mulher persiste, principalmente dentro do mundo da escola de samba, que é um ambiente extremamente masculino. Eu sou uma mulher preta, periférica e tenho muito orgulho de dizer que sou diretora de carnaval por opção, porque eu me preparei para isso”.

 

Sara Marques/Agência CLDF

Desfile

Em vários momentos, o público entoou a palavra “desfile”, em pedido de apoio aos desfiles das escolas de samba de Brasília. A manifestação cultural tem enfrentado dificuldades no DF, com apresentações suspensas por vários anos e falta de recursos.

O secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Fernando Modesto, comentou o assunto: “Por 12 anos, [o desfile de samba] esteve na UTI, perto de morrer. Nesta gestão, eu posso dizer que colocamos ele na enfermaria. E eu sonho que tenha alta em breve. Mas uma coisa é certa: nessa gestão, o samba não vai morrer”.

Data comemorativa

O Dia Nacional da Mulher Sambista é celebrado em 13 de abril, em homenagem ao nascimento da cantora, compositora e instrumentista Dona Ivone Lara, uma das maiores artistas do samba. A data foi criada pela Lei federal 14.834/2024.

Ana Teresa Malta – Agência CLDF

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Em reunião pública, GDF sinaliza desfiles das escolas de samba ainda neste mês

Durante debate, representantes da Secretaria de Cultura apontaram que data provável dos cortejos seria de 29 a 31 de maio

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Foto: Felipe Ando/Agência CLDF

Integrantes das escolas de samba cobram uma definição do governo do Distrito Federal, após os desfiles serem cancelados duas vezes

Adiados duas vezes este ano, os desfiles das escolas de samba do Distrito Federal foram tema de reunião da Comissão de Educação e Cultura (CEC) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), nesta segunda-feira (11). Representantes de agremiações do grupo especial e de acesso cobraram a definição de uma data para as apresentações. Segundo a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, a expectativa é de que os desfiles aconteçam de 29 a 31 de maio no Eixo Cultural Iberoamericano.

>> Confira mais imagens da reunião na CLDF

O debate foi conduzido pelo presidente da CEC, deputado Gabriel Magno (PT), que ressaltou a importância do Carnaval e do desfile das escolas de samba para a cultura e a economia do DF. “Não se trata apenas de uma festa; é respeito à cultura popular, à memória, ao território e aos trabalhadores. Além de um patrimônio cultural deste país, o samba é importante, inclusive, do ponto de vista da economia”, afirmou o parlamentar. Ele registrou ainda que, desde 1962, há desfiles de escola de samba no DF.

Em 2026, a previsão era de que as escolas fossem para a avenida em 27, 28 e 29 de março. Essas apresentações, no entanto, acabaram canceladas e remarcadas para abril, como parte da comemoração dos 66 anos de Brasília, celebrados no último dia 21. Com o cancelamento da programação do aniversário da cidade pela governadora Celina Leão, os desfiles voltaram a ser adiados, sem nova previsão.

“Mesmo sem ter recebido todo o recurso do governo, a Aruc se organizou, fez os carros alegóricos, os adereços e as fantasias. Estamos prontos para ir para a avenida, e essa incerteza traz decepção: corremos o risco de estar desmobilizando as pessoas e de cair no descrédito”, lamentou o presidente da Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro (Aruc), Robson Oliveira.

Esse sentimento foi compartilhado por outros participantes da cadeia produtiva. Primeira mulher mestre de bateria no DF, Lili Gaspar comanda a escola de samba Capela Imperial de Taguatinga e contou que, todos os dias, a comunidade pergunta sobre os desfiles. “As crianças me perguntam: ‘Tia, vamos desfilar hoje?’. Bate um desânimo não ter uma resposta, não ter transparência”, afirmou. Ela apontou, ainda, outros agravantes: os custos com os ensaios e as dificuldades para a manutenção dos carros alegóricos e elementos cenográficos. “Chuva e sol desgastam os carros, o brilho vai embora”, disse.

“Todas as escolas estão tendo problemas e despesas com o adiamento dos desfiles”, resumiu a vice-presidente da Acadêmicos da Asa Norte, Jodette Amorim. Ela apresentou uma série de reivindicações comuns às demais agremiações: a liberação de recursos antes do carnaval; o disponibilização de um sambódromo, um espaço definido, permanente e adequado para os desfiles, e a criação de uma espécie de “cidade do samba” no DF, onde cada escola teria um terreno para o seu barracão. “É uma questão de respeito”, pregou.

O presidente interino da União das Escolas de Samba e Blocos de Enredo do Distrito Federal (Uniesbe-DF), Gleidson de Sá, reforçou a capacidade de “transformar vidas” das agremiações de carnaval em suas comunidades e lamentou: “A falta de apoio não vem de hoje, é estrutural. Isso desmobiliza comunidades e escolas que, mesmo assim, vêm trabalhando arduamente para manter essa cultura viva no DF”.

Após ouvir os carnavalescos, o subsecretário de Difusão e Diversidade Cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec), Leandro Oliveira, reforçou a importância da cadeia produtiva da folia e disse estar em contato permanente com a Uniesbe-DF. “Estamos trabalhando para que os desfiles aconteçam ainda este mês”, informou, alertando como “data mais razoável” o período de 29 a 31 de maio.

Encaminhamentos  

“Estamos saindo da reunião sem uma resposta formal, saímos somente com uma expectativa. A publicação da data tem de ser feita esta semana, pois não se mobiliza do dia para a noite, esse é um encaminhamento urgente”, cobrou o deputado Gabriel Magno.

O parlamentar propôs a constituição de um grupo de trabalho, com representantes das agremiações e da Secretaria de Cultura, para atualizar a legislação que trata do carnaval e dos desfiles das escolas. “Podemos avançar na definição de um percentual mínimo do Orçamento a ser repassado para o setor e pensar, juntos, uma nova repactuação para garantir segurança maior para a realização dos desfiles”, sugeriu. A proposta foi elogiada por todos os presentes na discussão.

Veja a íntegra da reunião: 

 

Denise Caputo – Agência CLDF

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